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Capítulo 65 de 87

Parte 65 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Seu sentido foi de demonstrar a nós para que fim tendia a presente  evolução, para que pudéssemos, com a maior segurança, direcionar nosso curso à frente. A terra, como foi vista diante de nós, chegou a um estágio onde o etéreo e o  material quase se igualaram no conteúdo. Os corpos dos homens eram ainda de matéria,  mas purificada, e mais sensivelmente abertos aos céus da vida espiritual que nos tempos de  formação–estes mesmos tempos em que vocês vivem hoje. A terra correspondeu ao impulso para cima, e a vegetação que produzia deitava  em seu solo tão sensível quanto um bebê no colo de sua mãe. Não havia mais reinos sobre a terra, mas uma confederação de povos cujas cores  não eram tão diversas umas das outras como são hoje.

A  ciência  também  não  era  a  ciência  da  Europa  como  é  agora,  mas  sendo  entendidos os poderes das dinâmicas etéreas, toda a vida do homem foi transformada. Não  seguirei com mais detalhes. Não é de minha competência. Fico no estágio da preparação do  planeta  para  que  você  possa  mais  claramente  discernir  o  que  veio  a  nós  para  nossa  instrução. A luz tornou­se cada vez mais intensa, vinda de dentro da terra, ainda em seu  giro lento em torno de seu eixo, até que brilhou sobre as nossas hostes, e nós ficamos mais  brilhantes também por sua radiação.

Então, de fora desta luz terrestre, vieram em direção  a suas miríades todas estas forças semirracionais que têm seu lugar entre os elementos da  terra. Estas eram muito estranhas em suas formas, e também em seus movimentos. Eu  ainda não as tinha visto até então, e estava muito interessado em suas maneiras. Estas de  quem falo eram aquelas forças impessoais que asseguram a coesão nos minerais, e aqueles  pelas quais os vegetais entusiasmam­se por suas vidas, e aqueles que eram guardiães dos  animais em suas espécies. As entidades minerais não eram muito conscientes de si mesmas  até que eram magnetizadas por aqueles grandes Senhores da criação, cuja providência era 346 – Reverendo G.

VALE OWEN  sustentar este reino em suas ordens. Mas as entidades vegetais tinham em si mesmas uma  faculdade formada e subjetiva de sensação, com a qual respondiam às forças enviadas  sobre  eles  por  seus  próprios  Governadores. É  por  isso  que  uma  mudança  é,  substancialmente, uma operação mais rápida nos vegetais que nos minerais, à medida que  surge visível em crescimento. E pela mesma causa o anverso é consequente, quando a personalidade de um  homem é introduzida interferindo em seu estado normal de desenvolvimento. Quando dois  minerais são opostos, ou dois afins, e são postos em contato em solução, como na química,  sua  ação  em  relação  ao  outro,  ou  um  contra  o  outro,  respectivamente,  é  imediata  e  violentamente exposta, porque eles têm muito pouca consciência para se oporem a esta  influência exotérica.

Mas quando o mundo vegetal é invadido pelo cultivador, a resposta da  planta é mais tardia e deliberada, porque se opõe com a sua inerente consciência de tal  distúrbio em seu método normal de crescimento. As entidades animais, entretanto, tinham sensação plena de si mesmas, e também  uma módica personalidade. E seus Senhores eram esplêndidos em seu arranjo. Estes vieram em direção à terra e, deixando sua superfície, pegaram seus lugares  no meio do espaço entre nós e a terra. Então, do vácuo entre nós e eles, seus Governadores  emergiram para a visibilidade.

Não posso descrever seu aspecto porque não há nada que se  compare a eles na terra, apesar de serem eles muito ocupados no meio de vocês, apesar de  tudo. Fico  contente  em  dizer­lhe  que  olhávamos  para  cada  um  que  conhecíamos,  por  aquele seu aspecto, aquele departamento da natureza da qual ele era Governador. Fosse  ele atmosfera, ou ouro, ou carvalho, ou tigre, seu domínio estava escrito plenamente sobre  ele, em toda a sua beleza. A forma, e a substância de seu corpo, e conteúdo, e vestimenta,  tudo expressava seu reinado. Alguns tinham vestimenta, outros não.

