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Capítulo 69 de 87

Parte 69 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Mas agora, conforme barco após barco de crianças passavam em  direção ao Seu lugar e vinham parando ao longo das margens eles, um por um, vieram  para a amurada com as mãos dadas lado a lado, com seus lindos olhos escondidos pelos  cílios  abaixados,  e  Ele  individualmente  impôs  Sua  mão  cheia  de  covinhas  sobre  cada  cabeça abaixada e abençoou­os todos, enquanto se ajoelhavam diante d’Ele. Meu filho, há pessoas estranhas de mentalidade estranha, que pensam que anjos  não choram. Nós choramos, meu filho, algumas vezes de tristeza, e algumas vezes porque  as lágrimas são a única oferta que podemos fazer pelo êxtase. Em tributo à santidade de  sua doçura imensa em beleza, como vi e senti, meu filho, meus olhos ficaram banhados de  lágrimas. Eles eram tão doces de se ver, a Criança e as Crianças, e a Donzela.

Tão lindos  eram em sua santidade que chorei pela alegria e pela paz que emanavam a nós mais  velhos, que estávamos aqui e ali entre as árvores sobre a Clareira circundada por águas,  estávamos ali silenciosos, desejosos e não sem alguma ansiedade. Então foram­se mais uma vez, desta vez tomando a saída entre as árvores. Elas  haviam brilhado e vi que de seus galhos muitas frutas penduravam­se sobre as águas e  sobre a beirada também havia flores. As crianças pulavam para pegá­las, à medida que  seus barcos passavam, apoiados na proa ou em pé no barco. E conforme pegavam flores ou  frutas em suas mãos, elas cresciam mudadas, e cada criança então ficava segurando uma  coroa cravejada e brilhante, para grande deleite de todos eles.

Então, coroados com elas  sobre seus lindos cabelos, eles seguiram adiante cantando e rindo de alegria. Israel tinha ficado perto da pequena colina, com as damas acompanhantes da  Sagrada Donzela. Ele agora, com elas, começou a cantar uma canção rica em melodia e 369 – A VIDA ALÉM DO VÉU  elevação. Servia de modelo para as crianças que aqui ou ali juntavam­se a ele da forma  que podiam. À medida que a canção prosseguia, eles conseguiam pegar o tema mais e mais  completamente, e finalmente puderam contribuir na harmonia.

Então o hino atingiu sua  plenitude. As doces vozes das crianças eram enriquecidas pelos demais timbres das moças e  o tenor profundo de Israel firmava todos na harmonia. Eu esperava para ver o final daquele encontro. As crianças todas desceram no  banco mais interno do canal, e o Cristo Criança disse adeus a eles, e disse­lhes que viria a  eles  novamente  com  algumas  novidades,  quando  eles  aprendessem  a  lição  desta  Sua  chegada. Então, Ele ficou sobre a Colina com a Donzela e as outras, Israel no meio, e eles  sumiram para sua própria esfera mais elevada.

E a água e os barcos? Estes ficaram, para que as crianças pudessem ser levadas até ali de tempo em  tempo, para lhes ser ensinado o real significado daquela manifestação. Seria parte de seus  estudos  para  o  tempo  a  vir. Não  sei  se  ainda  está  lá,  aquele  canal. Mas  se  não  for  encontrado um uso apropriado para ele, então será reabsorvido ao ambiente, assim com os  barcos.

Mas de qualquer forma permanecerá por muito tempo, enquanto os pequenos  não tenham dominado todo o significado que lhes trazia o Cristo Criança e Sua chegada a  eles em Seu Dia de Natalício. Quarta, 7 de janeiro de 1920. Da clareira repisamos nossos passos até o Hall dos Pilares, como é chamado de  vez em quando o Santuário daquele templo. Ali nos agrupamos em Conselho, e ali chegou  até nós um visitante para nos auxiliar com sua sabedoria, e que veio de uma esfera mais  alta  e  estava  no  Santuário  menor,  no  balcão,  esperando  por  nós. Ele  veio  a  nós  pela  entrada  lateral  da  qual  lhe  falei,  e  foi  a  um  ou  outro  de  nós  enquanto  ficávamos  conversando em grupos sobre o suave Festival que tínhamos testemunhado na Clareira.

