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Capítulo 62 de 150
Homem
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Dario Persiano de Castro VeLoso*
Argonauta da luz que nasceste nas trevas, Por térmita perdido em malocas bizarras, Dormiste com leões de sinistras bocarras E, símio, atravessaste as solidões grandevas.
Preso aos totens e atado à inspiração dos devas, Vivias de arco e flecha ao clangor de fanfarras. Ai! a herança da guerra a que ainda te agarras, Os impulsos do abismo e as cóleras longevas!
Hoje, razão que brilha e amor que desabrocha, Prometeu a chorar no coração da rocha, Circulado de sóis e entre as sombras imerso!
Homem! Anjo nascente e animal inextinto, Serás, após vencer as injúrias do instinto, A obra prima de Deus no esplendor do Universo!
(*) Poeta, orador, romancista, contista, historiador, jornalista. Fêz o curso primário no Liceu de S. Cristóvão, do Rio, e em 1885 fixou residência na capital do Paraná, onde exerceu vários cargos públicos. Professor do Ginásio Paranaense e Escola Normal de Curitiba, DV angariou grande prestígio como verdadeiro «mestre da mocidade». Altamente espiritualista, foi um apaixonado prosélito das doutrinas ocultistas e herméticas. Helenófilo, chegou a criar em Curitiba um Instituto Neopitagórico, para cuja sede construiu o famoso «Templo das Musas». Fundou várias revistas simbolistas, dentre as quais se destacou O Cenáculo. Sua produção é vasta em todos os gêneros. Foi sócio fundador do Centro de Letras do Paraná e criou a cadeira nº9 da Academia Paranaense de Letras. (S. Cristóvão, Rio de Janeiro, GB, 26 de Novembro de 1869 – Curitiba, Paraná, 28 de Setembro de 1937.)
BIBLIOGRAFIA: Efêmeras; Hélicon; Cinerário; Esotéricas; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.