Mas a grandeza destes  grandes  Senhores  é  muito  majestosa  em  força  e  atrativos. Todos  tinham  seus  acompanhantes  que  estavam  ordenados  em  degraus. Estes  eram  encarregados  das  subdivisões de seu reino, e ligados ao seu Senhor com animais ou forças que estes Senhores  controlavam. Agora,  como  eu  poderia  contar  a  você  do  contato  entre  eles,  quando  se  misturaram  juntos  com  suas  criaturas  que  emergiram  da  luz  da  terra? Direi  assim:  conforme suas companhias aproximaram­se das criaturas da terra, um movimento foi feito  entre eles e cercaram cada um o seu Senhor.

Eles não o esconderam, mas o vestiram. Então  também as forças da terra, quando se encontraram com estas formações mais elevadas,  tornaram­se misturadas com elas, e o resultado foi um manto sobre a terra, que a protegia  ao mesmo tempoemque a enchia de tesouros. Com efeito a terra, agora mais radiante que era antes, estava no meio de um  dossel  de  entidades  vivas  que  formavam  drapeados  em  todos  os  lados  dela,  como  cortinados de um pavilhão envolvendo um trono. A terra agora brilhava como uma pérola  grande e linda, mas com veios verdes e dourados e vermelhos e âmbar e azuis sobre ela. E  dentro dela brilhava sua luz inerente, refulgindo com a chama da reverência sobre a terra,  que pulsava com vida e alegria pelos impulsos dos Senhores Criadores e suas miríades que  a invadiam e eram presenteados com um sensível e visível encantamento.

Então, embaixo deste dossel vívido, a forma do Cristo apareceu. Era como Cristo  Consumado que Ele agora aprecia. Foi muito difícil transcrever sua aparência quando O vi  assim anteriormente. E o que dizer a você da aparência d’Ele agora? Seu  corpo  era  de  uma  substância  translúcida  e  com  perfeito  equilíbrio  de  harmonia misturava em si mesmo todas as cores distintas, tanto da terra quanto das  miríades em torno.

Ficou sobre a grande pérola radiante. Ela ainda girava embaixo de  Seus pés, mas Ele ficou firme ali. Seu movimento não tinha efeito sobre Sua parada ali. Ele não tinha vestimenta, mas a glória de todos os vários departamentos da vida  suspensos  em  torno  d’Ele  surgidos  através  de  seus  grandes  Senhores  e  estavam 347 – A VIDA ALÉM DO VÉU  direcionados sobre Ele em correntes de reverência. Isto fez a vez de vestimenta sobre Ele, e  completava o santuário onde Ele estava, com sua linda radiação.

Sua face era calma e repousada, mas Sua testa tinha um aspecto de grande  majestade e  poder. A  divindade  parecia  vesti­Lo  como  um  capote  sobre  Seus  ombros,  caindo ao Seu lado em ricas dobras de luz violeta. Agora nós estávamos todos em torno e em cima e embaixo d’Ele, circundando a  terra. Mas não havia nem frente, nem a parte de trás, nem nada sobre Ele, nem abaixo  d’Ele. Todos nós, e cada um de nós, víamos todo Ele – frente, costas, e através, e através.

Você não vai entender isso. Digo, e deixo assim. Foi assim que O vimos então. Então vieram vozes de todas aquelas ordens de miríades, cada grande companhia  agrupada em sua própria ordem, e cada um soando seu próprio hino de adoração, e ainda  todos juntos como num grande coro de harmonia criativa que preencheu nossos céus, e  todos os espaços sobre os planetas em suas órbitas, e tinham resposta dos de fora do  espaço que mantinham a vigília sobre seu encargo planetário especial. Um hino como este, em seu todo, não posso pôr em palavras de um só povo de seu  planeta terra.

Mas, usando suas palavras em Inglês, contarei a você, até onde seja capaz,  daquilo que nos encantou, misturando nossa reverência com a daquelas ordens do universo  numa grande corrente de louvor conjunto:  “O que está além de vocês nas profundezas do espaço não conhecemos ainda, e  a terra é apenas um cisco nos raios de seu Sol Celestial. Mas isto sabemos, desde que  vimos a Providência de seu Reinado, Cristo do Pai: que o que está além é totalmente  bom. “O que virá ao nosso encontro nas eternidades à frente de nós, na estrada que  percorreremos, que pessoas ali moram, que tipo de Príncipe governa – estes, também,  não conhecemos. Mas seguimos adiante sem medo, porque seguimos o senhor, o Cristo. Sobre seus ombros sentam o poder e o amor abraçados um ao outro, em sua coroa de  majestade.

