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Capítulo 50 de 87

Parte 50 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Usavam uma roupagem de variados matizes. Estas roupas não eram realmente  coloridas. Apenas sugeriam cores sem que as expusessem. São de matizes que vocês não  têm na terra, mas com estas havia algo parecido com seu violeta, dourado, vermelho pálido  (não rosa, mas o que escrevi, vermelho pálido), você não pode entender isso, mas deixe  estar, algum dia entenderá – e azul– somentesugestões destas cores, mas muito bonitas. E  apesar de toda a roupagem leve, seus corpos estavam nus em todo seu amor insuperável.

Eles eram tão elevados em sua santidade que as vestimentas eram de tal brilho que não  eram tanto para vestir, mas para adornar. Suas cabeças eram circundadas com uma fita  de luz sobre seus cabelos, e a luz era viva, e movia­se em sua radiação conforme seus  pensamentos iam da oração para amor ou piedade. Assim eram, perenemente sintonizados  e tão igualados em porte de mentalidade, que mesmo uma leve mudança de pensamentos  afetaria estas tiaras de luz, e também enviavam uma radiação avermelhada através da  roupagem azul, ou uma radiação dourada através de uma violeta. 266 – Reverendo G. VALE OWEN  O Cristo, Que permanecia no Altar, estava mais enfatizado em Sua visibilidade, e  também os detalhes de Seu semblante eram para nós mais nítidos que no caso dos Anjos  assistentes. Ele usava em Sua cabeça uma dupla coroa, uma dentro da outra.

A mais ampla  e externa era púrpura, e a interna era branca mesclada com vermelho. Faixas de ouro  uniam as duas em uma só estrutura, e entre elas havia joias de safira – uma linda peça, e a  luz dela era uma nuvem sobre Sua cabeça. Em sua cintura havia um cinto de metal, de uma  cor entre prata e cobre. Estou fazendo o melhor que posso para dar a você uma ideia de  como estava a Sua aparência, e portanto tenho que usar misturas estranhas das palavras  da terra, e mesmo assim não consigo chegar perto do que deveria falar. Sobre Seu peito  havia uma corrente de rubis que seguravam seu manto sobre seus ombros.

Em Sua mão Ele  segurava  uma  bastão  de  alabastro  de  variadas  cores,  o  qual  apoiava  no  Altar  para  repousar. Sua mão esquerda estava em Seu quadril, polegar no cinto, por isso o manto caía  pelo outro lado. A graça de Sua figura emparelhava­se com a graciosidade de Suaface. Seria a sua face como dão ideia as pinturas que temos d’Ele? Muito pouco, amigo, muito pouco.

Mas você deve saber que Sua face não tem os  mesmo detalhes em todas as Manifestações d’Ele. No essencial é imutável. Como eu O vi  agora, Sua face era a de um Rei. O Sofredor estava ali, mas a Realeza era o tom dominante. Líamos n’Ele aquele que ganhara Seu Reino.

Os elementos remanescentes da batalha foram  transmutados pelo repouso que advém com a vitória. Você está imaginando se Ele tinha  barba, como nas suas pinturas d’Ele. Não quando O vi então. Indubitavelmente, jamais O vi  com barba; tendo já O visto umas quinze ou dezesseis vezes. Mas não altera o foco da  questão.

Não há razão por que Ele não apareceria barbado, e Ele pode fazê­lo em alguma  ocasião. Eununca O vi assim, é tudo o que posso dizer. Quando olhamos para Ele e para os Anjos sobre Ele, Ele falou a nós. Você não  entenderia o significado de Seu tema para a grande multidão de pessoas reunidas. Mas  quando Ele veio para falar conosco, os Quinze que acabáramos de retornar, Suas palavras  foram  como  estas,  mas  não  ditas  como  vocês  pronunciam  as  palavras:  “E  vocês  que  desceram aos reinos de trevas, saibam que estou lá também.

