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Capítulo 39 de 87

Parte 39 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Os outros foram destruídos, ou perderam­se com o passar do  tempo, e um dia acharão seu caminho na luz do dia mais uma vez. Nós temos todos estes  registros aqui, e nós os estudamos, e nestes estudos baseamos nossas palavras. O  Mestre  Jesus  estava  quase  mudando  seu  estado  de  encarnado  para  desencarnado. Sabendo  disto,  Ele,  estando  reunido  com  os  Doze,  deu­lhes  um  Rito  de  Recordação e Comunhão pelo qual eles, e aqueles que deveriam segui­los, deveriam ser  capazes de intensificar, de tempos em tempos, perpetuamente seu contato com Ele, e assim  obter d’Ele esta Vida da qual Ele é o reservatório. Mantenha em sua mente aqueles três  modos de comunhão que lhe passamos, e será capaz de ver que tão sensível é a tremenda e  pulsátil corrente vital vinda d’Ele a você, que o mais desprezível distúrbio no sistema de  vibrações, atingindo por sua qualidade especial e peculiar própria toda a extensão de Seu  Reino, causará um efeito no Centro e na Fonte dela de uma maneira tão manifesta, que  assegura uma resposta imediata.

Não há nada na contabilidade da sua esfera terrestre de  tão enorme intensidade e impulso que nós possamos usar como uma base para tornarmos  claro o que queremos dizer. Deve satisfazer a você, e a nós, que recordemos a você que  quanto maior a velocidade de qualquer série de partículas em movimento, maior será o  distúrbio no arranjo e na direção aplicados por qualquer influência introduzida. Isto é o que insinuamos ao falar desta corrente de força vital procedente do Pai,  captada no Cristo, tingida com Sua qualidade de vida, e projetada para fora em ondas de  radiação em direção à circunferência e fronteira de Seu Reino. Tal distúrbio é criado pela 212 – Reverendo G. VALE OWEN  oferta  intencional  do  Pão  e  do  Vinho,  com  invocação  de  palavras,  naquele  Rito  de  Comunhão que Ele deu.

Nos elementos dispostos diante da assembleiaali está, nas palavras  do  pregador,  dirigida  esta  corrente  vital,  e  elas  são  interpenetradas  com  Sua  Vida  e  tornam­se, como Ele disse, Seu Corpo e Sangue. Esta forma de orar que você usa não é a  única  nos  tipos  de  invocação,  mas  também  é  o  consentimento  daqueles  reunidos  ao  recebimento da Vida vinda d’Ele. Porque sem tal consentimento nenhuma bênção é jamais  acreditada pelos homens. Não importa que o consentimento seja íntimo. É o Espírito que é  a fonte das pulsações em resposta que saltam ao encontro das emanações de Sua Vida em  direção à terra e, encontrando a corrente do Cristo – como aqueles que vieram de Salém  para encontrá­Lo quando ele veio à cidade pelo monte das Oliveiras – são misturadas e,  pelo grande impulso daquela corrente que jorrava d’Ele, voltam­se em retorno e juntas,  como numa única corrente, são espargidas sobre a congregação de onde o impulso inicial  de pedidos veio.

Assim a bênção é tripla. Primeiro, a comunhão do Espírito com o Espírito – isto  dos reverentes com seu mestre e Senhor. Segundo, o estímulo a uma maior saúde e vigor de  sua  cobertura  espiritual,  a  alma. E  terceiro,  o  efeito  natural  destas  operações,  ainda  procedentes do exterior, isto é, a transfusão da vitalidade íntima para o corpo externo, que  é o corpo material. Esta é a fase que podemos chamar de vitalizante ou estimulante de todo o Corpo  de Cristo nos seus membros singulares, um por um, pela comunicação da Vida d’Ele com a  Fonte e o Centro, através da maioria até os confins.

