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Capítulo 43 de 150
Doce Paralítica
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Antônio Valentim da Costa Magalhães (*)
(Preito de amor à irmã aprisionada no leito há trinta anos...)
Revejo-te a brilhar no fausto de outras eras... No tronco de cetim, sob o dossel de opalas, Gravas horrendas leis, e o povo, ao proclamá-las, Deita pranto e suor nas provações severas...
Ninfa adulada e loura, em róseas primaveras, Fragrâncias orientais suavíssimas trescalas, E contraste, irrisão! Quando surges e falas, Epopéias de dor em fúria transverberas...
Depois de longo tempo, augusta soberana, Encontrei-te a chorar... Tristonha ruína humana, Enferma e sem ninguém que te incense ou idolatre!
Mas reencarnada, assim, desditosa e esquecida, Lavaste o coração, purificaste a vida E fulgas qual estrela entre as sombras do catre!
(*) Romancista, poeta, crítico literário, teatrólogo, contista e jornalista. Bacharel pela Faculdade de Direito de S. Paulo, Valentim Magalhães advogou durante anos no Ri de Janeiro, onde foi professor de Português e, depois, de Pedagogia na Escola Normal. Diretor-fundador do celébre jornal literário – A Semana – e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, o suave poeta de Rimário exerceu poderosa influência nos meios culturais do Pais. Colaborou em diversos diários importantes do Rio e de S. Paulo. Segundo Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan., III, pág. 29), foi VM um dos poetas mais representativos da poesia socialista. (Rio de Janeiro, GB, 16 de Janeiro de 1859 – Rio de Janeiro, GB, 17 de Maio de 1903.)
BIBLIOGRAFIA: Cantos e lutas; Rimário; Quadros e Contos; Horas Alegres; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.