Manifesto a eles, os meus  desgarrados, posso não estar, exceto em parte, e raramente. Mas quando penetrei nos  reinos exteriores da expressão de Meu Pai, então, antes de retornar a este caminho para a  subida, eu fui, como vocês foram, e falei a muitos, e eles despertaram para ouvir Minha voz,  e um grande número voltou suas faces em direção a estes reinos daqui. Mas há alguns que  viraram suas faces contra Mim, em direção às esferas mais escuras ainda, porque não  puderam  suportar  a  sensação  de  Minha  Presença,  que  naquela  hora  tornou­se  intensificada  na  atmosfera  daquelas regiões, e deveriam permanecer assim. Vocês não  alcançaram tão longe quanto estão os que se esconderam de Mim então. Mas Eu estou lá  com eles também, e algum dia eles deverão estar aqui comigo.

“Mas agora, Meus queridos e sérios missionários, vocês estiveram lá dando conta  de Meus trabalhos, e segui lá de Meu plano o seu trabalho. Vocês não chegaram de sua  batalha sem feridas. Eles também me feriram. A vocês não foi dada a crença devida em  tudo o que foi feito com honestidade de propósito em seu chamado aos homens para a luz  destas esferas. De Mim disseram que eu não fiz nada que não fosse o mal.

Seus corações  estiveram  algumas  vezes  bem  plenos  de  dor  quando  receberam  as  pontadas  de  seus  companheiros naqueles reinos. E algumas vezes pararam para pensar por que o Pai é  assim tratado­ vezes em que a angústia dos outros apertou­os com a mó de suas aflições, e  quase os deprimiu. Meus queridos e companheiros de trabalho naqueles distantes campos,  lembrem­se de quanto eu, também, em todas estas coisas e também nisto, mergulhei nas  profundidades da experiência humana. Eu também conheci a escuridão quando Sua face  estava virada”. Ele  falou  em  tons  cálidos,  calmos  e  iguais,  e,  conforme  falava,  Seus  olhos 267 – A VIDA ALÉM DO VÉU  pareciam  dissolver­se  numa  bruma,  uma  visão  para  uma  longa  distância,  como  se,  enquanto falava destas coisas e pessoas, Ele estivesse ali no meio deles, sentindo e sofrendo  com eles nos lugares escuros distantes, e não aqui no Santuário, entre todas as belezas da  santidade e do brilho, com os sete Seres brilhantes cintilando sobre nós.

Mas não havia  paixão em Suas palavras, somente uma grande majestade na piedade e poder acima de  todos os males dos quais Ele falava. Mas sobre Suas palavras novamente, tanto quanto  posso transcrevê­las a você: “Mas agora faço­os usar, quando fizeram sua reverência ao  Pai em sua Bondade e  Generosidade amorosa, um sinal e um selo de sua jornada eserviço,  e pelo seu sofrimento”. Ele  falava  da  nova  pedra  que  foi  então  acrescentada  em  nosso  diadema  de  reverência que usávamos. Então  Ele  levantou  Sua  mão  esquerda  e  vagarosamente  moveu­a  em  círculo  sobre a multidão ajoelhada e disse: “Deixo meu legado com vocês, para dizer­lhes mais  adiante sobre o próximo trabalho para vocês nestes lugares. Porque neste trabalho estou  com  vocês  para  ajudá­los,  porque  é  uma  grande  empreitada  que  lhes  confio.

Não  se  apressem em começar e, quando estiver começado, sejam fortes e esforçados para darem  um bom fim, para que não seja necessário que outros mais adiantados que vocês em  conhecimento e poder tenham que fazer reparos. Chamem e responderei. Mas não chamem  mais do que seja necessário. Isto não é apenas para a melhoria das esferas inferiores, mas  para submetê­los a uma prova também. Lembrem­se disto, e façam o que podem com o  poder que já têm.

Contudo não deixem o trabalho perder­se por falta de um chamado a  Mim, porque estarei ali para responder. E que este trabalho em suas mãos seja bem feito,  ele é maior que suas mentes em seu próprio estágio, porque é do Meu Pai e Meu”. Então Ele levantou Sua mão em bênçãos e inclinou­se em reverência, e disse  muito vagarosamente, “Deus é”. E  enquanto Ele  dizia  isso,  tanto  Ele  quanto  os  Sete  esmaeceram  devagar  de  nossas vistas conforme adentraram em sua Esfera deixando­nos sós no Silêncio. E neste  Silêncio estava a Sua Amada Presença, e nós, sendo envolvidos pelo Silêncio, soubemos que  era a Sua voz, e ela estava falando para nós, e paramos porque era Ele que estava falando  e, parando, ouvimos e reverenciamos.

