Voltar ao livro A Vida além do Véu

Capítulo 12 de 87

Parte 12 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Agora, eu poderia preencher muitas páginas com aquela conversa, e  asseguro­lhe seria interessante. Mas o tempo e o espaço são para você, e aos editores, e  mais valem para nós, e por isso vamos nos apressar naquilo que devo contar­lhe. Nós chegamos em nosso plano exatamente quando nossa Mamãe Anjo também  havia retornado de uma jornada à Ponte da qual já lhe falei. Ela desta vez trouxe com ela  alguém que você conhece. O nome, por favor!

Senhorita S... Ela atravessou uma experiência bem dura. Logo que ela chegou até  aqui, foi levada a um lugar onde ela deveria progredir rapidamente. O caso dela causava  perplexidade, porque tinha traços tão misturados que era muito difícil localizá­la com  exatidão. Assim foi dada a ela uma chance e assistência de todas as maneiras.

Mas, você  sabe, livre arbítrio e a personalidade são coisas muito importantes por aqui, e jamais são  derrogadas quando a ajuda está sendo oferecida. Logo ela ficou inquieta, e foi visto que ela  deveria seguir por si mesma. Então ela foi advertida e aconselhada e então levada à saída  dos caminhos para que escolhesse sua própria estrada, como desejasse. Um guardião foi  destacado para manter guarda constante para que, se precisasse de ajuda, a qualquer  hora recebesse. Bem, ela não pareceu saber onde ir ou o que fazer, para achar o que queria – paz.

Então vagou e ficou um bom período nas vizinhanças da Ponte. Somente quando aprendeu  por si mesma que seus próprios desejos levavam de novo e de novo para os lugares onde a  escuridão  aumentava,  e  as  pessoas,  paisagens  e  sons  eram  de  uma  espécie  que  não  emanava felicidade,  mas  terror,  foi  que  finalmente  vagou  ao  longo  dos  limites  e,  aos  poucos, virou­se um pouquinho em direção à luz e foi gradualmente ajudada a retornar à  Casa que havia deixado. Agora está progredindo lentamente, para ter certeza; mas com  um coração suavizado, e mais humilde e confiante, e ela conseguirá vencer a seu tempo. É  por isso que a vi tão pouco, e fui tão pouco útil a ela. Mas posso ajudá­la agora e depois,  quando o tempo for passando.

Talvez seja o porquê de ter sido trazida ao lugar onde estou,  para passar um período mais ou menos extenso de serviço. Eu não a conheci na terra,  exceto através de você, e sua amizade com seus filhos pode ser a ligação que poderá ajudá­  la a receber a pequenina ajuda que eu puder dar. Você vê, tudo aqui é levado em conta, mesmo as coisas que parecem tão casuais e  transitórias na vida da terra. Tudo é registrado e vistoriado na relação de umas às outras,  todas as conversas aparentemente casuais ou encontros fortuitos; um livro lido; um aperto  de mão na rua, o primeiro e podendo nunca mais haver outro; um encontro com poucos 69 – A VIDA ALÉM DO VÉU  amigos, da mesma forma, numa casa de amigos comuns e depois nunca mais um outro –  tudo e cada item é registrado, considerado, coordenado e então usado quando, e se, a  ocasião permitir. E assim pode ser este caso.

Seja, portanto, jamais omisso em pesar bem tudo o que faz e cada palavra que  profere, não com ansiedade, mas pelo cultivo do hábito do desejar fazer o bem, sempre e  em todos os lugares irradiando bondade do coração, pois no Reino isso tem muito peso, e  teça roupagens brilhantes para corpos radiantes. Assim, querido, boa noite mais uma vez – um desejo que tem muita significação a  você, diferentemente para nós, já que aqui tudo está bem para quem ama bondosamente, e  a noite se ausenta sempre onde a Verdadeira Luz brilha sempre, e tudoé Paz. 70 – Reverendo G. VALE OWEN V MINISTÉRIO ANGÉLICO  Quinta, 23 de outubro de 1913. Talvez, se contássemos a você de nossos progressos nestas esferas celestes, nós o  aborreceríamos, porque muitos detalhes devem ser tratados, e nada é passado para trás,  nem pequenos fatos. Mas pode ser útil se completarmos o que escrevemos neste tema da  última noite ao dar­lhe agora uns exemplos para ilustrar este ponto.

