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Capítulo 76 de 150
Matinada
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Luís Caetano Pereira Guimarães Júnior (*)
Ampla luz se desnastra, onda por onda, Desponta a madrugada purpurina... O carreiro das lágrimas termina, Minha alma acorda, anseia, indaga, sonda...
Subo, encantado e pasmo... A etérea ronda Das estrelas, na abóbada divina, Lembra flores, em monte, na campina Que o Eterno Lavrador cultiva e esmonda...
A saudade aparece... O peito chora... Gaturamo rompendo os véus da aurora, Onde encontrar meu ninho nesses ramos?
Torno à Terra, em soluços de alegria!... Bendito seja Deus que nos confia O amor por céu na luz do lar que amamos!
(*) Poeta, jornalista, contista, comediógrafo, formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1869, depois de iniciar os estudos na Faculdade de S. Paulo, seguindo a carreira diplomática. Foi adido à legação brasileira no Chile, em Londres e em Roma, além de haver exercido as funções de secretário de legação em Lisboa. Aposentou-se no cargo de ministro plenipotenciário, na Venezuela. Sócio de várias Associações culturais do Brasil e do estrangeiro, foi fundador da cadeira nº. 31 na Academia Brasileira de Letras. Ronald de Carvalho (Peq. Hist. Lit. Brasileira, págs. 287- 288), ao estudar a poesia de Luís Guimarães Júnior, acentuou que «as notas descritivas predominam, geralmente, sobre as subjetivas, o artista sobreleva ao poeta, e o pintor se avantaja ao filosofo», acrescentando, adiante: «Há nos seus painéis um laivo de ternura discreta, um sentimento de melancolia muito particular. » Prefaciando--lhe Sonetos e Rimas, Fialho de Almeida chamou-lhe «o Massenet do soneto» (apud Iracema G. Vilela, Luiz Guimarães Júnior, pág. 110). (Rio de Janeiro, GB, 17 de Fevereiro de 1845 – Lisboa, 19 de Maio de 1898". )
BIBLIOGRAFIA: Corimbos; Sonetos e Rimas; Poema dos Mortos; Filigranas; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.