[user_registration_my_account]
Capítulo 127 de 150
Histórias em Quadrinhos
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
AMÉRICO Augusto de Sousa FALÇÃO *
No sepulcro, em desconforto, Quanta mágoa em Maristela! A triste, buscando o morto, E o morto fugindo dela.
Noutra vida, o potentado Batia, em fúria tremenda... Hoje é um colono aleijado Em sua velha fazenda.
Era paixão incomum... No entanto,o tédio, depois, 103. Trouxe morte para um 104. E obsessão para os dois.
Leondina, sempre enganada, De tão vaidosa e faceira, Embora desencarnada, Não se desfez da caveira.
Queria tanto conforto, Carícias, redes e abanos, Que mesmo depois de morto Dormiu por duzentos anos.
Sentava-se em mesa de ouro, Passava fome por vício, mas deixou todo um tesouro Na fossa do desperdício.
Outrora, sabia tudo, Era um homem de apogeus. Agora, é um doente mudo, Rendendo graças a Deus.
103. Leia-se com hiato: para/ ra / um. 104. Quanto à palavra “ o-b-ses-s~so”, cf. nota 1, pág 47 (Suarabácti).
(*) Fez os estudos primários e secundários em João Pessoa, formando-se, em 1908, pela Faculdade do Direito de Recife. Redator de A União e diretor da Biblioteca Pública do Estado da Paraíba. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. <<Poeta magnífico,>> - afirma Edgard Rezende ( Os Mais..., pág 1790 - << produziu composições impregnadas de lirismo suave e encantador,>> Era-lhe,porém, a trova um dos gêneros prediletos, e Luiz Pinto( Ant. da Paraíba, pág. 23) afirma ter sido ele, AF, <<um repentista temido e de incomparável fecundidade>>, a manejar com inteligência a sátira,sua insuperável arma de combate. ( Praia de Lucena,Município de Santa Rita, Paraíba, 11de Fevereiro de 1880 – João Pessoa, Paraíba, 9 de Abrilde 1942.)
BIBLIOGRAFIA: Auras Paraibanas; Visões de outrora; Soluços de Realejo; etc. RETORNO
F. Neves *
O pesadelo foge!... Eis que a vida me chama... Triste recinto escuro asila-me por leito. Ergo-me fatigado, além do espaço estreito, E abandono, tremente, o cárcere de lama.
5 Há noite no caminho e noite no meu peito...
O vento no cipreste é minha dor que clama. 7 O nome, o lar, o apreço, o ouro, a glória, a fama, Tudo nas mãos da morte era sonho desfeito.
9 Corno aos meus... Ai de mim! Em vão suplico em casa, Ninguém escuta ou vê a aflição me arrasa, Embora me desmande em rígidos de fera...
Assim por muito tempo, errei na sombra ignara, 13 A lembrar, por meu mal, o mal que praticara Agravado na dor do bem que não fizera.
5. .Cf. nota nº. 7, pág. 42 7. . Cf. nota nº. 4 -11, pág. 58 9. . Cf. nota nº. 1, pág. 44. 13. Cf. nota nº. 2, pág. 36
(*) O poeta por claras razões de humildade, ao transmitir-nos as suas primeiras impressões da vida além – túmulo, não se identificou, perante nós outros, os que assistíamos à reunião íntima na noite de 6/9/61, na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.