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Capítulo 31 de 87
Parte 31 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Ele era também afetado pelas Torres de Observação da Planície; mas somente por aquelas neste lado, não pelas outras do outro lado da Cidade, que estavam em contato com estações em outros lados do Palácio. Era muito bonito de se ver, aquele portal, volumoso nos dois lados e fundindose na parede da estrutura principal, sólido sobre o arco quadrado, e mutante em beleza conforme as cores variavam. Somente uma parte era constante, e era a grande pedra fundamental, no meio, a qual, sempre e para sempre, brilhava vermelha pelo amor. Passamos para dentro e encontramos câmaras espaçosas sobre o portal, no qual estavam os gravadores que liam as mensagens e as influências vindas pelo Portão, dividindoas em seus próprios grupos, e enviandoas aonde deveriam ir. Eles esperaram por nossa chegada, e dois jovens estavam aguardando na estrada além do Portão para nos levar ao Anjo Senhor.
Passamos pela larga avenida, onde andavam pessoas de rostos felizes, como todos por aqui. Eu simplesmente transcrevo isto para vocês que, algumas vezes ou frequentemente, não sorriem pelo contentamento interior. Para nós é, como diríamos, o céu hoje é azul no Egito durante o verão. Então chegamos ao edifício principal dentro das paredes do Palácio, o qual era o local próprio do Chefe. Subimos os degraus diante dele e passamos através de um pórtico que dominava a fachada, e através de uma porta para o Saguão central.
Este também era quadrado, construído em altos pilares de pedra líquida, como o Portal; e também estes estavam mudando continuamente em seus matizes, mas nem todos estavam com a mesma tonalidade de cor em nenhum momento, como acontecia no Portal. Eles eram diferentes. Havia vinte e dois deles, e cada um era diferente. Raramente havia dois deles com a mesma cor ao mesmo tempo; e isto dava um aspecto muito agradável para aquele local. Eles eram feitos para mesclar juntos suas belezas numa ampla cúpula de cristal acima, e aquilo dava uma visão ainda mais encantadora, e você deve tentar imaginar, porque está além da minha capacidade de descrever.
Fomos convidados a descansar neste saguão e a recostar em sofás perto das paredes para observarmos o jogo das cores. Assim que o fizemos, o efeito pareceu nos 169 – A VIDA ALÉM DO VÉU invadir e darnos uma paz e uma tranquilidade que nos fez sentir quase em casa, neste antigonovo ambiente. Neste momento vimos um raio de luz vindo de um dos corredores que davam para o Saguão. E dali o Chefe veio até nós e curvouse e tomou minha mão, e saudoume muito gentilmente. Ele era da Sétima Esfera, e condicionado para a Quinta, como é necessário, para governála.
Era muito bondoso, e fez tudo o que pôde, amorosamente, para que nos fosse permitido qualquer coisa; e então fomos à Sala da Presença, onde estava sua Cadeira de Estado, na qual ele me fez sentar, com meus companheiros em torno de mim, e ele bem próximo. A palavra foi dada e um grupo de mulheres veio ao Saguão e cumprimentounos com cortesia. Aí então o Chefe expôs a natureza de minha visita, a mim e a meus companheiros, enquanto as mulheres permaneceram diante de nós em suas lindas vestimentas azuis e brancas; mas suas joias foram deixadas para trás nesta ocasião. Assim elas estavam muito doces em sua simplicidade ao trajar, o que nelas realçava mais ainda a conduta recatada diante do nosso grupo, nós que éramos de algumas esferas adiante. Isto me comoveu muito, então pedi que ele me desse uns instantes antes de continuar.
Então, descendo ao chão, fui até elas e abençoei cada uma, minha mão sobre a cabeça de cada uma, e acrescentando palavras gentis. Depois disto sua timidez foi afastada, e então olharam e sorriram para nós, e ficaram todas à vontade. Agora sobre a audiência que se seguiu contarei na próxima vez em que você se sentar comigo. Tenho muita coisa a dizer doque devo contar para que você possa entender as condições e os costumes destas paragens. Então deixemos isto por agora.
Eu as abençoei com palavras e um toque; e elas me abençoaram com seus sorrisos alegres. E assim todos ficamos abençoados, uns aos outros. Assim é conosco. Deixe que seja assim com vocês embaixo. É melhor que de qualquer outra forma.
E assim, com bênçãos, deixo você agora, meu tutelado, neste momento, pedindo que não agradeça por isto. Pois quando abençoamos, é o nosso Pai que abençoa por nós, e Suas bênçãos passam através de nós, deixando algo de sua graça em nós em sua passagem. Lembre isto também, e saberá que aquele que abençoa seus companheiros é abençoado por assim fazêlo. + Terça, 30 de dezembro de 1913. Continuando: Eles permaneceram ali diante de mim e eu tentei achar a razão de minha chegada, mas não pude. Então vireime para o Anjo Senhor pedindo para que me orientasse neste assunto, e assim me respondeu ele: “Estas nossas irmãs foram trazidas aqui juntas, trabalharam assim, em um só grupo, por estas últimas três Esferas.
