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Capítulo 6 de 150

Romance

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Júlia Cortines Laxe*

No vetusco solar da longínqua Provença, Ao pajem disse a dama, ante pálida lua: 17 – “Nunca te esquecerei!... Sou tua, sempre tua!...” No outro dia, porém, deu-lhe escárnio e descrença.

Relegado no campo ao suor da charrua, Entre a mágoa do amor e a humilhação da ofensa, 21 O jovem busca a morte... A morte, em sombra imensa, Endoidece-lhe o sonho e a vida continua...

4. Ler com sinérese: vee-men-te. 6. Leia-se com hiato: com/cer/te/za/e/era. 8. Para que possamos observar o gosto da poetisa para a alusão a nomes celebres, quer mitológicos quer da vida real, cf. o soneto “A vingança de Cambises” (apud Pan. III, págs. 246-247). 17.cf. nota nº. 2, pág. 36. 21.cf. nota nº7, pág. 62. __________________________________________________

(*) “Júlia Cortines” – diz Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan. III, pág.246) – “é uma das poetisas selecionadas por Valentim Magalhães para figurarem na parte antológica de A Literatura Brasileira (1870 - 1895). Sua poesia afigura-se realmente parnasiana, de um comedimento e boleio de frases semelhantes ao de Francisca Júlia.” É ela, segundo afirma o poeta e ensaísta Darcy Damasceno (in A Lit. no Brasil, III. T.1, pág.376). quem “abre o desfile dos epígonos parnasianos”. Sentimento, emoção, cuidado da forma, beleza expressional e correção métrica caracterizam-lhe os poemas, levando José Veríssimo a compará-la a celebre poetisa italiana Ada Negri (Apud E. Werneck, Ant. Brasileira pág. 507. (Rio Bonito, Estado do Rio, 12 de Dezembro de 1868 – Desencarnou em 19 de março de 1948.)

BIBLIOGRAFIA: Versos; Fragmentos; Vibrações.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.