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Capítulo 23 de 87

Parte 23 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Na Sexta. E agora, meu amigo, encerrarei e devo mostrar­lhe algumas destas  belezas  que  aguardam  os  simples  de  coração  que  por  amor  fazem  o  que  podem,  e  procuram o correto perante Deus para agradar a Ele, em vez de procurarem as altas  posições dentre os homens. Estes brilharão como estrelas e como o sol, e tudo ao seu redor  terá mais amor por causa da presença deles. Está escrito assim, e é verdade. +  Sexta, 28 de novembro de 1913  Tentaremos agora pensar naquela passagem onde o Cristo de Deus e Salvador do  homem fala aos Seus como sendo escolhidos fora do mundo. Não somente escolhidos no  mundo, mas tirados fora dele.

Se, então, fora do mundo, em qual moradia habitam? Primeiramente é necessário entender em qual sentido nosso Salvador fala do  mundo. O mundo neste caso é o reino onde a matéria tem importância dominante à sua  mente, e aqueles que avaliam desta forma estão habitando, conforme seu estado espiritual  e corpo espiritual, em esfera diferente que aqueles que têm ideia contrária, isto é, aquela  onde a matéria nada mais é que um modo de manifestação adotada e usada pelos seres  espirituais e subserviente àqueles que a usam, como um trabalhador usa argila ou ferro. Aqueles  que  estão  marcados  para  estarem  no  mundo,  entretanto,  estão  espiritualmente na esfera que é próxima à terra; e estes são algumas vezes chamados de  Espíritos fronteiriços da terra. Não importa se estão vestidos com corpos materiais, ou que  tenham deixado isto para trás e desencarnado; estes são da fronteira e acorrentados ao  mundo, e não podem subir para as esferas de luz, mas têm suas conversas entre aqueles  que se movem nas regiões de trevas sobre a superfície do planeta.

Estes, então, são seguros  à terra, e estão verdadeiramente dentro da circunferência terrestre. Mas Ele elevou Seus escolhidos para fora desta esfera nas esferas de luz e, apesar  de ainda encarnados, assimcom seus corpos espirituais, foram para as mais altas esferas. E  isto explica sua maneira de viver e conduzir, subsequentemente. Foi destas esferas que  tiraram toda aquela indômita coragem e grande alegria e destemor que os capacitou a  não considerar o mundo como sendo de sua necessidade, mas meramente um campo onde  deveriam  lutar  suas  batalhas,  e  depois  voltar  para  casa,  para  seus  amigos  que  os  esperavam. O que é a verdade deles é a verdade hoje.

É destas esferas de desalento que o medo e a incerteza vêm para tantos, e esta é a  sorte daqueles que habitam ali desencarnados, e não se apressaram em poderem perceber  seu  ambiente  espiritual;  no  entanto  movem­se  e  energizam­se  nele,  e  recebem  em  si  aquelas qualidades as quais foram atraídas para si pela maneira de pensar e de viver. 129 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Portanto é cientificamente exato dizer que um homem pode estar no mundo com  o seu corpo material, mas não no mundo com seu corpo espiritual. Quando estas duas  espécies  de  homem  vêm  para  cá,  vão  cada  um  para  sua  própria esfera e, por falta de claridade de raciocínio e julgamento, muitos ficam surpresos  em se acharem lançados num lugar do qual ouviram com seus ouvidos exteriores, mas não  inquiriram se era realidade. Agora, para fazer isto mais claro, que tem elementos variados de conhecimento  para nós neste lado, vou contar­lhe um incidente de meu conhecimento e experiência. Uma vez fui mandado a receber um homem que requeria cuidados ao ser tratado,  pois tinha sido alguém que teve muitas opiniões decisivas sobre estes reinos, e cuja mente  foi  preenchida com ideias do que era certo ou próprio para a vida que continua aqui. Encontrei­o  como  seus  atendentes  espirituais  trouxeram­no  da  região  terrestre,  e  deixaram­no no pequeno bosque onde eu o esperava.

