[user_registration_my_account]
Capítulo 52 de 87
Parte 52 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Também, quando grupos dos habitantes do Templo vão em direção a estas esferas superiores, o contato com eles é sempre mantido nestas Alas e, conforme vão passando de uma esfera à outra, assim a ligação é mantida pelas alas em contato com a esfera para qual foram enviados em sua jornada. Viramos à esquerda por um destes corredores que cortam a colunata circular. Ele passa através de pátios e jardins e bosques, todos maravilhosamente mantidos, contendo fontes, estátuas, lagos, caminhos de variadas cores de mármore, árvores, templos – alguns em réplica dos templos de esferas distantes, mas não em tão grande escala. E finalmente chegamos ao conjunto principal de prédios. Este também têm dez Portais, porém não dão para corredores, mas são, cada um, equidistantes entre dois corredores, enquanto esses terminam na parede do conjunto principal.
Estes Portais ficam nestas seções de espaço que ficam entre dois dos corredores, e que se estendem para longe. Na terra você chamaria cada uma destas seções de parque, porque o Templo é muito vasto em área, e também a Colônia dos moradores do Templo – eles são em número de muitos milhares e cada um tem suas acomodações, casa e jardins. Pararemos diante do Portal que está entre as Alas das Esferas Doze e Treze – elas não são numeradas assim aqui, mas vou chamálas assim para não haver confusão. Há um amplo terraço aqui, saindo de cada lado do Portal, passando alto sobre magnificas terras que se estendem em torno das montanhas que fazem sentinela no horizonte distante e que marcam a própria fronteira da Esfera Onze – pois o Templo está construído meramente nos planos exteriores daquela Esfera. O Portal dá para o terraço, e projetase para além dele, para a praça, aonde o acesso é possível por degraus deslumbrantes de âmbar, emanando de si uma luz que encontra a luz de fora numa mescla que muda de acordo com a personalidade daqueles que estão ascendendo os degraus naquela hora.
Aqui, você deve lembrar, tudo o que vocês chamariam de morto ou inanimado responde a tudo o mais. A pedra é afetada, e também afeta, pelo verde e as árvores; as árvores são afetadas pela presença das pessoas de acordo com a natureza de ambos, pessoas e árvores. Assim é com as casas e todos os prédios. O Portal em si é de muita beleza. Não é arredondado nem quadrado, mas de um formato que não lhe é possível imaginar.
Se eu dissesse que não é tanto uma forma, mas um sentimento, você pensaria que estou falando em alegoria. Ainda assim é permanente com a permanência mais perfeita que a de qualquer prédio da terra. Chame de madrepérola, ou vidrolíquido, em substância, e será suficiente. Passando por ele, chegamos a um espaço amplo e oblongo, coberto com um teto trabalhado em treliça, entrelaçado com plantas e flores, algumas das quais não têm suas raízes no solo, e outras são plantadas nele. Mas devo apressarme.
Adentramos finalmente no Grande Saguão do Templo. É aquele no qual você viu o Cristo no final de sua jornada? O mesmo. Não tem teto, tal como você conceberia como teto. Mesmo assim não é aberto ao espaço.
As torres em arco, altas e majestosas, elevamse até o lugar onde estaria o teto, e são suportadas por pilares de cristal multicolorido. Mas seus arcos terminam numa fila sobre a qual está o que tem a aparência de uma nuvem de luz, mas uma luz de 278 – Reverendo G. VALE OWEN qualidade tal que é impenetrável àqueles que, na maioria, reúnemse ali. A nuvemteto não está sempre de uma cor só, mas muda de acordo com a maneira pela qual a cerimônia prossegue no Saguão abaixo. Eu já lhe contei sobre o Altar e a Sala do trono atrás dele.
Em torno dos lados do Saguão há outras salas como aquela. Uma é a Sala de Vestir. Agora pode parecer muito semelhante à terra. Mas fáloei saber que Vestir como aqui se denomina não é meramente a mudança de um casaco ou capote, mas uma cerimônia de espécie muito especial, momentosa. Deixeme contarlhe.
Há ocasiões em que as transações realizadas no Grande Saguão são carregadas do poder elétrico das esferas mais avançadas. Nestas horas é necessário que os da esfera Onze, ou qualquer esfera inferior àquela de onde vem a influência, estejam cada um de tal forma condicionado que a corrente vital recebida sobre seu corpo venha em seu benefício e não acabe por ferilo. Portanto a cerimônia de Vestir diligentemente toma lugar na Sala de Vestir, onde todos são cuidadosamente tratados por aqueles que são especialistas em santidade e poderes, assim sua vestimenta muda para o matiz, textura e tipo requisitados. Isto apenas é alcançado pela personalidade daquele que usa. As qualidades mais íntimas dele são denotadas pelo aspecto de sua roupa.
