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Capítulo 93 de 150

Para a Glória de Cristo

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Antônio Valentim da Costa Magalhães*

-“Para a glória do Cristo!” – era-lhe o emblema de ouro Ao chegar de clarins, alaúdes e avenas, Fosse na espada em Roma e no livro em Atenas Ou a empinar o corcel no campo verde-louro.

Comandante e senhor bramia: - “Guerra ao mouro!” E exterminava, em fúria, as hostes sarracenas, A estender sangue e pranto em cárceres e penas, Com que supunha erguer o Evangelho vindouro...

Um dia a morte chega... Espírito liberto, O impiedoso tirano ouve Jesus de perto Que lhe fala de amor ao peito rude e bravo...

Chora...Atende...Depois retorna à Terra e escuta: - “Para a glória do Cristo!” – e, entregue à nova luta, Investe noutro corpo a estamenha do escravo.

(*) Romancista, poeta, crítico literário, teatrólogo, contista e jornalista. Bacharel pela Faculdade de Direito de S. Paulo, Valentim Magalhães advogou durante anos no Ri de Janeiro, onde foi professor de Português e, depois, de Pedagogia na Escola Normal. Diretor-fundador do celébre jornal literário – A Semana – e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, o suave poeta de Rimário exerceu poderosa influência nos meios culturais do Pais. Colaborou em diversos diários importantes do Rio e de S. Paulo. Segundo Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan., III, pág. 29), foi VM um dos poetas mais representativos da poesia socialista. ( Rio de Janeiro, GB, 16 de Janeiro de 1859 – Rio de Janeiro, GB, 17 de Maio de 1903.) BIBLIOGRAFIA: Cantos e lutas; Rimário; Quadros e Contos; Horas Alegres; etc

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.