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Capítulo 56 de 150
Glória do Mundo
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
José Guedes*
Suspenso em pleno peito amplo vergel florido, Existe qual jardim sem espinho e sem hera... Por mais chuva ou mais sol, conserva o colorido, E, embora o frio em torno, esplende em primavera...
Do regato a jorrar não se escuta um gemido... Nas brisas de perfume o amor jamais se altera... E nesse abrigo santo, em pétalas tecido, A doçura vigia em generosa espera...
Remanso de bondade em divino transporte, Oásis no deserto a sorrir para a morte, Quem consegue exaltar esse ninho fecundo?...
Só Deus!... Só Deus, usando a luz da aurora acesa, Poderá definir a infinita grandeza Do coração de mãe como a glória do mundo!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.