Ele andou entre as árvores e parecia  aturdido de alguma forma, como se procurasse algo que não encontrasse. Pedi aos dois que o trouxessem para se postar sozinho diante de mim e ficaram a  uma pequena  distância  atrás  dele. Ele  não  pôde  me  ver  claramente  a  princípio,  mas  concentrei­me nele e finalmente ele olhou para mim, perscrutando. Então disse a ele, “Senhor, procura o que não pode achar, e eu posso ajudá­lo. Primeiro diga­me, há quanto tempo está em nossa região?”  “Isto”, ele respondeu, “encontro dificuldade para responder.

Certamente arranjei  para estar aqui, mas pensei que era para a África que estava indo. Mas não acho que este  lugar é como esperava.”  “Não, porque aqui não é a África; e daquele continente você está a uma longa  distância”. “Então qual é o nome deste continente? E que tribos de pessoas são estas? São  brancos e muito bonitos, mas nunca encontrei nenhuma como eles, nem mesmo em minhas  leituras.”  “Bem, você não está sendo bem exato para o cientista que você é.

Você leu destas  pessoas sem perceber que elas são algo mais que bonecos sem vida ou sem qualidades  naturais. Estes são aqueles sobre quem você leu, sobre santos e anjos. E assim sou eu.”  “Mas...”, ele começou e parou. Ele não me acreditava, e temia ofender­me, não  sabendo  quais  consequências  traria;  pois  estava  num  estranho  lugar,  entre  pessoas  estranhas e sem escolta. “Agora”, disse­lhe eu, “você tem uma tarefa a desempenhar, a maior que jamais  encontrou.

Em todas as jornadas não encontrou barreiras tão altas e densas como estas. Então serei bem claro com você e direi a verdade. Você não acreditará. Mas, acredite­me,  até que realmente acredite e entenda, não terá paz em sua mente, nem será capaz de  realizar progresso algum. O que tem a fazer é pegar todas as opiniões de toda a sua vida,  girá­las de cima para baixo e de dentro para fora, e colocar­se a si mesmo não mais como  um erudito e grande cientista, mas como o mais iniciante em conhecimento; e quase tudo  que pensava não merecerá considerações, porque esta região também era considerada  indigna de ser pensada, ou completamente errada.

Estas palavras são duras; mas muito  necessárias. Mas olhe bem para mim, e diga­me, se pode sondar­me, se sou honesto e  amigável, ou não”. Ele olhou­me longa e muito seriamente, e disse finalmente, “Embora eu esteja  perto  do  mar,  conforme  o  que  quis  dizer,  e  suas  palavras  parecem­me  as  de  algum  entusiasta extraviado, sua face é honesta o bastante, e penso que deseja o bem para mim. Agora, em que quer que eu acredite?”  “Já ouviu falar da morte?”  “Encarei­a muitas vezes!”  “Como agora me encara. E ainda não conhece nem um nem outro.

Que tipo 130 – Reverendo G. VALE OWEN  daquilo que você chama de conhecimento olha para uma coisa sem saber o que é?”  “Se for claro, e disser­me algo que eu possa entender, pode ser que seja capaz de  captar as coisas um pouquinho melhor.”  “Claro. Então, antes de mais nada, você está aquilo que chamam de morto.” Neste  ponto  ele  riu  e  disse,  “Quem  é  você,  e  o  que  está  tentando  fazer  comigo? Se  está  determinado a tentar fazer­me maluco, diga­me e acabe com isto, e deixe­me seguir meu  caminho. Há algum vilarejo por aqui perto onde eu possa ter comida e abrigo enquanto  penso no meu caminho futuro?”  “Você não requer comida, pois não está com fome.

Nem requer abrigo, porque  não está com o corpo cansado. Nem ao menos observa algum sinal de noite.”  Ao ouvir isto parou mais uma vez, e então respondeu, “Você está razoavelmente  certo; não estou faminto. É estranho, mas é bem verdadeiro; não tenho fome. E este dia,  certamente, tem sido o mais longo de que merecordo. Não entendo tudo isto”.

