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Capítulo 64 de 150

Idéia

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Durval Borges de Morais*

Não morre a idéia pura! Ei-la no firmamento!... Forcas rudes da inércia amolgam-se, reagem... Cede a sombra passiva ao apelo e à passagem Do sublime clarão triunfante e opulento.

Ora, alteia-se e; vibra!... Um furacão violento Da emoção a bramir na grandeza selvagem!... Ora, derrama som, perfume, cor, imagem, Poema, sonho, luz, glória e deslumbramento!

Melodia no espaço, em acordes profundos, Ouço-a fremir, além, por dínamo dos mundos, E, chama a flamejar, extático, distingo-a!...

Quero jungi-la à Terra e tento, em vão, trazê-la, Pois embora me esfalfe, a resplendente estrela Range, estala e fenece entre os grilhões da língua!...

(*) Príncipe dos Poetas Bahianos», Durval de Morais era membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, e delegado desta na Federação das Academias de Letras do Rio d Janeiro. Membro igualmente da Academia Carioca de Letras. Diplomou-se em Química e Farmácia. Colaborou ativamente nas revistas simbolistas Nova Cruzada e Os Anais, ambas de Salvador. É considerado um dos maiores poetas religiosos do Brasil. Para Jackson de Figueiredo, DM «era, sobretudo, um poeta que se deixava enlear no labirinto de obscuras filosofias». (Maragogipe, Bahia, 20 de Novembro de 1882 – Rio de Janeiro, GB. 5 de Dezembro de 1948.)

BIBLIOGRAFIA. : Sombra Fecunda; Rosas do Silêncio; O Poema de Anchieta; Conquistador do Infinito; etc.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.