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Capítulo 99 de 150

Reencarnação

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Antônio Francisco da Costa e Silva*

De cimo a cimo, a idéia viva esbarro... Luzem constelações... O Céu rutila... Estrelas resplendentes fazem fila, Multicores vagões do Etéreo Carro.

Mas revejo, enlevado, o sol da vila... O regaço materno, ansioso, agarro; Ouço meu pai de crônico pigarro E a voz do lar por música tranqüila.

Fito a mesa singela, o caldo, a broa; O velho cão rafeiro geme à toa... Ah! Saudades! Sois tudo quanto exerço!...

Preces a Deus, em lágrimas, transponho... Aspiro a refazer a vida e o sonho, Quero chorar nos júbilos do berço!...

(*) Depois de fazer o curso primário e os preparatórios em Teresina, transferiu-se da Costa e Silva para o Recife, onde, sòmente em 1913 veio a bacharelar-se em Direito. Foi funcionário público do Ministério da Fazenda, ascendendo a altos postos. Durante quase dez anos viveu o poeta em Belo Horizonte, mudando-se, posteriormente, para o Rio, onde desencarnou. «A sua poesia» – escreveu Andrade Muricy – «trazia uma exaltação luminosa, um inebriamento comunicativo. Era alguém que cantava, mas com uma virtuosidade harmoniosa e forte, um belo ímpeto arrebatado.» (Amarante, Piauí, 28 ¿' de Novembro de 1885 – Rio de Janeiro, GB, 29 de Junho de 1950.)

BIBLIOGRAFIA: Sangue; Zodíaco; Verhaeren; Verônica; etc.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.