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Capítulo 14 de 87
Parte 14 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Mas há uma certa dureza em sua mente, mais que em seu coração, que deve ser suavizada. Você tem uma rotina mental, e deve se livrar dela e olhar mais adiante, ou andará como um cego que pode ver: uma contradição e um paradoxo. Há fatos que você pode ver bastante claramente, e para outras você é totalmente cego. Aprenda que mudar de opinião diante das evidências não é fraqueza ou retrocesso, mas um sinal de mente honesta. Digolhe mais isto, se seu coração fosse tão duro quanto sua mente, provavelmente não teria vagado até aqui, nos campos ensolarados de Deus, mas até as regiões mais trevosas, mais além destas colinas, longe, além delas.
Agora expliquei, tão bem quanto pude, seu caso bem complicado, amigo. O resto, compete a outro fazer. B–Quem? A–Aquele de quem já lhe falei; aquele que é encarregado de você. B–Onde está ele?
A–Um minuto, e ele estará aqui. A mensagem foi enviada, e o guardião postouse ao lado de seu guardado que, entretanto, não era capaz de vêlo. A–Bem, ele está aqui. Digalhe o que quiser. B olhou cheio de dúvida e ansiedade, e então disse, “Digame, meu amigo, se ele está aqui, por que não posso vêlo?
A–Porque nesta fase de atividade de sua mente você está cego. Esta é a primeira coisa que você tem que se aperceber. Você acredita em mim quando digo que você é, de alguma forma, cego. B – Posso ver muito bem, e vejo plenamente as coisas, e o campo bem natural e lindo. Não sou cego por este lado.
Mas estou começando a pensar que pode haver outras coisas tão reais como estas, e que não posso ver, mas verei um dia talvez, mas... A – Agora, pare aqui, e deixe este “mas” aí. E agora olhe, enquanto pego na mão de seu guia. Ele então pegou a mão direita do anjo guardião em sua própria, dizendo a B. que olhasse intensamente, e contasse se viu alguma coisa. Ele não tinha certeza, entretanto.
Ele pensou que viu alguma forma transparente que podia ou não ser real, mas não estava certo disso. 80 – Reverendo G. VALE OWEN A–Então pegue a mão dele nas suas. Peguea de mim. O homem segurou sua mão e tomou a mão do guardião das mãos de A., e começou a chorar. Se ele não tivesse progredido tanto para fazer esta ação, ele não teria visto seu guia, nem teria sido capaz de sentir seu toque.
O fato de ter tomado suas mãos ao comando de A. mostrava que ele progredira durante a conversação deles, e imediatamente recebera a sua paga. O outro segurou sua mão num aperto firme por algum tempo, e durante este tempo B. o via e sentiao mais firme e mais claramente. Então A. deixouos juntos. Logo B. poderia ver e ouvir seu guardião, e sem dúvida ele iria em frente agora, de progresso em progresso. Isto lhe mostrará os casos difíceis com que às vezes temos que lidar.
Luz e treva densa, humildade e dureza, orgulho obstinado, tudo misturado junto, e difícil de ser separado ou tratado com sucesso. Mas tais problemas são interessantes e, quando superados, dão muita alegria aos trabalhadores. 5 Ruby manda seu amor e esta mensagem a seus pais: “Acreditemme, meus queridos, a prática de uma boa e bondosa ação, e o pensamento e a pronúncia de palavras bondosas por aqueles a quem amamos na terra são imediatamente telegrafados para cá, e nós as usamos para enfeitar nossos quartos, como Rene enfeita seus quartos com suas flores”. Deus o abençoe, querido filho. Boa noite. Nota – Com esta mensagem, as comunicações com a mãe do Senhor Vale Owen cessaram, e as mensagens continuaram por uma entidade espiritual chamada Zabdiel.
Elas estão no livro II, Os Altos Planos do Céu. 5 Esta mensagem de Ruby parece se referir às caixas de flores que enviamos para nossa filha, que estava longe, na escola– G. V. O . 81 – A VIDA ALÉM DO VÉU VI AS MENSAGENS DE ASTRIEL Terça, 7 de outubro de 1913. Pela ajuda de outros, que agora estão aqui conosco pela primeira vez, vamos tentar transmitirlhe um pouco de instrução sobre as verdades da Fé, como elas aparecem a nós, neste lado do Véu. Quanto às verdades que os homens incorporaram nos Credos, temos pouco o que dizer, pois muito já foi falado, e mesmo que seja desmentido mais uma vez, os homens estão mal preparados para receber oque deveríamos dizer.