Recebemos, há pouco tempo atrás, uma mensagem da chegada de uma irmã na  Ponte, que havia vindo do outro lado onde estão as regiões de treva, e eu e outra fomos  mandadas  para  conduzi­la  até  esta  Casa. Fomos  rapidamente  e  encontramos  nossa  guardada nos esperando. Ela estava sozinha, já que seus atendentes a deixaram assim  para  que  pudesse  ter  um  período  de  meditação  e  reflexão  antes  de  começar  seus  progressos para frente. Estava sentada numa elevação com grama, embaixo de uma árvore cujos galhos  se espalhavam como um dossel sobre ela. Seus olhos estavam fechados, e ficamos diante  dela, esperando.

Quando ela os abriu, olhou para nós durante um certo tempo, de forma  inquiridora. Como nada falasse, finalmente disse a ela, “Irmã”. Depois desta palavra, ela  olhou para nós hesitando, então seus olhos encheram­se de lágrimas, cobriu seu rosto com  as mãos, encostou sua cabeça nos joelhos e chorou amargamente. Fui até ela e impus minhas mãos sobre sua cabeça e disse, “Agora você é nossa  irmã, querida, e como não choramos, também você não precisa chorar”. “Como vocês sabem quem, ou o quê, eu sou?” replicou ela, e levantou sua face e  tentoureprimir as lágrimas, havendo um toque de desconfiança em sua voz.

“Não sabemos quem é,” respondi. “Sabemos quem foi. Sabemos que sempre foi  uma filha do nosso Pai, e portanto, sempre foi nossa irmã. Agora você é uma irmã nossa no  sentido mais pleno. O demais, cabe a você.

Você também é alguém que tem a face voltada  para o Brilho do Sol de Sua Presença, ou alguém que, temendo a tarefa diante de você  naquela direção, voltará de novo pela Ponte”. Ela ficou quieta por instantes, e então disse, “Não vou. Tudo é terrível demais por  lá”. “Mas,” continuei, “você deve escolher, porque não pode continuar onde está. E vai  vir pelo caminho ascendente – não vai?

– e nós lhe daremos uma mãozinha fraterna, e  daremos nosso amor de irmãs ao ajudá­la pelo caminho. “Oh, imagino o quanto conhecem do que está adiante”, disse ela, e havia agonia  em  sua  voz. “Lá  chamaram­me  de  irmã  também;  chamaram­me  de  irmã  ironizando,  enquanto lançavam infâmias e torturas e – oh, não devo pensar mais nisso, ou ficarei louca  de novo. Mas não seicomo proceder, estou tão maculada, tão fraca e desprezível”. Então vi que isso não ajudaria, então cortei sua fala.

Contei a ela que, por ora, ela  devia tentar esquecer estas experiências, até que a tivéssemos socorrido, então haveria  tempo suficiente para enfrentar sua tarefa com seriedade. Eu sabia que a tarefa seria  pesada e amarga; mas há somente um caminho para adiante, nada pode obstar; tudo deve 71 – A VIDA ALÉM DO VÉU  ser  visto  e  entendido  como  sendo  exatamente  o que  é  –  cada  atitude e  palavra  até  o  presente momento – a Justiça de Deus reconhecida, e o Amor de Deus em tudo – e este é o  único caminho para frente e para o alto. Mas isto deve ficar um pouco de lado até que ela  seja capaz de dar conta de tudo. E assim a reconfortamos e devagar a conduzimos. Enquanto andávamos, ela começou a olhar em torno e perguntar sobre as coisas  que via, e sobre que espécie de região havia adiante, e que tipo de casa era esta aonde ela  estava sendo levada, e assim por diante.

Contamos a ela tudo o que ela poderia entender. Falamos  de  nossa  Mamãe  Angelical  que  era  encarregada  do  lugar,  e  das  nossas  companheiras de trabalho ali. No meio de nossa conversação ela parou repentinamente e  disse  que  sentia  que  não  poderia  seguir  mais  adiante. “Por  quê?”,  perguntamos. “Está  cansada?” E ela respondeu, “Não, estou com medo”.