E ele recomeçou a devanear. Então eu disse, “Você é aquilo que chama de morto, e  este é o mundo espiritual. Você deixou a terra, e esta é a vida além, que deve agora viver, e  vir a entender. Até que você domine esta verdade inicial, nenhuma ajuda a mais posso lhe  dar. Deixo­o para que pense nisto; e quando me quiser, se assim quiser, virei a você.

Estes  dois senhores que o trouxeram até aqui são atendentes espirituais. Pode argui­los e eles  responderão. Somente lembre­se disto, não caia no ridículo de rir deles quando eles lhe  falarem,  como  fez  até  agora,  com  minhas  palavras. Somente  se  for  humilde  e  cortês  permitirei a companhia deles a você. Você tem em si muito que é válido; e também tem,  como muitos que encontrei, muito de vaidade e de tolice em sua mente.

Não suportarei que  exiba isso diante de meus amigos. Portanto seja sábio em tempo e lembre­se. Você está  agora na fronteira entre as esferas de luz e aquelas de sombra, e depende de você ser  deixado em uma, ou ir, por seu próprio livre arbítrio, para a outra. Possa Deus ajudá­lo, e  isto Ele quer, se você quiser.”  Então acionei os dois atendentes espirituais, e eles vieram e sentaram­se com ele,  e deixei­os ali sentados juntos. O que aconteceu?

Ele subiu ou desceu? Ele não mais me chamou, e não fui a ele por um longo tempo. Ele era muito  inquiridor, e os dois, seus companheiros, ajudaram­no de todas as formas possíveis. Mas ele  gradualmente achou que a luz e a atmosfera do lugar eram desconfortáveis, e foi forçado a  dirigir­se a uma região mais escura. Ali ele se esforçou tremendamente e, finalmente, o  bem prevaleceu nele.

Mas foi uma luta renhida e demorada, e uma humilhação da mais  amarga e pungente. Apesar disso, ele foi um bravo espírito e venceu. Aí, foi chamado por  aqueles a quem tinha sido dado em guarda, e conduzido mais uma vez para a região mais  brilhante. Então fui encontrá­lo, no mesmo lugar no bosque de árvores. Ele era agora um  homem muito mais pensativo, e mais gentil, menos pronto para escarnecer.

Olhei para ele  silenciosamente; ele olhou para mim e reconheceu­me, e inclinou sua cabeça de vergonha e  contrição. Ele estava muito sentido por ter rido de minhas palavras. Então veio em minha direção vagarosamente e ajoelhou­se diante de mim, e vi  seus ombros movendo­se com os soluços enquanto escondia seu rosto com suas mãos. Aí  abençoei­o com minha mão em sua cabeça, e disse­lhe palavras de conforto e deixei­o. É frequentemente assim. +  Segunda, 1 de dezembro de 1913.

Não é a muitos que é dado ver a luz cercada de escuridão, nem conhecer para o 131 – A VIDA ALÉM DO VÉU  que seja a escuridão. Mas é um estado obtido pelas próprias atitudes; pois ali a todos que  querem saber da verdade é enviado, de fora dali, algum socorro ou habilitação, conforme  sejam necessários, de acordo com sua natureza e capacidade. Tem sido sempre assim, e é assim hoje. Porque Deus é Um, não somente em Sua  Natureza, mas também em Sua Manifestação nas esferas exteriores de Seu Reino. Quando emanou este universo de matéria, Ele dotou Seus servos com qualidades  que os fizeram competentes para levar adiante Seu propósito, dando­lhes liberdade dentro  de certos limites, como já formalmente expliquei.

