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Capítulo 42 de 87

Parte 42 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Mas, assim  sendo, a matéria sendo percebida é apenas um efeito do fenômeno da energia dinâmica  que,  acrescentada  à  inércia,  produz  movimento. O  movimento  em  si  é  a  soma  das  atividades  da  vontade,  consideradas  potencialmente. A  vontade,  passando  do  estado  potencial  à  sua  percepção,  torna­se  movimento  regulado  de  acordo  com  a  qualidade  daquela vontade particular que é o seu criador. Consequentemente o Criador de tudo,  trabalhando através doCristo, produziu, depois de eras de impulso contínuo, o cosmos. Agora, se formos capazes de esclarecer a você de qualquer forma o que está em  nossas mentes, você perceberá que o Cristo estava no universo material desde a incepção e,  sendo assim, Ele estava também na esfera da terra enquanto ela assumiu gradualmente  primeiro a materialidade, e então a forma, e por último tornou­se por sua vez intérprete do  significado do trabalho de eras que se tornaram articuladas, ao final, à gênese da Terra.

Isto é, reproduziu dela mesma o princípio de criação e deu­lhe expressão. Pois da terra  vieram os minerais e os vegetais e as formas animais de expressão de vida. Você vê, amigo,  no que isto resultou? Significa não menos que a Terra e todo o Cosmos material é o Corpo  do Cristo. O Cristo que veio à Terra?

O Cristo Que era Uno ao Pai e, sendo Uno ao Pai, era a Expressão do Pai. Jesus de  Nazaré era a expressão do pensamento do Pai, encarnado como Cristo para a salvação da  Terra. Pense  um pouquinho, porque vejo um leve distúrbio em sua mente. Nos outros  planetas de seu Sistema há seres não parecidos com os homens. Em planetas de outros  Sistemas há seres não semelhantes a homens também.

Em outras constelações há aqueles  que  são  relacionados  razoavelmente  a Deus  e  Seu Cristo e  podem  comungar  com seu  Criador,  como fazem os homens. Mas não são de forma humana, nem usam da forma  humana de comunhão de pensamento que vocês chamam de fala. E mesmo assim o Criador  e seu Cristo permanecem na mesma relação com eles que eles têm com vocês. E tem sido  necessário, e ainda é, que seu Cristo torne­se manifesto a eles de vez em quando, na forma  a que eles mesmos evoluíram. Mas, então, Ele vai até eles não como Jesus de Nazaré, na  forma humana, que para eles seria menos útil senão estranho.

Ele vai a eles na forma deles  e com seus meios de comunhão, e usa seu próprio processo racional. Isto seria óbvio, exceto  àqueles  que,  tendo  lançado  ao  vácuo  do  espaço  atrás  deles  a  teoria  geocêntrica  materialmente considerada, têm ainda esta teoria envolvida sobre eles espiritualmente,  como os trapos de uma múmia, assim pouco podem se mover, ou ver que além de seu  pequeno  mundo  há  outros  de  tão  grande  importância  ao  Criador  quanto  é  a  nossa  pequena terra. Assim dizemos a você, o Cristo que veio à Galileia era não só a expressão da  Terra do Cristo Universal, mas também o verdadeiro Cristo. Agora deixe­nos chegar a um fim, se bem que não lhe falamos nem um pedacinho  da  gloriosa  e  esplêndida  história  da  rima  e  do  ritmo  dos  eões  e  seu  nascimento  e  casamento e sua chegada em direção aos sóis que sorriem para suas crianças menores de  hoje. 228 – Reverendo G. VALE OWEN  O Cristo, então, desceu com matéria como a matéria desceria – por precipitação,  se  quiser  assim  –  fora  das  energias  da  dinâmica  espiritual.