Nenhuma delas iriam na frente se fosse para deixar as outras para trás; mas se uma fez seu progresso mais rapidamente, então esta fica para ajudar aquelas que atrasaram um pouquinho, e elas juntas vêm vindo até que este lugar se abriu para a entrada delas. Agora elas progrediram e mereceram seu avanço para adiante, se o senhor assim julgar que seja feito com elas. Elas esperam por sua sabedoria para finalizar isto, porque acabam de saber que, se estiver cedo demais para irem para o próximo céu acima, seuprogresso será mais retardado”. Sendo desta forma completamente esclarecido, ocorreume que eu também estava sendo testado. Este fato foi escolhido para mim pelo meu próprio Governador para que, sem premeditação, eu estivesse face a face com um problema e minha inteligência fosse posta em jogo na resolução dele.
Isto aumentou minha alegria, pois é assim o modo 170 – Reverendo G. VALE OWEN de ser nos nossos reinos; quanto mais difícil a tarefa, maior o prazer, conhecendo a confiança de nosso Líder no que nós somos capazes se quisermos. Então pensei um pouquinho e rapidamente, e foi assim que medi a situação. Havia no total quinze delas juntas. Então dividias por três, e mandei cinco para cada caminho na Cidade.
Demandei que elas trouxessem uma pequena criança, uma para cada grupo de cinco; e a criança deveria contarme sobre a lição que elas iriam lhe dar, a respeito do que ele necessitava saber acima de tudo. Uma após outra, elas retornaram, e com elas estavam três pequenas lindas crianças. Dois eram meninos e uma menina. Agora, elas chegaram quase juntas, mas não totalmente. Por este fato eu soube que não haviam se encontrado umas com as outras pelo caminho, ou teriam juntado forças, e não dividido novamente, pois seu amor quando juntas era muito forte.
Então pedi que pusessem a criança diante de mim, e ao primeiro menino eu disse, “Agora, pequeno, digame que lição aprendeu destas gentis mocinhas”. A isto, ele respondeu muito agradavelmente, “Se isto lhe agrada, brilhante senhor, vim até aqui sem conhecer a terra de Deus, porque minha mãe deu meu espírito para os planos celestes antes de dar meu corpo para a terra. Estas senhorasirmãs, entretanto, instruíramme, no caminho, que eu devo saber que a terra de Deus é o berço destas esferas mais brilhantes. Nela estão menininhos protegidos com muito embalar para lá e para cá; e não é conhecida a paz, como nós a conhecemos aqui, até que a terra seja deixada para trás. No entanto, é do mesmo Reino do Amor de nosso Pai, e devemos rezar por aqueles que estão sendo abalados impiedosamente, e por aqueles que abalam tão duramente.” E então ele acrescentou, pela perplexidade ao receber esta última injunção, “Mas meu senhor, isto fazemos sempre, porque é parte das lições de nossa escola fazermos assim”.
Sim, foi uma boa lição, eu disse a ele, e que exibia a imposição por outros lábios, os de seus próprios professores; e ele foi um bom menino por ter dado sua resposta tão bem. Então chamei o outro pequenino, e ele veio a meus pés e tocouos com sua pequena e macia mãozinha e, olhando para mim muito docemente, ele disse, “possa eu agradar ao senhor, bondoso senhor...“. Mas isto não pudeaguentar. Pareio, pegueio no colo, e beijeio, cheio de lágrimas de amor, e ele olhando para mim numa submissão misturada de surpresa e prazer. Então pedi que continuasse, e ele respondeu que não conseguiria com facilidade e perfeição se eu não o pusesse no chão a meus pés novamente.
Fiz isto, eu agora maravilhado, e ele continuou. Ele deixou sua mão novamente em meu pé exposto debaixo da roupa, e disse muito solenemente, continuando exatamente onde eu o tinha interrompido tão cedo, “que os pés de um anjo são belos de se ver e tocar – para ver, porque um anjo é bom, não só de cabeça ou coração apenas, mas da maneira que se porta no serviço de nosso Pai; de se tocar, pois sempre caminham suavemente – suavemente onde os homens sentem o peso da reprovação pela má conduta, e suavemente quando ele nos pegam em seus braços na tristeza, para conduzir a estes planos mais brilhantes, de conforto e alegria. Nós devemos ser anjos um dia, não mais menininhos, mas grandes e fortes e brilhantes, e tendo muita sabedoria. E então devemos lembrar disto, naquele dia alguém do mais alto grau vai nos mandar para a terra também, tanto para aprendermos quanto para ensinarmos; porque lá há muitos que necessitarão de nós, embora nós não necessitemos de quem venha tão cedo para cá. Assim as senhorasirmãs instruíramme, senhor anjo, e eu sei que é como elas disseram desde que vi o senhor aqui”.
