[user_registration_my_account]
Capítulo 24 de 87
Parte 24 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
A ação da terra em torno do sol e a ação das moléculas noátomo são vibrações. Não importa o grau pelo qual são medidos, ou qual seja o diâmetro de suas órbitas, mas elas são de uma só espécie, e é no grau somente que diferem umas das outras. Mas a transmutação traz a qualquer sistema uma mudança de movimento, e a qualidade do movimento sendo mudada, há também, necessariamente, uma mudança de resultado. Consequentemente nós, atuando sempre em perfeita obediência às leis estabelecidas por aqueles mais evoluídos e mais sábios que nós, concentramos nossos pensamentos no movimento de certas vibrações, que se tornam defletidos e transmutados para outras qualidades de vibrações, e assim a mudança é elaborada. Usualmente nós fazemos este trabalho lenta e gradualmente, a fim de se obter a exata quantidade de divergência da qualidade original da vibração pretendida, nem menos, nem mais.
É por este método que atuamos nas ações dos homens e, no curso da natureza, em todas as suas partes. Há múltiplas classes e companhias que têm o encargo de variados departamentos de criação – mineral, vegetal, animal, humano, terrestre, solar, e estelar. Além disto, também, as estrelas estão agrupadas juntas e arranjadas numa qualificação hierárquica para essa grande tarefa. É, então, pelo mesmo método de transmutação de energia que sistemas são gradualmente desenvolvidos em mundos, e estes mundos providos de forma, e então habilitados a produzir vegetação e vida animal. Mas, em sendo assim, você notará que toda a vida, e toda a evolução, é consequente da operação da energia espiritual, obedecendo ditames da vontade de seres espirituais.
Uma vez isto controlado, a força cega desaparece 134 – Reverendo G. VALE OWEN e a intenção toma o seu lugar – intenção da inteligência e do poder espiritual dos trabalhadores de vários graus operando de acordo com certas leis colocadas mas, dentro dos limites destas leis, livres e poderosos. Mais ainda, a matéria propriamente dita é o resultado da transmutação das vibrações naquelas variedades do conjunto total, e estas mais recentemente estão sendo analisadas por cientistas que atingiram o conhecimento de que a matéria é indubitavelmente o resultado das vibrações, e que nenhuma partícula da matéria está parada, mas num incessante movimento. Isto é correto, mas não conclusivo. Pois não busca a matéria em seu fim.
Não seria verdadeiro dizer que a matéria esteja em vibração, mas que a matéria é vibração, o resultado da vibração de uma qualidade mais refinada, que não é encontrada nos fenômenos das coisas materiais, mas naquelas esferas próprias para sua qualidade. Assim você verá quão pouco importa que, quando chega o tempo de vocês e tira o corpo da terra, vocês fiquem desencarnados. Seu corpo terrestre foi um corpo de vibrações e nada mais. Muito bem, você agora tem um corpo de vibrações mais substanciais e durável, por causa da qualidade mais alta, e mais próxima à Vontade energizante que o trouxe à existência, e desta forma sustentao. Aquele corpo servirá a você enquanto você permanecer nas esferas inferiores e, quando tiver progredido, aquele corpo será transmutado em um mais permanente, e de uma qualidade mais sublime.
Este processo será repetido conforme as épocas forem passando e você saltar de uma glória para outra glória maior, nas infinitas conquistas de progresso diante de você. Seguese também que, à medida que aqueles nas esferas inferiores neste reino espiritual não são normalmente visíveis na esfera terrestre, assim aqueles das esferas superiores não são normalmente visíveis naquelas esferas inferiores, e assim por diante na mesma ordem em que subimos de esfera em esfera e buscamos nosso caminho ao longo desta gloriosa estrada de luz e alto empenho. Então é assim, amigo e tutelado, e quando vier para cá um dia será melhor entendedor. Por enquanto, apesar de que você realmente empregue em sua vida diária este mesmo método do qual falei, da mesma forma que todos os homens, mesmo assim você pouco entende o seu funcionamento. Seria bom que soubessem, e todos os homens fossem uníssonos mentalmente conosco, nós que tentamos usar nossos poderes para a glória e reverência a Deus; porque a arma pode ser usada pelo bem ou pelo mal, o homem que a encontrasse em sua mão ultrapassaria em poder e força todo seu atual conhecimento; como ele ultrapassa a dotação mental da mosca ou da pequena formiga.
É bom que sejamos aptos a coordenar o progresso no conhecimento e no sagrado que caminham juntos. Porque é assim – não perfeitamente, mas dentro de certas linhas demarcatórias, amplas mas seguras. Fosse de outra forma, e o mundo não seria o que é hoje, nem comparativamente as regras ordenantes. Este é um aspecto, entretanto, de nosso cuidado para com a raça humana, e o que o futuro nos reserva não posso dizer. Pois não posso ver, a não ser conjeturar, quão longe o homem irá neste novo conhecimento, cujo limiar acabam de atravessar.
