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Capítulo 96 de 150

Perdoa

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Irene Ferreira de Souza Pinto*

Recebe a provação de alma serena. Desculpa todo golpe que te doa. Guarda contigo a paz singela e boa, Inda mesmo ante a voz que te condena.

Tudo no mundo é caridade plena. A fonte beija a pedra que a magoa A estrela mostra o brilho na lagoa. A rosa enfeita o acúleo que envenena.

A árvore esquece o vento que a desnuda. A Terra inteira serve, humilde e muda. A chuva desce ao bojo da cisterna...

Perdoa e quebrarás grilhões e algemas, Buscando, enfim, as vastidões supremas Para a glória do amor na vida eterna.

(*) Poetisa de fino talento e bela inspiração. A seu respeito, diz Enéas de moura (cole. Poetas Paul, pág.97):” Começou seus estudos no Colégio Florense, de Jundiaí, e os terminou no Sion, de São Paulo. Colaborou na Revista Feminina; foi a criadora das crônicas sociais do Correio Paulistano.” Contista, escreveu na Feira Literária, e em 1921 estreava como romancista, publicando Rosa Maria. No Cemitério da consolação, de S. Paulo, os filhos da poetisa erigiram-lhe um túmulo, onde gravaram o belíssimo soneto “Último desejo”, de autoria dela. (amparo, Estado de São Paulo, 8 de Abril de 1887 – Rio de Janeiro, GB, 21 de Maio de 1944.)

BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.