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Capítulo 80 de 150

Muito Além

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

Moacir de Almeida*

Móvel quanto a maré cantante e permanente; Serena como a flor transcendendo o monturo; Excelsa quanto os sóis, fugindo em bando à frente: Imortal como o tempo a buscar o futuro;

Nobre quanto a beleza a palpitar fremente; Veraz como o clarão do pensamento puro; Larga quanto a visão do infinito crescente; Forte como o progresso a caminhar seguro;

Profunda quanto o mar de anseios e avatares; Ardente como o amor na flama religiosa; Divina quanto a luz dos gênios tutelares;

Doce como o perdão nos cárceres e crimes; Assim prossegue a vida, estuante, formosa, Sempre além, muito além dos sonhos mais sublimes!...

(*) Patrono na Academia Belo-Horizontina de Letras e na Academia Carioca de Letras. “Comparado a Castro Alves,” – diz Fernando Góes (Pan. V, pág. 308) – “pelo vigor do estro, pelo arrojado das imagens, pela grandeza dos temas que o preocuparam, Moacir de Almeida foi, realmente, um poeta, na mais ampla e precisa acepção da palavra.” Júlio Pinto Gualberto (O Gênio Poét. de..., pág. 12) ressaltou-lhe “a fina sensibilidade, a profunda penetração psicológica”, acrescentando, páginas adiante: “A poética de Moacir de Almeida tem tópicos de musicalidade, bálsamo para os que sofrem.” Elogiado por Agrippino Grieco, Atílio Milano, Edmundo Moniz, foi o grande vate, durante a sua curta existência, «um torturado da dor e do sofrimento». (Rio de Janeiro, GB, 22 de Abril de 1902 – Rio de Janeiro, GB, 30 de Abril de 1925).

BIBLIOGRAFIA: Gritos Bárbaros; Poesias Completas de Moacir de Almeida.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.