Uma das leis que os governou foi que,  dentre  todas  as  variações  menores  e  temporais,  e  com  aparência  de  diversidade  ao  operarem os poderes que eram colocados em suas mãos, a unidade deveria ser o princípio  a guiar tudo, e à finalidade que tudo consequentemente deveria tender. Este  princípio  de  unidade  e  consistência  sempre  esteve  à  frente  daqueles  Príncipes  e  Soberanos,  e  jamais  foi  banido. Nem  é  negligenciado  hoje. Isto  os  homens  esquecem, e desprezam em si mesmos, a quem maravilharíamos se tivessem interesse,  irmãos nossos menos evoluídos, por nós, chegando até ao ponto de tocar vocês, falar com  vocês e guiá­los pessoalmente e pelo contato pessoal de nossa presença. Também, de nossa parte é um assombro que se encontrem homens que hesitam  no caminho, e temam que falar conosco seja errado, desgostando a Ele, que veio ao mundo  por esta mesma razão; pois Ele devia mostrar como ambas partes, espiritual e material,  eram apenas fases de um grande Reino, a unidade estando em ambos juntos.

Em toda parte, Seu ensinamento sobre isto foi a única grande motivação, e por  isto Seus inimigos lançaram­No à morte. Fosse Seu Reino deste mundo apenas, e Ele teria  dado vantagem às suas aspirações temporais, e seu modo de vida para sua comodidade e  esplendor. Entretanto Ele mostrou que o seu Reino era dos mais altos reinos, e que a Igreja  na Terra era apenas o vestíbulo para a Câmara da Presença. Em sendo assim, então as  virtudes pelas quais a nobreza deveria ser medida seriam aquelas que governam a marcha  para estas regiões mais brilhantes, e não para as condições confusas das porções mais  baixas deste Reino, como é interpretado pelo mundo. Por aquilo, eles mataram­No; e hoje há remanescentes demais, como vemos, com  aqueles sentimentos,  tanto  na  Igreja quanto  no  mundo  de  fora.

E  até  que  os  homens  percebam realmente nossa presença, e nosso direito de sermos considerados membros do  mesmo Reino do Pai, enquanto isto não venha a acontecer, os homens deverão fazer muito  avanço no discernimento entre a luz e a treva. Guias cegos há muitos, amigo; e eles nos desagradam muito por seu desprezo  arrogante pelo nosso trabalho e nossa missão. “Se tivessem sabido, não O teriam matado –  o  Senhor  da  Glória”. Não,  claro;  mas  na  realidade  mataram­No,  Se  estes  de  agora  soubessem que nós que vamos à terra por nossa iniciativa amorosa somos anjos, não  teriam  ultrajado  nosso  trabalho  de  comunhão,  nem  aqueles  a  quem  ainda  podemos  sussurrar em seus ouvidos e que se elevam acima dos últimos. Não, mas eles de fato nos  injuriam e a nossos amigos e companheiros.

E eles deveriam alegar seu desconhecimento e  sua cegueira, que tem o mesmo efeito dos que mataram o Mestre Cristo. Zabdiel, não há dúvida de que tudo é justo e verdadeiro. Mas penso que você  está, talvez, falando algo acaloradamente. Também isso, foi São Pedro que apelou aos  Judeus, e não os próprios Judeus, não foi? Ai,  amigo, realmente falo acaloradamente de certa forma, mas de indignação.

Mas há outro calor mais generoso, e é o calor do amor. Não é verdadeiro pensarem em nós  sempre plácidos e imóveis. Algumas vezes ficamos com raiva; e nossa raiva é sempre justa,  ou seria cedo corrigida por aqueles que estão acima de nós e veem com olhos mais claros  que os nossos próprios. Mas nós nunca nos vingamos – lembre­se disto, lembre bem. No  entanto, na justiça, e pelo amor de nossos amigos e companheiros de trabalho no plano da 132 – Reverendo G.

VALE OWEN  terra, nós conferimos a punição, e por respeito, aos que lidarem com eles de forma não  gentil. Mas vejo que você não concorda comigo nisto. Vou deferir sua inclinação, portanto,  e deixar esta questão por agora. Mas o que eu disse é verdadeiro em cada pequeno trecho,  valendo a pena ponderar bem sobre estes que deveriam ser vistos em contato. Quanto à questão do pleito de São Pedro.