Mas as coisas estarão bem ordenadas por aqueles que observam com carinho zeloso e com sabedoria muito grande; e tudo estará bem enquanto isto for assim. + Quarta, 3 de dezembro de 1913. Pode ser bom que aprofundemos nossa matéria em questão um pouquinho mais que isso, até que minha explicação possa se tornar mais explícita. Saiba então, meu amigo e tutelado, que o que já disse a respeito da transmutação de energia foi mais para definição, que para explicação em detalhes, o uso de minhas palavras. 135 – A VIDA ALÉM DO VÉU Se você olhar ao que está exposto de manifestação divina de vida ao seu redor nestes elementos da sua esfera, observará vários pontos de interesse. Primeiro não seria capaz de usar o sentido da visão para ajudálo a entender que Seu trabalho não foi aquela luz, que é externa a você, sendo derramada sobre o seu planeta. Mas a luz é também meramente vibração, e também não é consistente em sua qualidade de vibração da primeira à última.
Pois observe o sol sendo visível e a fonte daquelas vibrações. Mas externamente ao halo da atmosfera da esfera solar, aquelas vibrações são transmutadas pelo meio variante no qual elas penetram. Assim a corrente de luz passa através de regiões de escuridão, e continua até que se aproxima outra zona atmosférica, como esta que está sobre a terra, quando então mais uma vez aquela energia é transmutada em sua qualidade, e tornase mais uma vez aquilo que o homem chama de luz. Porém é apenas uma única entidade, aquela corrente do sol para a terra, uma corrente de luz energética de sua fonte, passando através de uma vasta região de escuridão, e emergindo novamente com sua qualidade nata onde quer que surja um planeta em seu curso. Você lembrará as palavras, “A luz brilhou na escuridão, e a escuridão não compreendeu a luz”.
Isto, então, é mais que mera analogia. É a forma de trabalho que Deus adotou em Seu universo, tanto material quanto espiritual. E Ele é Um, e Seu Reino é único. É óbvio, entretanto, que certas condições são necessárias para que aquela luz possa se tornar operante para revelar coisas ao homem. Estas condições são o ambiente sobre oqual a luz atua, e pela qual é também afetado, por ação reflexa.
Portanto diz respeito ao ambiente espiritual. Somente quando um ambiente propício é encontrado que nós, ministros espirituais, somos capazes de nos tornar operantes. E isto é porque para alguns somos capazes de revelar coisas em maior medida e com maior facilidade que a outros, cujo ambiente não é tão propício. Tudo quanto faz manifestar é luz, seja a coisa manifestada material ou espiritual. E dirlheei outra semelhança.
É da mesma forma que sobre a região interveniente de escuridão a luz é projetada do sol até o planeta longínquo, assim das altas esferas a luz é mandada às esferas intervenientes, e é recebida no plano da terra tão diretamente, em sua forma, quanto a própria terra recebe a luz do sol. Agora, olhe outro campo. Muito longe, além da estrela mais afastada que você vê da terra, está a zona de maravilhosa beleza onde sóis envolveramse em muito mais conclusivos sistemas do que os que você observa. É visto aqui que a luz é medida na proporção em que o calor decresce, e isto apontaria para o fato de que o calor é, pela evolução nas eras, transmutado naquelas vibrações que constituem a luz. A lua é mais fria que a terra e reflete mais luz proporcionalmente a seu tamanho.
Quanto mais velho o sistema se tornar, mais frio ficará, e mais brilhante consequentemente. Assim é como acreditamos em nossa esfera; e posso dizerlhe que não há fato observado até este presente momento que se oponha à nossa conclusão. Uma vez observei um exemplo muito bonito de transmutação de energia aqui em meu próprio lugar. Havia um grupo de visitantes de outra esfera, e estavam quase retornando à sua esfera, estando sua missão já terminada. Uma turma dos nossos, dos quais eu era um deles, foi com eles ao grande lago sobre o qual eles chegaram a nós.
