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Capítulo 63 de 87
Parte 63 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Mas não seguirei mais neste tema. O que tentei mostrarlhe é isto: O mundo serviu para um estágio no qual o elemento heroico na raça humana deveria ser exibido em todos os seus aspectos. A frase 335 – A VIDA ALÉM DO VÉU “Força máscula” sintonizase naturalmente em nossas mentes e não tem vibração estranha comose disséssemos “força feminil”. Mas o homem é a expressão de um aspecto da Divindade, e de uma somente. Este aspecto tem sido amplamente mostrado durante a longa linha do tempo das eras passadas.
Lá está o outro aspecto que vai ser exibido antes que a humanidade completese pela experiência. Até aqui era ele que liderava a caravana, e nós vimos o outono de sua liderança. As futuras eras guardam outro dom e mais agradável para a humanidade. Arnel+ Segunda, 24 de março de 1919. Escreva o que lhe transmitimos e não pare para questionar.
Quando o todo estiver escrito, então leia no total e julgue nossa mensagem toda e não em partes. Digo isto a você, meu filho, porque o que temos que transmitirlhe não estará de conformidade com a mentalidade de muitos. Transcreva sem parar, porque temos que dizer o que temos a dizer: e você tem um resumo. Até o tempo da chegada do Cristo em Jesus de Galileia, a evolução continuava nas linhas de dominação do intelecto e na força de um braço direito de um homem. Este era o elemento masculino no progresso da raça da humanidade.
Onde outras noções prevaleceram, estas foram excepcionais para a tendência geral da evolução como regatos tributários da corrente principal. Falamos agora do geral e não do particular. Jesus veio, e no turbilhão da atividade humana Ele lançou seu frasco de óleo. Ele explicou aos que O ouviram que aquela última vitória não era para os fortes, nem para as armas ou do intelecto, mas que os mansos herdariam a terra – herdar, não tomar. Note que Ele falava do futuro.
Os homens aprenderam Seu ensinamento e reconheceramno como sendo belo e verdadeiro, se praticável. Por dois milênios chegaram perto de se esforçarem para mesclar os dois juntos; enxertar a mansidão na dominação, misturar os dois juntos nos negócios nacionais, internacionais, sociais e outros. Os dois falharam ao se misturarem; tanto que alguns disseram que o Cristianismo não é possível em negócios públicos. Estão errados em suas conclusões. O ensinamento do Cristo é o único elemento durável e perpétuo na vida da terra.
Por isso os homens, então, admitiram esta violência e a força provou ser falaciosa. Seu remédio até aqui tem sido reter o elemento falacioso e tentar suavizálo com o elemento mais suave da mansidão. Eles se esforçaram por reter no homem sua dominância, enquanto tentavam suavizar a dominação com o elemento feminino da mansidão. O resultado foi falha. Você vê a inferência, meu filho?
O único caminho deixado é a abjura do elemento falacioso e o emergir gradual para o primeiro lugar na vida do mundo do elemento da mansidão, que é feminino. O passado do mundo tem sido o passado do homem; o futuro do mundo será o futuro da mulher. A mulher tem sentido esta reviravolta nela como uma coisa nova a ser trazida a lume para a salvação de seu sexo. Este é um pensamento injusto, porque parcial, e portanto inadequado. Quando uma mulher deu à luz um Salvador naquele tempo, Ele veio como um Salvador não de um sexo, mas de toda a raça humana.
Assim será a consequência da agonia atual da mulher. Sentindo esta nova coisa revirando dentro dela, ela se colocou em preparação para seu desabrochar. Ela tem feito as roupas deles. Digo as roupas “deles”, porque as vestimentas que ela tem feito são para um homemcriança. Por eles, ela tem ido ao mesmo mercado onde os homens compram e vendem suas mercadorias, e tem desafiado para 336 – Reverendo G.
VALE OWEN trocas. “Podemos fazer seu trabalho”, diz ela. Mas ela não entende que desta forma está pondo vinhonovo em odres velhos. Bem, ambos perecerão juntos. Entretanto, a mulher tem que aprender sua lição como o homem teve que fazer com a dele.
O homem aprendeu onde está a falha, ainda não sabe onde virar para o sucesso. Com uma mão ele segura fortemente o passado; com a outra ele segura o futuro. Mas aquela ainda está vazia, ninguém está seguro, nem estará até que deixe o passado irse com a outra. A mulher agora está fazendo como ele fez; está procurando ajuntarse a ele em seu domínio dos negócios. O futuro dela não está neste caminho.