Foi  incorporado  em  vida  mineral, pois por Ele toda a matéria é composta. Foi acalentado pela rosa e pelo lírio, e  toda a vida vegetal era a Sua vida, pela sustentação d’Aquele que deu de sua beleza e  maravilhas que vieram em direção da matéria movendo­se em direção à razão, mas, no  ponto mais alto, somente tocando a bainha da vestimenta da atividade racional. E Ele Se  tornou manifesto também na vida animal na terra, pois os animais, como o homem, são  sua evolução. A mais alta expressão de Sua vontade era a humanidade. E no tempo certo  Ele veio do invisível em direção ao mundo visível.

Ele, que havia feito o homem, foi feito Ele  próprio homem. Ele, por Quem o homem veio a ser e continua, pensou na matéria e Seu  pensamento tomou expressão em Jesus de Nazaré. Então Ele Que foi o Agente Ungido do  Criador para fazer o homem, tornou­se Ele mesmo o Filho do Homem, a quem Ele tinha  feito. É suficiente, amigo. As suas demais perguntas esperarão nossa próxima vinda.

Deus e Seu Cristo, Que Se uniram para trazer você à forma de homem, amigo, alegram­se  por você naquilo que você apreender, ajudar outros a entenderem, o esplendor de sua  filiação e seus destinos. Sexta, 14 de dezembro de 1917. Nós lhe falamos, amigo, da Descida de Cristo para a matéria, como você nos  inquiriu. Agora, deixe­nos continuar na estrada normal, na continuidade daquilo que já lhe  transmitimos. A estrada agora não vai para o útero do cosmos material, mas acima, para o  espiritual, e em direção ao estado que resulta na perfeição espiritual que vocês chamaram  pelo  nome  de  a  Casa  do  Pai.

Esta  é  a  fronteira  do  conteúdo  atual  do  universo  na  imaginação do homem. Ele não pode ir mais adiante vislumbrar aquilo que ele concebe  como as possibilidades de Ser. E, todavia, nós aqui chegamos a saber que o Espírito, sublime como é em essência,  não é a soma do Ser. Como para além do reino material prolonga­se o espiritual, assim  também, além destas distantes e longínquas alturas de luz impenetrável e santidade em  extrema pureza para onde dirigimos nossa caminhada, está Aquele que não é somente  Espírito, mas Quem para dentro de Si absorve tudo o que o Espírito é com sua sublimidade  maior, englobando a soma total resultante do espírito num universo ainda mais sublime. Como a luz de um planeta é apenas uma pequena parte do que é externado do sol  central,  e  reflete  de  volta  aquela  luz  tingida  pela  qualidade  planetária  que  lhe  é  característica, desta forma também a matéria recebe do Espírito e, da mesma maneira,  contribui  com  seus  pequenos  ingredientes  para  a  qualificação  e  enriquecimento  do  universo espiritual.

Como o Sol, por sua vez, é de um sistema muito maior que ele, e é  apenas uma unidade de uma constelação de sóis, também o Espírito é apenas parte de um  universo do Ser, de magnitude e de sublimidade além de nossa compreensão. E mesmo uma  constelação  é  por  si  mesma  uma  unidade  de  uma  agregação  mais  vasta  –  mas  aqui  paramos de aplicar a analogia senão nos perderemos em assombros, quando deveríamos  nos encontrar no nosso caminho ao longo da estrada da razão e do entendimento. Então sigamos o Cristo em Sua via Celestial, lembrando que, sendo elevado e  exaltado, Ele conclama os homens a que O sigam, arrastando Suas miríades ao longo da  estrada celestial entre as glórias das esferas em direção à Casa de onde Ele veio, na qual  Ele está, e eles deverão lá estar também um dia. Enquanto as eras misturam­se ainda com as eras do porvir, assim a glória do  Cristo intensifica, porque todos os novos recrutas chegados ao Seu exército acrescentam  cintilações ao brilho de Seu Reino brilhante, que é visto, assim disseram, por aqueles que 229 – A VIDA ALÉM DO VÉU  estão acima, nas vertiginosas alturas do Reino que está mais distante e mais acima de  tudo, assim como no reino da matéria vocês veem uma estrela distante. No oceano do  espírito, todas as Esferas do Cristo são reunidas em uma enorme estrela, e pode ser vista  exteriormente  por  aqueles  que  habitam  no  alto.

