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Capítulo 53 de 87
Parte 53 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Esta mesmo. Agora você deve saber que estes dois jovens anjos são realmente velhos de origem. Há poucos que alcançam seu poder e autoridade para usálos num serviço como este que não tenham passado por um longo período de treinamento e evolução. Estes dois são almas gêmeas. Ambos viveram naqueles tempos quando a terra não havia atingido esta atual condição de vida, mas quando o homem estava naquele estágio de evolução que atingiu a raça primeira naquele planeta para o qual eles foram incumbidos.
Este período para a terra foi bem longo. Durante este período eles dois passaram pelo estágio do desabrochar da inteligência e chegaram às esferas espirituais. Seu treinamento foi feito aqui, e eles, sendo dois dos pioneiros e mais progressivos de sua raça, foram transferidos de planeta em planeta, cada um mais avançado que o outro, até que retornaram para a esfera terrestre e continuaram seu progresso ali. Neste tempo a terra já atingira seu estágio racional, a fase do desenvolvimento quando o homem atingiu como ser humano o que ele é hoje, mas com menor capacidade de inteligência. Idade do Bronze ou da Pedra, ou qual?
Foi na Idade do Bronze, como vocês a chamam, para algumas porções da raça, e Idade do Ferro para outros, e a Idade da Pedra para outros. O Homem não evoluiu numa igualdade universal. Você sabe disso, e sua pergunta foi precipitada, meu filho. Foi quando a terra estava progredindo em intelecto, e isto é tão exato quanto queira que seja. Foi bem antes de Atlântida, ou daquela civilização que os homens chamam de Lemúria.
Eles vieram para as esferas sobre a terra; e agora, tendo acumulado mais poder, e também mais conhecimento, e sendo também de um alto grau de santidade, fizeram rápido avanço por estas esferas, e passaram além, para as esferas interplanetárias; e, como creio, para aquelas esferas que são interestelares. Pois tenho em mente arriscar que para alguém como eles não é confiado um trabalho como este ao qual foram enviados, a não ser que sejam familiarizados com aquelas altas forças que unificam as constelações em suas órbitas, sensíveis umas às outras. Eles não encontraram sua afinidade até que vieram até aqui, e então foram puxados juntos pela gravitação natural da simpatia espiritual, e desde então seguiram seu caminho juntos, subindo juntos as escadarias dos Céus de Deus. Como eles tiveram contato com os outros planetas? Pela reencarnação?
Reencarnação implicaria numa reentrada à carne de mesma natureza e substância que eles previamente já teriam usado. Se fosse assim, e isso tem sua aceitação, então o termo reencarnação não seria compatível para expressar o fato deles tornarem se condicionados à matéria e a manifestações exteriores de outros planetas que não sejam a terra. Porque apesar de em alguns planetas a carne ser muito semelhante à de seus corpos terrestres, ainda assim não há dois planetas que produzam precisamente o mesmo material para a habitação sobre a sua superfície, e em alguns mundos isto é muito diferente. Não é somente isto, entretanto, que faria de uma operação como a que você tem em mente não ser uma reencarnação verdadeira, mas seria, talvez não exatamente contrária às leis que governam a cosmogonia interplanetária, certamente seria de 283 – A VIDA ALÉM DO VÉU natureza tão irregular que poderia ser rejeitada como improdutiva por aqueles que mantêm estes fatores sob sua autoridade, para controlarem a ânsia por avanço das esferas. Não, eles visitaram estes mundos distantes, ambos neste grupo Solar e de outros grupos que visitaram esta terra, e como eu faço agora.
Eu voltei para a terra para reforçar meus poderes aqui, e vou para outros planetas, agora e novamente, de certa maneira buscando um maior conhecimento de Deus, Sua sabedoria na criação e na condução dos mundos. Mas não tomo para mim a condição material deles. Isto apenas seria empecilho. Atinjo sua vida íntima e o real estágio deles, o melhor do íntimo, que é o lado espiritual. De onde estou em espírito, posso aprender mais sobre o que se passa naquele mundo do que poderia se estivesse encarnado em sua superfície, e com meus sentidos monopolizados pela obrigação de operar através de uma máquina muito mais pesada e mais densa que este corpo de substância etérea o qual, comparativamente, veste o espírito mais levemente.