A mulher não governará a raça, nem sozinha nem em conjunto. Ela deve guiar a raça daqui por diante, não governar. Como antes já havia dito, a evolução da terra tem sido para baixo, na direção material. Aqui o homem liderou o caminho, e construiu a armadura necessária para um conflito tão áspero com a matéria que lhe foi conveniente. Agora a curva mais baixa da descida foi contornada, e está justamente sendo deixada para trás, e a raça começou a trilha de subida do desenvolvimento espiritual.
Em espírito não sabemos de tal domínio de governo como o que o homem moldou. Conhecemos o domínio do amor. E aqui a mulher liderará, sendo guia quando tiver aprendido a lição dela sobre falhar ao governar pela dominação. Meu filho, é muito difícil, como já vi, tornar claro a você, de qualquer maneira, o que será esta liderança futura da mulher. Porque todas as lideranças até aqui entre vocês têm um conteúdo dual na mente humana, isto é, o governante e o governado, o dominante e o subserviente.
Esta dualidade não tem lugar na futura liderança. Até mesmo esta palavra “liderança” tem o sentido de uma companhia seguindo na frente e outra companhia seguindo atrás, e por compulsão. Esta não é a liderança que temos mostrado como a que espera a raçahumana. Deixeme ser mais explícito. Está manifesto no Cristo de Jesus.
N’Ele você vê todas as excelências do homem sem o acompanhamento de características não amáveis ou não adoráveis. E n’Ele você vê, também misturada, toda a doçura da mulher, sem a fraqueza. Assim os dois no futuro, homem e mulher, vão se tornar, não dois sexos, embora perfeitamente assimilados um ao outro, mas meramente dois aspectos de um sexo só. Onde a força governa, a palavra é ”Eu lidero: você segue”. Onde o amor governa não há palavra necessária, mas o coração bate ao outro coração a mensagem, “Seguimos juntos, querido”.
De qualquer forma, você vê nisto o que me esforcei para lhe contar, meu filho? Penso que sim, Arnel. Mas para alguém que está acostumado à ordem atual das coisas é um pouco difícil captar o fato de que o progresso não pode ser feito a não ser que um lidere e outros sigam. Bem, meu filho. Você ilustrou muito bem a dificuldade que vocês sentem em sua formulação de ideias.
Porque usam tais frases como pertencentes ao que o mundo entende como organização e regulamentação ordenada, como num exército ou num grande negócio onde tudo é organizado do topo até embaixo. Agora, arranjo ordenado também se encontra aqui nas esferas celestiais: mas são baseados não tanto nomais poderoumenos poder, mas no que está atrás de todo o poder, e que é o Amor. Tente conceber, mesmo que bem de leve, o que isto significa nesta operação. Num sentido bem real significa que não há mais alto nem mais baixo, nem maior ou menor no sentido destas palavras. Pois no que concerne à relação entre um arcanjo e um espírito recémchegado há sempre presente o fator potencial.
Aquele Espírito jovem é potencialmente não somente um arcanjo, mas um Príncipe e uma Virtude e um Poder além do grau arcangélico. Mas no que concerne à relação entre, dizemos, um anjo e o Pai – bem, no sentido 337 – A VIDA ALÉM DO VÉU da terra, verdadeiramente o anjo é menor; mas na atmosfera dos céus esta relação é absorvida para a única grande realidade: a Unidade de Deus, porque o anjo sabe que é Uno a Deus. Maior ou menor aqui não tem lugar essencial. É de roupagens exteriores, como uma joiaou bainha, não entra no santuário mais íntimo. Isto é o que é trazido para casa a nós, em cada manifestação do Cristo.
Sempre sentimos que, enquanto Ele é o Rei, e nós Seus súditos, também sabemos que Ele é uno ao Seu Reino, e que todos Seus súditos dividem Seu Trono. Ele comanda e Ele nos lidera, e nós obedecemos e seguimos, não tanto no que Ele comanda, mas porque O amamos e Ele a nós. Vê, meu filho? Bem, agora lance um pouco desta luz celeste sobre o futuro da raça humana e talvez chegará a algum relance do caminho à frente como foi mostrado a nós que lhe falamos. E também lembrese disto, que a razão é das qualidades masculinas, e assim um instrumento imperfeito pelo qual avistamos o futuro do qual falo.
A intuição é feminina, e será uma lente melhor para seus óculos de espião. Embora me pareça que as mulheres que lerem isto assimilarão o que quero dizer mais facilmente que os homens, estes não ficarão contentes a menos que entendam. A mulher não busca o entendimento avidamente porque lhe faltam valores lógicos. Ela tem muito pouca necessidade deles. Ela tem sua intuição que lhe serve muito bem, e servirá a ela e ao homem melhor ainda que presentemente.