Não  nos  é  possível  compreender  adequadamente, entretanto podemos ter uma pequena ideiade seu significado assim:  Da terra vocês são incapazes de ver o Sistema Solar como uma unidade, pois  estão na névoa daquele sistema e numa parte dele. Mas alguém que esteja acima, no  Arcturo, veria uma pequena esfera de luz, e naquela esfera estaria incluído seu Sol e seus  planetas e suas luas. Assim é que realmente vocês veem Arcturo e os outros milhões de  estrelas que são vistas da terra. Então o Reino e a Esfera do Cristo são vistos do reino  distante e, era após era, o Sistema cresce em brilho conforme as raças que caminham  realizam sua evolução total do material ao espiritual mais e mais. Nisto estou englobando  o cômputo espiritual total como uma estrela, e Aqueles Que são postos para observá­la são  Os Que habitam nestas longínquas estepes do Ser que estão além dos reinos do Espírito, no  grande Vazio do Desconhecido e do Incompreensível.

Então  acima  e  distantes  estão  Aqueles  de  Quem  falamos,  que  nós,  que  progredimos em Espírito dez esferas, não podemos nos dizer mais próximos a Eles que  vocês da terra. A distância entre vocês e nós em progresso, dividida por aquela de nós até  Eles, seria tão infinitesimal quanto estaria além de tudo considerado. Da forma que o total de constelações de sóis marcham em formação ordenada em  direção  a  certa  meta,  apesar  de  distante,  desta  mesma  forma  as  Esferas  do  Espírito  marcham em direção a seu destino, quando a peregrinação de espírito irá fundir­se ao que  está adiante, e ali encontrar sua consumação. Para  esta  finalidade  o  Cristo,  inclinando­se  do  peito  de  Seu  Pai,  exorta  a  humanidade  com  o  toque  de  Seu  dedo,  e  o  homem  torna­se  eletrificado  com  aquela  Divindade Vital que pulsa em sua alma com o ímpeto de seguir adiante, para que na  caravana do Príncipe Soberano ele possa manter sua posição junto com estes dos outros  planetas que marcham unidos para a frente como o único Exército do Pai sob a Vice­  regência de Seu Filho. Há  uma  coisa  de  que  não  estou  completamente  esclarecido.

Nosso  Senhor  falava de pequenas crianças, “de quem é o Reino”. O que vocês disseram parece implicar  em dizer que conforme nós crescemos tornamo‐nos menos do Reino, no sentido de  infância. Sem dúvida, isto parece concordar com nossa experiência. Mas significaria que  progredimos para trás, como numa espécie de desenvolvimento inverso. E ainda, se  nosso  progresso  está  somente  no  primeiro  estágio  da  jornada,  e  é  continuado  nas  Esferas, o padrão infantil parece ser bem anômalo.

Pode explicar esta minha dificuldade? A criança nasce no mundo dotada com certas qualidades e poderes. Mas estas, na  infância, permanecem não desenvolvidas e inativas. Estão lá, mas dormentes. À medida que  a mente amplia suas capacidades, ela é competente para se impor nestes poderes, um após  outro,  e  para  usá­los.

Em assim  fazendo,  o homem está continuamente ampliando sua  esfera de ação, e também entrando em contato com novas forças que lhe são impostas pelo  ambiente, enquanto aquele ambiente, aumentando sua circunferência, entra em contato,  um após outro, com as esferas onde estas forças residem. Tais forças de que falo são as  criativas,  unificadoras  e  espiritualizadoras,  e  apreendem  o  conhecimento  de  Deus. Da  maneira  pela  qual  ele  emprega  estas  formas  de  poder  mais  amplo  depende  seu  desenvolvimento como ser espiritual. A criança é do Reino até onde ela não oponha sua  vontade contra a do Pai. Permitindo o homem, enquanto ele cresce em capacidade, que isto  seja mantido em sua mente e tal puerilidade em seu coração, seus poderes crescentes serão  usados em consonância com aquele grande propósito de Deus na evolução da raça dos  homens e outras raças que são da grande família do Criador.

