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Capítulo 86 de 87
Parte 86 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Pois, enquanto o homem pronunciou aquele estranha conversa naquele caminho, Habdi havia captado um relance de um brilho luminoso que saltou sobre ele. Por esse brilho, naquele curto instante, ele soube quem o homem era, comunicador, não de seus pensamentos, mas dos de alguém mais, cuja casa era bem além dali. 465 – A VIDA ALÉM DO VÉU XII FORA DE LAÇOS Quarta, 6 de janeiro de 1921. Além da encruzilhada para a Alameda Verde, da qual lhe falei quando relatei a conversação que Habdi teve com o Doutor, há um jardim circular. É circundado por uma cerca alta que ali se abre e enclausura este local, fazendo do jardim um refúgio afastado para quem busca algum lugar assim, para uma conversa silenciosa ou para a meditação. Aqui há uma fonte e canteiros floridos e bancos.
É um pequeno santuário muito agradável. Aqui sentavamse Shonar e Habdi quando para lá veio um dos jovens homens do Forte, para conversar com Shonar. Ele contou que o Doutor havia deixado a Casa, e com ele havia ido o jovem Jean, que era irmão de Claire, a moça de quem já lhe falei. Ninguém os havia visto sair, mas os registros mostravam que não fazia muito tempo que estavam ausentes, e que haviam seguido em direção à casa do Ferreiro. Shonar pensou por um momento, então levantouse e disse, “Habdi, meu filho, isto é para eu e você encararmos.
Venha.” Assim seguiram. Passaram para fora daquele estado por uma porta na parede da esquerda; quando se olha em direção às montanhas, é a parede que vai do lado do Forte para as montanhas. A alguma distância dali estava a região onde trabalhava o Ferreiro. Ele não estava em Casa, nem estavam os dois que deveriam ser encontrados pelas redondezas. Então Habdi disse, “Meu senhor Shonar, sintoos a alguma distância daqui, cadaum dos três.
Mas há uma divisão entre eles; dois e um.” “É assim,” respondeu Shonar, “os dois fugitivos ainda não chegaram ao seu amigo, mas estão indo com alguma pressa em direção a ele.” Então eles saíram novamente e vieram sobre os dois apressados ao longo da ravina. Eles estavam silenciosos a maior parte do tempo, mas de vez em quando um falava algumas poucas palavras para apressar o companheiro. Shonar e Habdi foram com eles de forma invisível, e rapidamente, tendo captado algo do que sucedia, seguiram em frente, deixando os dois apressados em seu caminho em frente. Logo chegaram a um espaço aberto. Era uma planície ampla, e à esquerda havia um mar de águas salgadas.
A luz aqui era muito mais escura que sobre a casa do Ferreiro. Foram diretamente ao longo da margem e, enquanto iam, Shonar disse, “Meu filho, o Ferreiro permitiu que seu zelo sobrepujasse a sua sabedoria. Ele foi além dos limites em que o coloquei a trabalhar, e está em perigo lá, fora de suas condições e em lugar estranho.” “Por que ele agiu tão estranho, bom Shonar?” disse Habdi, e Shonar respondeu lhe: “Eu já disse, meu filho. Foi por ter visto trabalho a ser feito lá, e não parou para considerar suas chances. Há mais uma questão ainda, Habdi meu filho, e que é mais trabalhosa para a sua solução.
Como souberam, o Doutor e seu jovem companheiro, que o Ferreiro tinha necessidade de socorro?” Eles seguiram algum tempo em silêncio. Finalmente Habdi disse, “meu bom pai, vem à minha mente que talvez eu possa ver luz nesteproblema.” 466 – Reverendo G. VALE OWEN “Somente talvez?” “Estou ainda perplexo, bom Shonar. Posso colocar a chave na fechadura, mas ainda não posso virála.” “E que chave é essa que serve, e contudo não serve?” “A chave é esta. Encontrei algo estranho entremeado nos elementos da composição do Doutor.
Ele tem a faculdade da intuição. Por ela, ele me disse palavras estranhas enquanto andamos juntos pouco tempo atrás. Esta é a minha chave.” “Uma boa chave também, e feita para esta fechadura, digo eu. Mas o que a prende que não podegirar?” “Penso que a sua intuição está voltada para as altas esferas, e não em direção a estas regiões mais escuras onde o Ferreiro trabalha.” “E nisso é onde a chave está presa? Meu filho, pode virála rapidamente se virar para a direita, em vez da esquerda.
Se o Doutor tem contato de alguma intensidade com as esferas acima, então foi de lá que o comando de perigo veio a ele. Lembrese, meu filho Habdi, que o Ferreiro tem na Clareira sua esposa e filhos. Há muito amor entre eles todos, e ela sentiu sua necessidade. Desta forma enviou uma palavra ao seu amigo, o Doutor.” Agora Shonar chegara à verdade do tema em geral. Mas se perdeu em um detalhe.