Há outro aspecto deste Sacramento que agora trataremos, mas com brevidade. Pois não é de nenhuma utilidade o empenho em dar a você um completo conhecimento de  sua total significação. Você não entenderia nossas palavras, as que teriam que ser usadas, e  não há nenhuma das suas que nos serviriam. Isto alcança muito distante onde as línguas  da terra são lembradas, e fala­se disto, em seu mistério interno, somente nestas formas de  linguagem apropriadas às Esferas longínquas pela sublimidade, e próximas à do Cristo. Como Ele disse, estas duas coisas comuns de origem terrestre, o Pão e o Vinho,  realmente transformam­se em Seu Corpo e Seu Sangue.

São portanto uma parte d’Ele Que  pronuncia estas palavras. Os homens têm questionado como isto poderia ter sido quando  da primeira vez que foi mencionado, Ele Próprio estava lá em Corpo de carne e ossos e  sangue. Mas ainda assim, todo homem – sem parar, toda a sua vida, e continuadamente –  realmente comunica de si a coisas exteriores a ele próprio. Nenhum casaco que somente ele  use, posto de lado, deixará de estar marcado com sua personalidade. Nada que ele toque,  nenhuma casa que habite, ele sempre deixará sua qualidade ali indelével, para ser lida por  aqueles que para isso são capacitados.

Conforme Ele deu de Sua vitalizadora força aos doentes e aos coxos em Judeia e  Galileia,  assim  Ele bafejou  Seu  poder  espiritual  sobre  os  Apóstolos,  e  eles se  tornaram  inspirados por Sua Vida, e desta forma sobre o Pão e o Vinho Ele derramou da corrente  vital de Si e eles em verdade tornaram­se Seu Corpo e Seu Sangue. E assim é hoje. Pois Ele não ofereceu uma coisa tão grande para ser jogada fora  tão cedo, assim que aquela refeição terminasse, e Seu Corpo fosse dado para a Árvore. Não,  a fonte daquele rio vital operativo no Pão e no Vinho, ou nas pessoas dos Apóstolos, ou nos  corpos da multidão, não foi aquele Corpo de carne que Ele usou por tão curto tempo e  então deixou de lado como um capote depois de usado. Nem foi o Corpo de substância  espiritual, através do qual fluiu como num conduto do Reservatório para as cisternas de  uma cidade.

Mas foi o Espírito Mesmo, o Cristo, Quem foi e é a Fonte, e que é, também,  tanto no Corpo em carne ou fora dela. Porque isto pouco importa nas coisas de força  espiritual e poder, exceto nas manifestações. A coisa manifestada é inalterada em si mesma  em qualquer que seja a forma de manifestação tomada. Assim, é verdadeiro dizer que o Pão e o Vinho, na última refeição deles juntos, a 213 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Seu desejo e vontade, tornaram­se um repositório de Sua força vital, e assim foram feitos  Seu Corpo e Seu Sangue. E então, longe da atual falta daquele Corpo material impedindo  agora  uma  operação  semelhante  de  Sua  parte,  seria  quase  verdadeiro  dizer  que  tal  ausência do Corpo de carne não se torna obstáculo à corrente de vida vinda d’Ele a estes  elementos do Pão e do Vinho.

Portanto,  quando  o  Ministrante,  o  Pastor,  obtém  o  consentimento  da  congregação e, estando o Corpo e o Sangue sobre a Mesa, pleiteia o Sacrifício d’Ele Que  hoje vive extremamente glorificado, ele em essência coloca sua mão sobre o peito de seu  Senhor e olhando para estes Reinos que são o lar dos Anjos, e dos Anjos que governam, olha  através da face do Pai e pede o Amor e a submissão de Seu Filho pela pobre humanidade,  que seja feita toda bela como Ele. E se ele for simples de mente, e como uma criancinha do  Reino de coração, ele sentirá em si o Sopro, e embaixo de sua mão o silencioso e forte bater  do único e constante Coração da Cristandade hoje, e saberá que aquilo que a sua fraqueza  não suportaria fazer deverá ter reforço da Vida que jorra nele, aquilo que pedir ao Pai não  fica  sem  resposta  naquela  Esfera  brilhante  de  extrema  pureza,  e  a  santidade  assim  permanecerá; e, como Ele prometeu, Ele cumprirá fazer, e de Seu Coração sai uma prece  sussurrada, e as preces de vocês serão aceitas por Sua consideração. Quarta, 5 de dezembro de 1917. O  que  lhe  demos  na  noite  passada,  amigo,  referia­se  principalmente  àquele  sacramento que está proeminente dentre os outros. Agora falaremos a você de alguns dos  menores, e qual significado parecem ter para nós, e sua eficácia nas vidas daqueles que  adotaram o Cristo como seu Líder e Soberano.

