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Capítulo 56 de 87
Parte 56 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Desta forma encontramos a regra a respeito de outros departamentos. Eram princípios unificadores estabelecidos para que trabalhadores celestiais tivessem limites. Entre estes princípios estava o da cobertura protetora, e de sua beleza conforme seja apresentada exteriormente, para que disponibilizasse tanto prazer ao seu portador quanto devesse ser compatível com sua utilidade intrínseca; sexo, nas duas divisões, ativa e receptiva; sistema circulatório, da seiva e do sangue; sistema respiratório por poros e também outros sistemas. Você não pode seguir adiante, meu filho. Pare agora.
Arnel. + Sexta, 15 de março de 1918. Agora os princípios que governam as coisas materiais – que é a vida manifesta externamente em forma de matéria–e são aplicáveis também ao reino espiritual. Primeiro o da espiral, que é em si análogo na matéria aos princípios que são vistos operantes nestes reinos espirituais. Deve ser assim, pois todo o movimento dos átomos materiais é o efeito da vontade operativa. A Vontade Central é a de Deus, Cuja emanação ativa passa através das esferas em sequência ordenada, e encontra sua expressão última na matéria.
O que é visto na matéria, entretanto, é o efeito da energia destas esferas passando adiante. Neste caso que nomeamos, a energia é vista a emitir, no 299 – A VIDA ALÉM DO VÉU átomo, a atividade espiral. Não poderia ser assim, a menos que o princípio fosse também encontrado ativo nestas esferas através das quais a energia vital flui. Como ela é vista manifestada aqui, eu me proponho a mostrarlhe agora. A Coroa de folhas de palmeira era um símbolo deste princípio espiral, pois desta forma foram dispostas, e na Manifestação que lhe relatei os Anjos que sentaram sobre a Coroa estavam, necessariamente, dispostos em espiral.
Foi uma lembrança de como é realizado seu trabalho, e foi para nos dar uma lição visual que eles assumiram seus postos desta forma. Agora, como é aplicado à vida animal na criação: O primeiro impulso sensitivo é visto na planta, e ali você vê claramente ilustrado o princípio da espiral. O feijão sobe em espiral, assim como fazem outras plantas trepadeiras, algumas mais explicitamente, outras menos perfeitamente. As veias das árvores também tendem a declinar da perpendicular à medida que atravessam o tronco ao longo de seu comprimento. As plantas que sobem sustentadas por gavinhas suportam a si mesmas por um gancho em espiral.
Sementes flutuam sobre o campo, ou caem no solo, numa curva similar. Tudo isto é consequência do princípio, ativo como as vibrações procedentes do sol que atingem a vida vegetal na terra. Estas reproduzem em miniatura seu impulso ao longo dos céus do espaço, e nelas mesmas imitam as órbitas das constelações. Quando chegamos na vida animal, encontramos o mesmo princípio trabalhando, já que os pássaros não voam nem nadam em linha reta, mas inclinados fora do prumo, e, dado um percurso de extensão suficiente a mesma formação apareceria. Aos animais, tanto do mar como da terra, a mesma regra é aplicada, mas nem sempre ela é vista tão amplamente como nas ordens mais baixas de vida, porque aqui é aplicado o exercício do livre arbítrio, o qual produz impulsos excêntricos da regra central.
No sentido inverso, a lei é mais aparentemente percebida sendo cumprida quanto menor for o livre arbítrio entrando na composição. Preciso apenas mencionar, para exemplificar, a concha do caracol e muitas das conchas dos animais marinhos, onde o instinto está no lugar do livre arbítrio. Por outro lado, no que concerne ao homem, o princípio é visto operativo na maioria dos temas onde a sua individualidade é menos aparente que o direcionamento geral da Mente de sua raça. Assim: a civilização procede do leste ao oeste, de tempos em tempos circundando a terra. Obedece a liderança do Sol Central da terra.
Mas o meridiano do Sol não viaja em linha reta ao longo do equador, mas inclinase, ora para o norte, ora para o sul, conforme a terra inclinase de uma forma ou outra. Este impulso da terra é reminiscência da antiga regra e mostra a origem da terra do estado nebular, de onde obteve o mesmo movimento espiral. Mesmo assim, o caminho da civilização, circundando a terra, nunca atravessa a mesma região duas vezes em seguida. Através do tempo, a onda civilizadora alcança o ponto de longitude que marca sua revolução formadora quando a terra inclinouse em seus polos, o norte em direção ao sul, e o sul em direção ao norte, em alguns graus. Como o caminho do impacto das radiações solares sobre a terra é variado, também é assim o caminho da marcha para frente da civilização, que, por sua vez, nada mais é que outro modo de se dizer “revelação”.