A mensagem de socorro e cuidado de fato havia sido mandada por sua esposa e seus filhos, que reforçaram os poderes de transmissão com a ajuda de um grupo de amigos. A esposa havia sentido que seu querido estava tenso, e rapidamente enviou sua ajuda. Eles, porém, projetaram a mensagem dirigida diretamente ao Ferreiro. Mas a simpatia de espirito entre ele e o Doutor, seu amigo, favoreceu que este último interceptasse a mensagem ainda no ar. Ele pegou o sentido de “Ferreiro”, “perigo”, “ajuda” e coisas assim, e, buscando o jovem Jean, lançouse em pronto socorro e partiu.
Como fez Shonar, também eles saíram pela porta lateral, e portanto não foram vistos deixando a Casa. Shonar veio até o Ferreiro, que estava em pé com suas costas em algumas rochas que estavam entre ele e o mar. Diante dele havia uma grande multidão de pessoas. Algumas estavam deitadas no chão, algumas em pé, e algumas subiram em outras rochas para vêlo melhor. Ainda invisível, eles se lançaram para perto e observaram o que estava acontecendo.
O Ferreiro estava falando. Ele disse, “Vocês são muito numerosos, meus amigos, mas tenho um bom propósito. Vocês podem me machucar, verdadeiramente, mas não podem me matar.” “Também digolhes, quanto mais maldade fizerem, mais aumentarão o tamanho do caminho que há entre vocês e aqueles céus brilhantes dos quais lhes falei. Há agora mesmo três devocês no Santuário, esperando por vocês.” Havia um homem em pé, à frente da multidão. Ele tinha a face mais escura que a maioria deles.
E tinha mais força de caráter e de intelecto. Foi ele quem respondeu ao Ferreiro. Ele disse, “Sim, nós já o tivemos como companhia antes, meu bom homem. Naquela vez, você me roubou aqueles três submissos meus. Mas isso foi quando nós vagávamos dentro dos limites consignados à sua jurisdição pelo Senhor no Forte.
Aqui é você que deve ter se perdido e tem poderes menores por aqui. Também nem conhece bem por aqui.” O Ferreiro arguía e exortava com muita paciência. Ele lhes contou de como havia chegado tão longe, tendo os visto de além da ravina enquanto eles caminhavam para o mar. Ele os havia seguido para poder contarlhes do progresso realizado por aqueles que tinham seguido antes deles. Ele pediu que viessem com ele, e ele obteria uma saída para os três, para que viessem do Forte por algum caminho através da planície, e eles mesmos poderiam dar testemunho destas verdades.
Alguns deles tinham em mente seguilo. Mas seu líder 467 – A VIDA ALÉM DO VÉU segurouos laçados pelo medo, e eles ficaram quietos, exceto por uma furtiva exclamação aqui e ali. Então o líder falou novamente, “Agora estamos indo atravessar as águas para lá, porquenos falaram que além dali há uma terra de liberdade onde nenhum Senhor do Forte tem influência, e podemos fazer o que queremos, sem permissões ou proibições. E você deverá vir conosco como garantia.” “O que quer dizer, garantia?” “A terra nos é estranha. A embaixada que veio até aqui falounos bastante e deu nos uma boa descrição de seu país e povo.
Mas nós não vamos mais nos aventurar. Pode ser que achemos perigo lá adiante. Se isso acontecer, então mandaremos para seu poderoso Senhor certas palavras que vão apressálo em socorrer você, nosso provável socorrista. E quando isso acontecer, então tomaremos cuidado para que não vá sozinho.” Ele se virou e deu algumas ordens para os que estavam próximos a ele, e então se aproximou do Ferreiro e laçouo. Ele poderia têlos derrubado, já que eram todos fracos, exceto o seu líder, e somente ele era forte.
Mas ele não opôs resistência a eles. Submeteuse com mansidão à sua captura, e disse meramente: “Meus amigos, devo fazêlos desistir desta grande tolice. A terra lá adiante é uma terra temível, e as palavras que lhes trouxeram aqueles que de lá vieram são falsas. Não obstante, se vão para lá, irei com vocês, porque pode ser que eu possa ajudálos. Vocês são fracos de sabedoria e fracos de amor, mas não são totalmente maldosos.
Pela mesma razão serão fracos lá, no meio dos que são, em sua própria região, fortes em maldade.” Habdi pôs sua mão sobre o braço de Shonar e disse: “Meu senhor Shonar, este sacrifício não pode ser feito. É grande demais. Vamos nos condicionar ao estado deles e detêlo?” Mas Shonar não se moveu. Ele estava olhando na direção da ravina. Habdi continuou, “Meu bom pai, eles já o têm no barco, e ele não faz resistência.
