[user_registration_my_account]
Capítulo 118 de 150
Confidência
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Paulo Machado * Senhor, O carpinteiro Trouxe a madeira pobre ao banco de talhar E, manejando a enxó, o serrote e o formão, 5 Cortou-a sem piedade...
Ninguém lhe ouviu reclamação alguma.
Findos alguns instantes, Era coluna simples.
Dentro de pouco tempo, Ei-la peça lavrada, Em caminhão barulhento, E levada a servir nas construções dos homens, Sem perguntar sequer, Pelo próprio destino: Se devia brilhar no teto de um palácio Ou pisada no chão de cabana esquecida...
Ajuda-me, Senhor, A entender a lição dessa coluna humilde!... Que eu saiba agradecer A dor que me depura E depois receber A mercê de servir-te, Quando o quanto quiseres, Como e seja onde for...
[1] 5. Leia-se pie-da-de-, com senérese.
(*) O poeta não se identificou perante reunião em que a página foi psicografada NA JAULA DA CARNE
GALDINO Pereira DE CASTRO *
Fôra em prisca existência o gênio da batalha, Era o saque, o terror e a morte em casa alheia... 3 Agora, reencarnado, em vão ruge, guerreia, Ataca, deblatera, apedreja, retalha.
5 Obsesso infeliz, estrídulo gargalha; De outras vezes, a sós, anárquico, pranteia. Traz o cérebro em chama – incendida cadeia -, A ocultar-se na sombra e a surgir sobre a palha.
“Louco!” – proclama a terra. Ele blasfema e chora, Contempla, estarrecido, as vítimas de outrora, Réu da própria consciência em hórrida clausura...
Guarda a soma integral das culpas de outras vidas, Mas, no hospício do mundo, em convulsões doridas, 14 Ele é tido por monstro em longa noite escura.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.