Se você pensar na localização da Lemúria ou da Atlântida e seus sucessores no progresso da experiência humana, verá o que quero dizer. Mais adiante, não somente a respeito do caminho que toma localmente, mas para a realização também, o princípio se mantém. Isto é mais difícil de lhe explicar. Aqui é claramente visto por nós, porque vemos o trabalho mental íntimo da raça, não apenas mais vividamente, mas também numa extensão mais ampla de tempo. Desta forma sou capaz de dizerlhe que o progresso da raça humana sempre segue para adiante, mas numa gigantesca espiral, apesar de tudo.
Faria melhor sugerirlhe o que lhe digo relembrandoo 300 – Reverendo G. VALE OWEN do ditado “Não há nada de novo sob o sol”. Não é verdade, mas traduz uma verdade. Você ouve de vez em quando que foram feitas novas descobertas, mas logo é descoberto que foram antecipadas alguns milhares de anos atrás. Bem, eu não colocaria desta forma.
Diria, em vez disso, que esta nova descoberta apareceu durante o período em que a ciência atravessa a rampa exatamente em cima da secção de caminho inclinado abaixo na espiral quando então sua descoberta foi feita. Porque a espiral é sempre ascendente, e sempre retorna sobre as voltas de seu curso. E estas novas invenções são novas apenas no sentido de serem adaptações das descobertas científicas no ciclo prévio da espiral da civilização. Poderia, por favor, dar‐me alguma ilustração? A utilização das moléculas do éter a serviço da humanidade ilustra isso.
Você notará que o atual estágio avançado deste ramo da ciência foi trabalhado muito gradualmente. Começaremos com o processo de combustão pelo qual o gás era liberado; o calor era gerado, e com o calor o vapor foi produzido. Isto foi seguido pela aplicação deste mesmo gás, mas descartando o intermediário vapor. Então um sistema mais fino de vibrações etéreas foram comprimidas a trabalho, e agora a eletricidade está rapidamente suplantando o vapor. Mas outro passo avante vem sendo dado, e o que chamam de ondas de telegrafia sem fios estão começando ser descobertas como sendo mais potenciais ainda.
Agora, tudo isto já foi feito antes, em variados graus de perfeição, pelos cientistas das antigas civilizações, o que para vocês se tornou quase de memória mítica. O próximo passo adiante também é previsto. É a substituição das ondas mentais pelas ondas etéreas. Isto também alguns poucos dos de maior e de mais alta evolução entre aqueles precursores compreenderam em sua ciência. Não lhes foi permitido que transmitissem adiante seu conhecimento aos seus colegas, os quais não eram moralmente evoluídos para fazerem uso correto.
Nem será dado à atual raça dos homens aperfeiçoar isto como uma ciência exata até que tenham progredido mais em competências espirituais. De outra forma prejuízos proviriam à raça, e não benefícios. Mas o atual ciclo de progresso ultrapassará, neste tema, além daquilo que está no ciclo precedente porque, neste ponto, naqueles dias, pararam e não foram adiante. Seu declínio estabeleceuse, e aquilo a que chegaram gradualmente foi absorvido pelas esferas espirituais, para ser conservado até que a próxima raça tenha sido preparada e trazida a tal estado de perfeição que os qualifique para receberem tudo de volta novamente, com o acréscimo do momentum, pela inspiração dos que foram seus guardiães durante as eras em que permaneceu inativo a seu cargo. Chame as esferas espirituais de interiores e a esfera terrestre de externa e você terá o mesmo princípio de movimento reproduzido ao qual nos ativemos no átomo do éter.
Há muito mais que isso na matéria, mas não é de nossa competência colocar em palavras para que você entendesse. É suficiente dizer que o princípio que esquematizamos para mostrarlhe sustentase bem, não somente a respeito da dinâmica da ciência, posso assim chamar o que acabo de exemplificar agora, mas também das ciências de governo, de cultivo de espécies vegetais e de animais, e a ciência da astronomia e da química. A astrologia e a alquimia foram as duas análogas correspondentes à astronomia e a química dos dias atuais? Não, meu filho, com certeza não. Estivemos falando a você esta noite em eternidades, não em séculos.
A astrologia e a alquimia são parentes imediatos das duas ciências modernas. Estão no mesmo ciclo desta gigantesca espiral da qual lhe falo, mas algumas polegadas afastadas, quase que no mesmo nível de ascensão no plano inclinado. Mas a química servirá para um tema para darmos uma palavra maisa você antes que lhe digamos boa noite. É a forma mais externa de expressão da atividade daqueles Mais Elevados que guia a corrente de vibração procedente da Grande Mente Central Única 301 – A VIDA ALÉM DO VÉU para a diversidade e para a diferenciação. Da unidade todos estes elementos químicos procederam, pelo caminho da diferenciação da unidade para as partes, e então para as partículas, à medida que a corrente vital os emanou para fora vindos de Deus, através do Espírito, para emergir como matéria.