Segunda, 28 de janeiro de 1918. Assim, então, nossa jornada e nossa missão terminou conforme narramos a você. Você tem alguma pergunta que gostaria de fazer concernente ao que lhe falamos? Penso  que  vejo  algumas  perguntas  tomando  forma  em  sua  mente,  e  este  é  talvez  o  lugar  conveniente para respondê­las. Sim, eu gostaria de colocar algumas questões a vocês.

Primeiro, o que quer  dizer com diadema de reverência, ou alguma frase parecida que usaram, em sua última  mensagem? Nenhuma  emoção,  nenhum  pensamento  aqui  existe  sem  sua  manifestação  exterior. Tudo  o que  você  vê  ao  seu  redor  no seu  lugar  na  terra  é  a  manifestação  do  pensamento. Todo o pensamento é definitivo no Ser de Quem toda a vida procede. Do  exterior intimamente todo pensamento encontra seu foco n’Ele.

Reciprocamente, a Fonte  de todos os pensamentos é Ele, de Quem procedem, e a Quem retornam, num ciclo sem­fim. Às vezes, esta torrente de pensamentos passa através da mentalidade de Personalidades de  variados degraus de autoridade e também de lealdade e unidade com Ele. Esta torrente de  pensamento, passando através destes Príncipes, Arcanjos, Anjos e Espíritos, tornam­se a  manifestos através deles externamente nos Céus, Infernos, Constelações de Sóis, Sistemas 268 – Reverendo G. VALE OWEN  Solares, Raças, Nações, Animais, Plantas, e todas estas entidades que vocês chamam de  coisas. Tudo isto vem a existir por meio de pessoas pensando de si para o exterior, quando  seus pensamentos tomam expressão tangível para os sentidos daqueles que habitam na  esfera na qual os pensantes moram ou com os quais estão em contato.

Não somente isso, mais, os pensamentos de todos, em todas as esferas, tanto a  terra, ou Infernos, ou Céus, são manifestos aos que são, por seu grau de poder, competentes  para senti­los. Portanto nada mais é que verdade dizer que todos os seus pensamentos,  meu amigo, são registrados tanto aqui nestes Céus mais baixos, como também naquelas  mais  sublimes  regiões  que  palpitam  com  a  pulsação  do  verdadeiro  Coração  do  Mais  Sagrado e do Mais Elevado, o Universal e Supremo Um. Como nas matérias majestosas, assim também é em matérias detalhadas. Assim o  pensamento de um grupo nestas regiões celestes torna­se manifesto na temperatura e  nuance do ambiente atmosférico. (Eu uso palavras terrestres, porque somente nelas posso  passar o significado para você.) Assim a qualidade e o grau da pessoa aqui é manifestada  em mais de uma maneira: na textura, forma e cor de sua roupagem; na forma, estatura e  textura de seu corpo, e na cor e brilho das joias que se usa. Desta  forma,  na  volta  de  nossa  missão  naquelas  regiões  distantes  nós,  tendo  assimilado às nossas personalidades aquilo que antes não tínhamos, recebemos uma gema  a mais para usarmos em nosso diadema.

Esta ação por parte do Cristo não foi de natureza arbitrária. Tudo aqui é feito em  equidade estrita e exata, mas de maneira muito graciosa. Eu chamei esta tiara de diadema  de  reverência,  porque  não  é  visível  sobre  nossas  cabeças  todo  o  tempo,  mas  somente  quando nossos pensamentos e emoções estão focados em reverência. Então ela aparece  sobre nosso cabelo, ligado a ele, preso atrás das orelhas. Todas as pedras que a adornam  nãosão selecionadas, mas atingidas por evolução naquelas qualidades que acumulamos no  nosso progresso de esfera em esfera.

