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Capítulo 10 de 150
A Procura da Idéia Original
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Augusto Álvaro de CARVALHO ARANHA *
O homem demanda, embora surdo e lento, A verdade que o busca, viva e certa; Mas dorme na ilusão a que se oferta, No garimpo interior do pensamento.
Iludido, cansado, desatento, Crendo no acaso, um dia brilha e acerta... Muda-se então a vida em luz aberta Pela fulguração de um só momento.
O súbito clarão de uma faísca Explode no horizonte azul e risca O alto manto do céu em que se enfiara...
Assim, a idéia nova em nossa mente: Eclode num lampejo incandescente E abre caminho pelo mundo afora...
(*) Depois de estudar no Maranhão e em Pernambuco, veio CA a matricular-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, bacharelando-se em 1901. Além de poeta distinto, foi promotor e juiz em algumas cidades do interior paulista. Colaborou em inúmeros órgãos da imprensa de Sergipe, Pernambuco, Rio e S. Paulo. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Sobre ele assim se externou Armindo Guaraná, em seu Dic. Bio-Bibl. Sergipano, pág. 41: «Poeta primoroso e festejado da escola parnasiana, é também um espírito dotado de filantropia e um juiz culto e reto. » (Aracaju, Sergipe, 30 de janeiro de 1876 – Rio de Janeiro, GB, 30 de Março de 1928.)
BIBLIOGRAFIA: Primícias; Poeira do Meu Caminho; Visão das Horas; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.