Então, tendo alcançado seu ponto mais baixo, aquele impulso então se volta sobre si mesmo e está subindo internamente. A química analítica está obedecendo este impulso conforme seu curso externo, da unidade para a diversidade. A química sintética já está tropeçando e de alguma forma tenta desajeitadamente encontrar sua tendência. Seus esforços voltamse da diversidade em direção à união dos elementos novamente. Já virou a espiral externa do átomo cósmico, quando no curso para dentro continuará o mesmo ímpeto, para emergir mais uma vez em seu caminho mais exterior, mas sempre em espiral.
Lembre nossas palavras dadas em nossa última vinda concernentes a isto e cheque nossas palavras desta noite por elas. Arnel+ Nota:Antes desta mensagem, Mr Vale Owen iniciou a sessão formulando a seguinte pergunta: Qual é seu desejo esta noite, senhor? Continuar nossa descrição da lição que aprendemos na Manifestação. Não pude compreender aquela última parte sobre os análogos. Pareceu‐me quase insensato.
Eu transcrevi corretamente? Quase. O que você esqueceu é nossa aplicação. Você estava distraído demais para que continuássemos. Faremos isso agora.
Sexta, 22 de março de 1918. Nesta noite vamos continuar nosso tema dos princípios que emergem de estudos da proveitosa ordem do universo da criação da forma que pudermos continuar sobre Manifestação que lhe descrevi. Falei do princípio da espiral da operação das forças, e agora vou falarlhe de outro princípio que aprendemos. Em todo o departamento da vida criadora há um impulso latente com o qual aqueles que são encarregados de conduzir o desenvolvimento devem contar e se adaptar. Esta influência contrária tem origem antiga, devida ao efeito dos esforços daqueles que esquematizaram aperfeiçoar uma Manifestação Divina na matéria.
Havia naquele tempo, muitotempo atrás, alguns que tinham em mente tomar um atalho à perfeição e outros que escolheram o caminho mais longo. Estes dois grupos não entravam exatamente em conflito, mas a variação de seus esforços extrapolou de alguma forma, e a confusão que se seguiu causou tudo o que hoje o homem chama de mal. Todas as coisas estão seguindo em direção à perfeição, mas tão grande é o campo de atividade que o período deve ser necessariamente longo, se o contarem em dias ou anos. Do ponto de vista destes que estão na Presença de Deus, nem é longo nem curto, mas um evento contínuo, como um rio–quando considerado como uma unidade–queavança da fonte ao mar. Você verá como esta diversidade no desenvolvimento da criação surge mesmo nos reinos mais exteriores, nos quais sua atual consciência terrestre atua.
Porque a própria terra é espargida, e quase toda feita disso, com as tentativas anteriores de sabedoria que evoluíram até o presente acúmulo, por um lado de faculdades que ainda estão no processo de desenvolvimento, e por outro dos materiais que serviram para seu propósito no grande esquema do progresso, e foram postos de lado como refugo, à medida que a vida tornouse 302 – Reverendo G. VALE OWEN mais refinada e necessitava de instrumentos mais delicados e intrincados para sua expressão. Mas enquanto isto é verdade sobre algumas destas ruínas das eras passadas, outras testemunham o fato de que, em alguns casos, uma direção foi tomada e levava a um impasse onde o ímpeto para frente encontrou o veículo inadequado para sua expressão, tornouse restrito, o pulso vital foi ficando fraco, caiu em inércia, e aquela linha de atividade evolutiva chegou ao fim. Aqueles grandes mamíferos e répteis, dos quais vocês têm os remanescentes em forma fossilizada, eram maravilhosos produtos da energia criadora muito habilmente empregada. Mas quando vistos do mais avançado ponto de vista deste atual estágio de evolução, eles parecem rudes e fruto de trabalho artesanal desajeitado.
Apesar disso, é bom lembrar que alguns deles foram grandes blocos que foram usados no assentamento das fundações sobre as quais um templo muito enfeitado de energia viva e progressiva está ainda hoje sendo construído; e, ao se contemplar estas fundações, podese estimar quanto este prédio progrediu em desenho, e também se pode perceber quão alto é o pé direito daquele andar no qual agora vocês estão para admirar a paisagem dos céus distantes naquelas regiões do espaço onde ainda estão evoluindo trabalhos de outras grandes Hierarquias que hoje estão, em seu próprio caminho, mobiliando novos mundos no estágio em que a terra estava quando estas fundações da vida atual foram construídas. Agora, o mais adiantado princípio do qual falo é: o curso do desenvolvimento deve tomar uma linha dupla de direção. Esta direção deve ser primeiramente para fora, da unidade para a diversidade de expressão, como já explicamos. Mas também ao longo desta linha de movimento deve seguir sua gêmea, que é: que o progresso tome a direção do espiritual sempre no sentido da matéria. É como dois corredores correndo seu caminho lado a lado.