Isto já é suficiente para responder a você a respeito da experiência deles pela analogia à minha, meu filho? Obrigado, senhor, sim. Vejo o que quer dizer, penso eu. Sim; você ponderará que, enquanto toda a Criação é única, também a diversidade percorre um caminho muito longo para os elevados lugares do progresso celeste, e somente na unificação tornase operacional, bem além de nosso conhecimento, o qual, quando olhamos para a frente, percebemos o quão curta foi a estrada que percorremos desde o tempo em que numeramos nosso progresso por dia a dia, em direção àquelas alturas sublimes, expandindose pelo infinito, onde o pêndulo da peça do tempo de Deus balança de eternidade em eternidade, e o ritmo da sintonia fundese no compasso único de harmonia da grande orquestra da dinâmica Criação. Esta é a escola na qual tenho meu lugar numa forma mais inferior, acabado de sair do estágio de provas que deixei quando entrei nesta atual esfera e no Templo.
Estes dois progrediram por esta escola na qual aprendo, e agora adentraram a uma superior. Eles retornam para cá agora, como viram, como professores e líderes de outros que estão no caminho que uma vez eles já percorreram. Eu estive querendo perguntar‐lhe os nomes deles, senhor. Mas hesitou porque não os daria, como antes já não dei. Bem, eles não têm nomes que você poderia transcrever.
Dêlhes o nome que queira, meu amigo, e estes servirão para identificálos. Nem havia pensado nisto. Bem, pense e digame. Seria melhor que você os nomeasse, ao invés de eu fazêlo, porque sei seus nomes mas não posso transcrevêlos para você. Não poderiam ser transpostos em suas letras.
Como os chamaremos, meu amigo? Poderíamos dizer “Maria e José”? Meu filho, você fez o que penso não entender plenamente em seu mistério mais íntimo. Não, não desaprovo. Não.
Pois estes são os dois únicos nomes em sua significação dada pela história da terra que servem para chamálos em qualquer grau. Não seguirei acima disto. Deixe que tenham ouvidos de ouvir. Por estes nomes, portanto, nós os chamaremos, neste caso; Maria e José. Nesta ordem você os disse; nesta ordem ficarão.
Seja curioso para observar isto, meu filho; porque tem sua significação. Parece haver uma grande dificuldade na transmissão de nomes, e também de datas nos períodos da terra. Todos que recebem mensagens de suas esferas parecem achar isso. Por que isto acontece, por favor? 284 – Reverendo G. VALE OWEN Penso que você confundiu um pouco este ponto, não é, meu filho; não está você agora falando de nomes terrestres uma vez usados, e de períodos terrestres uma vez vividos?
Sim. Sim. Agora, quanto aos nomes terrestres. Estes são lembrados por um tempo depois da transição pela morte; mas novos nomes são dados aqui e são usados constantemente, para a exclusão dos nomes terrestres. Isto tem o efeito de atenuar o nome da terra, tornandoo obscuro, e finalmente quase, ou totalmente, desaparecido da memória.
Não tanto enquanto os parentes ainda estão na terra, mas depois de certo tempo que tenham vindo todos para cá. Então, enquanto as gerações passam, a fila tornase intermesclada com outro sangue, e a conexão é diminuída em seu raio, até finalmente se perder completamente. Há exceções, mas poucas. Aí, também, no curso do tempo, os nomes ficam diferentes, tanto ao serem soletrados, quanto à pronúncia. Tornamse nomes diferentes.
Mas a maioria deles some da memória conforme diminui o interesse pelo período da terra, e desaparece com a imediata proximidade do mais atual estágio evolutivo de um espírito, e nesta infinita variedade de experiência aqui é esquecido. Pode ser sempre ser obtido pela pesquisa dos dados, mas raramentevale a pena. A dificuldade em se lembrar os períodos terrestres é similar e tão desnecessário ao que nos concerne atualmente, quanto ao nosso curso futuro, onde nosso interesse principalmente está. Há também o fato de que retroceder continuamente na nossa periodização da terra e intervir de evento após evento em uma linha tão longa de ligações, isto é difícil, num momento apenas, separar da distante finalização uma ligação em particular e etiquetála com a contagem de tempo da terra. É fácil para alguém de vocês lançar uma pergunta para algum de nós que estamos voltados em darlhes alguma mensagem, e cuja vontade está toda tensa no esforço e focada na mensagem que quer dar.
Não é tão fácil para nós, que temos outras tarefas a cumprir, e que vivemos tanto no presente, fazer de nós subitamente uma nave e navegar para uma pequena parte na nossa esteira onde uma particular marola cobriu nossa proa e que há muito já se tornou plana no fundo do oceano, o tempo em que a embarcação ainda acelerava em seu caminho, enfrentando ondas após ondas do oceano. Conte cada onda como um século, e terá uma ideiado que quero dizer. E agora, amigo, nossa narrativa deve esperar nossa próxima vinda para ser resumida e para contarmos a você um pouco mais de Maria e José, Anjos Comissários de Deus. Até logo. Arnel+ Nota: As mensagens dos encontros entre os dias 15 e 22 de fevereiro foram infelizmente perdidas com outras mensagens relacionadas às do dia 18 de janeiro e seguintes.