Sei que você sempre está ávido pelo aspecto de qualquer um que trago ao palco  de nossa narrativa, e você também tem necessidade de ter o nome. Portanto darei ambos a  você. Seu nome será Shonar. Ele não era alto como são as estaturas por aqui. Ele era da  altura do mais alto de nós.

Isto seria na medida da terra alguns seis pés e um quarto. Sua  pele era amadurecida, mais que branca ou rosa, mais dourada que a nossa, como se fosse  bronzeada  por  tempestades  ou  raios  de  sol. Ele  usava  uma  faixa  clara  de  ouro  avermelhado sobre seu cabelo castanho escuro, que caía ondulado sobre seus ombros em  ambos lados de sua cabeça. Sua túnica não era da seda usual, mas mais semelhante a uma  armadura folheada, mas não com a dureza dos metais; apenas assim ela brilhava e tinha  aquela cintilação. Chegava apenas ao meio das pernas e era bordejada com uma faixa  vermelha.

Seu cinto era de ouro velho. Este era seu único enfeite. Seus braços e pernas  estavam nus. Todas as suas maneiras e aspecto falavam de uma magnífica mistura de ternura  e força quase rude. Eu não entendi à primeira vista.

Quando ouvi sua história, eu soube que  a respeito dele não poderia ser de outra forma. Ele tinha muitos séculos de serviço sob sua  responsabilidade, e este serviço era prestado em várias eras extenuantes, a maioria de eras  de revoluções sanguinárias na terra e na carreira de tiranos. O quê? Ele  foi  ativo  nos  negociações que  aconteceram  sob  Ivan das Rússias,  ele  cujo 370 – Reverendo G. VALE OWEN  nome  era  “O  Terrível”;  e  havia  dado  uma  ajuda  na  maioria  das  brutais  selvagerias  daqueles povos, daquele tempo até aqui.

Ele também misturou­se com o povo da França  em sua orgia antes da chegada de Napoleão. Ele também esteve com os ingleses nos  tempos do oitavo Henrique e em seguida. Seu trabalho é um trabalho terrível. Todos estes  movimentos mostraram aos historiadores da terra seu aspecto mais exterior de sangue e  crueldade. Há  um  outro  significado,  mais  profundo,  em  todos  estes  temas,  e  que  são  estudados por nós pelo lado mais íntimo, e ele tratou deles sob este ponto de vista.

O  trabalho de Shonar tem sido segurar o leme e guiar o barco sobre o mar de sangue. O  sangue deve fluir e os ventos da blasfêmia devem rugir em tempos como estes. É a única  forma de flutuar o barco, e a única forma para forçar seu curso para frente. Há vezes, meu  filho, nos negócios do livre­arbítrio da raça humana, em que nada mais servirá. Com o mar sangrento e com o vento forte de inferno Shonar não negocia.

Estes  são concernentes a quem os criou. Seu encargo era o barco do progresso humano, apenas  isso. O mar que tinha que navegar e o vento ao qual abria suas velas eram fornecidos por  homens e demônios. Shonar tinha que pegá­los e usá­los; para usar o fogo do inferno para  acender  sua  lâmpada  de  santidade. Esta  era  sua  tarefa.

Entendi  seu  aspecto  mais  claramente quando cheguei a saber de tudo isto. E também entendi mais claramente quão  poderoso é o poder inerente na vontade da espécie humana. Deixe­me tentar contar­lhe mais uma coisa dele. Ele era maior que sua posição. Quero  dizer  que,  se  tivesse  abdicado  de  seu  trabalho  especial  como  eu  lhe  contei,  e  assumisse sua dignidade normal, ele subiria para uma esfera muito elevada.

