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Capítulo 22 de 87

Parte 22 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

E esta tarefa é tal que um homem com coragem vai se agarrar a ela ansiosamente,  porque ele entenderá assim desta forma: que aquilo que anjos e Príncipes do alto comando  estão fazendo, ele está fazendo com eles em sua própria esfera e grau e, sabendo disto,  rejubilar­se­á e fortalecer­se­á. Vendo que seu trabalho é unido ao nosso, e o nosso ao dele, e com apenas um  objetivo diante de ambos, que é o melhoramento de toda a vida e de todas as coisas, ele  saberá que nossa força está a seu dispor, portanto que disponha sabiamente e com total  humildade e confiança simples. Pois  nós  nos  deliciamos  em  ajudar  homens que sejam  nossos colegas nesta luta, e nossos companheiros trabalhadores no único grande campo do  Universo de Deus. Nós enxergamos melhor que você os feitos terríveis daquele que se desvia deste  serviço, mas não nos desesperamos porque também vemos mais claramente o significado e  o propósito de tudo. E assim vendo, sabemos que este homem um dia irá exultar como nós,  quando ele também chegar a isto, cada um em seu tempo, quando ascender às mais altas  esferas  de  serviço  e,  deste  ponto  de  partida,  continuar  sua  evolução.

Naquele  dia,  ele  também usará para seu treino o material que estamos usando, e do qual ele é parte e  relação;  quando então outros tiverem tomado sua posição, e ele o lugar daqueles que  agora o estão elevando. “A ele, o vencedor”, disse o Cristo, “darei que se sente Comigo no Meu Trono, assim  como eu venci, e estou assentado com Meu Pai em Seu Trono”. Ao forte é o Reino, meu  querido tutelado e guardado, e para aquele que tenha sido dado. Basta por ora, e preciso findar agora. Mas o tema é muito mais amplo do que fui  capaz de transmitir nesta curta mensagem.

Se Deus permitir, direi a você mais, dentro em  pouco. E agora, aja bem e sair­se­á bem: e se for forte, então além da força deverá vir a  suavidade. Pois é assim nestes reinos onde são mais suaves e amáveis aqueles cujo poder é  maior. Lembre­se  disto,  e  poderá  resolver  muitos  problemas  que  deixam  os  homens  perplexos. Esteja a luz de Deus consigo e em torno de você, e não haverá tropeços para você  então. + 124 – Reverendo G.

VALE OWEN IV TERRA, O VESTÍBULO DO CÉU  Quarta, 26 de novembro de 1913. Muitas coisas há das quais devo falar a você, temas de organização, e do exercício  de poder à medida que sua influência e seu efeito são vistos por nós conforme passam por  seu caminho, através de nossas esferas em direção à terra. Algumas destas coisas você não  seria capaz de entender, e outras, talvez, mas poucas dentre elas você acreditaria se fossem  entendidas. Portanto limitei­me aos princípios mais simples e à forma de sua execução; e  um  destes  é  o  modus  operandi  da  conexão  obtida  entre  nós  e  você  em  matéria  de  inspiração. Bem, esta é uma palavra muito expressiva se entendida corretamente; e muito  enganosa se não for entendida.

Pois aquilo que inspiramos no coração dos homens de  conhecimentos da verdade de Deus é verdade. Mas é somente um pouquinho da verdade. Pois nós realmente damos a eles mais que isso; entre outras coisas, força para progredir e  trabalhar a vontade de Deus, amar o trabalho que virá pelas altas motivações, e sabedoria  (que  é  conhecimento  mesclado  com  amor)  para  trabalhar  as  vontades  de  Deus  corretamente. E se um homem disser ser inspirado, este não será um caso singular, nem  excepcional. Porque todos os que tentam viver bem, e poucos não tentam de alguma forma,  são inspirados por nós e dessa forma ajudados.

