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Capítulo 52 de 150

Exortação

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

João de Deus Ramos *

Trabalho – nossa coroa, Consciência – nosso altar, Na Terra que voa, voa, Sem pousar.

O presente – panorama Do Grande e Excelso Porvir; Segue a Jesus, ama, ama, Sem pedir.

Eis o Evangelho – cartilha Do nosso curso escolar. Farol de amor, brilha, brilha, Sem cessar.

Abismo, lameiro e aclive São convites ao dever. Quem não luta vive, vive, Sem viver...

Alma – luz que nunca morre. Ninguém se pode matar. Vida é fonte: corre, corre, Sem parar.

Quando o coração é cofre De esperança e bem-querer, O espírito sofre, sofre, Sem sofrer...

O cristão marcha em demanda Da glória do Eterno Lar. Serve, ajuda, anda, anda, Sem cansar.

Ao Mestre da Vida aprouve Rogar-nos a discernir, O ouvido que ouve, ouve, Sem ouvir...

Desterra a intenção escusa

Com os bens da vida vulgar, Doa a todos, usa, usa, Sem guardar.

Deus por Divina Tutela É sol no próprio nadir. Caminheiro, vela, vela, Sem dormir!...

(*) De origem humilde, João de Deus bacharelou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1859 exercendo brilhantemente o jornalismo e o magistério, sendo considerado um verdadeiro apóstolo da instrução “É um lírico inimitável” dele diz Mendes dos Remédios (História Lit. Port. Pág.586) –” é o mais espontâneo e genial burilador da poesia portuguesa. Nunca ninguém teve a arte de dizer coisas mais belas em frases tão simples. » (S. Bartolomeu de Messines, Algarve, Portugal, 8 de Março de 1830 – Lisboa, 11 de Janeiro de 1896).

BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Flores do Campo; Ramo de Flores; Folhas Soltas; Cartilha Maternal, etc. ; b) do poeta desencarnado Jardim da Infância, pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.