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Capítulo 19 de 150
Ao Viajor da Vida
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Artur Ragazzi*
Foge à ilusão da forma que te ilude Entre sombras e lápides terrenas. Surpreenderás, na carne, sonho apenas De infância, mocidade e senectude...
Ri-se o berço... Depois, a juventude E’ ligeira estação de horas serenas... Depois, ainda, as lágrimas e as penas Da velhice a chorar o inverno rude...
Que a aspereza da estrada pouco importe... Segue, de coração piedoso e forte, Plantando o amor na Terra vasta e rica.
Marca a esparzir o bem de escala a escala! O bem – o dom de paz que te assinala; Sòmente o bem é a luz de amor que fica.
(*) Poeta largamente relacionado e estimado nos ambientes literários e sociais de Belo Horizonte. Italiano de nascimento, veio com os pais, ainda menino, para o Brasil, fixando-se em Ouro Preto. Em 1897, inaugura,da a nova capital mineira, aí passou a residir até ao fim de sua existência. Foi uma das principais expressões do alto comércio de Belo Horizonte e elemento de valor nos círculos literários que nessa cidade se formaram à sombra de Alphonsus de Guimaraens e de Mendes de Oliveira. «Poeta de largos recursos,» – di-lo a Folha de Minas, em 5 de Novembro de 1948 – «era também Artur Ragazzi uma alma pura e sensível a todas as manifestações do calor humano..» Em vários jornais e revistas mineiros e cariocas saíram estampadas as suas produções líricas, «donde rescendem impulsos sinceros de uma inspiração privilegiada, a par de notável poder de expressão verbal». (Veneza, Itália, 31 de Julho de 1879 – Belo Horizonte, Minas Gerais, 4 de Novembro de 1948.)
BIBLIOGRAFIA: Cavaleiro Andante; Coivara Acesa; algumas inéditas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.