Não usamos aqui a palavra Sacramento no  estreito significado eclesiástico, especificado em suas partes ínfimas, mas na maneira pela  qual  usaríamos  nestes  Reinos,  onde  somos  capazes  de  ver  as  emanações  de  poder  e  vitalidade do ponto de vista mais próximo de sua Fonte. Primeiramente  falaremos  a  você  do  Casamento  como  uma  união  de  duas  personalidades em faculdade criadora. As pessoas tomam­no quase que no curso ordinário  das coisas em que o sexo deveria estar, e também que o sexo deveria ser completado na  mistura do macho com a fêmea. Mas não havia necessidade essencial de que fosse assim, a  humanidade podia ter sido hermafrodita. Mas há muito tempo atrás, além do início desta  atual  eternidade  de  matéria,  quando  os  Filhos  de  Deus  estavam  formando­se  evolutivamente, em sua concepção ideal deliberaram juntos e depois disso decretaram que  uma das leis que deveria guiar seu futuro trabalho seria, não tanto uma divisão da raça em  dois sexos, como você e a filosofia da terra conhecem, mas que o sexo seria um dos novos  elementos que entrariam na futura evolução do ser, quando os seres entrassem em curto  espaço de tempo na matéria, e assim tomassem forma.

A personalidade era anterior à  forma. Mas  a  forma  dotou  a  personalidade  de  individualidade,  e  assim  o  elemento  personalidade, pela evolução da forma concreta, resultou em seu complemento de pessoas. Mas conforme vieram pessoas de um só elemento, assim o sexo é a unidade composta de  duas espécies. Homens e mulheres formam um só sexo, como carne e sangue formam um só  corpo. Até  onde  podemos  penetrar  na  razão  desta  decisão  da  parte  daqueles  Mais  Elevados, foi para que aquela humanidade melhor conhecesse a si.

É um grande mistério, e  não possuímos a chave para a totalidade dele mesmo aqui. Mas entendemos que nacriação  dos dois elementos, macho e fêmea, o processo foi feito mais simples para que a raça  humana entenda finalmente os elementos de Unidade, do qual foi emanado, e em direção  ao qual mais uma vez retornará, quando estiver caminhando plenamente adentrado no  trecho final da caminhada da matéria em direção aoEspírito. 214 – Reverendo G. VALE OWEN  Fizeram dois grandes princípios que estão incluídos na Unidade da Mente de  Deus aparecerem como duas coisas separadas, para que estes dois princípios pudessem ser  estudados em detalhes por aqueles que ainda não eram competentes para estudá­los como  Unidade. Quando  um  macho  considera  a  fêmea,  ele  está  apenas  tendo  um  maior  entendimento da uma parte de si mesmo, e é assim quando a fêmea raciocina em relação  ao macho. Pois assim como eles não eram separados nas eternidades da evolução que  vieram  antes  desta  eternidade  atual  de  matéria  e  forma,  assim  estes  dois  elementos  deverão tornar­se Um novamente nestas eternidades que estão por vir.

Para que a unidade essencial de obtenção de seres desde aqueles longínquos  tempos atrás de nós sejam levadas adiante nestes que agora estão por vir, foi necessário  que os dois elementos fossem incluídos em cada indivíduo que se constitui um item de toda  uma raça. Então evoluiu o casamento, e no casamento nós temos o ponto de retorno do  destino da raça. Desde o tempo quando do Coração do Máximo veio vindo a primeira ordem  daquele movimento que resultou numa série de eras de desenvolvimento, a única notação­  chave do todo tem sido o desenvolvimento rumo à diversidade, até que vieram ao oceano  do ser,  um depois de outro, os princípios de personalidade, individualidade e forma. O  último e mais extremo ato de diversidade foi a criação dos dois aspectos da faculdade de  reprodução, que vocês chamam de sexo. Este foi o pontomais extremado da diversidade em  princípio e ato.

