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Capítulo 18 de 87

Parte 18 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Se uma faísca elétrica  for  projetada  numa  escuridão  profunda,  o  contraste  é  forte  demais  para  aparecer  harmônico. Deveríamos dizer que aquela faísca estava fora de seu próprio elemento e criou  um distúrbio em torno da escuridão, e fez, somente por um instante, com que as coisas  paralisassem. Os  homens,  tateando  ao  longo  do  caminho  no  plano  obscuro,  estancam  paralisados e esfregam seus olhos até que possam continuar seu caminho de novo. Animais  noturnos também, por um momento, assustam­se e param de se mexer. Mas se esta faísca fosse projetada na atmosfera durante a claridade da tarde, o  distúrbio  seria  menor,  e  se  pudesse  ser  projetada  contra  o  sol,  perderia  o  contraste  e  fundir­se­iam em brilho. 103 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Portanto,  aqueles  cuja  irradiação  é  grande  vão  para  as  esferas  cujo  brilho  combina com o deles próprios; e todos na esfera combinam com o brilho dele seja maior ou  menor.

Mas  aqueles  cujos  corpos  –  corpos  espirituais,  quero  dizer  –  são  de  textura  grosseira e não irradiam muita luz, ou são obscuros, vão para aquelas esferas trevosas  onde somente lá poderão estar à vontade e poderão trabalhar por sua própria redenção. Não  estarão  à  vontade,  na  verdade,  em  qualquer  sentido  da  palavra;  mas  somente  estariam menos à vontade numa esfera mais brilhante que aquelas regiões escuras, até que  tenham crescido em brilho por si próprios. Todos os quepassam para cá vindos da terra têm algo da escuridão que a envolve  como um pesado manto de névoa. Mas muitos destes já se empenharam em suas vontades  para ultrapassarem aquela névoa até os reinos mais claros: estes fazem rapidamente aqui  o que prazeirosamente teriam feito abaixo. E agora estamos olhando para cima, e lá verdadeiramente está a Estrada Real, a  Rodovia  do  Rei,  para  Sua  Sagrada  Cidade  e  o  Lugar  de  Residência  de  Sua  presente  Majestade.

Ao longo daquele caminho seguimos passo a passo; e a cada passo que damos à  frente vemos que a luz aumenta sempre, e nossos companheiros e nós mesmos crescemos  em brilho e em beleza conforme andamos para adiante. E não é com pouca alegria que nos  permitem, por períodos que diferem de acordo com as suas necessidades na terra, voltar  sobre nossos passos e ajudá­los na estrada que sabemos ser tão radiante e tão plena da  Beleza de Sua Presença. E a isto, meu amigo e tutelado, nós nos esforçaremos, se mantiver ainda a mente  onde está neste presente momento. Penso que você perseverará. Mas faço­o saber que  muitos realmente encararam e então, suspeitando do brilho porque ofuscou seus olhos  desacostumados, voltaram a planos mais escuros, onde sua visão estava mais acostumada.

E assim olhamos por eles conforme seguem, e olham, e viram­se buscando outro caminho;  talvez eles devessem demonstrar mais força suportando o nosso brilho, mais que aqueles  cujo retorno para os nossos caminhos devemos esperar, até que o tempo devido chegue  para nós e para ele. Que Deus mantenha seus pésde modo que não escorreguem, e seus olhos de modo  que não sejam obscurecidos, e, embora você não seja capaz de transcrever em palavras da  terra  o  que  lhe  é  permitido  conhecer,  ainda  assim  muito  nos  esforçaremos  para  que  escreva a fim de que outros possam ser conduzidos a pedir pelo que podem ter, então  procurar pelo que devem achar e (se forem bastante corajosos – atingindo estas duas  metas) de tal forma sejam desafiados a bater às portas que, quando baterem, aquele Portal  seja aberto e sejam revelados o brilho e a glória. +  Segunda, 10 de novembro de 1913  Conforme estou no plano da terra, acima e atrás estão esferas em algumas das  quais atravessei, e sou membro da Décima delas. Estas esferas não são muito daquilo que  corresponderiam a localidades da terra, mas a estados de vida e poder, de acordo com a  evolução do indivíduo. Você já recebeu alguma instrução sobre a multiplicidade destas  esferas de poder, e não proponho persistir, de minha parte, nestas linhas. Preferiria elevar  sua mente a reinos de luz e de atividades por outra forma, e agora inicio.

