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Capítulo 16 de 87
Parte 16 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Mas testificamos a vocês, amigo, e aos que pensarão reverentemente nas coisas que não podem entender, que se a admiração nos dá um tempo de pausa e, quando continuamos novamente, não perdemosa sensação da Presença d’Aquele Cuja respiração é amor, e Cujo incentivo é tão gentil quanto o toque de uma mamãe em seu pequenino bebê. Assim nós, como vocês, tomamos a Sua mão e não tememos, e a música das Esferas nos envolve conforme saímos de uma glória para as outras adiante. Siga sempre este caminho, nosso irmão n’Ele. Não esmoreça nem enfraqueça na estrada, porque as brumas se esvaem à medida que se avança, e a luz se intensifica naquela luz mais adiante, que nos impele para o desconhecido, e que jamais é temida. Assim caminhamos gentil e humildemente, como fazem as criancinhas, entre as glórias dos planetas e dos céus dos sóis, das esferas e do amor de Deus!
Amigo e irmão, dizemos boa noite a você, e agradecemos por permitir cumprirmos esta tarefa. Que ela seja útil, muito ou pouco, para poucos ou muitos que buscam a verdade. Boa noite mais uma vez, e esteja certo de nossa abençoada ajuda. + Sábado, 25 de outubro de 1913. Continuaremos, se permitir, nossa mensagem de ontem sobre aquelas esferas de poder que afetam a terra. Ainda concernente ao sistema Solar, diremos que se considerando o que já dissemos, verá que não mencionamos ainda todas as complicações que entram no estudo destas esferas.
Pois não somente as zonas em círculos concêntricos sobre todos os planetas e o sol misturamse com todo o resto, mas também a combinação relativa está continuamente mudando, ao mudarem as posições destes corpos, e com sua consequente proximidade, ou distanciamento, uns dos outros. Por isso é bem correto literalmente dizer que em dois segundos quaisquer do tempo a influência deles imposta sobre a superfície da terra não é a mesma. Nem é idêntica qualquer combinação de suas influências em seu efeito ou intensidade sobre toda a terra ao mesmo tempo, porém difere nas diferentes localidades. Deve ser levado em consideração em nossos cálculos a corrente de irradiação chegando a este sistema Solar vinda dos sistemas de outras estrelas. Todas estas coisas devem ser consideradas, porque está na mente ainda que estamos falando de zonas e esferas de seres espirituais cujos poderes estão energizando continuamente, e cuja vigilância não falha.
Isto, então, é um simples esboço das condições que se obtêm entre os sistemas planetários cuja manifestação exterior é visível ao olho e ao telescópio do astrônomo. Mas o que se observa desta forma é apenas uma pequenina partícula quando comparada com o todo. É apenas um chuvisco que refresca o viajante, quando ele se põe na proa do navio, e espalha em gotinhas de névoa em torno dele. Ele vê as minúsculas gotas de água flutuando e refletindo a luz em torno delas, e diz que são inúmeras. Mas se fossem, que diremos do oceano de onde elas vieram, onde estão e aonde retornarão?
O que aquela pequena nuvem de orvalho é para o oceano, o céu recoberto de estrelas, da forma que é visto da superfície da terra, é para o todo. Da mesma forma que as profundezas do oceano se apresentam aos olhos daquele que olha do lado da amurada do navio, assim mesmo são as profundezas do espaço, e tudo que o espaço contém, para a inteligência humana. 91 – A VIDA ALÉM DO VÉU Agora raciocinemos um pouquinho mais adiante. Espaço, em si, é apenas um termo usado para descrever o indescritível. Ele não tem, portanto, um significado definido. Um de seus poetas começou um poema sobre o espaço e desistiu, desesperado.
Prudente, porque se ele desejasse fazer justiça ao tema, continuaria aquele poema para sempre. Por que, o que é o espaço, e onde estão os limites dele? É ilimitado? Se é, não há centro. Onde, então, habita Deus?
Ele disse estar no Centro de toda a Criação. Mas o que é a Criação? Uma criação que tem relação com o espaço, ou uma criação que é invisível? Agora, é inútil, para todos os propósitos práticos, especular coisas que não entendemos. É bom raciocinarmos sobre estas coisas algumas vezes, para que descubramos nossas próprias limitações.
Feito isto, falemos de coisas que, de certa forma, podemos entender. Todas estas zonas das quais acabamos de falar são habitadas por seres de acordo com sua evolução, que progridem de uma esfera para outra mais elevada, à medida que acumulam, em si mesmos, conhecimento. A partir do que já escrevemos, você verá que, conforme se avança das mais baixas para as mais elevadas esferas, chegase a uma região de esferas que são interplanetárias, visto que contém em sua circunferência mais de um planeta. Avançando ainda, chegase a um estado onde as esferas são de tal diâmetro que são interestelares, isto é, abarcam em sua circunferência não apenas mais de um planeta, mas mais de uma estrela, ou sóis. Todos eles são cheios de seres, de acordo com seu grau de sublimidade, de santidade e de poder, cuja influência se estende a todos, tanto espirituais, quanto materiais, dentro da esfera ao qual se atêm.