E agora nos foi dada mais uma como uma lembrança,  como fruto de nossas realizações naquelas esferas inferiores onde nossa missão teve lugar. Há muito mais sobre as joias e gemas que você não entenderia, mesmo que eu  pudesse colocar significado nas palavras. Algum dia você saberá de sua beleza e de seu  simbolismo e da vida que as anima, e de seus poderes. Mas agora não. Poderíamos dizer  queé o suficiente por agora, e passar para outra pergunta?

Obrigado,  Líder. Poderia  me  dizer  algo  sobre  a  Colônia  para  onde  foram  levados aqueles que vocês recolheram e deixaram com aquele a quem chamarei Cristo  Menor? Faz bem em chamá­lo assim; ele é merecedor do nome. Sim. Com poucos do grupo que foi comigo naquela jornada, eu visitei aquela  Colônia várias vezes, como eu prometi a ele.

Verifiquei que ele não desapontou minhas  esperanças depositadas sobre ele. Registre bem isto que digo: que estou completamente  satisfeito com o trabalho dele. Mas esta foi sua prova e, como finalização, não resultou  naquilo que eu havia esperado. Tem sido muito interessante para mim ir até lá de tempo  em tempo, e também receber relatórios de outros, meus comissionados, que vão para lá em  meu nome e trazem­me notícias do que está acontecendo ali. Na minha primeira visita vi que haviam arrumado uma Cidade, aparentando  suficientemente ordenada, mas os prédios eram rudes e nada elegantes, tanto quanto os  materiais  manuseáveis  daquela  região  permitiam.

Pareciam  estar  com  falta  de  acabamento. Eu disse palavras de aprovação pelo que haviam feito, e de encorajamento  para futuros esforços, e deixei­os trabalhar na planta por eles mesmos. Conforme o tempo passou, achei que – por conveniência, eu chamarei o Cristo  Menor por um nome – vamos chamá­lo de “Barnabás”, que nos servirá muito bem – achei  que seu poder não estava na liderança de comando; estaria na liderança mais persuasiva 269 – A VIDA ALÉM DO VÉU  do  amor. Este  foi  um  grande  poder  entre  aquela  gente,  conforme  eles  começavam  a  entender mais e mais, sendo competentes pela evolução para corresponder. Sabedoria ele  tinha, plenamente, mas não comando.

Por sua sabedoria ele chegou a enxergar isto, e por  sua humildade foi capaz de assimilar o fato rapidamente e sem envergonhar­se. Assim,  enquanto liderou nas questões mais profundas e mais espirituais, e lidera hoje, ele investiu  mais e mais, mas gradualmente, a organização para seu tenente, o Capitão. Este tem uma  personalidade  forte,  e  um  dia  estará  resplandecente  nestes  Céus  de  luz,  um  poderoso  Príncipe para dar suporte e realizar grandes coisas; um homem de amplo potencial. Por vagarosos degraus ele despertou nestes pobres cérebros obscurecidos aquilo  de habilidade que uma vez tiveram na terra em suas várias aptidões, e os pôs a trabalhar. Ferreiros, carpinteiros, escultores, pedreiros, arquitetos, e também artistas e músicos, cada  um em sua própria profissão.

A cada vez que para lá fui, encontrei a Cidade evoluindo na  ordem e na aparência, e a população mais feliz. E mais uma coisa eu pude encontrar. Quando eu os trouxe para lá, conforme voltamos da escuridão mais profunda  além, a luz, no melhor ponto, luzia fracamente sobre a região. Mas a cada vez que voltei,  notei um acesso a um degrau maior de luz e visibilidade prevalecendo sobre a Cidade, e, da  Cidade,  esparramando­se  sobre  os  campos  em  volta. Isto  era  um  efeito  da  silenciosa  atividade de Barnabás.

