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Capítulo 110 de 150
Missiva ao Companheiro
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
ALFREDO José dos Santos Nora
Toda vitória insensata,
Além, na Luz Infinita, Tem gosto de patarata Que não sofre contradita.
O orgulho é a velha bravata Que a morte desfaz sem grita, Deixando mofo e sucata, Revolta, choro, desdita...
Somente a vida correta, Guardando Jesus por meta, Faz a estrada livre e enxuta.
Se não queres a derrota Da ilusão que abraça e enxota, Trabalha, edifica e luta.
*Após estudar Engenharia até o 4º ano do curso, Alfredo Nora abraçou a carreira de funcionário da Central do Brasil. Poeta e jornalista brilhante, colaborou em várias revistas e jornais. “Conquanto fosse um poeta essencialmente lírico”,− escreveu seu amigo Jorge Azevedo (Estado de Minas de 24/9/61) − possuía, sempre afiado, o estilete da sátira. E, nos seus momentos de euforia espiritual, gostava de perfilar a família em versos leves e humorísticos. E gostava, também, e muito de escrever a amigos cartas em versos. (Município de Piraí, estado do Rio, 18/11/1881) − Desencarnou em 13/11/1948.)
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.