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Capítulo 32 de 150

Confissão

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Lulu Parola (Aloísio Lopes Pereira de Carvalho) *

Quando a cela de carne vira pó, A gente volta vivo para cá, Lembrando com saudade de dar dó Essa bóia daí que aqui não há...

Moqueca, caruru, mãe-benta, efó, Quibebe, canjiquinha, munguzá, Sequilhos, abará, manuê, bobó, Tutu, acarajé e vatapá...

Vivo morto de fome por aqui! Para que eu não embirre igual guri, É preciso ter muita e muita fé...

Puxa, meu pessoal! Que sururu! Ouçam meu coração que fala nu: Cuidado, pois o garfo dá banzé!

(*) Devotado jornalista, e poeta de humor fino e original. Manteve, de 1891 a 1919, uma seção diária de versos humorísticos no Jornal de Notícias, de Salvador, intitulada «Cantando e Rindo»,assinando-a Lulu Parola, pseudônimo literário com que se popularizou. Foi um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira n 2. Deputado estadual. Redator de A Tarde, de 1925 até o dia de sua desencarnação. Florêncio Santos, no seu artigo – Reminiscências da «A Tarde» – estampado no Jornal do Commercio de 28 de Outubro de 1962, assim se referiu a ele: «Homem bom e amigo leal, era Aloísio um chefe de família exemplar. Desprovido de bens materiais, foi um nababo da inteligência e do idealismo.» (Salvador, Bahia, 27 de Março de 1S66 – Salvador, 2 de Fevereiro de 1942.)

BIBLIOGRAFIA: Cantando e Rindo, 14 Série; Cantando e Rindo, 2’ Série; etc.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.