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Capítulo 45 de 150

Duas Vidas

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Antônio Valentim da Costa Magalhães (*)

- “Uma esmola, senhor, que me alivie os males!...” E o marajá responde humilhando o mendigo: -“Um paria é maldição na viagem que eu sigo! Afaste-te, infeliz! Não me fites, nem fales!...”

Ao Sonido marcial de clarins e timbales, A caravana parte, em busca de outro abrigo... E o grande hindu, lembrando um rei vaidoso e antigo, Fulge no palanquim por montanhas e vales!

Mas o príncipe morre... E o Tribunal Divino Impõe-lhe vida nova... E’ um paria sem destino, Que traz agora a dor qual fogo atado ao lenho...

E no mesmo lugar que ele, mísero, empresta, Implora a um marajá que se retira em festa: - “Uma esmola, senhor, para as chagas que eu tenho!...

(*) Romancista, poeta, crítico literário, teatrólogo, contista e jornalista. Bacharel pela Faculdade de Direito de S. Paulo, Valentim Magalhães advogou durante anos no Ri de Janeiro, onde foi professor de Português e, depois, de Pedagogia na Escola Normal. Diretor-fundador do celébre jornal literário – A Semana – e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, o suave poeta de Rimário exerceu poderosa influência nos meios culturais do Pais. Colaborou em diversos diários importantes do Rio e de S. Paulo. Segundo Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan., III, pág. 29), foi VM um dos poetas mais representativos da poesia socialista. ( Rio de Janeiro, GB, 16 de Janeiro de 1859 – Rio de Janeiro, GB, 17 de Maio de 1903.)

BIBLIOGRAFIA: Cantos e lutas; Rimário; Quadros e Contos; Horas Alegres; etc.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.