Tudo que é bom é potente para realizar as coisas em duas direções. Pelo poder  interior, um bom homem, seja encarnado ou desencarnado, pode e faz ambos, erguer os  que estão abaixo dele e também atrair aqueles que estão acima; não somente pela oração,  mas pelo seu próprio direito, por poder. Agora, isto acontece por estar afinado à Vontade Divina, pois quanto mais ele for 104 – Reverendo G. VALE OWEN  capaz de corresponder ao seu ambiente divino, tanto mais será competente para trabalhar  neste ambiente; ou seja, ativar e executar tarefas. As tarefas que ele pode desta forma  executar são múltiplas, mesmo para aqueles que se elevaram em um número menor de  esferas,  e  estas  coisas,  quando  projetadas  através  do  Véu  para  a  vida  na  terra,  são  computadas maravilhosamente.

Por exemplo. Há aqui aqueles tais que têm a incumbência dos elementos que  condicionam a terra  e  aquilo  que  cresce  na  terra. Deixe­nos  dar­lhe  um  exemplo  que  servirá para ilustrar ao outros: Aqueles que são incumbidos dos vegetais. Estes estão sob a tutela de um Poderoso Príncipe; e estão divididos e subdivididos  em departamentos, tudo em perfeita ordem. Sob a ordem destes, novamente, estão outros  de menor grau que dão conta de seu trabalho na direção de certas leis inalteráveis e em  conformidade  com  elas,  que  são  enviadas  das  altas  esferas.

Estes  são  os  que  vocês  conhecem comoEspíritos elementais, e são múltiplos em número e formas. As leis de que falei são tanto mais complexas quanto mais nós seguirmos à esfera  de sua origem, mas se pudéssemos segui­las em seu caminho completo e chegar à sua  origem,  descobriríamos,  penso,  que  são  simples  e  poucas,  e  finalmente,  na  fonte  e  emanação de sua origem, a unidade. Nisto eu, que estive somente numa parte do caminho,  nada posso a não ser raciocinar sobre aquilo que observei no meu estágio de progresso; e  permito­me arriscar que uma lei, ou princípio, da qual todas as menores leis e princípios  emanam, tem sua melhor descrição na palavra Amor. Pois, entendidos como entendemos  as coisas, Amor e Unidade não são muito diferentes, se não forem realmente idênticos. Descobrimos isto finalmente, que tudo o que divide em todas as regiões e estados neste  nosso próprio nível e nestas esferas abaixo de nós até a terra, é, de uma maneira ou outra,  a abnegaçãoao Amor, no seu mais intenso e verdadeiro significado.

Mas isto é um problema muito difícil de ser discutido com você aqui e agora; pois  seria bastante difícil explicar­lhe que toda esta diversidade que você vê em torno de si é  devida,  como  nos  parece,  a  esta  mesma  ação  de  desintegração;  ainda  assim  tudo  é  maravilhosamente sábio e tão belo. Ainda, se você substituir pela palavra negação a ideia  de Unidade menos uma parte, e aí a unidade menos duas partes, e assim por diante, você  talvez  poderá  vislumbrar  o  que  a  filosofia  faz  entre  nós  nesta  questão  de  Unidade  irradiando em diversidade de operações. Embora a atividade destas ordens mais baixas sejam todas reguladas por leis,  ainda assim é encontrada muita liberdade em seus limites. E isto para nós é objeto de  muito fascínio porque assim, você concordará, há muito mais de beleza na diversidade e na  engenhosidade disposta por aqueles que ativam as vidas das plantas. Algumas destas leis  que  governam  os  elementais,  e  aquelas  que  estão  acima  delas, eu ainda não sou capaz de entender.

