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Capítulo 67 de 150

Jornada

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Adelino da Fontoura Chaves*

Fui átomo, vibrando entre as forças do Espaço, Devorando amplidões, em longa e ansiosa espera... Partícula, pousei... Encarcerado, eu era Infusório do mar em montões de sargaço.

Por séculos fui planta em movimento escasso, Sofri no inverno rude e amei na primavera; Depois, fui animal, e no instinto da fera Achei a inteligência e avancei passo a passo...

Guardei por muito tempo a expressão dos gorilas, Pondo mais fé nas mãos e mais luz nas pupilas, A lutar e chorar para, então, compreendê-las!...

Agora, homem que sou, pelo Foro Divino, Vivo de corpo em corpo a forjar o destino Que me leve a transpor o clarão das estrelas!...

(*) Poeta, contista, teatrólogo. Transferindo-se da Atenas Brasileira para o Rio de Janeiro, cedo percebeu AF que nascera para o jornalismo. Trabalhou com Artur Azevedo na Gazetinha e com Lopes Trovão no Combate, e foi agente, em Paris, da Gazeta da Tarde. Patrono da cadeira nº. 1 da Academia Brasileira de Letras e da cadeira nº. 38 da Academia Maranhense de Letras. Autor de "Beatriz", «Celeste», «Atração e Repulsão» e tantos outros sonetos famosos, «é ele» – assinala Múcio Leão (in Dispersos, pág. 12) – «o caso único de um patrono de Academia que não tem nenhum livro publicado». (Axixá, Maranhão, 80 de Março de 1855 ""' – Lisboa, Portugal, 2 de Maio de 1884.)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.