Somente assim alguém pode entrar a salvo naquele saguão e tomar parte na cerimônia em curso. Pode ser que esteja acontecendo um evento de um grupo a serviço de outras esferas – uma cerimônia de Despedida. Nesta hora a congregação combina dar influências misturadas em matéria de força para aqueles que para ali foram enviados. Isto é portanto requerido para tudo seja feito de forma que a harmonia da combinação seja perfeita. Estes de grau menor, ou recémchegados, têm que manter, para este fim, uma sintonia muito cuidadosa na Sala de Vestir, e então poderão doar uma parte de seu ganho aos missionários.
Ou talvez uma manifestação esteja em curso. Pode ser uma Manifestação de alguma forma da Mente Divina, ou de alguém muito Elevado, ou do próprio Cristo. Então tal roupagem é cuidadosamente vista: se fere, ou se não é adequada; então se decide. Mas jamais escutei de terem cometido um erro neste campo. Apesar de que na teoria certamente isto é possível.
Frequentemente, entretanto, os chegados mais recentes ficam enfraquecidos à medida que se aproximam do Saguão, quando a Presença de uma Personalidade muito poderosa ou de alguma influência intensa está espargida por lá. Então retornam por um tempo. É um teste, e através dele encaminhamse ao que é requerido em seus treinamentos. Desta forma não ficam sem a bênção também. Se você for em direção às montanhas e vir o Templo de alguma colina, ele aparecerá como uma cidade, com as muitas torres e arcos e cúpulas e árvores e parques.
E a vista é muito bela por causa das pedras preciosas que emanam sua cintilação e brilham à distância. Porque cada cúpula ou pico tem a estrutura de uma pedra preciosa brilhando e piscando com a luz e a linguagem celestiais pois cada item dos prédios e cada cor e grupo de cores ou das gemas têm uma significação que pode ser lida por aqueles que habitam ali. Eles próprios não são menos encantadores conforme movimentamse para lá e para cá através dos pórticos, ou nos balcões ou nas coberturas dos prédios ou nos parques. Eles se mesclam com as outras belezas e glórias do lugar, somando em paz tanto quanto em esplendor. Porque eles e o Templo são parte um do outro, ou, como já disse antes, suscetíveis entre si, por isso não há desarmonia ali, mas tudo em perfeito porte de agrupamento e coloração.
Se me tivessem pedido para dar à Cidade do Templo um nome em apenas uma palavra, eu a chamaria Reino da Harmonia. Porque ali está a união perfeita de som e cor e forma e temperamento dos que habitam por lá. Arnel+ 279 – A VIDA ALÉM DO VÉU II ANJOS GÊMEOS – CRIANÇAS NATIMORTAS Segunda, 11 de fevereiro de 1918. E agora, meu filho, gostaria que me cedesse sua mente enquanto tento descrever lhe um daqueles eventos do Templo os quais chamo pelo nome de Serviço de Despedida e Manifestação, já que ocorrem ambos. Estavam convergindo para o Saguão Central correntes de pessoas felizes que vieram de todas as partes da Esfera para o Chamado do Mestre do Templo.
Eles estavam felizes, apesar de pensativos, porque estavam atentos a esta impressionante cerimônia que aconteceria, e por isso atingiram a mentalização que lhes seria possível fazer para um adiantamento em seu progresso. Pois estas Manifestações são de natureza mística e sacramental, e estamos muito treinados em elevarnos para atingir as altas influências que vêm da esfera superior, e podemos interpretar o motivo da cerimônia e assim sabermos que benção se pretende compartilhar. Quando todos estavam reunidos lá dentro, olhei para a nuvemteto e vi que a cor estava mudando. Quando eu havia entrado era dourada com raias azuis. Agora estava absorvendo e mesclando os matizes que a multidão trouxera com ela, e, à medida que outros mais chegavam, então o vapor vivo e mutante trocava de cor; até que, quando todos estavam ali, ficou de um tom profundo de vermelho aveludado.
Isto é o mais perto que posso chegar das suas cores na terra. Mas seu aspecto me dizia que também era influenciado por poderes de grau mais alto vindos de cima e que alguma Presença já estava ali. Então desceu alidesta nuvemteto uma garoa destilada de sua própria essência e, caindo sobre nós com uma sensação de doces odores e suaves músicas, penetrou em nós com um brilho de exaltação e paz que elevou a todos numa combinação tal que nos tornamos não tanto uma multidão de individualizados, como num conjunto de células que formam o corpo de um homem, mas mais unidos na simpatia do amor e no propósito pelo qual estávamos ali. Então vimos que diante do caminho à frente da Sala do Trono uma nuvem estava se condensando por cima e tomando forma. Agora, tanto quanto possa, contarei deste fato, mas tenha em sua mente que se você o descrevesse novamente a um de meus companheiros desta esfera, apesar de que ele reconheceria este evento que você teria em mente para contar a ele, mas ainda assim ele diria que tal descrição não era verdadeira, por razões como omissão e também pelos nomes inadequados que você daria às coisas que teria que dizer a ele que foram vistas e ouvidas ali.