Mas o ato de inspiração não é uma maneira correta de descrever o método de  nosso trabalho. Seria melhor aplicado se usado subjetivamente naquele assim chamado  inspirado. Ele respira nas nossas ondas de energia vibrante conforme dirigimos a ele tais  ondas. De uma forma o homem inspira e enche seus pulmões da brisa fresca das colinas, e  se refresca. Desta mesma maneira ele respira nas refrescantes correntes de poder com as  quais o envolvemos.

Mas  não  limitaríamos  o  significado  da  palavra  somente  para  estes  que,  em  palavras elegantes, dizem ao mundo algumas das novas verdades de Deus, ou algumas  antigas verdades, renovadas e trazidas como novas. Uma mãe aconchegando sua criança  doente,  o  maquinista  de  uma  locomotiva  em  uma  estrada  de  ferro,  o  navegador  conduzindo sua embarcação, todos, e outros, desempenham suas funções com seus poderes  peculiares contidos em si mesmos, mas, conforme uma ocasião ou circunstância requeira,  são modificados ou suplementados pelos nossos. Isto assim é, mesmo que o recebedor de  nossa ajuda não saiba de nossa presença; e isto é mais frequente do que saibam. Nós  doamos alegremente enquanto somos capazes; e somos capazes enquanto não houver  barreiras que se oponham, vindas dos que ajudaríamos. Esta  barreira  pode  ser  construída  de  várias  maneiras.

Se  ele  for  de  mente  obstinada, então não podemos impor a ele nosso conselho; porque ele é livre para querer e  fazer. E algumas vezes, quando vemos uma grande necessidade de que nossa ajuda seja  dada,  e  a  barreira  do  pecado  é  interposta  e  não  podemos  transpô­la. Aí,  aqueles  que  aconselham erradamente fazem seu trabalho, e doloroso é o transe daqueles em quem eles  atuaram. 125 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Cada  homem,  e  cada  mulher  também,  escolhe  suas  próprias  companhias,  consciente ou inconscientemente. Se ele desconsidera a ideia de que estamos presentes na  esfera terrestre, e de que nenhuma influência pode advir daquilo que para ele é invisível ou  desconhecido, isto não significa que ele não seja de boa intenção ou de motivação correta. Ele não opõe contranós a barreira da negação absoluta.

Nós o ajudamos alegremente, pois  é honesto e, em sua honestidade, no futuro perceberá seu erro – algum dia, logo. Apenas  este não é tão sensitivo para captar nossa mensagem; e frequentemente nos interpretaria  mal, desconhecendo o que imprimiríamos em sua mente. Se uma roda d’água estiver bem lubrificada em seu eixo, então a água fará girar  facilmente; mas se ele estiver enferrujado, a força deverá aumentar, e o esforço de ambos,  da roda e do eixo, é maior, e ela se move mais pesadamente. Também os marinheiros  devem estar de prontidão para obedecer às instruções do capitão, mesmo que ele seja  totalmente estranho a eles. Mas se ele é bem conhecido por eles, então são mais aptos para,  na  tormenta  numa  noite  escura,  captar  o  significado  das  ordens  que  ele  dá,  porque  conhecem sua mente e precisa de poucas e curtas palavras para transmitir­lhes as suas  vontades.

Assim, aqueles que nos conhecem mais naturalmente e mais intimamente que  outros estão em melhor condição de receber as nossas palavras. A  inspiração,  entretanto,  é  de  um  significado  amplo  e  extenso  na  prática. Os  profetas dos velhos tempos – e os de hoje – receberam nossas instruções de acordo com o  desenvolvimento de suas faculdades. Alguns eram capazes de ouvir nossas palavras, alguns  de ver­nos – ambos com seu corpo espiritual – outros inspirados mentalmente. Estas e  outras  maneiras  nós  empregamos,  e  todas  para  um só  propósito,  a saber:  comunicar,  através deles aos seus companheiros, as instruções sobre o caminho a ser tomado e de que  maneira deveriam ordenar suas vidas para agradar a Deus, da maneira que podemos  entender Sua vontade dos mais altos planos.