Nós, portanto, preferimos, por agora, deixar que espiem por si mesmos estas verdades como as veem por aqui, meramente observando, como de passagem, que todos os artigos são verdadeiros se interpretados corretamente. Seguiremos, portanto, tratando de falar sobre as coisas que os homens não consideram muito atualmente. Tudo isto prenderá mais a atenção deles quando acabarem suas discussões sobre os aspectos da verdade que, afinal, são meramente aspectos, não a verdade fundamental em si. Se eles se dispusessem a ver as coisas na proporção correta, então muitos daqueles temas que absorvem tanto seu tempo ficariam entre as coisas que menos importam, e aí então ficariam mais capacitados para devotarem suas atenções às verdades mais profundasque estão estabelecidas tanto aqui, quanto entre vocês na terra. Uma coisa que seria bom perceber é a eficácia da oração e a meditação.
Você já recebeu alguma instrução a este respeito, e agora acrescentaremos algo. Uma oração não é meramente um pedido de alguma coisa que se queira obter. É muito mais que isto, e, por ser assim, deveria receber mais cuidados do que tem recebido até então. O que vocês têm a fazer, para transformarem uma oração em poder, é deixar de lado o que é temporal, e dirigir sua mente e espírito ao que é eterno. Quando se faz isto, vê se que muitos dos itens que incluiriam na sua oração são excluídos pela incongruência de sua presença nela, e resultados maiores e mais profundos tornamse o foco de seu poder criativo.
Uma oração é realmente criativa, assim como o exercício da vontade, conforme foi visto nos milagres de nosso Senhor, tal como o Alimento dos Cinco Mil. E quando uma oração é oferecida com esta convicção, então o objeto é criado, e a oração é respondida. Isto é, o objetivo responde ao subjetivo de tal forma que uma criação real acontece. Isto não acontece quando a oração foi dirigida de forma errada. Então a projeção da vontade sai pela tangente, e o efeito será proporcional aos poucos raios pelos quais o objetivo será tocado.
Também, quando a oração está mesclada com pedidos indignos, ela será proporcionalmente enfraquecida, e também encontrará o desejo oposto ou regulador deste lado, como o caso requeira, e por isso o efeito não é obtido como se desejou. 82 – Reverendo G. VALE OWEN Agora, isto pode soarbem vago, mas de forma alguma é vago para nós. Você deve saber que aqui há guardiães dispostos para as orações, e sua responsabilidade é analisar e selecionar as orações oferecidas pelos da terra, e separálas em divisões e departamentos, e passálas paraserem examinadas por outros, e lidadas de acordo com seu mérito e poder. Para que isto seja cumprido perfeitamente, é necessário que estudemos as vibrações da oração da mesma forma que seus cientistas estudam as vibrações do som ou da luz. Como eles são capazes de analisar, separar e classificar os raios de luz, também nós somos capazes de lidar com as suas orações.
Da mesma forma que existem raios de luz que eles confessam não saber lidar com eles, assim também muitas orações trazem para nós aqueles matizes mais profundos que estão além do nosso alcance de estudo e conhecimento. Estas são passadas para os de maior hierarquia, para serem tratadas com sua maior sabedoria. E não pense que estas serão sempre encontradas entre as orações dos cultos. Elas estão entre as orações das crianças, cujas petições e visões são cuidadosamente consideradas aqui, da mesma forma que as das nações. “Vossas orações e vossos donativos sobem como um memorial diante de Deus”.
Você se recordará destas palavras pronunciadas pelo Anjo a Cornélio. Elas frequentemente passam sem serem entendidas pela descrição literal dessas orações e donativos, como eles aparecem ao Anjo e são repassadas adiante, provavelmente por ele mesmo e seus companheiros de trabalho, para os reinos superiores. É como se ele dissesse, “Suas orações e donativos chegaram até minha legião, e foram conscienciosamente consideradas pelos seus méritos. Nós as repassamos como merecedoras, e recebemos a notificação dos Oficiais acima de nós de que elas têm um mérito excepcional, e requerem tratamento especial. Por isso fui comissionado para vir até você”.
Estamos tentando colocar este caso tão enfaticamente quanto pudermos na linguagem de negociações oficiais para ajudálo a entender o quanto puder sobre as condições encontradas por aqui. Se você examinar outros exemplos de oração na Bíblia à luz do mencionado, poderá ter relances da realidade como ela é vista por nós aqui, em nosso próprio plano. E o que se aplica às orações, pode também ser aplicado ao exercício da vontade, em direções não tão legítimas. Ódio, imoralidade, cobiça e outros pecados do Espírito e da mente tomam aqui uma solidez que não é vista ou percebida em sua esfera; e eles também são lidados de acordo com seus méritos. E, ai destes que dizem que os Anjos não podem se entristecer, pouco sabem de nosso amor por nossos companheiros que ainda estão batalhando na terra.