Arnel, não acha que aqui está uma chamada para uma de suas pequenas parábolas? Um ourives pegou em sua mão duas pedras, um rubi e uma esmeralda, para escolher qual colocaria num bracelete para a esposa de seu Rei. Ele estava mais ou menos confuso, porém, porque o rubi era a favorita do Rei, e a esmeralda a favorita da esposa do Rei. Quando viu que não chegaria a uma conclusão por si mesmo, chamou sua esposa e perguntoulhe o que ela faria neste caso; e ela disse que poria no bracelete um diamante. “Por quê?”, disse o ourives, “já que este não tem nem aquelas cores?”.
“Faça uma escolha”, disse sua esposa. E assim ele fez. Mas quando o levava ao palácio ele seguia temeroso do desgosto do Rei, ou da rainha, ou de ambos. Mas quando o Rei viu o bracelete, disse, “Você fez muito bem, ourives. O diamante é de excelente água, já que emana ricos raios vermelhos.
Leveo para minha senhora, para que ela também os possa ver”. E o ourives foi e mostrouo à Rainha. E a Rainha também ficou muito satisfeita, e ela disse, “Ourives, você tem muito bom gosto para gemas. Este diamante é muito fino porque tem os raios da esmeralda. Complete a joiae tragame de volta”.
Então o ourives foi para casa espantado, e perguntou para sua esposa por que ela havia dito a ele para colocar o diamante no bracelete. “Como foram as coisas no Palácio?” ela perguntou, e ele respondeu, “Eles ficaram muito satisfeitos; porque o Rei viuo cristal e vermelho, e a Rainha viuo cristal e esmeralda”. “Apesar disso,” respondeu a boa esposa, “ambos estão certos, já que emana do branco raios dourados e esmeralda quando levantado, e ali há outras cores também. Porque o Amor tem em sua base todas as virtudes misturadas, e cada virtude separada é apenas um de seus raios de Amor. O Rei e a Rainha ambos viram no brilho do cristal o raios da cor de sua escolha.
Por isso não houve inquietude na diferença entre eles. Não, seus raios favoritos misturaramse juntos no cristal onde sua identidade fundiuse no brilho nativo. Por que eles amam muito”. Arnel+ Terça, 25 de março de 1919. E agora, tendo lançado nossa seta para o futuro, devemos retornar ao jogo e modular de alguma forma nossa mensagem que já lhe foi passada.
Falei em linhas gerais, 338 – Reverendo G. VALE OWEN pegando os fatos mais expostos no progresso da raça humana. Mas o cômputo no qual a humanidade entrou não é simples, é complexo. Como uma esfera interpenetra outra esfera, também assim fazem as correntes de progresso mesclandose juntas no rio amplo da evolução humana. Assim, quando eu digo a você que a dominância do homem dará lugar à mansidão da mulher, não digo que tal dominância deva ser anulada.
Não. A evolução da humanidade para a matéria e para a forma tinha um propósito de Seu Criador, e tal propósito não é atingido meramente para ser deixado de lado. Porque este período de evolução que está acabando foi essencialmente para o benefício espiritual do homem. E assim a autoridade que ele aprendeu deverá ser misturada na nova composição que agora se forma para sua futura exaltação. Os raios do rubi não serão eliminados do diamante, ou em seu brilho faltaria a sua beleza.
Mas estes raios vão se tornar mais subdivididos em sua manifestação, conforme a gema receba sobre suas facetas a luz do futuro num novo ângulo. Assim, por um período, os raios mais evidentes em sua cintilação não serão rubi, como até então, mas esmeralda. Assim como houve outros raios que tiveram sua vez de serem percebidos em tempos passados, antes dos raios de rubi, assim também há, dentro do coração do cristal, ainda outros raios que encontrarão seu ambiente normal em manifestações exteriores pelas eternidades à frente, depois que os raios de esmeralda tenham tido sua vez. Mais ainda, a nova era da mulher não virá catastrófica, mas bem lentamente, conforme vocês, os homens da terra, progridam. Esta era ainda não está por nascer, quero dizer.
Mas nascerá em tempo certo. E quando este tempo estiver próximo, bem–o Salvador nasceu à noite, e poucos prestaram atenção a isto. E contudo Ele foi fonte e nascente de Sua própria era. Então o mundo seguiu em seu curso normal de vida, e nenhuma interrupção era aparente aos que reconheciam seus anos A.U.C. Mas hoje, por causa daquele obscuro nascimento do Bebê na noite, toda a Cristandade reconhece A.D., e A.U.C. cessou nos calendários.