Ver “O Ministério do Céu”. Sexta, 22 de fevereiro de1918. O que temos para contarlhe esta noite, parecerá talvez um pouco afastado do eixo de nossa narrativa. Mas é necessário reajustar sua visão a respeito de um tema de alguma importância para aqueles que tentarão entender as diferenças que aparecem na vida destas esferas, comparandose com a sua vida normal da terra. Falamos do nascimento de crianças nestes reinos, daqueles que vieram da esfera da terra mas não foram dotados de uma personalidade separada individualmente lá.
Estas crianças chegam aqui acordadas, e você perceberá que seu primeiro despertar aqui é o que 285 – A VIDA ALÉM DO VÉU corresponde a nascimento na terra. Jamais respiraram o ar da atmosfera, nem viram a luz, nem jamais ouviram som algum da terra. Em resumo, nenhum de seus sentidos corporais foi exercitado da maneira para a qual foram preparados por sua formação natural. Os órgãos destes sentidos estão, entretanto, quase, mas não muito, perfeitos em sua estrutura. Ainda mais, o cérebro nunca foi estimulado para interpretar suas mensagens.
E desta forma a criança da terra tem empiricamente falta das qualidades terrenas, apesar de que as possui em potencial. Estas condições não se aplicam a uma criança que realmente nasceu para a vida da terra, mesmo que tenha sido por alguns momentos, ou até menos, antes que passasse para este lado de cá. O problema entretanto que devem resolver os que tem estas crianças a seu cuidado não é pequeno; porque é necessário que os órgãos sejam trabalhados num progresso natural que possa atender à criança e também para que o cérebro receba sua lição. No caso de um infante com alguns momentos de vida, esta conexão entre o cérebro e os órgãos dos sentidos foi estabelecida e pode ser usada na maturação daquelas faculdades dependentes para o exercitar daqueles órgãos. Mas uma criança natimorta não traz esta conexão, que deve ser feita deste lado.
Uma vez feita, o progresso é meramente uma questão de desenvolvimento ordenado, nas mesmas linhas das crianças em geral. Para este fim, vários meios urgem ser usados. Há o relacionamento entre a criança e seus pais, e especialmente entre ela e sua mãe. Ele é trazido ao contato com ela em tais condições que ele experimenta o que é tão próximo quanto possível a sensação equivalente ao nascimento. Por este processo, é feito sentir nele sua separação dela corporalmente, e sua individualização como uma entidade separada e completa.
Isto é alcançado não por ele obter um corpo de carne, mas por seu ser poder ser trazido a uma associação íntima em seu corpo espiritual com o corpo espiritual de sua mãe. Isto não efetua um primeiro contato tão perfeito entre o cérebro e as faculdades orgânicas como o nascimento natural, mas estabelece numa maneira definitiva o relacionamento do parentesco terrestre, e dali em diante a criança é mantida em contato com sua mãe para que possa, conforme cresce até a maturidade, ser como as outras, tanto quanto seja possível alcançar. Ainda, sempre há uma pequena diferença entre tais crianças e aquelas outras que nasceram na terra. Elas têm lacunas em algumas das virtudes mais duras e, por outro lado, são mais espirituais em sua personalidade e aparência. Mas à medida que as crianças nascidas na terra progridem em seu desenvolvimento espiritual, as crianças natimortas desenvolvem seu conhecimento da terra pelo contato com suas mães, e mais tarde com seus parentes, então a diferença é minimizada até que sejam capazes de associarse em termos quase iguais de amizade amorosa, e de ajudar na mútua doação do que cada um precisa.
Assim os nascidos na terra são amadurecidos na doçura, e os outros são fortalecidos no caráter, e, sendo ambos incluídos numa comunidade, infusam um elemento de variedade que é tão agradável quanto é proveitoso. E muito frequentemente este desenvolvimento não é suficientemente avançado que seja seguro expor a criança às influências da terra antes da experiência terrestre acabar e um dos pais é chamado para estes reinos do espírito. Nestes casos a única ajuda que a criança pode dar é a da oração. Tal parente chega aqui também sem afeição pela criança que havia amamentado em seu peito, ou sem conhecimento de que a criança exista afinal. Assim a ligação entre eles, fraca no melhor sentido, tornase mais fraca ainda conforme a criança vai progredindo, e a mãe desce para seu próprio lugar de purgação.