Nós apenas avançamos, veja, de planeta para estrela, e de estrela para estrelas agrupadas. Além disso, estão esferas ainda mais colossais, e mais tremendas. Mas delas, nós, nesta Décima esfera, sabemos muito pouco ainda, e nada certo. Mas você poderá perceber levemente, por um enorme esforço de seus poderes imaginativos, o significado que tínhamos em mente quando escrevemos na última noite sobre Ele, Cujo Nome não é conhecido e impossível de se conhecer. Assim, quando veneram o Criador, vocês não têm, suponho, uma ideia definida da Ordem do Criador que pretendem.
É fácildizer que significa o Criador de tudo. Mas o que querem dizer com tudo? Agora, saibam disto – porque até aqui, pelo menos, progredimos para saber – vocês acertam ao venerar o Criador e Pai de tudo, seja lá o que signifique– se querem dizer que é alguma coisa definida por esta palavra tão inclusiva. Ainda, sua reverência passa primeiro pelas esferas mais baixas, e através delas para as mais altas, e algumas venerações vão mais além, nas esferas mais altas que as outras venerações vão, de acordo com o merecimento e poder inerente. E algumas vão muito longe de fato.
Longe, acima de nós, está a esfera Crística de gloriosa intensidade de luz e beleza incalculável. Sua reverência, então, vai a Deus através d’Ele, isto é, através d’Aquele Que veio para a terra e manifestou o Cristo aos homens. Agora, tudo o que dissemos é verdade, mesmo que expressa inadequadamente por causa das limitações, nossas, dos que estamos falando com você, e suas, pelo seu estado terreno. Pois você entenderá que quando falamos de passagens através destas esferas, estamos realmente usando frases de caráter local, como de uma jornada de uma localidade através de outra em direção a uma terceira. E temo, meu amigo, que posso fazer muito pouco agora, a não ser relembrálo que estes estados dos quais estivemos pensando são melhor descritos como esferas, não como zonas.
Pois, repito, as mais elevadas incluem nelas mesmas todas as inferiores, e aquele que se move em qualquer uma delas está presente em todas as inferiores à dele. Por esta razão, não é sem alguma verdade que falamos d’Ele Que é tudo, e em tudo, e através de tudo; e da Onipresença de Deus. Agora, achamos que trabalhamos este tema por muito tempo e devemos parar de nos esforçar em colocar no pequeno cálice do conhecimento e sabedoria terrestre para entendam a vindima destes amplos parreirais dos céus. Uma coisa basta que saibamos, 92 – Reverendo G. VALE OWEN vocês e nós: o Agricultor e o Viticultor, ambos, estão certos de seu poder e de sua sabedoria ao lidarem conosco.
Nossa jornada é em direção a eles, e devemos fazer o que temos pela frente, completamente, e bem acabado, e então alcançarmos a próxima tarefa, na ordem. Quando esta estiver bem terminada, então outra estará esperando por nós. Jamais devemos achar que chegamos ao fim, penso. Pois quando se progride, chegase a se sentir mais e mais a possibilidade de ser verdadeira a frase “para sempre,” “mundo sem fim.” Mas duvidamos que você já o fez, amigo, e pronunciamos isso muito cortesmente. E agora nós os abençoamos, e o deixamos na esperança de podermos voltar, porque é bom, e há doçura nisto, inclinarmonos para sussurrar em ouvidos desejosos de algumas das glórias menores dos Reinos Celestiais.
Esteja certo, amigo – e conte a outros que ouvirão – que esta vida que os espera não é meramente um sonho incorpóreo numa região do crepúsculo, em algum lugar além do limite do real e verdadeiro. Não, é extenuante e intensa, esta nossa vida. Ela é cheia de serviços e esforços coroados, um após outro, com sucesso; de impulso paciente para a frente, e de desejos indômitos sintonizados uns aos outros num serviço fraterno pelo Senhor do Amor, Cuja Vida sentimos e inspiramos, mas a Quem não vemos, e Cuja Residência é sublime demais para que a conheçamos. Lançamonos à frente, e frequentemente tomamos a mão de alguém um pouquinho atrás de nós, e com a outra seguramos a roupagem de alguém um pouquinho mais à frete. E assim seguimos, meu irmão; e também vocês, e outros que trabalham com você.