Um é chamado “Da Unidade para a Diversidade”, e o outro é chamado “Do Espírito para a Matéria”. Estes dois deve manterse juntos passo a passo. A nenhum deve ser permitido que ultrapasse o outro; porque não correm para vencer, exceto para vencer atingindo a meta externa juntos. Houve aqueles que esquematizaram encurtar este curso suspendendo prematuramente a tendência, antes que todo o caminho externo fosse cumprido, fazendo voltar novamente o desejo de vida criadora para dentro em direção ao espírito antes que o posto mais externo tivesse sido alcançado e circundado. Este posto é a expressão material desta atividade criadora que seus cientistas chamam de Universo.
Não é o Universo em si. É a expressão mais exterior de uma manifestação mais interior de um ciclo ainda mais profundo de desenvolvimento, atrás do qual há aqueles Senhores da Criação que por sua vontade energizante guiam a grande frota de sistemas solares em sua viagem através do espaço da matéria em direção ao porto onde inverterão seu curso e mais uma vez retornarão para seu lar. Mas quando isso acontecer, não será preciso navegar no retorno sobre sua rota da ida. Porque, tendo acumulado em suas atividades toda a riqueza de múltiplas expressões de vida, conforme foram atravessando o tempestuoso curso externo, agora devem navegar para casa por mares ensolarados, Marinheiros Mestres todos eles, e Príncipes eles próprios, que enfrentaram e venceram, eles que, quando iniciaram, eram apenas remadores e estivadores. Agora, foi quando alguns dos Grandes Senhores Criadores programaram encurtar aquela viagem que o desastre aconteceu.
A frota já havia viajado algumas eternidades, e então voltou do meio do oceano, navegando a velas plenas. Neste lugar há ventos fortes e mar agitado, e os navios perambularam tanto que alguns colidiram e quase afundaram juntos. Assim perceberam que deviam navegar com o vento a favor, e o curso foi mais uma vez retomado para seu destino original. Bem, a frota chegou até aqui, mas os navios estão danificados no casco e com as velas rasgadas, e com muitas evidências das tempestades que enfrentaram no caminho. 303 – A VIDA ALÉM DO VÉU Para tornar mais claro o que eu queria dizerlhe: O Oceano é o reino do Ser expressado em expansão exterior da Mente do Infinito e do Único Um. A frota é o Universo que foi trazido à existência por Seu comando e pelos Senhores Criadores de quem falei.
O porto no qual o curso exterior deve terminar é a atual expressão material do Universo onde vocês se encontram atualmente. O curso em direção ao lar é este em que atualmente estão; porque o ponto mais externo foi atingido, e justamente agora está sendo circundado. É o circundar deste ponto, é a saída dos recipientes de proteção da inércia da matéria em direção ao elemento mais ativo do mar aberto, que é a causa do grande desassossego em todas as direções na atualidade. Logo as velas vão enfunar e partirão equilibradamente de bombordo a boroeste do casco, os cascos vão se pôr a caminho de casa, e tanto os oficiais como a tripulação, agora com destino ao lar, estarão com alegre disposição, e sempre, enquanto a frota sulca o oceano do Ser, mais e mais próximos estarão do porto de onde partiram tantas eras atrás, e a felicidade e a paz vão se unir a eles à medida que andarem de encontro às boas vindas que os esperam a bombordo, muito longe a leste, onde a luz já está rompendo a aurora e o sorriso de Deus é visto. Quando o problema começou, Arnel?
Quero dizer, em qual estágio de progresso estes Senhores Criadores começaram a errar? Há muito mais tempo atrás do que sou capaz de indicar, meu filho. Também, apesar de que sob seu ponto de vista parece que eles tenham errado em suas considerações, não é necessário que assim seja. Estou além de você na linha do progresso, mas um pouquinho só, e entretanto eu e aqueles que são meus companheiros aqui parecemos enxergar que o que chamaríamos de erro será visto desta forma apenas quando chegarmos no porto, não deveríamos considerálo agora. O que vemos e pensamos ser o mal e o imperfeito é somente a volta mais externa das pequenas ondas na praia pedregosa de uma minúscula ilhota, um grão no meio de um Oceano que é infinito.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.