Aí veio o impulso reflexo dado para a evolução necessária, quando os dois são  mesclados em um novamente e o primeiro passo repassado em direção à Unidade de Ser,  que é Deus. Então da mistura dos dois elementos, espiritual e corpóreo, nasce um Terceiro  Que em Si une estes dois elementos em Sua única Pessoa. O Senhor Jesus foi o Filho perfeito  da Humanidade e Sua natureza, considerado espiritualmente é uma mescla das virtudes  masculinas e femininas em partes dualmente iguais. Corporalmente  também  esta  grande  lei  é  verdadeira,  pois  sobre  seu  peito  o  homem suporta a insígnia dupla de sua feminilidade anterior, e os fisiologistas dirão a você  que  uma  correspondência  semelhante  não  é  desejada  na  outra  metade  que,  com  ele  próprio, faz da humanidade uma só unidade. Por  esta  experiência  dos  dois  em  unidade,  o  ser  humano  aperfeiçoado,  eras  adiante, em outros mundos superiores, vai se apressar a caminhar na direção do estado de  Ser consumado, o homem chegará ao conhecimento de como isto é possível: ao amar outro  e  dar  ao  outro  através  da  negação  de  si,  ele  estará  amando  a  si  mesmo  e  mais  generosamente dando a si mesmo pela mesma negação de si; e aquilo que quanto mais  odiar em sua vida, tanto mais encontrá­lo­á naquelas eternas esferas brilhantes – você  sabe Quem ensinou isto, e Ele não falava de coisas estranhas nem de algum princípio sendo  testado.

Você e nós, amigo, estamos ainda aprendendo esta lição tão sublime, e lá adiante  está nossa estrada, diante daquilo que aprendermos disto em sua profundidade. Mas Ele já  a atingiu. Quinta, 6 de dezembro de 1917. O que já escrevemos, amigo, escrevemos resumidamente e sem expansividade. Pois não era possível dizer­lhe tudo, mesmo daquilo que devíamos, porque serviria somente  para  fazer  maior  a  carga,  e  também  prestaria  um  desserviço  por  não  deixar  espaço  suficiente a você para exercitar sua própria mente em penetrar no significado real das  coisas.

Nós damos a você o milho suficiente para fazer seu bolo. Se, ao comê­lo, achar  gostoso, então plante mais milho para você, debulhe, moa, misture, e quanto mais retiver 215 – A VIDA ALÉM DO VÉU  do que assim obtiver, maior será o benefício a si e aos outros que lerem o que escrevemos. Portanto, às próximas palavras. Quando dissemos que o casamento era o ponto de retorno do ciclo evolutivo do  ser,  falamos  da  matéria  em  geral,  não  em  particular. Agora  vamos  detalhar  mais  especificamente e falaremos do resultado do casamento, a unidade humana, macho ou  fêmea conforme seja o caso.

Ela nasceu, você perceberá, de um quádruplo elemento. Há o elemento macho e  fêmea do senhor, e também o fêmea e macho da senhora. No pai, a expressão dominante é  a da masculinidade; na mãe, a da feminilidade. Pela incorporação destes quatro elementos,  ou  ainda  quatro  aspectos  de  um  elemento,  ou,  mais  proximamente  ainda,  estes  dois  aspectos e dois outros subaspectos de uma única coisa, na única pessoa emanada há,  primeiro multiplicadas e então unificadas novamente, algumas destas variações que são a  expressão externa domais íntimo princípio do sexo. Assim ele começa a viver sua própria vida, esta criança de eternidades passadas,  e para olhar em direção às eternidades futuras.