Nosso aconselhamento não é perfeito nem  infalível. Mas nunca leva ao desencaminhamento daqueles que buscam merecimentos e  com muita oração e com grande amor. Estes são os de Deus, e são de grande alegria para  nós seus servos trabalhadores. Não há necessidade de que se vá longe para encontrá­los,  pois há mais bem no mundo que mal, e, conforme esteja a proporção em cada um do bem e  do mal, assim podemos ajudar, e é desta forma que nossa habilidade é limitada. Portanto faça cada um estas duas coisas – ver se sua luz se mantém acesa como  aqueles que esperam pelo seu Senhor, porque é de Sua vontade que façamos assim, e é Sua  força  que  trazemos.

As  orações  são  repartidas  entre  nós  para  respondermos,  e  Sua  resposta é mandada através de Seus servos. Portanto estejam atentos e despertos para  nossa chegada, os que viemos a Ele na Imensidão, e no Gethsemane (apesar de que eu  penso serem eles de um grau mais alto que o meu). E a outra coisa a estar em sua mente é esta: veja se mantém sua motivação alta e  nobre, numa busca não egoísta, mas pelo bem dos outros. Nós ministramos o melhor pelo  progresso daqueles que procuram, pela nossa ajuda, beneficiar terceiros em vez de a si  próprios. Ao darmos de nós, nós mesmos recebemos, e assim é para vocês.

E a maior parte  da motivação deve ser dar, como Ele disse, e desta forma as maiores bênçãos recaem, e  assim é para todos. Lembre­se de Suas palavras, “Eu tenho poder para dar Minha vida–mas eu a dou  para Minhas ovelhas”. Isto verdadeiramente Ele fez, e sem hipocrisia na motivação. No  entanto, ao dar sua vida Ele retomou­a novamente mais glorioso, e isto porque Sua dádiva  foi vazia de egoísmo, plena de amor. Assim façam vocês, e encontrarão brandura tanto em  dar quanto em receber.

Esta é uma tarefa muito difícil para uma realização perfeito. Mas é  o caminho certo e bom, e deve ser trilhado. E Ele nos mostrou como. O vaso de flores esvai­se de seu perfume para o gozo do homem, mas só para se  recompor novamente com mais e, assim sendo feito, chega à maturidade mais perfeita, dia  a dia. Uma palavra bondosa retorna, e duas pessoas ficam felizes pela ação inicial de uma. 126 – Reverendo G.

VALE OWEN  Palavras bondosas geram mais tarde realizações bondosas. E assim o amor é multiplicado  e, com o amor, a alegria e a paz. E aqueles que amam dar, e dar pelo amor de dar, estão  lançando  dardos  de  ouro  que  caem  nas  ruas  da  Cidade  Celeste,  e  são  agrupadas  e  cuidadosamente guardadas, até que aqueles que as tenham mandado venham e recebam  seus tesouros uma vez mais, com aumento. +  Quinta, 27 de novembro de 1913. Em sequência àquilo que lhe passei, posso acrescentar que muito poucos são os  que percebem em qualquer grau maior a magnitude das forças que estão no ambiente em  torno dos homens conforme cumprem seu dia a dia. Estas forças são reais, no entanto, e  estão por perto.

E não somente isso, elas se mesclam com seus próprios esforços, você  querendo, ou não. E estes poderes não são todos bons, mas alguns são maliciosos e alguns  de pouca sabedoria, nem definidamente bons ou maus. Quando  eu  digo  “poderes”  ou  “forças”,  é  necessariamente  consequente  que  personalidades estejam presentes com eles para usá­las. Pois saiba disto, não como um  assentimento formal, mas consentindo com isto examino que você não está só, e não pode  estar  ou  atuar  sozinho,  mas  deve  agir  e  desejar  e  planejar  com  companhia,  e  os seus  companheiros que você escolheu, pois você faz isso querendo ou não. Então é necessário que todos sejam cuidadosos nesta escolha, e isso pode ser  assegurado  pelas  orações  e  por  uma  vida  correta.