Leia isto como uma parábola, já que é tão gentil em apreciar minhas parábolas, meu filho, e verá a significação inerente. Mais adiante, você lembrará como lhe contei de nossa experiência na Manifestação do Cristo Criativo na Torre dos Anjos. Agora, aquilo foi uma parte de nosso treinamento para esta presente missão na terra. E você verá, pelo que lhe contei dele, quão completo foi o treinamento. Ele se baseou na criação dos cosmos, e mostrounos a constituição do átomo com o qual eles foram feitos.
Foinos mostrado a evolução do mineral e do vegetal e do animal e do homem, numa longa e majestosa varredura da progressão da vida. Outras instruções seguiramse, pelas quais nos capacitamos para avaliar os vários elementos que entram na composição da vida da terra em particular, e portanto lidar com eles variada e efetivamente. Então fomos levados a relancear o futuro. E isto me leva ao presente termo de minha mensagem a você. Agora, não posso contarlhe toda a Manifestação pela qual nos mostraram este futuro da espécie humana.
São raios internos ao coração do diamante que emergem invisíveis dos ângulos do espectroscópio. Mas aquilo que você puder apreciar daquele grandioso espetáculo, tão cheio de doce beleza, tão cheio de confiança e de alegriapor nós, euvou mostrar a você. Chegou um tempo quando os vapores sobre a terra tinham sido, através de nossa química celestial, separados em seus elementos nativos. Estes foram segregados e tratados separadamente, cada um por aqueles especialmente treinados para este particular serviço. Eles foram transmutados e, quando o processo de remistura deles numa massa mais saudável estava quase por se completar, fomos chamados de lado para descansar, outros tomaram nossa tarefa naquele instante.
Aconteceu que nós nos reunimos em miríades, fileiras e mais fileiras, nos céus escalonados. Foi uma visão de muito esplendor, encorajandonos a todos pela unidade de 339 – A VIDA ALÉM DO VÉU nosso propósito assim exposto. Pois todos daquela vasta ordem tinham sua parte na redenção de nossos companheiros da terra, e aquele propósito estava personificado n’Ele que liderava a campanha. Lá distante eles chegavam, como mil arcoíris vistos em suas múltiplas cores no arco, todas dispostas e ordenadas. E cada anjo e arcanjo ali era um veterano vindo do campo – não como se ele fosse retornar, mas tingido com matizes mais ricos de roupagem e de corpo, e também enriquecidos pelos muitos despojos em tributo prestado em homenagem ao Amor, e não tomado pelo direito de domínio conquistado.
Então no vazio em nosso meio, uma esfera oca do tamanho do universo, chegou esta entidade de silêncio, da qual eu já lhe falei, onde está a Presença de nosso Príncipe. E quando o silêncio nos cobriu, inclinamos nossas cabeças em reverência, da forma como sempre fazemos nestas horas. E esperamos muito felizes na doçura de nossa admiração reverente, e na unidade de nosso Amor que encontrou seu foco n’Ele, nosso invisível Convidado. Arnel+ Sexta, 28 de março de 1919. Nesta vez nós tínhamos reassumido nossa condição normal, de acordo com nossos céus de habitação.
Entretanto, apesar de estarmos colocados como numa esfera oca, todos olhando para dentro em direção à terra, mesmo assim a terra não era visível a nós. Falo de meu próprio estado, e não daqueles cuja habitação era mais próxima da terra, pois a eles penso que havia pelo menos uma sombra do planeta para se ver. Mas o que agora lhe conto está de acordo com a minha visão. Olhei para dentro naquele grande vazio e tudo era vago, exceto que, enquanto a circunferência brilhou pela nossa presença circundante, conforme a profundidade do interior daquela esfera se mostrava, mais a escuridão aumentava. E bem no ponto central de tudo era realmente muito escuro.
Então esperamos, e da escuridão vazia, ali do meio elevouse um som de lamento que se espalhou para todos os lados, avolumandose à medida que chegava até nós que formávamos a esfera espacial. Mas conforme vinha em nossa direção, o som ia ficando cada vez mais alto, e então ouvimos outro elemento misturado em sua tonalidade, a ainda outro, até que um acorde de múltiplas notas estava composto. No começo estava em desarmonia, mas também ele, conforme se aproximava de nós, tornouse claro por completo até que finalmente toda a esfera vibrava com um tom profundo, agora não de lamento, mas de um diapasão viril. Isto persistiu por mais um pouco, e então vagarosamente começou a mesclarse com uma tonalidade mais leve até que evoluiu, era baixo e tornouse tenor. Ainda continuou mudando, até que todo o espaço em nossos círculos estava preenchido com o som de um coro sustentado por vozes de mulheres.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.