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Capítulo 97 de 150
Quando Jesus Pregava
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Wenceslau José de Oliveira Queiroz*
Quando Jesus pregava, o mundo delirante Ouvia emocionado os poemas divinos... Na palavra da Fé, a harmonia estuante Rededilhava nalma os mais formosos hinos...
A Natureza inteira, o Infinito distante, Os roteiros da Dor e os sonhos peregrinos Recolhiam da voz do Excelso Viandante As Canções da Bondade e os Celestes Ensinos.
A magia do Amor tocava a criatura, Transfundindo a, revolta em suave sorriso, O apogeu da aflição em auge de ventura.
A vestir de Esperança a Terra enferma e escrava, Doce, pura e sublime, a luz do Paraíso Banhava o mundo em paz, quando Jesus pregava...
(*) Poeta, jornalista, conferencista, critico literário e polemista ardoroso, foi Wenceslau de Queiroz um dos precursores do Simbolismo entre n6s, e um dos fundadores da Academia Paulista de Letras, aí tendo ocupado a cadeira nº. 9. Bacharel em Direito e Juiz Federal em S. Paulo, era um dos companheiros mais assíduos de Emiliano Perneta. Redator-chefe do Correio Paulistano. Alma afetiva e coração sensível,viveu uma existência amargurada. Ezequiel Freire chamou-lhe «Baudelaire paulistano.>. (Jundiaí, Est. de S. Paulo, 2 de Dezembro de 1865 – S. Paulo, 29 de Janeiro de 1921.)
BIBLIOGRAFIA: Goivos; Versos; Heróis; Sob os Olhos de Deus; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.