E se estamos um pouquinho à frente, bem, há muitos que se arrastam lá atrás. Tomem as mãos deles nas suas, e gentilmente, lembrando de sua própria relativa fraqueza, e se a tarefa for pesada demais para você, não solte aquela mão que segura, mas alcance outra lá em cima –e aqui está a minha e a de muitos outros conosco. Você não falhará, por isso mantenha puras e brilhantes a sua própria visão e a sua vida. Não somente isso, aquela Visão ficará mais gloriosa, pois não está escrito, amigo, que os que são puros de coração verão a Deus? Sexta, 31 de outubro de 1913.
Os que dizem que viemos à terra para ajudar estão corretos. Mas os que esperam que ajudemos num grau tal que seus esforços próprios não sejam necessários, estes estão errados. Não nos é permitido ajudálos diminuindo o valor da escolaridade da terra. E apesar de parecer tão razoável que quase chega a ser uma verdade banal, mesmo assim há muitos que esperam que façamos o que eles mesmos podem fazer, e isso não numa medida ordinária, mas quase, como se fosse, miraculosamente. Quem está escrevendo, por favor?
Estamos com sua mãe:Astriel e seus amigos. Obrigado. Reparei que o vocabulário não era como o de minha mãe e de suas companhias. Não, suponho que não seja. Em parte, claro, porque temos características diferentes, diferentes esferas, e também sexos diferentes, que não deixa de ter sua característica peculiar aqui, da mesma forma que aí.
E em parte, também, porque somos de um período diferente do de sua mãe e de suas amigas. Você quer dizer que viveu na terra há bastante tempo atrás? Sim, amigo, na Inglaterra, quando George, o Primeiro, era o rei, e alguns de nós antes disso ainda. 93 – A VIDA ALÉM DO VÉU Sobre si mesmo, Astriel – que é, suponho, o líder de seu grupo – poderia por gentileza dizer‐me alguma coisa? Certamente. Mas você não percebe que é mais confuso darlhe estes detalhes terrenos do que parece.
Direi o que posso, entretanto. Vivi em Warwick, e fui professor numa escola ali – diretor. Não posso precisar o ano exato em que passei para cá, a menos que o procure, e realmente não tem muita significação. Agora poderemos falar sobre o que está em nossas mentes? Podemos ajudar, mas discretamente.
Quando as pessoas supõe que devamos ajudálos na investigação científica, por exemplo, eles certamente se esquecem de que Deus deulhes as mentes próprias para serem usadas a Seu serviço. E para este fim eles são deixados a tentarem seu caminho natural, e quando tiverem realizado o que puderam, nós sempre apontamos o caminho para adiante e os ajudamos no conhecimento adiantado. Poderia dar‐me um exemplo deste ponto? Lembrome de que uma vez eu estava impressionando um homem que investigava as leis da psicologia quanto às visões e sonhos. Ele queria descobrir qual era a causa de certos sonhos serem proféticos – a conexão entre o sonho em si e o incidente que é profetizado.
Ele apelou por mim, e eu disselhe que deveria continuar suas investigações e usar sua própria mente, e, se tudo estivesse bem, serlheia dado o entendimento. Naquela noite eu o encontrei, quando ele adormeceu, e o conduzi a um de nossos observatórios onde fazíamos experiências com o objetivo de retratar, em forma visível, os eventos que aconteciam naquele momento, isto é, eventos que aconteceram pouco tempo antes, e os que acontecerão logo mais, no futuro. Não podemos seguir longe para trás nem longe para frente naquele estabelecimento em particular. Isto é feito pelos que estão nas esferas mais elevadas. Acertamos os instrumentos para lançar numa tela uma paisagem da vizinhança do lugar em que ele vivia, e pedimos que ele observasse intensamente.
Um item particular era a chegada na cidade de algum personagem importante com um grande séquito. Quando a demonstração acabou, ele nos agradeceu e nós o conduzimos de volta ao seu corpo terrestre novamente. Ele acordou nesta manhã com uma sensação de que havia estado em companhia de certos homens que faziam experiências em algum ramo da ciência, mas não conseguia rememorar o que acontecera. Mas à medida que continuou seu trabalho naquela manhã, a face do homem que ele vira na projeção veio à sua mente, vividamente, e ele então relembrou vários trechos de sua experiência sonhada. Ao abrir os jornais alguns dias depois, ele viu uma notícia sobre uma visita daquele personagem programada para esta cidade e para o mesmo distrito.
Então ele começou a raciocinar sobre os fatos por si mesmo. Ele não se lembrou do observatório, nem das figuras na tela que havíamos mostrado a ele. Mas ele lembrou o rosto e o séquito. Então raciocinou desta forma: quando os corpos dormem, nós mesmos, pelo menos algumas vezes, vamos à esfera de quatro dimensões. É esta Quarta Dimensão que permite aos que ali habitam ver o futuro.