Você está esperando que falemos do Batismo, e seu complemento, a Imposição de  mãos. Libere sua mente, amigo, e deixe­nos seguir de nosso jeito com você e, com sua  licença satisfatória talvez consigamos ajudá­lo melhor do que faríamos se você decidisse o  curso em que devemos navegar. Nós já temos a nossa carta detalhada e pronta. Portanto  escreva o que lhe dizemos, e não vá tendo ideias em sua mente a respeito do que teremos  esta noite ou amanhã. Desejamos que sua mente esteja livre para que possamos não ter  promontórios  a  circundar,  nem  estreitos  para  desbravarmos  precariamente  em  nosso  caminho.

Deveremos fazer melhor no nosso própriocaminho, e não tão bem no seu. Desculpe. Sim, certamente eu estava esperando que falassem em seguida do  Batismo. Parecem estar um pouco erráticos em sua ordem de Sacramentos – sagrada  Comunhão, aí o Casamento. Bem, senhor, qual seria o próximo, por favor?

O Sacramento da Morte, amigo, o que o surpreende. Bem, o que seria de sua vida  sem surpresas, já que elas são como as estações do ano e servem para enfatizar o fato de  que a inércia não é progressiva... E progressão é um dos grandes objetos do Universo de  Deus. Vocês  não  deveriam  dar  este  nome  para  a  Morte. Mas  olhamos  para  o  Nascimento e para a Morte como sendo ambos Sacramentos muito reais.

Se o Casamento  for chamado da forma certa, então o Nascimento segue naturalmente no mesmo grupo, e a  Morte é apenas o Nascimento progredido até a consumação. No nascimento a criança sai  da escuridão em direção à luz do sol. Na morte, a criança nasce para a maior luz dos Céus  de Deus – nem mais, nem menos. No nascimento a criança é libertada no Império de Deus. No Batismo é incorporado ao Reino dos Filhos de Deus.

Pela morte ele é feito livre destes  Reinos para os quais ele foi treinado para servir, naquela parte do Reino que é a terra. No  nascimento,  ele  se  torna  um  homem. No  Batismo,  ele  percebe  sua  masculinidade ao tomar este serviço sob a bandeira de seu Rei. Pela morte, vai em direção  a um serviço mais amplo: aqueles que fizeram bem, como veteranos testados e tidos como  leais  e  bons;  aqueles  que  fizeram  melhor,  como  oficiais  para comandar;  e aqueles  que  fizeram muito bem, como Senhores para governar. A Morte, portanto, nada encerra, apenas carrega adiante o que foi iniciado e,  enquanto permanece entre a fase terrestre de vida e a vida das Esferas, é uma coisa  sagrada entesourando uma transação mesclada de ambos, e como um sacramento, como  nós usamos e entendemos esta palavra.

Então falamos do Batismo, finalmente, e, se não ficamos nisto, acredite­me, não é  porque não entendemos seu grande momento na carreira de servo do Cristo, mas é porque  temos outras coisas a dizer­lhe que não ficamos naquilo que você entende melhor. Assim, 216 – Reverendo G. VALE OWEN  umas poucas palavras no Sacramento da Morte, e pararemos por esta vez, porque notamos  que você tem outro trabalho para fazer. Quando o homem chega perto daquela hora em que deverá mudar sua esfera, aí  ocorre  em  seu  ser  um  reagrupamento  dos  tais  elementos  que  foram  juntados  e  engendrados  durante  sua  vida  na  terra. Estes  são  as  partículas  residuais  daquelas  experiências através das quais ele passou – de esperança e motivação e aspiração e amor e  outras expressões de valor verdadeiro, interiores do homem em si.

Estas estão dispersas na  contabilidade  de  seu  ser,  e  são  seu  ambiente  mesmo  ausentes. Assim  que  a  mudança  aproxima­se,  são  todas  puxadas  e  agrupadas  em  sua  alma,  e  então  esta  alma  é  cuidadosamente puxada do envoltório material e liberado, como sendo o corpo do homem  para a próxima fase de progresso nos Céus do Senhor. Mas a morte, algumas vezes, vem de um choque e numa fração de tempo. Então a  alma não está completa totalmente, estando cheia de saúde ou forte, para seguir adiante. É  necessário permanecer em processo progressivo até que os mesmos elementos tenham sido  agrupados do corpo material e apropriadamente incorporados no corpo espiritual.

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