Algumas eu realmente entendo, mas não sou  capaz de transmiti­las a você. Mas eu posso contar­lhe algumas, e você aprenderá, na sua  própria vez, conforme for progredindo nestas mansões celestes. Temos a impressão então que uma regra que devem observar em seu trabalho é  que,  tendo  sido  planejado  qualquer  esquema de desenvolvimento para uma família de  plantas, naquele esquema devem persistir, em seus elementos principais e essenciais, para  a consumação natural dela. Todos os seus exércitos de subordinados são chamados dentro  dos limites daquela inalterável lei de evolução. Se uma família de carvalhos é planejada,  então uma família de carvalhos deve aparecer.

Pode envolver subdivisões, mas devem ser  subdivisões do carvalho. Não deve ser permitido desviar para a família das samambaias ou  algas marinhas. Estas ideias têm vencido principalmente a batalha das forças. Outra  lei  é  que  nenhum  departamento  de  trabalhadores  espirituais  será  competente  para  neutralizar  as  operações  de  outro. Eles  podem,  e  frequentemente  acontece, não trabalhar em conformidade, mas suas operações devem ficar ao longo das  linhas de modificação, ao invés da negação absoluta que significaria destruição.] 105 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Portanto vemos que se as sementes de duas plantas da mesma família forem  misturadas, o resultado será uma planta­mula, ou uma variedade, ou uma mutação.

Mas a  semente de uma família sendo misturada com as de outra família não fará efeito. E em  nenhum caso o efeito é a anulação. Uma parasita pode enroscar­se ao redor de uma árvore. Mas aí inicia­se uma  luta. Ao  final,  a  árvore  estará  desgastada  e  pagará  pelo  preço  da  defesa.

Mas  não  é  subitamente posta abaixo. A luta continua, e realmente algumas vezes a árvore vence. Mas  reconhece­se  aqui  que aqueles  que  inventaram  e  levaram adiante  a  ideia da  parasita  venceram a batalha das forças. E  assim  a  guerra  segue,  e  quando  for  olhada  deste  lado,  verá  o  quanto  interessante é isto tudo. E  agora  devo  dizer­lhe  algo  que  já  insinuei,  e  que  você  deverá  encontrar  dificuldade em aceitar.

Todos estes princípios maiores, mesmo quando há muitos em ação,  são planejados em esferas mais altas que a minha, pelo tamanho e poder dos Príncipes que  mantêm sua obra guiada por outros ainda maiores, os quais são guiados por outros acima  deles. Uso a palavra diversificado preferentemente a antagônico, pois entre aqueles  do  Alto  o  antagonismo  não  encontra  lugar,  mas  sim  a  diversidade  de  qualidades  na  sapiência, e é a causa da maravilhosa diversidade na natureza, conforme é processado o  que é vindo dos Céus Superiores em direção às esferas inferiores, naquilo de matéria que é  visível a vocês na terra. O antagonismo entra nestas esferas onde a irradiação de sapiência  tornou­se mais atenuada em razão de seu distanciamento para todas as direções, através  das esferas de inumeráveis miríades de seres com seus livres arbítrios, sendo diluída e  refratada em sua passagem. E  ainda,  quando  você  considerar  as  estrelas  de  diferentes  tamanhos  e  complementos, e as águas do mar, naturalmente paradas mas que pelo movimento da  terra e da gravidade dos corpos à distância não têm descanso; verá então que a atmosfera  mais rarefeita, em resposta aos empurrões e puxões das forças que são impostas à terra,  movimenta o líquido mais pesado; e toda a diversidade de formas e cores de gramas e  plantas e árvores, e flores e vidas de insetos, e mais vida envolvida, os pássaros e animais, e  do contínuo movimento entre eles todos; e a maneira pela qual é permitido que um seja  presa de outro, mas não para anular o todo, mas todas as espécies devem rumar seu  caminho antes que ele termine – tudo isso e mais; então você, meu tutelado e amigo, não  confessará que Deus é indubitavelmente o mais maravilhoso em sua maneira de trabalhar,  e  que a maravilha justifica completamente as medidas que Ele permitiu que Seus mais  altos servos adotassem e usassem, e também sua maneira de usar? Em Seu Sagrado Nome eu oabençoo, amigo­e em paz. + 106 – Reverendo G.