Se pudessem nos ver lidando com alguns destes maus usos das maiores dádivas de Deus, eles provavelmente nos amariam mais e nos exaltariam menos. Agora nós vamos deixálo considerando este tema por si só, se achar que vale a pena, e, quando virmos que deseja continuar, entraremos em outro tema que pode ser de interesse e muito útil a você. No topo da torre de sua igreja há um catavento em forma de galo. Você pensará que foi você mesmo quem decidiu a forma que ele teria. Não é assim?
Eu tinha me esquecido completamente dele até que você me relembrou. Entretanto, está certo. O arquiteto perguntou‐me sobre isso, e eu hesitei entre um peixe e um galo, e eventualmente me decidi pelo último. Fico imaginando, portanto, o que teria a dizer sobre isso. Sem dúvida.
Veja, estas coisas são fúteis a você, mas há poucas coisas que são 83 – A VIDA ALÉM DO VÉU fúteis para nós. Agora, o fato da escolha de um galo para estar em cima de sua torre é consequência direta de certas atividades que estavam em sua mente há cinco anos atrás. Isto é um caso de criação. Muitos ririam disso, mas não nos importamos, pois nós, também, podemos rir, e algumas de nossas risadas deixariam vocês espantados, eu lhe asseguro. O significado que você tinha em mente quando da sua escolha, aparentemente não muito importante, surgiu para que todos pudessem relembrar que São Pedro negou seu Senhor.
Suponho que você queria expor como um aviso para que não se repetisse tal ofensa nos dias de hoje. Mas você não percebeu que aquela decisão aparentemente trivial foi registrada aqui e lidada com bastante seriedade. Devo dizerlhe que o prédio de uma nova igreja é um evento que causa muita atividade aqui. Há oficiais que são destacados para atender nos serviços e na guarda do prédio, e toda uma hoste de Espíritos ministrantes são convocados dos diversos departamentos para um compromisso ligado com o novo local de reverência. Seus amigos clarividentes já viram alguns deles, mas, comparativamente, muito poucos.
Cada detalhe é levado em consideração, não somente a respeito do caráter do ministro, da congregação, do coro e assim por diante, e o melhor dentre nós, isto é, o que mais se qualifica, é escolhido para ajudar você de acordo com as características que observamos; não somente estas coisas, mas a estrutura e os detalhes estruturais são considerados minuciosamente, especialmente onde entra o simbolismo, já que tem uma importância que não é sentida entre vocês como é entre nós. Assim aconteceu que o catavento foi considerado também, e eu o escolhi como exemplo porque a aparência trivial mostralhe que nada é esquecido. Foi decidido que, como o galo foi escolhido preferencialmente aos outros símbolos, nós responderíamos a esta escolha, de acordo com o nosso costume, dando à igreja uma oferta especial apropriada em troca. E esta oferta foi o sino da igreja, pelo qual o menino do coro recolheu o dinheiro. Vocês não tinham o sino quando a igreja foi consagrada.
A ave estava lá em cima, mas não podia soar sua advertência, como o original fez com São Pedro. E então nós lhe demos voz, e seu sino hoje soa – como fez esta noite. Ficamos felizes ao vermos que aquele que escolheu um, faz o outro falar dia após dia, pois ele é com certeza adequado. Você acha que temos nossas fantasias aqui? Bem, talvez seja assim, e vocês ficaram muito gratos pelo sino, não ficaram, bom amigo?
Com certeza ficamos. E agradeço a você por sua mensagem gentil. Poderia saber quem é, por favor? Somos ministros espirituais de uma esfera onde seus próprios amigos e sua mãe visitam de vez em quando, e ela nos contou sobre você e disse do quanto gostaria que nós o conhecêssemos pessoalmente e, se possível, transmitirlhe alguma mensagem. Ela e seus amigos vêm até nóspara serem instruídos.
Falando de meu próprio plano, alguns membros de lá estão aqui comigo, eu diria que estamos felizes de virmos e por conhecêlo. Mas conhecíamos você e sua igreja antes que sua mãe nos contasse. Obrigado por sua gentileza. Seria permitido que eu perguntasse seu nome? Permitido, sim, mas temo que não o conheça, nem o entenda.