Vimos que alguma coisa estava em sua mente, mas não entendíamos bem como  um todo. Havia  alguma  coisa  que  não  conseguíamos  captar. Então  deixamos  que  ela  falasse de si mesma, e depois compreendemos a dificuldade. Parece que quando o guardião da outra extremidade da Ponte ouviu­a gritar por  socorro, lá longe na escuridão, ele rapidamente direcionou um raio de sua luz na direção, e  enviou um mensageiro para ajudá­la. Este espírito encontrou­a desmaiando ao lado de um  rio lodoso cujas águas estavam quentes e fedidas, e trouxe­a até a Casa da Ponte.

Aqui ela  foi atendida, reanimada e trazida pela Ponte até o lugar onde a encontramos. Parece  que  quando  este  trabalhador  espiritual  encontrou­a,  ela  sentiu  sua  presença mas não pôde ver ninguém por perto. Então ela gritou alto, “Maldito seja se me  tocar!” pensando que fosse um dos antigos atormentadores e companhias da escuridão. Então ela não se lembrou mais de nada até que recuperou os sentidos de novo na Casa da  Ponte. Enquanto andamos e conversamos sobre os trabalhadores destes reinos, a memória  deste  incidente  voltou  repentinamente  em  sua  mente.

Ela  havia  amaldiçoado  um  dos  ministros  de  Deus,  e  estava  com  medo  da  luz,  porque  as  palavras  foram  malignas. Verdadeiramente, ela não sabia a quem amaldiçoara, mas uma maldição é uma maldição  seja lá contra quem for, e isso estava em seu coração. Meus companheiros e eu nos consultamos rapidamente e chegamos à conclusão  de que devíamos voltar. Os outros pecados desta pobre alma deviam ser tratados em outra  hora. Este, entretanto, era contra um de nossos trabalhadores dos reinos de luz e amor, e  vimos que ela não descansaria entre nós, e nossos serviços pouco adiantariam a ela até que  este erro pudesse ser acertado.

Por isso, voltamos à Ponte, e diretamente à Casa na outra  extremidade. Ali encontramos o espírito trabalhador que a havia trazido até aquele lugar, e ela  pediu, e obteve, seu perdão. De fato, ele estava esperando por nós; pois era mais forte e  mais evoluído que nós, e era maior em sabedoria, e soube que ela faria tudo para retornar. Assim, à medida que nos aproximamos, ele veio a pé do caminho onde estava, vendo­nos  chegar pela estrada e, quando ela viu sua face bondosa e o sorriso de perdão, ela logo  soube que era a ele que buscava e, caindo de joelhos, obteve sua bênção. Temo que esta mensagem desta noite não seja muito excitante.

Eu a transmiti  para mostrar­lhe como mesmo as coisas aparentemente simples devem ser consideradas  aqui. De fato, acredito que alguma inteligência superior à nossa estava nos controlando  todo  o  tempo;  pois  aquele  pequeno  incidente  promoveu  uma  importante  etapa  no  progresso daquela pobre mulher pecadora. Foi uma longa jornada de volta, e através da  Ponte, estando ela muito fraca e desgastada. Mas quando ela viu o rosto daquele contra  quem ela havia pecado, e ouviu suas palavras de amor e perdão, isto mostrou a ela, pela  primeira vez, que seja lá o que ela tiver de enfrentar no futuro, será doce no final, e cada  tarefa realizada trará em si sua própria bênção. E isso não é pouco para alguém como ela  que teve muito para encarar, arrepender­se e envergonhar­se, angustiada pela lembrança  do Grande Amor de Deus que ela havia insultado e negado. 72 – Reverendo G.

VALE OWEN  O que ela está fazendo agora? Isto não faz muito tempo, e ela está progredindo, mas vagarosamente. Há muito  o que a prende lá atrás. Mas ela progride, apesar de tudo. Ela está em nossa casa, mas não  lhe  foi  dado  nenhum  trabalho  especial  para  fazer  pelos  outros.