VALE OWEN II HOMENS E ANJOS  Quarta­feira, 12 de novembro de1913  Se  fosse  possível,  amigo,  que  fôssemos  tão  unidos  que  nos  fosse  permitido  observar as coisas de apenas um único ponto de vista e perspectiva, estas matérias em  questão seriam muito mais fáceis de serem explicadas. Mas você olha daqui de um lado  deste Véu  que  pende  entre  as  coisas  e  a  região  causadora  delas,  e  eu,  do  outro  lado. Portanto nosso golpe de vista está naturalmente em oposição, e já que eu devo fazer as  coisas aparecerem­lhe simples, devo retornar e olhar sob outro enfoque e, tanto quanto  possa, com os seus olhos em vez dos meus próprios. Esta maneira de agir está, tanto quanto possa, em mim, portanto conclamo­o a  focalizar comigo os mais altos planos da criação, inversamente ao seu natural curso, e fluir  de lá dos Mais Altos, em direção às esferas onde o que é material começa a assumir e  clamar um lugar. Conforme vamos, percebemos que as coisas que conhecemos como pertencentes  ao  nosso  ambiente  nas  mais  baixas  esferas  começam  a  assumir  outros  aspectos:  transformam­se  às  nossas  vistas  e  são  transubstanciadas  pelo  senso  de  percepção  interiorizado, e por isso relacionadas às coisas que prevalecem na esfera da matéria, ou as  próximas acima, como o sol é relacionado ao crepúsculo na terra.

Tomando­se este mesmo assunto da luz. A luz é conhecida na terra por causa de  seu  contraste  com  a  escuridão,  que  é  meramente  um  estado  de  ausência  de  luz  e,  intrinsecamente, sem conteúdo ou valor. Portanto, quando falamos da escuridão queremos  dizer  de  uma  falta  de  certas  vibrações  que  permitam  que  a  retina  do  olho  registre  a  presença das coisas externas. Agora, nas regiões de escuridão espiritual, neste lado do Véu, tais condições de  atuação também são encontradas. Pois os que estão na escuridão são aqueles cujo sentido  da visão não percebe as vibrações sem as quais somos incapazes de ter conhecimento  daquilo que para eles são externas, mas presentes também.

Seu estado é um estado de  inabilidade para receber tais vibrações. Quando suas faculdades espirituais chegarem a se  modificar, aí então serão capazes de ver, mais, ou menos claramente. Mas também estas vibrações que transmitem o conhecimento das coisas ao seu  sentido de visão são, nestas regiões, de uma qualidade mais grosseira que em regiões de  melhor estado espiritual. Tanto assim que para estes bons Espíritos que penetram nestas  regiões e cujo sentido da visão é mais perfeito, a escuridão já é quase aparente, e a luz pela  qual  eles  veem  é  obscura. Por  isso,  conforme  você  entenderá,  há  uma  reação  entre  o  espírito e o ambiente do espírito, e essa reação é tão acurada e perpétua e sustentada que  se constitui um estado permanente devida.

Conforme formos para mais alto nas esferas, esta ação e reação entre os Espíritos  e  seus  ambientes  é  também  mantida,  e  aquilo  que  podemos  chamar  luz  externa  transforma­se mais e mais em luz perfeita e intensa quanto mais subimos. Então é por isso  que aqueles que permanecem na, como diríamos, Quarta Esfera não podem penetrar na 107 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Quinta para ficar lá, até que evolua o suficiente para aturar com facilidade o grau de  intensidade de luz lá mantido. Tendo atingido a Quinta Esfera, eles logo se acostumam à  sua luz. E se retornam ao Quarto, como o fazem de tempos em tempos, aquela Quarta  Esfera parecer­lhes­á mais escura, quando já são então capazes de ver com facilidade  comparativa. Mas se descessem diretamente para a Segunda ou Primeira Esferas, somente  seriam capazes de usar aquelas vibrações de luz mais densas com dificuldade e, para fazê­  lo bem, são obrigados a condicionarem­se a fim de enxergarem na mesma esfera que um  dia foi nada mais que seu céu normal.

