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Capítulo 87 de 87

Parte 87 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Ele, entretanto, trabalhou  em todas as esferas entre a Sétima e a Quarta, senda a Quarta ponto mais baixo de saída, de onde  ele  partia  para  jornadas  de  recolhimento  e  socorro  nos  Planos  exteriores  escuros,  e  aonde  retornava para descansar e aliviar as forças. Ele estava com Wulfhere e Arnel quando encontraram Shonar no Porto Pedregoso, na  Esfera Três, e recebeu dele as entorpecidas vítimas de um massacre na Terra. Tomou parte numa  tarefa  extremamente delicada de ajudar estas pessoas a desistirem  da vingança que desejavam  infligir sobre seus assassinos, e a voltarem‐se aos seus futuros brilhantes. Isto foi cumprido sem  riscos, exceto em poucos casos, e estas vítimas do ódio e da violência começaram a construir uma  comunidade,  organizada  e  conduzida  pelo  amor  e  tolerância. A  Colônia  rapidamente  se  desenvolveu, e mais tarde foi incorporada ao Povo da Clareira, governados e guiados por James,  assistido pelo jovem Habdi, nas Esferas Três e Quatro.

Habdi–pela primeira vez mencionado como um pequeno menino de dez a doze verões, foi trazido  por Ladena, uma senhora que trabalha no grupo de James, para a Esfera Três para encontrar sua  mãe Mervyn, que finalmente havia atingido esta condição, depois de experiências  dolorosas da 471 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Terra e suas consequências. Ele a levou para as regiões mais brilhantes da Esfera Quatro, e para a  Casa de James. James e Habdi eram amigos chegados, e o menino foi motivo para reunir seu amigo e sua  mãe, que amavam um ao outro agora como antes amaram‐se na Terra, antes que as sombras da  tragédia caíssem entre eles por um tempo. Habdi desempenhou um papel importante no trato com as vítimas do massacre, porque  ele  recebeu  as  crianças  quando  elas  foram  acordadas,  e  também  explicou  aos  espíritos  mais  turbulentos o que havia acontecido a eles, e o que deveriam fazer. Mais tarde, quando sua Colônia  foi incorporada ao Povo da Clareira, ele serviu como Profeta, ou Intérprete, e neste tempo cresceu  até ser um robusto jovem.

Enquanto trabalhou na esfera inferior aos seus, ele suprimiu seu brilho natural. Para o  Povo da Clareira, na Esfera Quatro, ele aparece sendo alto, mas elegante de silhueta, seu cabelo é  castanho e ondulado, e cai até seu pescoço, sendo preso na cabeça por um filete azul. Sua túnica  azul de seda é tênue, e ele não usa sandálias. Em seu peito, onde o colar cai até embaixo, está  colocada uma pedra cintilante como ouro branco,incrustada com rubis ao seu redor. Castrel – que intervém para  descrever para o Sr.

Vale Owen o Santuário que acabara de visitar  durante o sono, atua bastante no capítulo IV de “Os planos inferiores do Céu”. Ele é referido como  estando encarregado de um distrito e sua cidade Capital – cujo nome não é dado – situada entre as  montanhas da esfera Sete. Pontos variados dos Escritos indicam que ele é de grau elevado. Ele  supervisiona  várias  faculdades  de  arte  e  ciência  que  circundam  esta  cidade,  um  centro  de  sabedoria  e  conhecimento. Ele  e  seus  oficiais  são  descritos  enquanto  analisam  as  reportagens destes colégios, tabulando‐os e, quando necessário, testando‐os nos laboratórios sob  sua jurisdição. 472 – Reverendo G.

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