Ela  será  colocada  eventualmente, mas não falta muito. O pecado pode ser negativo em suas partes essenciais, mas é uma negação do  Amor e da Paternidade de Deus, e é uma coisa mais terrível que a mera ofensa contra um  mandamento. É  a  contaminação  da  verdadeira  natureza  e  emanação  da  nossa  vida  espiritual interior, do Santuário do Espírito de Deus. E a limpeza de um santuário poluído é  mais do que a limpeza de uma casa simplesmente. A intensidade da Luz da Presença neste  estado espiritual mostra cada ponto ou mancha, e felizes são os que mantém o Santuário  limpo e brilhante, porque estes sabem o quão doce é viver e amar n’Ele.

Segunda, 27 de outubro de 1913. Mais uma vez retomaremos nossa história da Vida Celeste, e esperamos poder  contar a você um pouco mais do amor e das bênçãos que experimentamos nestes reinos  brilhantes. Nossa Casa está situada na encosta de uma colina muito arborizada, numa  clareira, e nossos pacientes – porque realmente o são– são cuidados aqui por nós, em paz e  no silêncio, depois das experiências estressantes em uma ou outra parte daqueles planos  onde a luz é difusa, e a escuridão parece verdadeiramente penetrar em suas almas. Eles  chegam aqui mais ou menos exauridos e fracos, e só lhes é permitido  seguir  adiante  quando se fortalecerem o suficiente para o caminho. Você talvez gostaria de saber algo de nossos métodos por aqui.

Principalmente,  eles  podem ser resumidos em uma palavra, Amor. Este é o princípio guia de todos os  trabalhos. Alguns ficam tão felizes quando percebem o fato de que não procuramos julgar  e punir, mas somente queremos ajudá­los, que ficam, por isso, desconcertados por não se  sentirem familiarizados com o fato. Uma de nossas pobres irmãs encontrou nossa Mamãe Angelical certo tempo atrás  no jardim, e estava dando uma volta por uma alameda lateral para evitar o encontro com  ela, não por medo, mas por reverência. Mas nosso Anjo brilhante foi até ela e conversou  bondosamente com ela, e quando viu que já tinha uma certa liberdade para falar, fez então  uma pergunta.

“Onde está o Juiz?,” perguntou, “e quando acontecerá o julgamento? Tremo  só de pensar nisso,  porque sei que minha punição será terrível, e gostaria de saber logo o  pior e acabar logo com isso”. A  isso,  nossa  Mamãe  respondeu,  “Minha  criança,  seu  julgamento  acontecerá  quando desejar, e por suas próprias palavras posso dizer que já começou. Porque por si  mesma sabe que seu passado é passível de punição, e este  é o primeiro passo  de seu  julgamento. Quanto ao Juiz, bem, ela está aqui; já que você mesma é a juíza, e determinará  a si mesma a punição.

Fará isso por si mesma, por seu livre arbítrio, revendo toda sua vida  vivida e, como já confessou corajosamente um pecado após outro, desta forma progredirá. Muito de sua punição você mesma já infligiu a si mesma, naquelas regiões trevosas de onde  acaba de sair. Aquela punição, sem dúvida, foi terrível. Mas já se foi e acabou, e o que tem a  enfrentar agora não vai ser mais terrível. Tudo isso é passado.

Doloroso, profundamente  doloroso, temo que será. Mas através de tudo você sentirá que Ele a está conduzindo; e isto  cada vez mais e mais, conforme você siga o caminho certo”. “Mas” – continuou a inquiridora – “estou perplexa porque não vejo o Trono do  Grande Juiz Que perdoará alguns e punirá outros”. “Você verá, sem dúvida, aquele Trono, mas não ainda. O julgamento no qual  pensa é muito diferente do que imagina.

Mas você não deveria ter medo e, à medida que 73 – A VIDA ALÉM DO VÉU  progredir, aprenderá mais, e entenderá mais, sobre o amor de Deus.”  Isto é o que espanta muitos que chegam até aqui. Eles esperam encontrar tudo  arrumado para serem despachados da Sua Presença para a tortura, e não conseguem  entender as coisas como elas são. Outros,  que  cultivaram  uma  opinião  boa  sobre  si  mesmos,  ficam  muito  desapontados quando lhes é destinado um lugar inferior, às vezes um bem inferior, e não  foram imediatamente levados à Presença do Cristo Entronado para ser aclamado com o  Seu  dizer:  “Fizeste  tudo  certo.”  Oh,  acredite­me,  querido  filho,  há  muitas  surpresas  esperando por aqueles que chegam aqui, algumas muito felizes, e outras ao contrário. Há pouco vi um escritor muito culto, que publicara muitos livros, conversando  com um garoto, que na vida terrena foi um alimentador das fornalhas num gasômetro, e  sendo instruído por ele. Ele estava feliz em estudar também, pois já havia aprendido a  parte sobre a humildade; e era curioso que ele preferia se sentar aos pés deste jovem  espírito a sair com seus velhos amigos aqui e confessar seus erros e sua vaidade intelectual  em sua vida passada.