Mas retornando a este reino de três dimensões, não podemos carregar de volta conosco tudo o que experimentamos quando estivemos nos reinos das quatro. Apesar disso, realmente conseguimos manter alguns itens que sejam naturais nestes reinos mais baixos, como a face de uma habitante terrestre e um séquito em procissão. A conexão, então, entre um sonho premonitório e os eventos por si mesmos é a relação de um estado de quatro dimensões e um estado de três. E o primeiro, sendo de maior capacidade que o último, cobre a qualquer momento um âmbito mais amplo de visão, quanto ao tempoe a sequênciados eventos, do que o último cobre. Agora, através deste uso de suas próprias faculdades mentais, ele atingiu um 94 – Reverendo G.
VALE OWEN avanço em conhecimento tão grande quanto o que eu teria dado diretamente, e assim fazendo, ele também avançou em treino mental e poderes. Porque apesar de que sua conclusão não foi das que passariam por aqui sem retificação em vários pontos, mesmo assim estava amplamente correta, e de muita ajuda para todos os propósitos intelectualmente práticos. Eu não teria infundido nele mais do que ele achou por si mesmo. Este, então, é o método de nosso trabalho, e, quando as pessoas acham que é falho e impacientemente que seja este método alterado para se adequar às ideias deles sobre o que seria a maneira correta, bem, nós os deixamos por si mesmos e, quando suas mentes ficarem mais humildes e receptivas, retornamos e continuamos. E agora, amigo, deixenos contarlhe o procedimento imediato em seu próprio caso.
Você algumas vezes imagina por que não fazemos estas mensagens mais vívidas, como assim você mesmo coloca, para que você não tivesse dúvidas ou dificuldades em acreditar que vêm de nós a você. Bem, pense em tudo à luz do que dissemos, e verá que, de vez em quando, transmitimos a você apenas o que é necessário para ajudar você a se ajudar. Seu treinamento, lembrese, ainda continua, você ainda não chegou ao fim, nem vai, enquanto estiver na vida terrestre. Mas se continuar confiante e esperançoso, verá as coisas mais plenamente esclarecidas. Aceite o que não é contraditório em si mesmo.
Não procure tanto provar ou não comprovar, mas busque mais a consistência destas mensagens. Nós não transmitimos a você coisas demais, mas tudo o que necessita para ajudálo. Seja crítico, certamente, mas não descontrolado. Há muito mais verdades que mentiras em torno de você e sua vida. Busque mais a verdade e a encontrará.
Previnase contra o falso, mas não seja supersticiosamente temeroso. Quando você toma um caminho numa montanha, sua mente está alerta em duas direções – para o caminho certo e a salvo, e contra os lugares perigosos. Mesmo assim, você dá mais atenção ao positivo que ao negativo, e corretamente, ou seguiria muito vagarosamente em sua jornada. Então caminhe sem escorregar, mas também siga em frente sem medo, porque são os que temem que perdem a lucidez, e mais frequentemente se acidentam. Deus esteja com você, amigo.
Sua Presença é gloriosa aqui, e brilha através das brumas que envolvem a terra, e esta radiação pode ser vista por todos – exceto pelos cegos, e estes não podem ver. Nota: o leitor provavelmente sentirá que o término desta série é abrupta. Eu também achei, e 7 quando da sessão seguinte Zabdiel assumiu o relato, questionei quanto a isso. Sobre isso, a conversação seguiu assim: O que aconteceu com as mensagens que recebia de minha mãe e de suas amigas? Acabaram?
Elas estão incompletas – não há uma conclusão apropriada para elas. Sim, elas ficarão muito bem como foram dadas a você. Lembrese de que elas não tinham que ter uma forma de história completa, ou uma novela. São fragmentadas, mas não de pouca utilidade aos que as lerem com mente correta. Confesso que estou um pouco desapontado no final.
Foi abrupto. Ultimamente foi dito algo sobre a publicação. É seu desejo que elas sigam como estão? Isto deixaremos por sua vontade. Pessoalmente, não vejo por que não deveriam.
Posso dizerlhe, entretanto, que estes escritos que ultimamente fez, como os primeiros escritos que recebeu de nós, são preparatórios para um avanço para adiante – o qual 7 Estas mensagens continuaram mais adiante. A Segunda parte foi transmitida por Zabdiel (da mesma esfera de Astriel), e são mais ou menos do mesmo tamanho que a primeira parte. Foi publicada emOs Altos Planos do Céu. 95 – A VIDA ALÉM DO VÉU agora proponho a você. Esta foi toda a satisfação que obtive. Assim pareceu não haver alternativas, apenas cuidar do recebido como preliminar para futuras mensagens– G.V.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.