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Capítulo 28 de 150

Cântico Fraterno

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

João de Deus Ramos*

Canta, irmão, canta o carinho! Canta o rio em todo canto Fazendo o próprio caminho Belo e santo.

Dura o bem, dura a alegria, Dura o amor e a paz perdura. Somente o mal desce à via Da loucura.

Vibra, irmão, vibra em Jesus! Vibra o Sol, em raios vibra, E o dossel de sua luz Equilibra.

Chora a vida rumo à frente. A evolução chora, chora, Pois o pranto é lava ardente Que aprimora.

Sente, irmão, sente o perfume, A brisa chegando à porta; Seu passo que aviva o lume Reconforta.

− Onde há paz? Onde há bondade? Onde há amor e há riso aonde? Onde?! Em ti! És a verdade Que se esconde...

(*) De origem humilde, João de Deus bacharelou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1859 exercendo brilhantemente o jornalismo e o magistério, sendo considerado um verdadeiro apóstolo da instrução “É um lírico inimitável” dele diz Mendes dos Remédios (História Lit. Port. Pág.586) –” é o mais espontâneo e genial burilador da poesia portuguesa. Nunca ninguém teve a arte de dizer coisas mais belas em frases tão simples. » (S. Bartolomeu de Messines, Algarves, Portugal, 8 de Março de 1830 – Lisboa, 11 de Janeiro de 1896).

BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Flores do Campo; Ramo de Flores; Folhas Soltas; Cartilha Maternal, etc. ; b) do poeta desencarnado Jardim da Infância, pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.