Isto, entretanto, ele terá que fazer, mais cedo ou mais tarde, e o  jovem o está preparando para a tarefa. É extravagante para nós vermos que ele ainda  carrega seu velho orgulho, quando sabemos tudo sobre ele, e seu estado passado e atual,  sendo que o passado é inferior, e todo o tempo ele está tentando se convencer que esconde  seus  pensamentos  de  nós. Com  esses  tais,  os  instrutores  têm  exercitar  muito  suas  paciências, o que é também um treino muito bom a eles. E  agora  vejamos  se  podemos  explicar  uma  dificuldade  que  está  deixando  perplexos muitos pesquisadores nas matérias da psique. Quero dizer da dificuldade que  eles têm em entender porque não lhes damos as informações que desejam sobre um tema  ou outro que tenham em mente.

Você deve perceber que quando chegamos aqui embaixo, não estamos em nosso  elemento  próprio,  e  somos  cercados  com  limitações  que  agora  nos  são  estranhas. Por  exemplo, temos de trabalhar de acordo com as leis em voga no reino da terra, ou não  poderíamos  fazê­lo  entender  o  que  queremos  fazer  ou  dizer. Frequentemente,  quando  achamos alguém que tem sua mente fixa em alguma pessoa em particular, a quem ele  deseja falar ou ouvir, ou algum tema especial sobre o qual ele deseja perguntar, nós somos  limitados pelos meios restritos de que dispomos. Outros reservatórios de poder naquele  inquiridor fecham­se, e somente são abertos a nós os que ele próprio deseja que estejam  abertos. E estes frequentemente não são suficientes para que trabalhemos com eles.

Então, novamente, a atividade de sua vontade encontra a nossa atividade no  meio do caminho, como se houvesse, e há, um choque, e o resultado será ou confusão, ou  nada. Quase sempre é melhor que nos permitam trabalhar do nosso jeito, confiando, e  depois examinar criticamente o que transmitido. Se é desejada uma informação sobre  algum ponto em particular, deixe que este ponto esteja em sua mente enquanto fluem suas  ocupações diárias. Nós o veremos e daremos conta disto, e, se for possível, útil e legal,  acharemos uma oportunidade e meios, mais cedo ou mais tarde, de responder a ele. Se você  faz uma pergunta enquanto estamos nos manifestando de uma maneira ou outra, não a  pronuncie, apenas exponha seus pensamentos diante de nós, e deixe conosco, faremos o que  pudermos.

Não insista. Tenha a certeza de que se seu desejo for ajudar, faremos tudo o que  pudermos. E agora neste caso específico. Você esteve querendo saber sobre Ruby e outros. Você não insistiu e, por isso, pudemos usar livremente as condições e podemos dar­lhe  algumas informações.

Ruby está feliz como sempre, e melhorando muito no trabalho que está fazendo. Eu  a  vi  apenas  recentemente  e  ela  disse  que  poderá  vir  para  falar  a  você  ou  Rose  brevemente. Agora você está imaginando por que ela não teria vindo esta noite. Ela tem  outros  compromissos,  e  também  temos  que  cumprir  os  nossos,  de  acordo  com  o 74 – Reverendo G. VALE OWEN  planejamento.

Uma das coisas que ela disse foi: “Diga ao querido papai que suas palavras  às pessoas são transmitidas aqui, e algumas das coisas que ele diz a todos são discutidas  entre nós, porque falam sobre aquilo quenão aprendemos na vida terrena”. Isto me parece bem impossível. Transmiti direito? Aí vem você, vê? O que pensa que estes queridos anjos crianças são, para que fale  desta  forma?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.