Pense  em  Deus  com  reverência  e  respeito, e em seus companheiros com reverência e amor; e faça tudo sabendo que estamos  observando você, e mentalize intimamente com precisão exata, e assim como você está e  chegou até aqui agora, assim estará quando acordar deste lado; e aquelas coisas que para  você agora são materiais e positivas e parecem muito reais, serão de outras esferas, e seus  olhos vão se abrir para outros cenários, e falará da terra como outra esfera, e da vida na  terra como uma jornada feita e terminada, e o dinheiro e móveis, e árvores no seu jardim, e  tudo que você agora parece possuir como sua propriedade particular, não estará mais à  mão. Aí ser­lhe­ão mostrados quais lugares e tesouros e amigos que você amealhou na  escola do esforço que acabou de completar e deixar para trás para sempre. E também  estará cheio de pena e tristeza, ou compreendendo com inexplicável alegria e luz e beleza e  amor, tudo a seu serviço, aqueles seus amigos que vieram para cá antes, e agora anseiam  por lhe mostrar alguns locais e as belezas de suas casas atuais. Agora, pense, o que fará aquele homem cuja vida na terra foi um compartimento  fechado, sem janela para olhar para fora, em direção a estes reinos espirituais? Ele fará o  que já vi muitos fazerem.

Agirá de acordo com a forma a que seu coração está acostumado. Muitos não estão prontos para assumirem seus erros, porque estão imbuídos das opiniões  que  construíram  durante  a  vida,  e  que  lhes  serviram  tão  bem  que  não  compreendem  estarem tão dolorosamente em erro. Estes têm muito a passar antes que a luz ilumine sua  visão espiritual atrofiada. Mas aqueles que se educaram em ficar livres daquilo que é considerado riqueza e  prazeres terrenos acharão que seus braços não são grandes o suficiente para os tesouros  trazidos pelas mãos amorosas, nem seus olhos tão rápidos quanto precisariam ser para  captar os muitos sorrisos de boas vindas e prazer pela surpresa que eles mostram que,  apesar de tudo, a verdadeira qualidade apenas começou, e o novo é muito melhor que o  velho. E agora, meu amigo e tutelado, deixe­me mostrar­lhe um cenário que ilustra o  que escrevi: em uma colina verde e dourada, com o perfume de muitas flores pairando no  ar como música num beijo de cor, há uma antiga casa com muitas torrinhas e janelas como 127 – A VIDA ALÉM DO VÉU  aquelas que na velha Inglaterra se fechavam com vidro.

Árvores e gramados e, abaixo no  vale, um grande lago onde pássaros de muitas cores, e muito bonitos, brincam entre si. Não  é um cenário de sua esfera, mas um deste lado do Véu. Seria de pouco proveito que eu  argumentasse mostrando a racionalidade de tais coisas estando aqui. É assim, e o homem  duvidaria que tudo isto, que é bom e bonito na terra, está aqui com a beleza intensificada, e  o amor feito mais amor que já é, de nossa parte uma questão de se pensar o quão grande é. Em uma das torres, ali está uma mulher.

Ela está vestida na cor de sua ordem, e  aquela cor não é cor conhecida na terra; portanto não posso dar o nome. Mas poderia  descrevê­la como um lilás dourado; e temo que isto pouco lhe fará entender. Ela observa o  horizonte longínquo do outro lado do lago, onde baixas colinas são tocadas pela luz além. Ela está feliz por ver isto. Sua figura é mais perfeita e bonita que a de qualquer mulher na  terra,  e  sua  face  mais  amorosa.

Seus  olhos brilham  com  uma  irradiação de um matiz  violeta,  e  em  sua  testa  uma  estrela  prateada  brilha  e  cintila  como  em  resposta  aos  pensamentos interiores. Esta é a joia de sua ordem. E se beleza fosse desejada para fazer a  beleza dela mais completa, seria uma pontada de melancolia, que lhe aumenta a paz e a  alegria de seu semblante. Esta é a Senhora da Casa, onde mora um grande número de  trabalhadoras que estão a seu encargo para fazerem o que ela quiser, e dirigirem­se em  missão aonde ela desejar, de tempos em tempos. A Casa é muito espaçosa.