Mas se ele, crescendo em 230 – Reverendo G. VALE OWEN  idade e em poderes, falhar ao usá­los durante o caminho naquela qualidade de obediência  confiante que é tão marcante na criança, então ele será considerado desviado da mente do  Criador, e resultará em um atrito que fará obstáculo às rodas da sua carruagem, e ele  começará a atrasar­se, ficando para trás, até que chegue mais e mais perto das terras fora  do  Reino,  e  menos  e  menos  harmonizado  com  aquelas  companhias,  conforme  for  se  aproximando da linha da fronteira. Mas aqueles que não perdem nada de sua confiança  semelhante à da criança, e àquela acrescenta outras virtudes em sua totalidade, conforme  for caminhando ao longo da estrada da vida, este não fará seu progresso inversamente,  mas mais e mais torna­se criança de seu Reino. Jesus de Nazaré era assim, pois, sendo o  Filho de Seu Pai, assimpara aquele Pai o Seu coração sempre se inclinou em perfeita união,  como está no Livro de Registros de Sua vida, que você pode ler bem claramente. Quando ele  era um menino, eram os problemas de Seu Pai que  preenchiam Sua mente, preocupava­se  com eles.

Era a Casa do Pai que clamava Sua proteção das paixões mundanas dos homens  egoístas. No Getsêmani Ele buscou manter aquela união de propósitos com a vontade do  Pai. Estando na Cruz, Ele virou­se para ver a face de Seu Pai, que o miasma do mundo  denso  conseguiu  obscurecer  por  um  momento. Mas  Ele  não  falhara  em  entregar  seu  coração à Guarda de Deus, e quando Ele saiu de seu Corpo de carne, foi em direção ao Pai  que seu caminho estava voltado. Na Páscoa, Ele também devia ainda seguir a estrela guia  de Seu caminho celeste, como Ele dissera a Madalena que faria.

Quando o vidente de  Patmos encontrou com Ele no Templo Celestial, Ele anunciou que tinha provado que sua  vontade era una à do Pai e que portanto em Suas mãos tinha sido dada a autoridade para  atuar tanto nos Céus quanto na terra, com plenitude de poderes. E quem não vir – aqueles  que observam Sua curta vida na terra, ou quem observa Sua Pessoa aqui, assim nós que  agora falamos a você d’Ele – não verá n’Ele a Criança imaculada, mas mesclada com a  dignidade dopoder e do Homem evoluído, e coroado com a Majestade da Mente Divina. Sim, amigo, é somente aquele que chega ao grande lugar do Reino do Pai que  pode entender o Reino da Criança. 231 – A VIDA ALÉM DO VÉU VIII EM DIREÇÃO À TERRA DA ESCURIDÃO. UMA MANIFESTAÇÃO DO CRISTO PIEDOSO E GLORIFICADO.UM CRISTO MENOR. Segunda, 17 de dezembro de 1917.

Nas mensagens precedentes contamos a você, conforme nós mesmos havíamos  aprendido, alguma coisa do mistério da criação e do progresso do universo da matéria, e,  num  grau  menor,  o  do  Espírito. Há  alcances  ali  que  de  longe  ultrapassam  qualquer  imaginação nossa, ou sua, e isto nos será esclarecido conforme nós, nas eras que estão  diante de nós, rumemos estado por estado à maior perfeição. Tanto quanto possamos  projetar nossas mentes naquela distante imensidão de vida a ser vivida, não podemos ver  nenhum fim em nosso caminho nesta direção, pois, como um rio é visto da montanha onde  se inicia, assim é a vida eterna. A correnteza alarga­se, e em seu volume absorve mais e  mais aquelas correntezas que vêm de terras de características diferentes, e também no  solo. Assim é a vida de um homem, já que ele também agrega à sua personalidade muitas  outras correntes laterais de diversas qualidades, e em si mistura­as juntas, fazendo delas  uma única, nele mesmo.

