Voltar ao livro Antologia dos Imortais

Capítulo 121 de 150

Versos a Meu Corpo

Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos

João Ferreira LEITE JÚNIOR

Tombaste, enfim, cansado, vaso amigo, 2 Já não posso dizer-te: “ luta e ama!” Companheiro sereno de meu drama, Não sofreste no mundo, em vão, comigo.

Lâmpada que guardaste a etérea chama Das dores que vivi... Roupa e jazido... 7 Unindo as nossas lágrimas, prossigo Ante o porvir que a morte me reclama.

Parto agora, buscando novo ninho... Não te deixo, porém, triste ou sozinho, Nas surpresas que o túmulo descerra...

Mesmo atirado à sombra que se espalma, Terás contigo os sonhos de minhalma, Nas flores que te cobrem sobre a terra.

2. Ler luta e ama com hiato. 7.Observe-se a expressividade desse “enjambement”.

* Poeta e jornalista, usou vários pseudônimos. Funcionário da Fazenda, serviu na Delegacia Fiscal de Curitiba e do Rio de Janeiro. Nesta última cidade, um incêndio destruiu-lhe manuscritos de vários volumes de versos inéditos ( A. Muricy, Pan. Mov. Sim. Brás., II, página 206 ). Foi sócio fundador do Centro de Letras do Paraná. <<Colaborou nas revistas simbolísticas de seu Estado,>> - diz Fernando Góes ( Pan. IV, pág. 219 ) - << e de umas, delas O Sapo, foi fundador.>> ( Curitiba, Paraná, 3 de Março de 1876 – Curitiba, 28 de setembro de 1930. )

BIBLIOGRAFIA; Ritual; numerosas poesias dispersas.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.