Agora, se estudar sua face verá em primeiro lugar que ela está em expectativa, e  presentemente uma luz sai e pisca de seus olhos em raios violeta; e de seus lábios sai uma  mensagem; e você sabe disto pela razão dos raios de luz azul e rosa e carmesim que  disparam debaixo de seus lábios e parecem ter asas, voando tão rapidamente que não é  possível segui­los através do lago. Então um barco é visto chegando rapidamente pela direita, entre as árvores que  crescem nas margens, e os remos faíscam e cintilam, e as gotas em torno da proa dourada  são  como pequeninas  esferas  de  vidro  dourado  misturadas  com  esmeraldas  e  rubis,  à  medida que vão caindo para trás. O barco chega ao cais e uma multidão usando roupas  brilhantes salta nos degraus de mármore que os conduzem para cima pelo gramado verde. Um deles não é tão rápido, entretanto. Sua face está banhada de alegria, mas também  parece cheio de assombro, e seus olhos não estão muito acostumados à qualidade de luz  que banha todas as coisas numa radiação suave de luz tênue.

Então, da entrada, e rumando abaixo em direção à recepção, vem a Senhora da  Casa, e para a uma curta distância da reunião. O recém­chegado olha para ela enquanto  ela está ali, e exprime espanto em seu olhar, extasiado e atento. Aí, finalmente, ela o chama  e, em palavras calorosas, esta brilhante santa de Deus dá boas vindas a seu marido, “Bem,  James, agora você chegou a mim–finalmente, querido, finalmente.”  Mas ele hesita. A voz é dela, mas está diferente. Além do mais, quando ela morreu  era uma velhinha com cabelos grisalhos, e inválida.

Agora ela se posta diante dele como  uma adorável  mulher,  nem  jovem  nem  velha,  mas  com  a  perfeita  graça  e  beleza  de  juventude eterna. “E eu observei você, querido, e estive tão próxima de você o tempo inteiro. Agora  isso é passado e acabou, e sua solidão se foi para sempre, querido. Pois agora estamos  juntos mais uma vez, e aqui é o Eterno Presente de Deus, onde nem eu nem você jamais  envelheceremos, e onde nossos meninos e Nellie virão quando terminarem o que é encargo  deles na vida terrestre.”  Até aqui ela falou, para que ele pudesse recuperar sua postura; e finalmente ele  conseguiu, e repentinamente. Ele irrompeu em lágrimas de alegria, porque percebeu que  era sem dúvida sua esposa e sua querida; e o amor sobrepujou seu respeito.

Ele caminhou  naquela direção com sua mão esquerda sobre seus olhos, somente dando olhadas para  cima e então, quando ele estava perto, ela correu e tomou­o  nos braços e o beijou, e  jogando  um  braço  em  seu  pescoço,  tomou  sua  mão  na  dela  e  conduziu  seus  passos, 128 – Reverendo G. VALE OWEN  lentamente e com delicada dignidade, para a Casa que preparou para ele. Sim,  aquela  Casa  era  o  complemento  celeste  da  casa  deles  em  Dorset,  onde  moraram toda sua vida de casados até que ela passou para cá, e onde ele permaneceu  pranteando sua ausência. Isto, meu tutelado, transmiti­lhe para apontar, com cenas caseiras, o fato de que  tesouros do céu não são meras palavras de sentimento, mas são sólidos e reais e, se você  não captou o sentido, materiais. Casas e amigos e pastos e todas as coisas queridas e  bonitas que vocês têm na terra, estão aqui.

Somente aqui elas são de uma beleza mais  sublimada, mesmo as pessoas destes reinos são de umabeleza não terrena. Aqueles dois que viveram uma boa vida como proprietário rural e esposa, ambos  simples e tementes a Deus, e bondosos aos pobres, quase ricos. Estes têm sua recompensa  aqui, e esta recompensa é frequentemente inesperada como foi a dele. Este encontro eu pessoalmente testemunhei, porque fui um dos que o trouxe ao  caminho para a Casa, ficando lá na esfera onde isto aconteceu. Em que esfera foi, por favor?

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