Seria, e é, por  seu mérito, direito ficar ali por sua própria intenção. Ele poderia tomar seu lugar por  direito e sem culpas de forma alguma. Mas até agora ele não quis clamar seus direitos. Então continua a fazer contato com os vilões e tudo que é horrível, pelo bem dos homens, e  adianta­se às felicidades dos altos céus onde, por causa de tal contato, não pode entrar. Não que ele não seja merecedor, mas porque não está ajustado e por causa dos deveres que  tem que assumir.

Citarei outro caso para exemplificar melhor. O Cristo é de Divindade próxima à  do Pai. Quando Ele veio para a terra, Ele precisou condicionar­Se à esfera terrestre. Isso  também  pelo  fato  da  Encarnação. Encarnado,  não  poderia  retornar  para  Casa.

Ele  primeiramente deveria deixar a carne, e então subir as Esferas pela ordem, ganhando cada  condição à medida que Ele sairia de uma para outras mais elevadas, até que alcançasse a  esfera Crística, que é Seu próprio domínio. Assim, expus esta Ascensão do Cristo para explicar a você o caso de Shonar por  similaridade. O Cristo fez na forma principal o que eu lhe disse. Mas, de fato, sua Ascensão  foi mais veloz e direta que pareceria ser. Sua descida para a terra já condicionou a estrada  como a Autoestrada do Rei.

Suficiente por hoje, meu filho. Reassumirei para contar­lhe de nosso Conselho  amanhã. Quinta, 8 de janeiro de 1920. Shonar  esteve  ausente  por  longo  tempo  da  Esfera  Sete,  pois  seus  trabalhos  mantiveram­no próximo à terra. Somente em longos intervalos ele subia para as altas  esferas para descansar, e em uma destas ele agora veio até nós.

Poucos de nós tinham se  encontrado com ele antes. Observei­o enquanto ia de grupo em grupo, e percebi que suas  palavras vinham contraídas, e suas sentenças eram concisas e diretas, conforme ia se  apresentando a cada membro individualmente. Ele media cada um de nós, até que abriu o  Conselho geral. Essencialmente era um homem de ação e de decisões rápidas, e incansável. Não, sua confiança, calada, forte e serena deu­nos uma sensação de energia sensível que, 371 – A VIDA ALÉM DO VÉU  em si, era repousante.

Quando eu disse que elefalou, foi para usar fraseadoterrestre. Está mais próximo  da realidade, entretanto, dizer que eu o fiz por telepatia; o que atualmente não é muito  penetrante,  estando  ainda  em  sua  infância  de  desenvolvimento. É  usada  aqui,  especialmente nas esferas mais altas, muito extensivamente, mas não tão amplamente que  se exclua outro método. Ele a usava agora, e servia a ele melhor que expressar palavras  pela boca, para conseguir atingir nosso calibre mental e espiritual. Eu, interpretando,  falarei em palavras e vozes para melhor entendimentoseu e dos que lerão tudo isto.

Quando ele, então, passou pelo nosso grupo, apartou­se no meio do Santuário e  disse, “Meus irmãos, estejam descansados, peço a vocês, enquanto eu, quando da sua saída,  também estarei”. Era uma estranha maneira de dizer­nos que nos sentássemos. Era um eco de sua  longa jornada perto da terra e num átimo deu caráter ao tema que tínhamos em vista. Sentamo­nos no canapé entre os pilares de ouro, abaixo das cortinas azuis. Shonar jogou­  se ao chão perto do cruzamento das ruas e apoiava­se em um braço ou outro, conforme  conversava com o que estava à sua direita ou à sua esquerda.

“Foi­me permitido vir a vocês, meus irmãos”, disse ele, “para pedir sua ajuda. Meus bons batalhões estão no plano da terra, deixados ao encargo de meu tenente Latimer. A eles devo retornar, pois lá, daqui a pouco, trabalho haverá que necessitará de mim. Eu  trouxe para a Esfera Três um grupo de pessoas, coletados no plano terrestre, que estão  muito necessitados de reforço e instrução. Eles saíram do redemoinho da terra e seus  tormentos, e não podem equilibrar­se novamente sem socorro.