Apesar disso, senhor, diga‐me, se o desejar. 6 Astriel, que o deixa com suas bênçãos +. 6 Astriel sempre concluía suas comunicações com o sinal da cruz. 84 – Reverendo G. VALE OWEN Quinta, 9 de outubro de 1913. Viemos novamente para cá, a pedido de sua mãe, e estamos felizes por termos mais esta oportunidade de falarmos a vocês desde este lado. Nunca imagine que ficamos atribulados ao virmos para a esfera terrestre, porque apesar de significar uma experiência de brilho ambiental menos intenso que no nosso plano, mesmo assim é um privilégio que contrabalança tudo, e mais. Se nós nos esforçarmos para ilustrálo sobre a química dos corpos celestes, talvez pudesse ser interessante e útil a vocês.
Não queremos dizer o aspecto físico da ciência, como é entendida pelos cientistas astrônomos, mas o estudo mais profundo de sua constituição. Cada estrela, como sabe, é por si mesma um centro de um sistema que abrange nele não somente os planetas em revolução em torno desta estrela, mas também as partículas de matéria que se espalham naquele sistema, mas que são sublimadas demais para serem conhecidas por qualquer sistema de química possível aos que habitam em corpos físicos, e em suas pesquisas são compelidos a usarem instrumentos materiais e cérebros materiais. Estas partículas estão entre o puramente material e o espiritual, e sem dúvida pode ser usado nos âmbitos material e espiritual. Porque os dois são meramente duas das muitas fases de um âmbito progressivo, e atuam e reagem uns nos outros, como o sol e seus planetas. A gravitação é aplicável a estas partículas também nos dois lados, e é por meio destaforça–como a chamaremos, por ser um nome conhecido, e também pouco entendido – que nós mantemos coesas estas partículas juntas e podemos, de vez em quando, vestir nossos corpos espirituais, ou tornarmonos visíveis à chapa fotográfica, e algumas vezes ao olho humano.
Mas fazemos mais que isso, e num campo mais amplo. Se não fossem estas partículas, todo o espaço seria escuro, isto é, nenhuma luz poderia ser transmitida de um planeta, ou do sol, ou de uma estrela para a terra, pois é por causa da reflexão e da refração deles que os raios são visíveis. Não que sejam transmitidos, pois sua transmissão e a passagem dependem de outros elementos dos quais diremos apenas isto: não é o raio de luz, nem é a chamada onda de luz que são visíveis ao olho humano, mas a sua ação nestas partículas minúsculas que, ao impacto destes raios, tornamse visíveis em ondas. Seus cientistas têm muito a aprender ainda neste campo, e não é de nossa conta compartilhar aquilo que os homens podem aprender através dos poderes que possuem. Se o fizéssemos, então o benefício derivado de sua escolaridade terrestre seria diminuído materialmente, e este é o porquê de sermos muito cuidadosos ao transmitirmos apenas o que os ajudará a progredir sem neutralizar os bons efeitos dos esforços pessoais e coletivos.
Mantenha isto em mente, e talvez isto será tido como pertinente a qualquer coisa que julguemos conveniente explicar a você através de mensagens como esta. As estrelas, então, emanam sua luz. Mas para que a emanem, primeiramente devem têla em si. E como não são personalidades auto constituídas, para que isso tenham, a elas deve ser dado. Quem o faz, e como é feito?
Bem, claro, é fácil responder “Deus, pois Ele é a fonte de tudo”. Isto é verdade o suficiente, mas, como sabe, Ele emprega Seus ministros, e eles são inúmeros, e cada um com sua tarefa determinada. As estrelas recebem seu poder de transmitir luz pela presença de miríades de seres espirituais sobre elas, todos ordenados e regulados em suas esferas, e todos trabalhando em conjunção. Estes têm a estrela a seu encargo, e é deles que a energia procede, a qual permite a estrela desempenhar seu papel determinado. O que queremos que entenda é que não há coisas como forças inconscientes ou cegas em todo o Reino da Criação de Deus.
Nem um raio de luz, nem um impulso de calor, nem uma onda elétrica procede de seu Sol, ou de outra estrela, mas são efeitos de uma 85 – A VIDA ALÉM DO VÉU causa, e aquela causa é uma causa consciente; é a Vontade de seres conscientes energizando numa direção certa e positiva. Estes seres são de muitos graus e de muitas espécies. Não são todos da mesma ordem, nem todos da mesma forma. Mas seu trabalho é controlado pelos que são superiores, e estes são controlados por poderes de um grau ainda mais elevado e sublimado. E assim, estas grandiosas bolas de matéria, tanto gasosas, líquidas ou sólidas, tanto estrelas como planetas, são todas mantidas juntas, e suas forças energizadas e fazendo o efeito, não através da operação de alguma lei mecânica, mas pela consciência de seres viventes por trás disto, trabalhando através destas leis.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.