Aqui, eles embarcaram em barcos e estavam dando suas palavras de despedida em agradecimento e bons desejos, quando um de nossos Príncipes foi visto se aproximando na companhia de um grupo de servidores, vindos de trás de nós. Vieram através do ar e pairaram sobre nós e os barcos, enquanto nós, sabendo de seus hábitos mas não de suas atuais intenções, esperamos para ver que modo ou que coisa eles, ou melhor, ele, tinha em mente para fazer. É um prazer nestes planos dar prazer, uns aos outros, pelo exercício dos poderes que possuímos, e isto em combinações variadas, pelos efeitos que são diferentemente produzidos. 136 – Reverendo G. VALE OWEN Longe, nos céus, nós os vimos, enquanto se moviam lentamente, circulando sobre o Príncipe de quem, em direção àqueles no círculo, vieram raios de vibração de diferentes qualidades e, portanto, de diferentes cores. Estes, ele nos mandava por sua vontade, e aqueles seus subordinados os ondulavam numa trama de desenho curioso e muito bonito; e onde dois raios se cruzavam, ali a luz intensificada cintilava como uma pedra de matiz brilhante.
E os nós eram de muitas cores, devidas à combinação variada dos raios que entravam nesta construção. Quando isto estava completo, o círculo ampliou e espalhouse, deixando seu Príncipe sozinho no centro. E ele segurou em sua mão a rede pelo seu meio, e ela flutuou em torno dele como uma teia multicolorida. Foi muito lindo. Agora, aquela rede era realmente um sistema de muitas qualidades de vibrações enviadas juntas.
Ele a soltou de suas mãos, e ela começou lentamente a abaixar, ao mesmo tempo em que ele subia através dela, até que ficou no nível de seus pés. Aí ele levantou seus braços e desceu com ela. E conforme ele vinha, olhou através da rede os barcos abaixo, e fez movimentos lentos com sua mão em sua direção. Aí os barcos começaram a moverse na água como se estivessem sozinhos, e continuaram até flutuarem em círculo. Então a rede desceu e cobriuos, e vimos que estavam todos na sua circunferência, e também isto, como se estivessem iluminados por ela, eles passaram pela rede e ela abaixou e pousou na água.
Então o Príncipe, de pé na rede e na água, no meio dos barcos, acenou suas mãos em uma saudação a eles. E a rede lentamente levantou da água levantando os barcos nela, e flutuaram subindo no ar. Então, ao longe, sobre o lago, juntaramse, e o grupo de nossa esfera fechou num círculo em torno deles e tocou uma canção de boa viagem, à medida que flutuavam em direção ao horizonte, sobre o lago. Foi meramente um daqueles pequenos toques de amor com que nos deliciamos ao mostrar a nossos irmãos de outras esferas de trabalho – nada mais. A minha intenção ao relatar isto – que era, demonstrado, muito mais bonito do que sou capaz de transmitirlhe escrevendo – é ilustrar o efeito da vontade de um poderoso Anjo do Senhor, concentrando as forças na mão e transmutandoas de qualidade.
Beleza não é somente um ministério de prazer às vistas. É antes a característica destes reinos. Porque beleza e qualidade andam juntas aqui. E quanto mais útil um homem se torna, mais belo é em pessoa. A beleza no sagrado é literal e real, amigo; e seria bom que todos os homens pudessem aceitar esta verdade. + Quinta, 4 de dezembro de 1913.
Tendo já explicado, de forma sintetizada, alguns destes princípios, os quais são encontrados em operação tanto em sua própria esfera na terra como também nestas de substância mais rarefeita, continuarei em uma veia ligeiramente diferente. Pois apesar de não ser de nossa habilidade, nem proveitoso, falar destas coisas que existem nestas esferas superiores, somente mais apropriado, um homem deve olhar adiante enquanto caminha, e quanto mais ele puder entender daquela localidade para a qual ele está se conduzindo, mais certeza ele terá em seus passos adiante, e menos estranho aparecerlheá este lugar quando de sua chegada. Começando, então, neste ponto, uma das primeiras tarefas que temos que aprender aqui– tendo passado através do véu da carne para os reinos mais claros da vida espiritual, e primeiramente nos familiarizado às condições existentes encontradas aqui, e isto já cumprido – é transmitir àqueles que vêm para cá depois de nós esse mesmo conhecimento. Uma questão que causa muito dissabor e descrédito a muitas almas é o fato de 137 – A VIDA ALÉM DO VÉU que tudo o que veem aqui é real. Isto já foi mostrado a você, mas é tão estranho e contrário à expectativa racional, que de bom grado eu acrescentaria um pouquinho ao que você já recebeu.
Porque é de importância primordial para todos que se apercebam de que a existência depois deles não é sonho, como um homem diria – mas nós não – mas que é indubitavelmente a mais completa vida desenvolvida, e uma vida para qual a vida na terra é tanto a preparação como o começo. Por que os homens imaginam que o broto novo tem mais força que o carvalho já desenvolvido, ou que a fonte tem mais realidade e poder que o rio? O broto e a fonte são sua vida presente na terra; o carvalho e o rio estão aqui. O corpo que agora vestem, e as árvores e os rios e outras coisas de substância material, as quais vocês chamam de reais, não são tão duradouras, nem tão reais como seus correlatos nestas esferas. Porque aqui é encontrada a energia que vem ao seu sistema, e é como o dínamo elétrico para a simples lâmpada, para seu poder e intensidade.