Foi ele que voltou o espírito da cada um de sua gente em direção ao  seu verdadeiro destino. Por seu amor, ele entusiasmou as aspirações espirituais deles, e à  medida que se tornavam cada vez mais reais, as pessoas por si avançavam para a luz que,  começando  intimamente,  estava  irradiando  externamente,  e  o  resultado  era  visto  na  intensificação do brilho cada vez mais intenso da atmosfera deles. Portanto, estes dois, lealmente coordenando seus poderes em direção aos outros,  realizaram grandes passos, e ainda farão mais, para minha imensa alegria e para a alegria  de todos que sofreram comigo quando andamos através dos caminhos da subcrosta à  procura de almas que haviam perdido seu caminho. Os habitantes das regiões em torno molestam estes? A esta sua pergunta, meu filho, no atual vocabulário, a resposta é Não.

Ninguém  os molesta agora, nem procura fazê­lo. Mas no começo, quando estavam fracos e menos  capazes de se conduzirem em relação aos seus inimigos, foram muito ameaçados por eles. Vou contar­lhe. Agora, primeiro vou falar o que soará estranho em sua mente. Lembre­se dos doze vezes doze mil redimidos sobre quem Joãoescreve.

Sim; bem, o número  de nossos redimidos era esse. Você me perguntaria por que ou como isso se deu. Acontece  que passaram pelo conselho daqueles que conceberam esta empreitada; eles estão esferas  distantes da minha, e sua razão é desconhecida por mim, mas tem relação com as futuras  eras de progresso. Você agora está conjeturando se o número tem algo a ver com os outros  redimidos de João. Não, pelo menos não explicitamente.

Implicitamente há uma razão. A  razão fará seu papel no desenvolvimento futuro do grupo, que formará por si mesmo até lá  um novo e coeso – como diria para que me entendesse? – departamento nos Céus. Não um  novo Céu, não, mas um novo departamento celestial; assim. Agora à sua pergunta.

No começo foram muito pressionados e muito humilhados  pelas tribos vizinhas, as quais vieram e, vendo que estavam ali por perto em seu meio,  lançavam insultos  para  as  pessoas  e  partiam. Mas  falaram  às  outras  tribos  e  muitos  assaltos aconteceram aos grupos de trabalhadores, quando apareciam as oportunidades. Então  estes  ataques  menores  cessaram  por  um  longo  período. Mas  o  Capitão  estava  recuperando sua prontidão e habilidades cada vez mais e tinha seus inspetores colocados  em colinas nas vizinhanças e postos de observação em torno de tudo. E destes postos ele  sabia quando uma batalha era iminente, porque as tribos estavam agrupando um grande  exército,  e  treinando  seus  soldados,  com  muito  desfile  e  cantos  de  glória,  como  é  de  costume nestas regiões de falsa realidade, e também é assim aos grupos. 270 – Reverendo G.

VALE OWEN  Mas o tempotodo nosso grupo cresceu em força e também em brilho e, quando o  ataque veio, eles estavam aptos para combaterem seus inimigos. Foi uma longa e muito  amarga batalha de forças e desejos. Mas eles venceram, à medida que foram exaltados pelo  destino a vencerem, o que, por mais estranho que possa parecer a você, e um paradoxo, foi  uma  verdadeira  e  extenuante  luta. O  que  os  ajudou  extremamente  foi  o  brilho  incrementado nas pessoas e na atmosfera. Foi muito doloroso para seus adversários que  ainda estavam imersos em sua condição mais escurecida, e eles gritavam numa agonia  desesperada quando entravam no raio de ação e sentiam pontadas por causa da aura  sensível daquela Cidade e da Colônia de pessoas evoluindo.

A melhoria ainda continuava, e, à medida que aumentava o brilho, a Colônia foi  gradualmente removida de seu estado original e aproximou­se das esferas de luz. E então  eu cheguei ao princípio de inter­relação entre estado e o lugar obtido aqui nestes reinos, e  o qual você pode achar difícil de entender – ou mesmo impossível. Por isso não vou me  estender nisto. Direi que os inimigos acharam mais difícil aproximar deles, enquanto os  colonos descobriram que todo o tempo quando uma tentativa de aproximação era feita, o  raio de imunidade ao perigo de sua Cidade aumentava e ainda continuava a aumentar, e  seus inimigos forçosamente paravam seus ataques mais e mais longe. Por isso  pequenos grupos foram instalados nos lugares sempre brilhantes em  torno dali para as plantações e para as lavouras, e para estabelecer florestas e minas.

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