Vão leválo embora, bom Shonar.” Shonar ainda não se movia, nem dava um sinal. Então Habdi disse, “O senhor não olha para cá, bom Shonar. Vejo como o colocaram a bordo, e os outros barcos estão se enchendo agora. Logo começarão a velejar. Não deveríamos socorrêlo, Shonar?” Então Shonar respondeu, “Não há necessidade de forma alguma, meu filho.
Veja, estão chegando os outros dois. Tiraremos esta boa ação de quem busca por ela? Bravos companheiros, também, eles são. Veja como chegam correndo, e não temem o perigo.” Da direção da ravina, as duas figuras estavamavançando rapidamente. Logo eles viram o que estava acontecendo, e apressaramse ainda o que podiam.
Não pensavam no perigo. Queriam dividilo com seu amigo. Mas quando chegaram mais perto, Habdi viu o que Shonar tinha em mente. Estes dois, o Doutor e Jean, haviam progredido muito desde a chegada ao Forte. Eram agora potencialmente da Esfera Três.
Desta forma não acharam possível tomar rapidamente as condições desta região tão mais escura. O Ferreiro, por causa de sua moradia na Casa, foi capaz de fazêlo, porque ali não era tão afastado das condições de sua terra além da ravina. Por isso ele apareceu como seus captores, e não estava mais brilhante que eles. Mas estes outros dois, que vieram com tanta pressa para lá, estavam em outro aspecto. Eles estavam brilhantes o suficiente para serem vistos facilmente nesta região escura.
Quando se aproximaram, as pessoas saíram de todos os cantos e correram direto para os barcos. O Ferreiro viu, mas não os reconheceu logo, porque sua visão estava restrita, como era a de seus captores. Ele somente via dois homens de aspecto mais brilhante que os outros. Mas quando o Doutor falou, então ele o reconheceu e a seu companheiro. O Doutor disse, “Venha do barco, bom amigo.
Não mais será ferido. Mas por que 468 – Reverendo G. VALE OWEN permitiu tamanha afronta sobre si, o senhor que deveria ter deixado tudo de lado e voltar ileso?” “Tenho um plano para agir assim, meu amigo,” replicou o Ferreiro, “mas pensei um pouco, e disse para mim mesmo que não ajudaria estes pobres fracos desta maneira. Então parei. E, bom Doutor, e você, jovem senhor, saibam disso também... apesar de que, ao dizer isso, firo quem veio até aqui com seu bom intento.
Não posso ir com vocês; somente com a licença deste homem ali, porque prometi ir com estas pessoas.” Nesta hora o líder foi capaz de endurecerse para ser resoluto o suficiente no propósito e enfrentar o brilho maior dos recém chegados. Ele se aproximou até estar a três jardas de onde eles estavam. Ai ficou, porque a proximidade da presença deles causou muito mal estar de corpo e mente. Então eles falaram que ele deveria soltar o Ferreiro por sua palavra, pois ele era amigo deles. “E se eu não fizer o que desejam, senhores?” “Então nós também iremos com vocês, em sua companhia na pesquisa que faz nas terras para lá," disse Jean; e o Doutor acrescentou, "Eu, no barco com você, e este meu jovem amigo no barco com o seu cativo.” Ambos aproximaramse dele e seguraramno com as mentes para que ele não se movesse.
Sua face ficou distorcida pela dor, e suas costas dobraramse de tanta tensão. A corrente de suas vibrações mais elevadas era como uma corrente de hidromel sobre uma ferida aberta. O hidromel é doce e agradável a um paladar saudável. Para um machucado aberto traz muita agonia. Finalmente eles afrouxaram suas vontades um pouco, e ele pôde andar para se afastar deles alguns passos.
Então o Doutor disse, “Agora vá lá para o barco, e afastese um pouco da margem.” Quando ele acabou de fazer isso, o Doutor falou à multidão que se encolhera de medo pelo que estava acontecendo, e pela visão da vergonha de seu tirano. Então o Doutor faloulhes: “Meus amigos, o que viram não precisa de palavras para explicar. Estamos indo, e estaremos no Chalé do Ferreiro por um tempo. Deixem os que têm coragemde seguir.” Assim os três amigos começaram a andar ao longo da margem em passos lentos. Então Shonar disse, “Habdi, meu filho, aquele Doutor tem uma segurança de si mesmo que dá prazer de ver.
Aqui, ele é um fugitivo de minha guarda e, por isso, reprovável. E aqui, ele prova a si mesmo ser um mestre de homens, para ser muito recomendado por sua habilidade e suas decisões rápidas. Aquele jovem Jean também se mostrou um bom seguidor de seu amigo. Ademais, o Ferreiro está qualificado, da mesma forma, para uma reprimenda naquilo que se aventurou além dos limites que lhe demarquei. Uma bela escapada, esta, Habdi, meu filho.