Dessa mesma forma o rio é visto ainda alargando­se até que,  ultrapassando a si mesmo, cessa de ser distinguível como uma entidade separada, assim  também o homem amplia­se além do estado inicial, passa ao grande oceano de luz, onde já  não podemos segui­lo em seu progresso deste nosso ponto de vista, na montanha onde ele  nasceu. Mas isto aprendemos, e há poucos que duvidam disto, que, como a água do oceano  não muda a substância do rio, era água e vai para aquilo que nada mais é que água, mas  somente enriquecida e com sua qualidade modificada, assim mesmo o homem será ainda  homem  quando  emergir  dentre  as  margens,  da  individualidade  de  um  lado  e  da  personalidade do outro, e mesclar sua riqueza de qualidades acumuladas com a infinidade  d’Aquele que é o Princípio e a Consumação, a emanação e a absorção das forças de todos os  ciclos do Ser. Também nos rios, peixes e animais aquáticos têm sua habitação, mas quanto  mais amplo e profundo o oceano faz morada para os viventes de maior tamanho e poder  que estes, da mesma forma aqueles que em pessoa e em poderes gozam sua imensidão na  unidade devem ser de tamanha glória além de nosso conhecimento. Nós, portanto, vislumbramos adiante em direção a estes distantes irmãos nossos e  sabemos que eles não são insondáveis por nós que, mesmo que eles fossem transferidos de  suas  habitações,  ainda  teríamos  nossas  faces  voltadas  para  seus  locais. É  do  Máximo,  através destes tais, que vem a vida e banha de amor estes reinos menores, nossos e seus.

É  suficiente. Nós tomamos um golinho do cálice de nosso destino, e seguimos adiante mais  refeitos e fortalecidos para as obrigações colocadas em nossas mãos. Você poderia me dizer um pouco mais destas obrigações, por favor? Mas são múltiplas em número, e na diversidade também são! Contaremos uma  tarefa a que fomos recentemente convocados e como foi levada até o fim.

Na esfera da qual viemos a você há um Templo no alto de uma colina. É o Templo 232 – Reverendo G. VALE OWEN  18  de que Zabdiel falou. O Templo do Monte Sagrado? O  mesmo.

Fomos  em  variadas  missões  de  bênçãos  para  aquela  esfera  e  às  inferiores, e também porque daquele lugar vão para a esfera mais alta aqueles que em  santidade e sabedoria tornaram­se assim qualificados para viverem nela sem desconforto,  sendo condicionados à atmosfera mais rarefeita do lugar por um longo treino, e também  para visitar aquele templo e a planície abaixo, de tempo em tempo, aonde as condições que  prevalecem na esfera Onze são trazidas, enquanto eles se banham naquele ambiente que  um  dia  será  sua  morada  permanente,  e  assim  que  se  qualificarem  para  sua  nova  habitação. Fomos  à  planície,  e  subindo  a  trilha  que  circunda  a  lateral  do  Monte,  aproximamo­nos do pórtico diante do portão principal. Vocês estavam qualificados para avanços? Não da maneira que acabamos de descrever a você. Não; aquela condição de  atmosfera intensificada não é perpétua ali, mas é trazida nas épocas em que estão para se  aproximarem aqueles que estão próximos de avanços.

Chegamos ao Pórtico e esperamos um pouco, e então saiu um dos brilhantes  residentes daquele Lugar Sagrado, um Guardião do Templo, e convidou­nos a entrar com  ele. Hesitamos em fazê­lo, porque até então nenhum de nosso grupo havia entrado naquele  local de oração. Mas ele sorriu, e em seu sorriso lemos a segurança e fomos com ele sem  medo. Não havia cerimônia àquela hora, e assim não estávamos em perigo de chegar perto  demais dos poderes que seriam para nós como a pura luz do sol nos olhos de um homem  que ouse olhar para o disco solar durante o dia. Encontramo­nos numa longa colunata e, no outro lado, os pilares suportavam  uma viga que ia do pórtico ao interior do Templo em si.

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