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Capítulo 14 de 150
Agapantos
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Gastão de Deus Vítor Rodrigues *
Enfim vencido... Na última canseira, Cimo espinhoso de suplícios tantos, Busquei, ansioso, a estrada de agapantos, Que me fora visão da vida inteira.
Tudo, porém, era neblina e poeira, Misturadas de preces e acalantos, Nênias da morte, hinários sacrossantos, E a noite, a imensa noite derradeira...
Nos auges da aflição que me constringe, Cai, entretanto, a máscara da esfinge... Oh! Sepulcro, onde a sombra em que te cevas?...
Refaz-se a luz que em lágrimas transponho, E vejo, além, as flores do meu sonho, Como estrelas radiando sobre as trevas...
(*) Poeta e prosador, Gastão de Deus, depois de cursar a Escola Normal de Paracatu, Minas, transferiu-se para Goiás, onde concluiu o curso jurídico na Faculdade de Direito do Estado. Advogou por algum tempo em sua terra natal, sendo colaborador do jornal Goiás - Minas, de que foi representante. Redator do vespertino uberabense Lavoura e Comércio e Juiz de Direito em Anápolis. Afirma Veiga Netto (Ant. Goiana, á (. 98) Gastão de Deus «nunca abandonou a pena, e foi sempre pg.) que fértil a sua sementeira de poesias e artigos espalhados pelos jornais de Goiás e Minas». (Catalão, Estado de Goiás, 8 de Março de 1883 – Anápolis, Go, 17 de Abril de 1917.)
BIBLIOGRAFIA: Agapantos, poesia; Páginas Goianas, prosa.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.