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Capítulo 37 de 150
Desencarnação
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Álvaro Sá de castro Meneses*
Dorme a ninfa obscura em desvão da floresta... Tênue réstia solar dissolve a névoa fina. Agita-se o casulo. A múmia pequenina E’ féretro mirim que, súbito, se enfresta.
A borboleta em luz, como alguém que protesta Contra o sono letal sob a folha mofina, Desdobra as asas de ouro e, leve bailarina, Sobe às grimpas do azul em delírio de festa...
A morte é assim também... No corpo inerte, langue, Silêncio e rigidez trabalham de partilha, Tentando nova forma a que a vida se engrade!...
Mas do estojo larval, sem o lume do sangue, A alma ressurge e voa, ascende, canta e brilha, Ave do Grande Além, galgando a imensidade...
(*) Castro Menezes, que foi «conteur» e cronista, além de poeta precoce e advogado pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais d Rio de Janeiro, esteve algum tempo no Pará, onde foi professor e jornalista, tendo também exercido a magistratura em seu Estado natal. Um dos fundadores da revista Rosa-Cruz, um dos mais importantes órgãos do movimento simbolista carioca. Redator, no Rio de Janeiro, de A Tribuna, de O Imparcial e do Jornal do Commercio. Pertenceu à, Academia Fluminense de Letras. (Niterói, Estado do Rio, 3 de Junho de 1883 – Rio de Janeiro, GB, 7 de Março de 1920.)
BIBLIOGRAFIA: Mitos; Poesias; Estrada de Damasco; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.