A nuvem estava tinta de verde estriada com espirais de âmbar em si, e coberta com um dossel azul. Esta nuvem estava constantemente em movimento, e finalmente tomou a forma de um pavilhão imponente cujo teto era do mais profundo violeta azulado e 280 – Reverendo G. VALE OWEN os pilares de verde e âmbar semitransparentes. Havia sete pilares ao todo em torno das laterais e atrás, em formato semicircular, e também dois em cada lado da principal abertura na frente. Estes últimos dois eram de violeta profundo, com faixas espiraladas avermelhadas e brancas no topo.
Todos estavam pulsando com a vida daqueles que estavam desejando que esta gema de beleza existisse, e de sua estrutura procedia um murmúrio de melodia muito encantador de se sentir – já que não tanto era ouvido quanto sentido. Frequentemente aqui é mais real sentir o som que, como entre vocês, ouvilo. Então, abaixo do dossel e no meio dos pilares, apareceu uma carruagem com a parte de trás voltada em nossa direção. Podíamos ver as cabeças e os quartos daqueles cinco maravilhosos cavalos na dianteira conforme agitavam suas cabeças e exultavam por sua presença no elevado drama do qual faziam parte. Eles eram de cor mais clara que a dourada, e suas caudas e crinas eram de um dourado mais profundo.
Eram muito bonitos, e suas roupagens de cetim brilhavam quase refletindo as cores do pavilhão. Então, de dentro da carruagem surgiu às nossas vistas uma linda jovem mulher. Ela estava nos olhando, e percebi toda sua amabilidade e, enquanto a observava, nada mais via a não ser sua grande beleza. Seu corpo era de uma coloração que você não conhece. Chamarei de âmbar, mas não era da mesma tonalidade do âmbar dos pilares, mas mais radiante e transparente, mesmo assim com a aparência de realidade e permanência que eles queriam.
Usava um manto de azul suave, mas onde ele recobria seu corpo, as duas tonalidades fundiamse e tornavamse um verde delicado. Em seus braços havia duas faixas de metal de coloração púrpura, e em seus pulsos faixas de metal da cor do rubi. Ela usava sobre seus cabelo um pequeno chapeuzinho vermelho profundo com uma estreita faixa branca e dourada, e seu cabelo eram castanho com uma nuance alaranjada, como se fosse tocado por um raio de sol do crepúsculo. E seus olhos eram de azul e violeta profundos. Agora, enquanto olhávamos para aquele quadro, nós, cada um e todos, sentimos que esta Rainha dos Altos Planos dos Reinos Celestes era uma Senhora de – estou agora em falta, meu filho.
Estou desejoso de contarlhe o que ela significava para nós, o que ela era na realidade em sua Casa, e não consigo encontrar as palavras que traduzam tal conteúdo para que eu use. Espere um momento, amigo, e eu continuarei... Agora tome estas palavras e transcrevaas: Rainha das Mães, maternidade, um Espírito gerando uma raça de pessoas e trazendoa à sua própria realização como uma força para o progresso e para o que é bom; alguém que, pela eloquência de discurso, inspira vergonha naqueles que estejam dormentes e não progridem e, com risco de tumulto e arrebatamento, incitaos à atividade, enquanto verte sobre todos um sentimento das eternidades distantes concretas e presentes, quando todos se harmonizarem e forem absorvidos, uma majestade de paz; intrepidez e pureza, onde nenhuma vergonha pode advir do desamparo, e a fascinação da beleza está toda na santidade e na piedade e no amor. Resuma tudo na única palavra “Rainha”, e você terá tudo o que posso transmitir do que foi aquela visão para nós em sua mensagem. Aí ela se virou e tocou levemente com sua mão cada um dos dois cavalos mais próximos dela, e eles, num giro, encararam a multidão.
Então, desceu da galeria, no extremo oposto do Saguão, um jovem que andou pelo meio das pessoas e ficou diante do pavilhão. Ela sorriu para ele, e ele foi para a parte de trás da carruagem e subiu, ficando ao lado dela, e eles dois observaram a beleza de cada um deles, e em retorno, um para o outro, inclinaramse numa mesura de ternura, enquanto ficavam ali, sensíveis, coração a coração, num chamado de amor e aspirações santas. Poderia descrever este jovem, senhor? Ele era uma mulher em cópia masculina. Um era o complemento e a contraparte do outro.