Agora, o amor das crianças é sempre tão doce para mim que, de certa forma, tira me a ação, e de fato admito que por instantes abaixei a cabeça e olhei para as dobras do meu colo enquanto meu peito arfava em um quase doloroso êxtase. Então chamei os três, e 171 – A VIDA ALÉM DO VÉU eles vieram – muita alegria em suas faces, mas muita cautela em seus passos – e ajoelharamse cada um a meu lado e a menininha diante de meus joelhos. E os abençoei muito sincera e amorosamente, e beijei suas doces cabeleiras encaracoladas, e então sentei os garotos no degrau ao meu lado e, pegando a pequenina no meu colo, pedilhe que contasse sua história. “Possa... isto... agradar... o senhor..., senhor...”, ela começou, e disse cada palavra tão cuidadosamente separada das outras que dei uma gargalhada; porque eu sabia que ela havia omitido o “gentil”, ou “bondoso,” ou qualquer outro adjetivo carinhoso, temendo um maior vexame, e desejando, em sua virginal modéstia, evitar tudo aquilo. “Senhorita”, eu disse a ela, “você é mais sábia que os da sua idade ou tamanho, e promete ser uma mulher muito competente algum dia, que governará bem onde for colocada”.
Ela olhou para mim em dúvida, e depois para os que estavam em torno, que estavam gostando muito desta conversa incomum. Então, falando mansamente, encorajei a a continuar. E isto ela realmente fez, como fizeram os meninos, retomando do ponto onde havia interrompido, “que as meninas são as fêmeas de Deus para alimentar em seu seio Suas ovelhas, mas não até que tenham crescido em sabedoria e amor, mas enquanto seus corpos crescem em estatura e beleza. Então devemos ter sempre em mente a maternidade que está em nós, porque nosso Pai a pôs ali, enquanto dormíamos no útero de nossas mães, antes de nosso Anjo nos acordar e nos trazer a estas abençoadas Casas. E nossa maternidade é muito sagrada por muitas razões, e a melhor de todas é esta: Nosso Salvador, o Senhor Cristo (aqui ela cruzou suas pequeninas mãos cheias de covinhas em seus peito e, com os dedos entrelaçados, inclinouse muito reverentemente, e erguendose continuou), nasceu de uma mulher, a quem Ele amou, e ela o amou.
Quando eu crescer, serei chamada por aqueles que não têm suas mães como as que temos aqui, nem conhecem o amor carinhoso de mãe como o das nossas. E então será perguntado a mim se desejaria ser mãe de alguns que não nasceram de mim, mas que estão necessitando extremamente de uma como eu. Então deverei colocarme em pé, ereta e forte, e responder, “Mandeme daqui destes lugares brilhantes para aqueles mais trevosos; porque estou desejosa de sofrer com eles, se eu puder porventura ajudar e criar aqueles pobres pequeninos; porque eles são cordeiros de nosso bom Pastor Que os ama; e eu também os amarei por seu amor, como tambémpor eles”. Eu estava muito comovido por estas três respostas. Bem antes de serem completadas eu já havia concluído vários pontos que me mostravam que estas mulheres deviam seguir adiante, e juntas, para os planos mais altos; por que elas eram merecedoras disto.
Então respondilhes desta forma. “Minhas irmãs, saíramse muito bem nesta matéria; e seus estudantes fizeram muito bem sua parte. Percebo, entre outras coisas, que vocês aprenderam o que havia aqui para ser aprendido, e que farão os trabalhos da próxima esfera além. Mas também aprendi que farão bem em seguirem juntas como até aqui, pois, apesar de instruírem estes pequenos filósofos em separado umas das outras, o teor de suas respostas é o mesmo – amor por aqueles na vida terrena, e seu compromisso para com eles. Portanto vejo que estão em tal concordância neste propósito que será mais produtivo quesigam juntas do que apartadas”.
Então abençoeias e disselhes que iriam conosco quando estivéssemos prontos, logo mais. Bem, vários pontos eu não havia percebido em suas instruções, mas os captei em nossa jornada juntos, quando pude então explanar em meu lazer. Um deles foi: Tão completamente voltadas a alguém estavam estas quinze amáveis almas, que em suas várias instruções das crianças, elas se fixaram em uma fase de compromisso e serviço somente. Todas estas três crianças e, por implicação, todos os que para aqui vieram desde 172 – Reverendo G. VALE OWEN seu nascimento, seriam mandados de volta para ajudar aqueles da terra, guardandoos e protegendoos.
