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Capítulo 86 de 150
O Berço
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Antônio Francisco da Costa e Silva*
Em êxtase, contemplo os sóis em bando, Arcturo, Aldebarã, Sírius, Antares, E o caminho onde os anjos tutelares Passam ébrios de júbilo, cantando...
Bebo a vida imortal em que me expando, Nos perfumes e cores de outros ares. Surgem novos impérios estelares, Na glória do Universo, fulgurando!...
Mas ouve, Mãe, em pleno Lar Celeste, Recordo o berço humilde que me deste, Ao pranto de alegria em que me inundo...
Muito mais que na luz do imenso Espaço Pulsa, no imenso amor de teu regaço, O próprio coração de Deus no mundo...
(*) Depois de fazer o curso primário e os preparatórios em Teresina, transferiu-se da Costa e Silva para o Recife, onde, sòmente em 1913 veio a bacharelar-se em Direito. Foi funcionário público do Ministério da Fazenda, ascendendo a altos postos. Durante quase dez anos viveu o poeta em Belo Horizonte, mudando-se, posteriormente, para o Rio, onde desencarnou. «A sua poesia» – escreveu Andrade Muricy – «trazia uma exaltação luminosa, um inebriamento comunicativo. Era alguém que cantava, mas com uma virtuosidade harmoniosa e forte, um belo ímpeto arrebatado.» (Amarante, Piauí, 28 ¿' de Novembro de 1885 – Rio de Janeiro, GB, 29 de Junho de 1950.)
BIBLIOGRAFIA: Sangue; Zodíaco; Verhaeren; Verônica; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.