E quando chegar o tempo de subir novamente para a esfera onde a criança esperava sua chegada por toda a sua vida na terra, ele terá ido para os reinos superiores e estará fora do alcance dela. Ele pode ser ciente dela, e mandar sua ajuda que vai ser desconhecida por ela. Mas a ligação do amor caloroso que deveria haver entre a mãe e a criança para unilos 286 – Reverendo G. VALE OWEN coração a coração não está lá, e nunca poderá estar, no progresso geral da vida celestial. Conteilhe isto, meu filho, porque aqui temos notado muita desconsideração entre vocês pela responsabilidade da maternidade no tema de que eu falei.
E ainda estas suaves flores, arrancadas antes que o botão esteja completamente aberto para a luz do sol da vida, são tão lindas, e sua ansiedade pela falta de seus próprios pais é tão marcante, que faz com que fiquemos muito tristes ao ver tudo isto. Não que eles sejam de forma alguma infelizes. Não permitiríamos que assim fosse. Mas há uma falta, como disse, e isto só é parcialmente suprido por aquelas queridas mães que não alcançaram a maternidade na terra, e a encontram aqui. Portanto cada uma, note bem, faz presente para a outra daquilo que falta à outra, e recebe o que está esperando em retorno.
E isto é muito gratificante de se ver. Mas, Arnel, por que você inseriu este ensaio neste lugar? Parece não ter conexão com sua narrativa. Mas claro, meu filho. Notei aquela questão formandose em sua cabeça como você a escreveu, e soube que perguntaria em tempo hábil.
E não foi sem intenção que escolhi meu tema esta noite. Porque sem tal conhecimento não seria possível entender a Rainha e seu Consorte, a quem nomeamos Maria e José. É do relacionamento deles no longínquo, longínquo passado que lhe falei esta noite. Pois primeiramente vieram juntos. O frutificar de seu laço de amor você viu.
Arnel+ Noteesta assinatura da Cruz. Ela tem muitos fatos de significação; entre eles aquele de Dois em Um. É neste sentido que a anexo aqui. 287 – A VIDA ALÉM DO VÉU III A UNIVERSIDADE DAS CINCO TORRES Sexta, 1 de março de 1918. Há na Esfera Dez uma vasta clareira no meio da floresta. É circundada pela mata, de onde chegam para o espaço aberto muitas estradas que levam para diferentes regiões da esfera.
Delas ramificam trilhas em todas as direções, que são muito procuradas por aqueles que se apartam das companhias de seus amigos para meditarem e comungarem com os de outras esferas. Linda é a paz que aqui prevalece. As árvores e as flores e os regatos, um lago aqui e ali, com os pássaros e os animais da floresta como única companhia, atraem para cá o aluno para pensar e beber desta atmosfera de paz. Mas nosso atual tema está na clareira. É tão grande em área que você talvez a chamaria de planície.
É cheia de jardins e fontes e templos e prédios colocados ao uso do estudo e da pesquisa. É uma Universidade, mas com tal planejamento que poderia ser uma Cidade Linda. Pois em motivação, aqui a beleza parece igualarse com o conhecimento. Não é de formato circular, mas quase oval. Numa ponta do oval projetase da margem da floresta um amplo e alto pórtico, flanqueado em ambos lados por árvores, e sobre as árvores aparece uma ala do prédio, com balcões no alto da parede, e dando uma visão bem ampla da floresta.
O restante do prédio está encaixado na floresta, exceto as Torres e a Cúpula, que você vê pairando sobre o pórtico e além dele. Se não fosse por eles, não se saberia que lá há um conjunto de prédios, tão densas são as árvores em torno dele. Há cinco torres – quatro de tamanho igual, mas não de mesmo modelo – e, no meio delas, a Cúpula. A Grande Torre elevase mais adiante, e é continuada até uma grande altura, terminando em um lindo modelo. Este é da forma de uma palmeira celeste terminal, cujas folhas são entrelaçadas numa filigrana que forma uma coroa enfeitada com joias e sobreposta à semelhança de uma constelação de sóis, também ricamente trabalhada.
Tudo isto – as quatro Torres, a Cúpula e a Grande Torre – tem um significado místico que somente aqueles que passaram pelo Templo do Monte Sagrado realmente entendem completamente. Eles explicam aos estudantes da Universidade tanto quanto eles são capazes de assimilar das ocasiões do grande Festival; e alguns dos Mistérios daquele lugar são explicados por Manifestações. Sobre uma de tais ocasiões eu pensei em contar lhe, mas primeiro serei mais completo sobre o prédio em si. Além do Pórtico está um lago e andando nos aproximamos daquilo para o que pórtico se abre, e que se estende a alguma distância para a esquerda e para a direita. O prédio principal elevase do lago, e todos os seus jardins e agrupamentos de prédios menores são unidos a ele por pontes, a maioria coberta.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.