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Capítulo 23 de 150
Asas
Antologia dos Imortais · Chico Xavier, espíritos diversos
Antônio Cunha Mendes
Terra, nada reténs que o verme não carcoma!... Tudo nasce e caminha ante o poente aziago... Toda pompa a luzir, qual furacão num lago, – Túrbida agitação sobre a undiflava coma...
Na urna de Moisés vês longínqua redoma; No fausto de Alexandre, um painel triste e vago... A cinza sepulcral dos salões de Cartago Soterrou no silêncio os mármores de Roma...
Duas asas, porém, na rota em que flutuas, Sustentam-te, no Espaço, impassíveis e cruas, Nenhuma alteração que, leve, as entrecorte.
Libram com Deus e a Vida, em suprema conquista... Tribos, povos, nações... Nada que lhes resista... Uma – a clava do Tempo; outra – a sega da Morte!
(*) Depois de ter publicado seus primeiros versos em alguns jornais de seu Estado natal, e aí pertencido à «Padaria Espiritual», CM transferiu-se para S. Paulo, onde concluiu o curso de Direito e dirigiu a Revista do Brasil, que apresentava colaboradores do gabarito de Emílio Kemp, Carvalho Aranha, Amadeu Amaral e outros. Escreveu em revistas simbolistas e em jornais da época, como O Paiz, do Rio, principalmente em versos. Exerceu a advocacia no Rio e, depois, em S. Paulo. Foi também romancista. (Maranguape, Ceará, 15 de Março de 1874 – S. Paulo, 2 de Junho de 1984).
BIBLIOGRAFIA: Lyriss, poemeto; Poesias; etc.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.