“Quem é o Pai, sabemos, porque vimos o senhor Seu Amado, e nós o amamos  também. Então  o  nosso  amor  encontra  com  o  amor  do  Pai  no  senhor,  como  num  encontro. Conhecemos Ele no senhor, e nos contentamos. “O senhor é lindo e magnífico, Amado, mas toda a sua beleza não nos pode ser  mostrada, por ser grande demais. “Mas na empreitada em que nos aventuramos em frente, estamos todos fortes  de  coração  e  destemidos  e  esperançosos.

E  o  senhor  todavia  nos  lidera,  nós  o  seguiremos, Cristo Consumado de sabedoria, de força e de amor criador. “Rendemos nossa justa reverência, ordenada e disposta em graus. Contente‐  nos com a bênção de sua Paz. Arnel+ 348 – Reverendo G. VALE OWEN LIVRO V OS PLANOS EXTERIORES DO CÉU 349 – A VIDA ALÉM DO VÉU PREFÁCIO DO LIVRO V  “As crianças do Céu” e “Os planos exteriores do Céu”, ambos formando uma só  narrativa, são a continuação da série de quatro volumes intitulada “A Vida Além do Véu”,  e foram recebidas pelo Sr.

Vale Owen de um grupo de Espíritos comunicantes, atuando  sob a liderança de um deles, que deu seu nome: Arnel. Arnel, em uma prévia comunicação ao Sr. Vale Owen, disse que em sua vida  terrestre  foi  um  inglês  que,  em  consequência  de  perseguição  religiosa,  teve  que  se  refugiar  em  Florença,  e  viveu  lá  na  Colônia  Inglesa  durante  os  primeiros  dias  da  Renascença. Ensinou música e pintura, e morreu à meia‐idade, escapando portanto da  inimizade do Estado daqueles dias. Em “O Ministério dos Céus” e “Os Batalhões dos Céus” (Livros III e IV) ele deu  muitos  detalhes interessantes  de  sua experiência  no curso de  seu progresso  de um  estado, ou esfera, para o superior.

Descreveu o trabalho que ele e outros receberam de  elevar aqueles seus companheiros, uns que foram incapazes de progredir de suas velhas  condições terrenas, e alguns outros que haviam retrocedido. Os leitores destas mensagens vão perceber, conforme seguirem as narrativas  destes  dois  livros,  que  seu  método  de  trabalho  é  familiar  a  eles,  apesar  de  que  o  treinamento  de  crianças  e  trabalho  nos  “Planos  Exteriores”  são  amplamente  diferenciados quando se contrapõe um ao outro. O Livro V concerne ao treinamento de crianças para a cidadania nas esferas  espirituais. Na forma mais íntima, e com riqueza de detalhes, é mostrado a nós como  suas  características  e  poderes  são  desenvolvidos  em  um  curso  de  curta  duração  e  aprendizado. Enquanto  observamos  este  panorama  do  futuro  estado  desdobrar‐se,  percebemos o quanto a tonalidade da composição torna‐se cada vez mais brilhante e  linda.

Através  da  apresentação  gráfica  de  Arnel  sobre  este  tema,  somos  trazidos  diretamente ao contato com a impoluta alegria da infância. Muitos exemplos são dados do que poderíamos chamar “física espiritual,” e  muita  luz  é  lançada  sobre  as  leis  espirituais  operantes;  por  exemplo,  as  leis  que  governam a Criação. Este e outros temas nos são dados de forma leve, e uma informação  muito importante éapresentada pela face simples da vida de uma criança. Mas não é todo quadro que é tão livre de cuidados. No fim do Livro V, encontramos a infância e sua música alegre sumindo à  distância,  deixando  Arnel  e  Wulfhare  meditando  sozinhos  na  beleza  e  alegria  que  acabaram  de  testemunhar.

