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Capítulo 120 de 150
Redenção
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Antero COSTA CARVALHO *
Acusado sem culpa ante a calúnia infrene, Explico-me a chorar, no entanto é assim que eu morro... 3 “Deus! Ampare-me, ó Deus!” – exoro por socorro, Sem que a força do Céu me responda ou me acene.
5 N’alma, remorso algum... Nada que me condene... Nas raias da agonia, em pranto jorro a jorro, A benção da oração é o teto a que recorro, A render-me, sem mágoa, ao minuto solene.
Mas quando o corpo tomba examine, cansado, Vejo-me, austero algoz, a rugir no passado, Em vômitos de lama cólera assassina...
O lobo então que eu fora, o suplício desterra! Glória à reencarnação! Glória às dores da Terra, Em que se cumpre a Lei da Justiça Divina!...
3. Mesarquia: “ Deus! Ampara-me, ó Deus!’ - Cf. nota7, pág. 42. 5. Cf. nota n º. 1, pág. 44.
(*) Farmacêutico, orador, jornalista e poeta, viveu durante muitos anos na cidade de Campo Grande, Mato Grosso, transferindo-se mais tarde, para catalão, onde exerceu diversos cargos, inclusive o de substituto no Cartório de Registro Civil. Colaborou em vários jornais da época, tendo sido um dos fundadores de O Esporte, folha catalana. <<De esmerada educação e muito caridosa>> -- di-lo Coelho Vaz em Vultos Catalanos, pág. 93 -, foi, entretanto, barbaramente trucidado na via pública, acusado de um crime não cometido. (Jataí, Goiás, 22 de Julho de 1904 – Catalão, Goiás, 16 de Agosto de 1937.).
BIBLIOGRAFIA: Meu Nirvana; Retalhos, inédito.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.