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Capítulo 87 de 150

O Dom Juan

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Cornélio Pires *

E assim viveu Cantídio Maldonado, Deitando anedotário e latinório, Bela figura, qual D. Juan Tenório, Lampeiro, bonitão e remoçado.

Aqui e ali, promessas de noivado, Meninas lastimando amor inglório, Lares desfeitos, casos de cartório E crimes, vários crimes de contado.

Contudo, a morte veio... O pobre amigo Acumulava em lágrimas consigo Dor e remorso em trágico binômio...

Corre o tempo... Hoje encontro Maldonado, Andrajoso, esquecido e reencarnado, A rir e soluçar num manicômio.

(*)Além de poeta, contista, jornalista, humorista e conferencista, era Cornélio Pires devotado pesquisador do nosso folclore. «Seja bom» – recomendou-lhe, certa vez, Amadeu Amaral. E Cornélio Pires, ao fazer-se tarefeiro da Doutrina Espírita, não foi apenas um bom, mas verdadeiro herói da bondade permanente, a benefício dos semelhantes. Pouco antes de desencarnar, fundou em Tietê, SP, a «Granja de Jesus», entidade de amparo ao menor abandonado. Escreveu para inúmeros jornais e revistas, tendo iniciado a sua vida literária em O Malho, do Rio. Alguns dos seus livros continuam a ter numerosas e sucessivas reedições. «Sua obra» – di-lo Joffre Martins Veiga – «é eminentemente popular e de cunho essencialmente brasileiro. » (Tietê, Est. de S. Paulo, 13 de Julho de 1884 – S. Paulo, Estado de S. Paulo, em 17 de Fevereiro de 1958.)

BIBLIOGRAFIA: Musa Caipira; O Monturo; Versos; Coisas d’Outro Mundo; Onde estás, ó morte?»; etc

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.