Shonar  não  está  com  eles,  está  nos  umbrais  escuros,  preparando e organizando a missão que lhe foi dada. Há um intervalo, como se fosse  isso, durante o qual se insinua, numa sugestão de tristeza, uma premonição do que está  em pendência. “Os Planos Exteriores dos Céus” (Livro VI) contém a descrição vívida de Arnel  de  como  aquele  trabalho  transcorre. Será  visto  pelo  leitor,  conforme  os  fatos  se  sucedem, que o ministério estabelecido além do Véu para o soerguimento de “crianças  adultas”  dos  Planos  exteriores  é  o  mesmo  ministério,  essencialmente,  que  treina  e 350 – Reverendo G. VALE OWEN  desenvolve as crianças inocentes da Esfera Sete.

Entre ambos Arnel se move e trabalha,  com sua silenciosa confiança e seu humor emitindo luz e alegria aonde quer que vá. Ele  nos  dá  típicos  exemplos  das  dificuldades  que  se  apresentam  aos  trabalhadores nos Planos Exteriores, umbrais, e que devem ser suplantados. Por exemplo, vítimas de um massacre chegaram no Outro Lado, aturdidos pelo  tempo passado e cheios de medo e desejos vingativos. Eles devem ser acordados para  sua infeliz condição, e contudo deve se prevenir uma onda de pânico; e estes recém‐  chegados devem também ser restringidos, se possível, para não retornarem ao plano  espiritual da terra (na Esfera Um), para que não busquem vingança contra seus inimigos  ainda na carne. O grupo de espíritos trabalhadores, liderados por Wulfhere e incluindo Arnel, é  forte o suficiente para controlar estes espíritos vingativos pela força do pensamento,  mas a tarefa que têm em mãos é toda feita daforma mais formidável, pois o livre arbítrio  dos recém‐chegados é sagrado e não deve ser solapado.

Este é apenas um exemplo da espécie de problemas a serem resolvidos pelos  espíritos servidores no escuro Plano Exterior, os umbrais. Arnel relata minuciosamente  como são administradas estas e outras dificuldades surgidas, e continua a explicação de  como os recém‐chegados começam sua árdua subida na colina do desenvolvimento e do  progresso. Nós seguimos sua ascensão lenta, e observamos o crescimento gradual de  seus  poderes  e  influências  conforme  vão  subindo;  e  no  final  nós  os  deixamos  ‐  relutantemente, sem dúvida – como cidadãos de esferas mais brilhantes, que retornam  constantemente aos Planos Exteriores em busca de espíritos que estejam na forma em  que estavam, emaranhados nas condições materiais. Através desta narrativa, os caracteres e seu ambiente permanecem tão claros  diante dos olhos do leitor, que duvidar de sua realidade seria um esforço maior que  acreditar que aqui temos realmente uma peça verídica da história. Mas se, aos que seguiram os Escritos de Vale Owen (como popularmente são  conhecidos) desde o início, parece que a elevada ideia fundamental, tão marcante nas  características de, por exemplo, “Os batalhões do Céu”, não  é alcançada neste volume, a  razão será entendida prontamente quando as condições diferentes sobre as quais seu  tema foi recebido são consideradas.

Os quatro primeiros volumes foram recebidos num tempo em que o Sr. Vale  Owen estava cercado pela quietude e privacidade da Sacristia na pequena Igreja de  Orford – ali uma obscura paróquia de Lancashire, quase desconhecida do público. Mas  quando as fortes luzes da publicidade foram focadas sobre o amanuense, e sobre a  paróquia também, a paz providencial para o retiro foi quebrada pela torrente de cartas e  visitantes que vieram a Orford, e pelos pensamentos de milhares cujas atenções estavam  focalizadas  sobre  seu  Vigário. Sob  estas  condições  desordenadas  estas  mensagens  posteriores foram recebidas. A tranquilidade é a principal condição a ser observada por um amanuense em  escritos desta espécie; e faltava a tranquilidade.