Quando nós descemos para a sua esfera terrestre, nós vemos pela luz espiritual o  que o homem tem em si. E aqueles que são de grau espiritual superior ao dos outros, estes  vemos bem mais claramente. Se  não  fosse  pelas  faculdades  que  possuímos,  outras  que  não  a  vidência,  poderíamos, como suponho, ter dificuldade em achar nosso caminho e aqueles a quem  desejamos visitar. Mas temos estas outras faculdades, e pelo seu uso somos capazes de  fazer nosso trabalho de transcrever a você. Você será agora capaz de entender que há uma verdade literal nas palavras  “aquele que habita na luz da qual nenhum homem pode se aproximar”.

Pois poucos na  vida terrestre são capazes de elevarem­se muitas esferas além; e a luz que jorra de cima é  ofuscante até aos que são mais evoluídos. Agora pense na beleza mais que perfeita que esta luz implica. Você tem cores na  terra que são perceptíveis para os olhos mortais. Pouco acima da fronteira, neste lado, as  cores são muito mais belas e variadas. Qual deve ser então a beleza, somente neste ponto,  conforme avançamos para a luz maior!

Mesmo aquelas que eu próprio já vi, eu que já  trilhei  até  este  trecho  do  caminho,  são  maiores  do  que  posso  fazer  entender  nesta  linguagem  na  qual  estou  tentando  conversar  com  você  agora,  e  que  hoje  é  língua  estrangeira para mim, que sou também limitado ao uso daquele arsenal de palavras que  você mesmo possui. Mas  aqueles  que  amam  a  beleza,  para  sua  grande  alegria  encontrarão  um  infalível suprimento e, como a luz e a santidade andam de mãos dadas, assim, conforme  progredirem em um, terão grande aproveitamento no outro. Esta é a Beleza da Santidade,  e ultrapassa toda a imaginação dos homens mortais. Mas merece que meditemos sobre isto  e, se a mantivermos na mente, então quaisquer coisas que são bonitas na terra falarão a  você com mais realidade das maiores belezas dos Reinos Celestes, onde a alegria de viver é  toda a que se pode desejar. Que possa um dia ser seu, bom amigo, se se mantiver no  caminho certo e vanguardeiro. +  Sábado, 15 de novembro de 1913.

E agora, meu amigo e tutelado, gostaria de poder capacitá­lo a ver uma questão  do ponto de vista onde estou, e isto é, a relação real do poder espiritual e da energia para  os fenômenos de evolução entre corpos celestiais, que os homens de ciência têm observado  e tabulado e, computando suas mensagens, fizeram suas deduções, e a partir destas, com  alguma penetração e inteligência, formularam as leis de acordo com as quais estas coisas  acontecem. O termocorpos celestiais tem um significado dual e será interpretado de acordo  com a medida e a qualidade da mente individual. Para alguns, estas orbes são criações de  material celeste, e para outros são nada mais que manifestações e resultado da energia da  vida espiritual. O modo de operar desta vida espiritual também não é entendido por todos  da mesma forma; e por alguns o termo é usado vagamente. Dizer­se que Deus fez todas as 108 – Reverendo G.

VALE OWEN  coisas é dizer muita coisa em poucas palavras. Mas o significado da verdade aqui implícita  é  de  alguma  forma  tremenda;  e  para  todos,  mas  aos  que  podem  alcançar  luzes  mais  intensas, e menos aos que vagam pelos lugares escuros do plano terrestre, estaria mais  perto da verdade dizer que aqui está uma verdade não implícita, mas sepultada. Partindo  da inteligência mais simples são feitas as maiores coisas; e das mais elementares formas  geométricas  surgem  as  mais  maravilhosas  combinações  do  moto  perpétuo. Por  isto,  somente  as  coisas  mais  puras  e  simples  é  que  são  passíveis  de  serem  usadas  mais  livremente e sem embaraços. E somente este estado de relacionamentos dá garantia de  perpetuidade, tanto na terra quanto nas vastas amplidões do espaço afora aonde vão estes  mundos e sistemas, eternamente porque perfeitamente ordenados em seu curso.

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