Todas elas juntas perderam a visão de todos os outros desdobramentos de obrigações distribuídos àqueles como elas; e o fato seguinte é que somente uma pequena porção daqueles que vêm para cá da maneira que estes vieram são de fato mandados de volta para missões de trabalho na terra, pela razão de ser sua natureza muito refinada mais compatível com outros trabalhos. Não mais me alongarei agora, então enviolhe o Amor de Deus e bênçãos, e para seus próprios cordeiros também, e suas próprias fêmeas. Creiame, meu amigo e tutelado, estes deste Reino olham com olhos ternos para aqueles que suportam sua carga com amor, e mais se ajustam a estes Reinos de muito amor, para quando aqui chegarem. Tenha sempre isto em mente e esteja feliz por isto ser assim, e na força de todos os pais e mães entre vocês que assim fazem. + Quarta, 31 de dezembro de 1913. Antes de seguirmos adiante, descreverei a Cidade na qual estas coisas se passaram, pois a Quinta Esfera, como a conheço, tem certos pontos que lhe são característicos.
A maioria das esferas, mas não todas, tem uma Cidade de Chefia; mas a Esfera Cinco tem três, e há três Senhores Chefes que administram seu governo. A razão para este triplo domínio ser encontrado nesta Esfera está na altitude, na qual, em sendo atingida, uma escolha deve ser feita pela maneira particular que se seguirá daí em diante. É uma espécie de sala classificatória, conforme se declararem para os grupos nos quais são classificados os habitantes no curso de sua jornada, e prosseguem seguindo aquele ramo especial de serviço para o qual estiverem mais apropriadamente ajustados. Estas três Cidades estão cada uma perto da fronteira de um enorme continente plano, e uma linha desenhada unindoas formaria um triângulo equilátero. Por esta razão a principal estrada de cada Cidade sai da maior quadra, onde está a Casa, como um leque através da Cidade, e em frente, em linhas retas atravessando o continente aberto.
Estas se comunicam com as duas outras Capitais e os agrupamentos da planície. Mas no meio do triângulo há um Templo de Reverência e Oferta que se localiza numa enorme clareira circular no meio da floresta. Todas as estradas estão ligadas a este Templo por outras transversais, e para cá, em certas épocas e estações, vêm representantes das Três Cidades e aldeias sobre seu encargo, para uniremse em reverência a Deus. E milhares, dezenas de milhares vêm de uma só vez de todos os cantos da esfera, e é uma visão maravilhosa de se ver. Eles vêm em grupos, e encontramse juntos na clareira, a qual é uma grande extensão de gramado.
Ali misturamse, e todas as diferentes cores da esfera também mesclamse, o que faz o espetáculo lindo de se presenciar. Mas mais agradável que isto é o senso de unidade na diversidade. Alguns estão começando a progredir adiante na sua direção, e outros em outra; mas sobre aquela vasta assembleia, nela, e através dela pulsava a única nota vibrante de profundo amor; e todos sabem que isto é um suporte e, qualquer que seja seu futuro destino, pode capacitálos para alcançar um ao outro em qualquer parte do amplo domínio de Deus que eles estejam para sempre. Por isso não há pressentimentos de separação premente. Não se conhece isso aqui.
Pois onde estiver o amor, aquilo que conhecem como separação, e sua dor, não pode advir. Mesmo na terra deveria ser assim, e não haveria homem pecador, e portanto saído do caminho certo da evolução. Será difícil para eles recuperarem isto agora; mas é possível, porque a faculdade continua, mesmo se permaneceu desacordada, exceto em muito poucos. Agora devemos ir adiante, para o próximo estágio de minha jornada, onde eu 173 – A VIDA ALÉM DO VÉU deveria levar meu grupo ampliado para a Sexta Esfera, e ali entregar as mulheres ao Chefe daquela região. Chegando ali, fomos alcançados, algo afastado da Cidade Capital, por um grupo de boas vindas.
Pois eu havia mandado uma mensagem de nossa chegada dos altos planos da fronteira da Quinta Esfera. Eles vieram, e entre eles estavam alguns que conheciam estas mulheres, e a amizade foi retomada com muita alegria e muitas bênçãos. Quando nós chegamos a uma cidade que seria seu lar por uns tempos, os cidadãos vieram em trajes brilhantes, mulheres, homens e algumas crianças. Chegaram ao longo da alameda onde estávamos naquela hora para encontrarem conosco. As árvores que cresceram em ambos lados encontravamse no alto em alguns lugares e, escolhendo um destes lugares, a comitiva chegada parou e aguardou nossa chegada.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.