O Sr. Vale Owen, que sempre se sentou para receber as mensagens na sacristia  da Igreja de Orford, onde a forte atmosfera espiritual do lugar ajudava na transmissão,  achou que as frequentes interrupções fizeram ser necessário que ele se sentasse no  Vicariato. Esta  mudança  de  localidade  provavelmente  afetou  de  alguma  forma  as  condições. O critério mais certo pelo qual se julga uma mensagem é o efeito que esta  mensagem tem sobre as pessoas que a recebem. Enquanto estas mensagens estavam  aparecendo na imprensa, oSr.

Vale Owen recebeu um grande número de cartas daqueles  que haviam “perdido” seus pequeninos. Esta correspondência mostrou claramente que,  à parte de conhecimento considerável que estes que as pranteavam tenham adquirido 351 – A VIDA ALÉM DO VÉU  das condições pós‐morte das pequenas crianças, eles haviam captado uma nova luz para  o  Futuro,  que  trouxe  imediato  conforto  a  muitos  que  haviam  pensado  que  jamais  voltariam a ter a alegria que perderam. Um  glossário  no  final  do  livro  providencia  informações  dos  principais  servidores e seus trabalhos, satisfatório para referencial a qualquer hora. O Editor(da edição inglesa)  *  *  *  NOTA  SOBRE  AS  ESFERAS  Uma explanação curta sobre a numeração e da natureza das esferas espirituais,  ou estados, pode ser útil para os leitores que não leram os outros quatro volumes desta  série. O  sistema  de  numeração  das  esferas  é  a  usada  pelo  Espírito  comunicante  chamado Zabdiel em suas mensagens (Livro II, “Os Altos Planos do Céu”), e adotado por  toda  a  obra  pelos  comunicantes  subsequentes.

Mas as  esferas  são  numeradas  desta  forma,  claro,  somente  pelo  propósito  de  identificação  delas  nestes  Escritos,  e  elas  geralmente não são conhecidas pelos seus habitantes por estes números. A terra está incluída na Esfera Um, sobre a qual elevam‐se outras, cada esfera  envolvendo e interpenetrando as mais baixas e de vibração mais lenta que ela em si. Assim, a Esfera Dois envolve a esfera Um, filtrando através dela tão fielmente como luz  em água. A Terceira Esfera inclui em si as Esferas Um e Dois, a Quarta contém os três  estados inferiores a ela, e assim por diante. Estados sem conta, ou esferas, elevam‐se uns  sobre os outros desta forma, cada esfera mais alta aumentando em intensidade de luz e  poder, à medida que vão se aproximando, no Grande Horizonte, de Deus.  *  *  *  ASCRIANÇAS (primeira parte) eOSPLANOS EXTERIORES DOCÉU (segunda parte)  PREFÁCIO do EDITOR–LIVRO V  Os Escritos de Vale Owen foram publicados em cinco volumes sob o título  genérico de “A VIDA ALÉM DO VÉU”.

O quinto volume, “As Crianças e Os Planos Exteriores  do Céu”, assumido por uma casa editora diferente daquela dos outros quatro, e por  outro editor, foi  omitido  em cada reedição  subsequente  dos  Escritos, ficando assim  dissociado deles todos. Olhando  para  trás,  para  os  últimos  quarenta  anos,  percebe‐se  o  impacto  causado pelos Escritos em todo o mundo, inesquecível e marcante. Muitas pessoas, claro,  são incapazes de compartilhar tal lembrança. Mas é mais que provável que, se lerem os  Escritos agora, o efeito sobre elas será grande da mesma forma. Inglaterra, agosto de 1964 352 – Reverendo G.

VALE OWEN  PRIMEIRA PARTE  ___________________________________________  I AS CRIANÇAS DO CÉU  Quarta, 17 de Dezembro de 1919. Vamos começar com uma daquelas parábolas que você diz que gosta. Um Rei cavalgava em suas florestas, e com ele vinham dois Cavaleiros servidores. Disse o Rei ao Cavaleiro mais jovem, “Gostaria de uma estrada aberta através da floresta,  para que aqueles que vêm em grupos para me visitar pudessem encontrar um caminho  menos cansativo. O que você me diz do plano, Senhor Cavaleiro, e como poderia cumpri­  lo?”  E o jovem Cavaleiro respondeu­lhe, “Penso, senhor, que isso seria bom se todos  fossem bem intencionados em relação à sua pessoa.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.