Poderiam me ajudar, meus  irmãos, neste trabalho, e dou meu coração por contente quando eles tiverem seu bem­  estar, para que eu possa sentir­me livre para retornar para a luta lá embaixo na terra?”  “Quantos de nós todos o senhor necessita, meu senhor Shonar?” perguntou um; e  ele respondeu: “Trinta e cinco – cinco setes; cada sete de dois três, com um líder”. “E quem liderará a companhia como um todo?”  Shonar ficou em pé prontamente, com muita graça, e disse, “Você me chamou de  ‘Senhor’, meu irmão. Não me chame Senhor, peço a você. Estou aqui, não para liderar, mas  como suplicante a vocês. Seu líder conduzirá vocês, com sua boa partida”.

E, inclinando­se levemente, voltou­se e andou pelo Cruzamento à direita. Muito  rapidamente reapareceu, e ao seu lado caminhava uma mulher. Era quase da altura de  Shonar, e de perfeita compleição. Seus olhos eram escuros, com o azul profundo do céu à  noite. Seus cabelos eram muito escuros mas não negros, e estavam trabalhados em tranças  que foram arrumadas em cima e atrás de sua cabeça e sobre suas orelhas.

Davam a ela a  aparência  de  estar  cingida  para  o  trabalho;  uma  personalidade  forte,  mas  doce. Ela  parecia  misturar  em  sua  pessoa a  doce  devoção  de Maria  de  Betânia  com  o  coração  guerreiro de Boadiceia–uma mistura forte, mas graciosa. Ela devia ser gêmea de Shonar. Ela caminhava num andar gracioso para o meio do Cruzamento e ali parou,  armas dos lados, e olhou para o grupo, Shonar a seu lado esquerdo. Então ela disse, “Senhores do Cristo e, para mim, todos meus irmãos, pediram­me  que trabalhasse com os senhores neste bom trabalho.

Poderiam, então, tomar­me como  companheira neste empreendimento em comum?”  Nós nada dissemos, mas um de nós levantou sua mão em assentimento, e todos  fizemos então como ele. Então  ela  disse,  “Agradeço­lhes,  camaradas  e  colegas,  todos  vocês. Há  aqui  sessenta e três, e alguns de vocês deverão ser observadores daqui, enquanto estivermos lá  embaixo, atuando ao nos substituir de vez em quando, quando precisarmos de descanso. Shonar agrupará nossa primeira companhia a serviço agora”. Enquanto isso, Shonar fez a ronda em torno de nós conforme vinha vindo, e tocou  um e outro de nós, e ao completar o semicírculo já tinha justamente trinta e cinco, nem 372 – Reverendo G.

VALE OWEN  mais, nem menos. Por isso fiquei sabendo que ele já fizera sua escolha de quais de nós teria. E eu estava entre eles. Então um de nós endereçou à mulher uma pergunta, “Por qual nome deveremos  chamá­la, senhora, já que não é conhecida entre nós aqui?”  E  ela  respondeu,  “Vão  me  chamar  pelo  meu  nome  de  coração,  meu  irmão,  enquanto esta tarefa estiver em andamento, que é Wulfhere. Como dizem, sou estrangeira  nesta região.

Meu trabalho tem se baseado, na maioria deles, em outros rumos, entre os  povos de outra evolução. Por esta razão fui chamada para este empreendimento que, como  verão, não é ordinário, e a respeito do qual ordinários métodos, como os conhecidos aqui,  não terão proveito. Venham, senhores, e buscarei minhas mulheres e então poderemos ir  em direção à terra, vocês e nós”. Então Shonar beijou­a em cada face e sobre sua testa, e ela tomou­o em seus  braços e abraçou­o apertando­o em seu peito, face a face, acariciando­o profundamente. Mais tarde contaram­nos que ele fora filho dela na terra.

