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Capítulo 92 de 150
Ouve
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Adolfo Oscar do Amaral Ornellas*
Escuta! Enquanto a paz da oração te domina, Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa, Há quem padeça e morra à míngua de esperança, Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.
Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina... É a provação que ruge... A dor que não descansa... Desce do pedestal da fria segurança, Transfigura a bondade em fonte cristalina.
Estende o coração!... Serve, instrui, alivia... Das sementes sutis de ternura e alegria Prepararás, agora, o jardim do futuro..
Um dia, voltará à pátria de onde vieste E apenas colherás na luz do Lar Celeste O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.
(*) Prosador, poeta e teatrólogo, Amaral Ornellas foi, por sete anos consecutivos, secretário da revista «Reformador», órgão da Federação Espírita Brasileira, e membro da Comissão de Assistência aos Necessitados dessa mesma Casa. Vicepresidente do «Grupo Espírita Fé, Amor e Caridade Agostinho», instituição de amparo aos doentes do corpo e da alma. Homem bom e extremamente caridoso, deixou, como médium receitista, um nome benquisto por milhares de beneficiados. Na Diretoria de Estatística Comercial foi funcionário distinto e exemplar. Teatrólogo, escreveu várias peças admiráveis, uma das quais, «O Gaturamo», foi premiada pela Academia Brasileira de Letras. «Em suas poesias» – diz Manuel Quintão, à pág. 181 do Reformador de 1918 – «ele canta serena e dignamente as suas emoções, sem cair em delíquio de exuberância, em malabarismo palavroso.» (Rio de Janeiro, GB, 20 de Outubro de 1885 – Rio de Janeiro, GB, 5 de Janeiro de 1923.)
BIBLIOGRAFIA: Poesias (1’ Série) ; Poesias (2ª Série) ; Iluminuras; etc., além de excelentes trabalhos doutrinários em Reformador e outros órgãos espíritas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.