E eles três não parecem doentes de jeito nenhum. Veja você, agora, onde andam ali, os três com os braços despreocupadamente entrelaçados pelos ombros, parecendo três artigos defeituosos amarrados para uma feira. Sim, Habdi, um belo grupo esse. Bem, devemos achar ocupação que convenha aos seus poderes ampliados. Eles estão tolhidos em seu atual estágio de trabalho.
Isto pelo menos posso ver com visão segura." Agora, meu filho, você vai querer saber o que aconteceu até aqui. Contarei apenas alguns detalhes agora, porque suas forças estão exauridas esta noite, e você começa a amolecer um pouco no trabalho. De toda aquela multidão, apenas metade seguiu a marca da sola dos sapatos do Ferreiro e seus amigos. Mas, daquela época em diante, o líder nunca mais foi capaz de impor sua autoridade sobre eles como antes. Eles pararam de temêlo, e os que gostaram disso, seguiram seus caminhos.
Alguns atravessaram o longo caminho através da ravina, e o Ferreiro os encontrou e os levou para cuidar. Outros vagaram por outros lugares. Somente alguns ficaram ainda na companhia daquele que foi um dia seu líder, os que eram 469 – A VIDA ALÉM DO VÉU espíritos afins a ele. E do Doutor e Jean, eu falarei que ficaram apenas mais um pouco de tempo com o Ferreiro em sua Casa. Eles sabiam que haviam quebrado as regras e, com alguma vergonha, agora que sua ansiedade por seu amigo havia passado, apressaramse em seguir até o Forte.
Não reentraram nos jardins pela porta lateral. Sentiram que ficariam mais contentes por encarar o assunto de frente. Então, voltaram os gazeteiros prontos para assumirem suas faltas e levarem suas reprimendas. Desta forma entraram pelo caminho do Grande Portão. Fim 470 – Reverendo G.
VALE OWEN GLOSSÁRIO Shonar – que tem um papel principal nesta narrativa, é apresentado e descrito como sendo normalmente de uma estação mais elevada da esferas espirituais; mas ele renunciou esta dignidade a que tinha direito, para trabalhar entre os recém‐chegados da terra, particularmente entre os que pelas próprias faltas encontram seu lugar dentro das regiões de escuridão dos “Planos Exteriores”. Ele tem muitos séculos de serviço em sua conta, mas tem estado muito ativo especialmente nas épocas de distúrbio e revoluções da Terra – como, por exemplo, no reinado de Ivan, o Terrível, na Rússia; durante a Revolução Francesa; e no tempo de Henrique VIII, da Inglaterra. Seu trabalho consiste em lidar com as vítimas que são arrebatadas drasticamente para o próximo mundo, com suas mentes cheias de ódio e terror e pleiteando vingança. Suas maneiras e aspecto, enquanto engajado neste trabalho, mostram uma mistura quase rude de ternura e força. Ele é alto, quase seis pés e três polegadas, e sua pele é como queimada pelo sol.
Sobre seu cabelo, que é castanho escuro e cai cacheado até os ombros pelos dois lados de sua cabeça, ele usa uma faixa lisa de ouro velho. Sua túnica, não da seda usual, mas mais parecida com armadura em seu brilho, vai até o meio da perna, e é orlada com uma faixa vermelha. Exceto pelo cinturão de ouro velho, este é seu único enfeite, e seus braços e pernas são nus. Arnel relata como Shonar visitou a esfera Sete para pedir trinta e cinco voluntários para ajudá‐lo a lidar com algumas pessoas na esfera Três, que haviam acabado de chegar da terra por uma morte violenta. Wulfhere – mãe de Shonar, foi posta como encarregada deste grupo de trabalhadores da esfera Sete, que voluntariamente ajudaram a multidão de recém chegados na Esfera Três que, tendo sido massacrados por seus opressores, retornariam ao plano terrestre e clamariam vingança de seus inimigos ainda na carne, se deixados por si mesmos.
Ela é descrita como sendo quase da altura de Shonar. Sua face é de formato bonito e de bela compleição, seus olhos são azuis escuros, seus cabelos são quase negros e arrumados em tranças presas em sua cabeça. Sua personalidade é forte, e ela tem a aparência de estar pronta para a ação, mas seu caráter é lindo e doce. James–umEspírito recém‐chegado na vida espiritual, como a força de trabalho é contada lá, é, não obstante, uma das grandes almas que, não sendo contado como um dos grandes na terra, são avaliados em seu merecimento completo quando passam para o Futuro Estado. Por esta razão, ele foi rapidamente conduzido para a Esfera Sete, e logo pediu para que lhe fosse dado trabalho para cumprir perto da terra, entre os que estavam em condições tumultuadas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.