Em somente uma parte ele parecia não ser semelhante. Sua roupa era de um 281 – A VIDA ALÉM DO VÉU matiz ligeiramente mais acentuado. Não notei de momento nada mais marcante que diferenciasse um do outro. Até mesmo o sexo estava expresso mais no espírito que corporalmente. Apesar disso, na forma ela era enfaticamente mulher, e ele, homem.
Apenas para seu propósito. Eles vieram para encabeçar um grupo daqueles que haviam sido preparados naquele Templo e seus arredores, para liderálos num empreendimento de ampla concepção, requerendo muita habilidade e poder para apoio. Era para que tomassem seu caminho para um planeta que estava justamente num estágio de evolução no qual o intelecto estava começando e desabrochar por si, e progredindo para uma ordem diferente, do bruto em direção ao homem – mas não seria em direção ao homem como o tipo da terra, mas não muito diferente, e idêntico no essencial. Este grupo estava assumindo a tarefa de guia no progresso desta raça justamente neste estágio. Não terminariam sua tarefa em sua totalidade, nem em um só lance.
Esta era a sua primeira visita aos Príncipes Criadores que conduziram o planeta ao seu atual momento decisivo. Eles retornariam, de vez em quando, para cá, para descanso e aconselhamento. Eles retornariam em grupos, deixando alguns deles para levarem adiante o trabalho, para serem substituídos por outros depois do descanso, e assim gradualmente os afazeres daquele planeta estariam totalmente em suas mãos, enquanto isso, nesta esfera e em algumas outras esferas, outros grupos suplementares estão sendo treinados para juntaremse a eles quando chegar o tempo da expansão da raça e quando evoluírem ao estágio que requeira mais numerosos guardiães e reitores na administração daquela embarcação, à medida que ela navega os amplos espaços dos céus em seu caminho de névoa para substância, e para as criaturas vivas, e para a inteligência, e, como eu diria a você da terra, da animalidade, através da espécie humana, em direção a Mente de Deus. Este grupo, que ia receber agora nossos desejos de prosperidade, estava quase completando seu primeiro teste, não no empreendimento criativo – isto seguiria por uma eternidade adiante–masna fase que, ao contrário, deveria levar eles mesmos às fronteiras do serviço criador – o desenvolvimento da vida já criada para novas formas de ser – que em si é criativo em princípio, e na realidade é um departamento das criações menores, mas não de criações novas e radicais. Perceba, meu filho, que nesta Manifestação daqueles dois Espíritos, a mulher veio primeiro na carruagem, na ordem de sequência, e o homem veio depois.
Porque a Maternidade é prioridade neste domínio deles, e ainda assim estão juntos e começam juntos, lado a lado e iguais. Isto é mistério: como dois podem ser um, um principal, o outro em segundo, e ambos iguais em unidade. É assim, mas deixarei assim, e você pode pensar nisto; apesar de que sinta que é verdade mais que raciocine sobre isto ser assim, penso eu. Então adiantaramse aqueles escolhidos para esta solene dignidade de conquista no infinito dos reinos espaciais tão distantes e tão aprofundados na escuridão, longe dali onde a matéria está no lugar da substância e do ambiente espirituais. Ah, você pouco sabe daquilo que isto significa para nós, correr da luz dos céus para a densa e cada vez mais densa escuridão, em direção ao abismo distante de estar onde os mundos são materiais, e onde os corpos, emanando faíscas de vida da mesma fonte da qual vivemos, são materiais também.
Contudo uma vez já fomos assim. Estranho, mais que estranho, isto, entretanto aqui estou eu e meus amigos para falar com você, você mesmo imerso num corpo material. Mas nós apenas vemos seu corpo espiritual, e com ele nos comunicamos. A senhorita Kathleen, por algum estranho dom dela, vai adiante e toca seu cérebro físico. Ela é o nosso hífen, e uma ligação charmosa entre nós.
Bem, não tenho agora, neste momento, nada mais a dizerlhe. Você tem perguntas, posso ver. Escrevaas e, no nosso próximo encontro, daremos a s respostas. Arnel+ 282 – Reverendo G. VALE OWEN Sexta, 15 de fevereiro de 1918.
Você tem mais a me contar sobre a Cerimônia da qual falou na nossa última sessão, Arnel? Se tem, minhas perguntas podem esperar, se assim lhe aprouver. Como queira, meu filho. Mesmo assim, há uma pergunta que você escreveu que faríamos melhor responder aqui. Refere‐se a esta: De qual raça eram aqueles dois líderes em sua vida terrestre?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.