Assim Shonar foi ao Balcão, e nós seguimos Wulfhere pela rua do Cruzamento até  que chegamos ao seu quartel, onde suas moças esperavam por sua chegada. 373 – A VIDA ALÉM DO VÉU V O EPISÓDIO DAFONTE  Terça, 13 de janeiro de 1920. Conforme atravessamos a rua do Cruzamento, estive imaginando quantas novas  experiências estariam por acontecer. Eu havia visto muitas fases da vida e as atividades de  variadas esferas até a Décima Primeira. Mas estas regiões são tão vastas em extensão e tão  variadas  em  caráter,  tanto  em  cenários  quanto  em  seus  habitantes,  que  sempre  está  próximo algum interesse novo para ser descoberto. A cada nova fase parece ter um charme  de novidade maior que qualquer outro anterior.

A vida aqui, meu filho, nunca é monótona  para aqueles na luz e no progresso. A rua do Cruzamento tinha uma parede no lado esquerdo, conforme vínhamos  vindo. No lado direito, quando já tínhamos andado um pouco, era aberta a jardins. O teto  era suportado por pilares delgados de bronze, e de trabalhos em treliça. Sobre esta Pérgola  subiam e desabrochavam lindas plantas trepadeiras.

Mas nos jardins havia campos de  gramados, canteiros de flores, canais e fontes. Na nossa esquerda, a parede continuava e era de bronze, como os pilares, mas  almofadada e desenhada com uma magnífica decoração. Eu reparei especialmente num  grande painel. Tinha oito pés de altura e vinte de comprimento. Era uma paisagem em  metal de uma fonte da Esfera Oito.

A pintura não era estática como são as suas, mas todas  estão em movimento. A água caía branca da fonte e dali saía para quatro caminhos. Estas  quatro correntezas eram azuis, amarelas, vermelhas e verdes; e as terras para as quais  cada uma fluía tomavam a característica própria daquela correnteza fertilizante. O rio  verde banhava um país onde as terras principais eram dadas a pastagens. Aqui havia  cabanas, pastores e fazendeiros com suas ovelhas e cavalos e o gado, e tudo fazia com que  fosse uma região ideal para a agricultura.

Tudo isto, lembre­se, tinha um semblante de  vida e de movimento. Os pomares de maçãs balançavam com a brisa e, quando olhei para  as florestas, pude escutar o som dos pássaros. Até as nuvens planas moviam­se no céu e  davam sombra nos prados abaixo. A  correnteza azul caía de um alto platô em direção ao oceano; e aqui havia  barcos de todos os países ede muitos períodos, caiaques, canoas, galeões, fragatas e navios. Todos eles estavam em movimento, como também o mar sobre o qual navegavam.

A correnteza vermelha foi para uma região de trabalho onde homens forjavam  suas máquinas de locomoção e comércio, e também outros instrumentos de metal pelos  quais a humanidade estendeu o uso de suas duas mãos através de metálicos substitutos  artificiais de trabalho. Mesmo essa correnteza era linda, já que a nota dominante era a luz  e o fogo, e o artista tratou a matéria somente pelo ponto de vista do progresso. Nenhum  instrumento de guerra ou destruição estava sendo aqui fabricado. Nenhum monte triste de  cinzas,  nem  desperdícios  desengonçados  de  entulho. Na  terra,  isso  é  consequência  da  cobiça pelo ganho.

Na pintura, a ideia não interessava por si, mas o tema inerente era o  desejo de servir a raça. E porque era assim, o artista foi capaz de fazer esta paisagem  muito bonita também. 374 – Reverendo G. VALE OWEN  A correnteza amarela ia para o espaço. Agora você vai imaginar como foi feita, e  temo que não poderei dar a não ser uma pobre  ideia dela. Repito, tudo não era estático,  mas em movimento, nestas pinturas.

Agora, esta correnteza, à medida que seguia, tornava­  se transmutada, primeiramente em vapor, e depois em névoa, e depois em luz. Mas era luz  em sua essência, seu princípio. Incluía em si o que chamam noite, e também o dia. Como  vocês sabem, a escuridão de sua noite terrena é esmaecida pelos raios de sol, só que não  são luminosos para vocês quando olham para eles por detrás deles, enquanto formam uma  corrente  espaço  afora. Vocês  estarão  olhando  na  mesma direção  na  qual  eles  viajam.

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