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Capítulo 142 de 150
Fábio Montenegro
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Rojando em tudo a peste aos guinchos aziagos, Tragando força e vida em torturas severas, 3. Lêmures, avejões, harpias, manes, dragos, Mostram gestos de gana, urram quais loucas feras!...
Tragos de olhares vis, disformes, feios, gagos, Quais monstros em tropéis, ontem foram, deveras, Homens que agora são abantesmas e magos, Mulheres que hoje são vampiros e megeras!...
9. Parcas, bruxas, lusbéis, hidras que fazem ágoras: Larvas, serpes, tritões envoltos em mandrágoras; 11. Demos que vêm e vão em funestos reclamos!...
Tais formas e visões, frutos de nossas mentes, Morrem sempre igual sombra exposta a sóis ardentes, 14. Ao vencermos o mal que nós mesmos criamos!...
(*) Como poeta, colaborou na imprensa santista e paulistana, tendo sido um dos redatores da revista O Verso, escrita todas em versos, inclusive os anúncios. É patrono de uma das cadeiras da Academia Santista de Letras. A seu respeito diz Fernando Góes (Pan. V, pág. 157): “Seus versos traem, a todo instante, a preocupação da forma, que ele próprio confessa, mais de uma vez, desejar seja impecável!. E S. Galeão Coutinho, no seu prefácio a Flâmulas, pág. 12, escreveu: “O verso foi para ele o palácio encantado onde se isolava para entregar-se a orgias maravilhosas de sons coloridos.” (santos, Esta de São Paulo, 26 de maio de 1891 – Santos, 21 de agosto de 1920).
BIBLIOGRAFIA: Jornada Lírica; Flâmulas; etc.
3. Enumeração 9. Cf. nota anterior (nº 3). 11. Demo: “Demônio; pessoa turbulenta ou astuciosa” 4. Obs.: Tomem-se as palavras demônio, Lúcifer e outras que tais com o significado de Espíritos, nossos irmãos, que permanecem temporariamente nos círculos da ignorância, Espíritos esses, no entanto, que, um dia, se voltarão para o Eterno Bem. 14. Dos diversos aedos que nos trouxeram notícias do Umbral, nesta Antologia, nenhum talvez tenha alcançado tanto realismo nas descrições quanto FM, nestes perfeitos alexandrinos. E o mais importante é que, depois de fazer um inventário completo de todo o museu, fecha o soneto com chave de ouro, afirmando que “Tais formas e visões, frutos de nossas mentes,/Morrem sempre igual sombra exposta a sóis ardentes,? Ao vencermos o mal que nós mesmos criamos!...”
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.