Quando, entretanto, os homens pensam em nós como sopros de fumaça, e no nosso ambiente como sombras errantes, deixeos parar e perguntar se há alguma razão sonora para fundamentar sua visão. E não somente isto, não há qualquer razão naquilo de qualquer maneira, mas ao contrário, é tolice, e inválido, pensar considerandonos seres de estado espiritual. Deixeme descreverlhe uma cena em uma destas esferas ou regiões, e como farei para fazer parecer mais natural a você, é uma cena de um acontecimento para mostrarlhe de que espécie de modo de vida você fará parte brevemente, um dia. Quando você ultrapassar a luz do sol, e repensar sua vida na terra, certamente será tudo muito vívido e pleno, e a razão das coisas, das quais você tem agora discernimento apenas parcial, será vista como ordenada e inteligentemente beneficente. No entanto, como parecerá curto o dia de sua presente vida quando, em torno de si, se desdobrar uma infinidade depois de outra, e a eternidade começar a ser sua vida, a qual agora você computa dia por dia.
Lá adiante uma luz está nascendo no céu, a qual tinge o horizonte como um véu violeta, e que parece cair atrás dele, encobrindo meus olhos para a distância. Entre aquele horizonte e a alta rocha na qual estou, há uma ampla e espraiada planície. Aqui a meus pés, longe abaixo, vejo um templo que, por sua vez, está também acima da Cidade que se espalha em torno da base da montanha. Cúpulas e salões e mansões, cercados por gramados de esmeralda, e flores cintilando como gemas de muitas cores eu vejo, e quadras e estátuas e fontes e muitas pessoas, em cujos mantos brilham flores num semnúmero de cores, movemse em grupos. Uma cor é vista como sendo a dominante sobre as outras, entretanto, e é o dourado, porque esta é a cor principal desta Cidade.
Muros altos estendemse, em forma de lua crescente, ao longo da parte externa e envolvem a Cidade, enquanto as pontas inclinamse em direção à montanha no outro lado. Nestes muros há observadores – não contra inimigos, mas para dar notícias do que acontece do lado de fora na vasta planície de vez em quando, e para dar boas vindas aos amigos que vêm de jornadas de outras regiões distantes. Os muros são circundados pelas águas de um lago que em extensão seria medido como um mar ou oceano na terra. Mas ainda é possível para aqueles que são treinados a observar, ver, de trás dele, a região na longínqua margem onde a luz está nascendo, e é vista beijando os veleiros e os cintilantes remos dos barcos conforme vão indo, alguns em uma direção, outros em outra, sobre o abraço gentil das ondas do mar. Eu agora desço e fico nos muros para observar o que está acontecendo.
Nesse momento ouço um rumor como o de um trovão vindo da direção daquela nuvem de luz violeta. Ele cresce em volume e ritmo, e atinge um tom agradável, até que se torna um coro de música. Então, do templo acima de mim vejo emergir uma grande multidão que usa mantos brancos brilhantes com cintos dourados na cintura – e, em cada um, um filete de 138 – Reverendo G. VALE OWEN ouro em suas cabeças. Eles se deram as mãos na plataforma de pedra diante do templo e, olhando para cima, pareciam estar enlevados em adoração.
Eles estão realmente reunindo forças para responder à saudação do grupo que está viajando em direção a nós no horizonte longínquo. Então outro homem chega e sentase diante deles, olhando em direção à nuvem de luz violeta. Ele é mais corpulento que os demais, vestido como eles em branco e dourado, mas mais bonito e mais brilho em seu rosto, e cujos olhos são como trêmulas chamas de luz. Dali a pouco, no momento em que eles se colocam em pé, uma nuvem começa a se formar em torno deles e, à medida que ela se torna mais densa, nós a vemos em um movimento revolto, até que toma a forma de uma esfera e de coloração dourada, mas repleta de luzes multicoloridas. Ela vai aumentando até o tamanho de poder esconder o templo de nossos olhos.
E então seguese uma cena muito notável. A esfera, em revolução e lançando raio após raio de luz – ouro, vermelho, púrpura, azul, verde e outras, lentamente levantase no ar, e vai mais alto ainda até que se nivele com o pico da montanha atrás e sobre o templo. Mais alto ainda ela se eleva, e sua luz irradiase campo afora. E percebi que a plataforma onde esteve o grupo dos moradores do Templo está vazia. Eles ascenderam neste globo de luz e de chamas vivas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.