Sim, ele fez isso. Mas tenha em mente  uma coisa a mais, também. Eu falo deste lado de cá do Véu, e você me escuta através dele  no lado terrestre. Agora, temos aqui, como vocês têm aí, registros de história – a história  destes reinos – os quais são cuidadosamente resguardados. E por estes registros sabemos  que no julgamento deles aqui, aqueles Seus acusadores realmente alegaram esta cegueira,  para uma pequena vantagem.

Luz era como escuridão para eles, e a escuridão para eles  era como luz, porque eles próprios eram da escuridão. Não conheceram a Luz quando Ele  veio a eles, pela mesma razão. Muito bem, eram cegos e não sabiam. Agora, a cegueira aqui  nestas esferas não é o efeito de eliminar a luz exterior, mas vem de uma causa mais  profunda. Não é exterior, mas interior, da essência da natureza do homem.

E porque,  portanto, eram cegos, para o lugar de cegueira foram mandados; isto é, às regiões de  depressão e angústia. Esta época é de grande atividade nestas regiões de luz. Muita energia está sendo  dirigida para a terra em todas as suas partes. Dificilmente há uma igreja ou credo inativo. É a luz sendo dirigida para a escuridão, e é de muita responsabilidade para aqueles que  ainda estão em treino na esfera terrestre.

Deixe­os serem curiosos e muito corajosos para  verem e obterem esta luz. Esta é minha advertência, e a dou com solenes pensamentos. Porque falo depois de muita experiência nesta escola onde aprendemos muito, e mais  rapidamente  que  pelo  uso  do  cérebro  material. Deixe  que  os  homens  procurem  humildemente e encontrem a verdade destas questões. De resto, nós não pedimos de joelho dobrado.

Também isso deixe que eles tenham  em mente. Nós não trazemos presentes como escravos a uma princesa. Mas chegamos e  ficamos aos seus lados e damos presentes que o ouro da terra não pode comprar; e àqueles  que são humildes e bons e puros de pensamento damos este presente da habilidade de  entendimento da Verdade, como ela está em Jesus, de convicção segura da vida além e da  alegria nela, destemor pelas tragédias aqui ou ali, e camaradagem e amizade com os anjos. Amigo, deixo­o agora, e peço a você que me tolere se você tiver registrado menos  conscientemente  que  das  outras  vezes  aquilo  que  eu  disse. Não  impressionei  você  inconscientemente até aqui.

E em outras vezes vou me esforçar por sua participação nas  mensagens de grau mais brilhante. Paz e alegria estejam em seu coração, meu tutelado. Amém. + 133 – A VIDA ALÉM DO VÉU V A CIÊNCIA DOS CÉUS  Terça, 2 de dezembro de 1913. Querido amigo e tutelado, esta noite falarei a você de certos temas que se ligam à  questão de transmutação de energia. Energia, conforme agora emprego a palavra, deve  ser entendida como aquele intermediário que concatena a ação de nossas vontades com o  efeito que é exposto nas mentes dos homens.

Aqui somos treinados para este fim, para que  possamos transmitir pela ação de nossas vontades, por aquilo que podemos chamar de  vibração,  nossos  pensamentos  através  das  esferas  ou  estados  interferentes,  para  este  plano terrestre. É este movimento em vibração a que chamamos energia. Agora,  você  deve  entender  que,  em  se  usando  o  palavreado  terrestre,  estou  empregando  um  meio  que  não  é  adequado  para  expressar,  nem  exatamente,  nem  completamente,  a  ciência  destas  esferas  e  reinos. É  necessário,  entretanto,  que  eu  qualifique meus vocábulos, e quando usar o termo vibração não estou me referindo à mera  oscilação  vai­e­vem somente,  mas  de  movimentos  que  em  algumas  vezes são elípticos,  algumas em espiral, e algumas vezes numa combinação destas e outras qualidades. Deste ponto de vista, o sistema atômico de vibração, o qual apenas recentemente  foi revelado aos homens da ciência, é para nós uno aos movimentos dos planetas desta  esfera solar, e de outros sistemas no espaço longínquo.

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