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Capítulo 84 de 87
Parte 84 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Saiam desta porcaria de fogueira, e preparem seus corações com mais forças. Estes cavalheiros vão leválos para algum local menos assustador e mais adequado a seus pensamentos”. Shonar levantou sua mão, mas o outro continuou, “Não, senhor, tenha paciência comigo, peçolhe. Verdadeiramente, minhas palavras tem algo de escárnio nelas. Mas são verdadeiras, pois estes são fracos e precisam de tratamento suave, como eu disse.
Mas desejo que não sofram mais. Leveos, pois não são boa companhia para alguém como eu; pois, se eu fosse mais amargurado nas palavras e de coração, ainda não teria dito toda a verdade que é concernente a mim. Aqui e agora, é verdadeiro que não sou forte. Mas a força, eu a tenho em mim, presa por correia. Deixemme, e eu virei a vocês quando estiver pronto.
Agora sigam, e me darão alívio”. 453 – A VIDA ALÉM DO VÉU Então Shonar agrupou todo o resto, e os levamos para o Forte onde seriam atendidos e fortalecidos para sua jornada à frente. Alguns deles foram transferidos para a Clareira, outros para outros lugares. Mas todos tinham entrado na trilha em direção à luz, e agora que estavam aos cuidados de guias amistosos, não se espalhariam mais. 454 – Reverendo G. VALE OWEN X O FERREIRO FAZ REPARAÇÕES Quinta, 23de dezembro de 1920. Pouco depois, enquanto Shonar descansava após um período de trabalho mais extenuante que o normal, um dos jovens de sua casa chamouo e disse, “Há um homem fora do portão que gostaria de falar ao senhor”.
“O assunto dele é tal que você não pôde dispensálo?”, indagou Shonar; e o jovem homem respondeu, “Qual é o assunto dele, meu senhor Shonar, eu não posso dizer, já que ele tem em mente nãodizer nada a não ser ao senhor”. “E quem é o homem?” “Ele acaba de chegar ao portão, e ainda não pegamos os registros na procura de seus dados,senhor”. “Irei até ele”, disse Shonar, e foi ao portão. Era a arcada da qual eu lhe contei na última sessão em que nos falamos, meu filho. O homem estava em pé a algumas jardas, bem no centro do círculo de treva.
Shonar chamouo, ficando em pé bem embaixo da arcada, “Aproximese de mim, meu amigo, para queeu possa ver como se apresenta”. “Senhor”, replicou o visitante, “Não posso me adiantar até onde o senhor está. Aquela luz ali me traz desconforto. Apesar disso ...” E ele, apertando seus lábios, deu cinco ou seis passos à frente. Era como se ele estivesse subindo numa correnteza.
Então ficou parado e disse, “Não posso ir mais adiante que isso, meu senhor Shonar. Isto deve ser suficiente para o senhor”. Esteve lá, Arnel? Estava atrás e à esquerda de Shonar, que respondeu, “É suficiente, amigo. Vejoo agora mais claramente.
Você tem estado numa contenda com você mesmo desde que nos encontramos, meu irmão”. Era verdade, como eu podia ver. Ele não estava tão alto como quando o vi da última vez, e seu tamanho estava diminuído. Estava de certa forma magro, e muito humilde. Era verdade o que Shonar havia dito a ele na fogueira de seu campo.
Enquanto manteve sua mente no papel de tirano, foi capaz de manter uma máscara de força e aparência de vigor. Mas tão logo se pôs a buscar a verdade sobre sua condição, ele tomou a resolução de ressarcir seus atos, então toda a ilusão de grande força e valor começou a esvair, e ele apareceu exatamente como era: nenhum herói, nem líder de homens, mas apenas um pecador em sua fraqueza, e alguém que deveria seguir humildemente os que eram melhores e mais fortes que ele, se encontrasse condições de corpo e mente. Então Shonar falou novamente, “Qual é o seu desejo em relação a mim, meu amigo? Não buscamos seu registro deste tempo decorrido. Não sei, portanto, nada a não ser o que leio no livro aberto de sua própria pessoa.
Está buscando sua admissão aqui?” “Não, isso não, pois não estou pronto. Em conformidade com o que o senhor enunciou do meu caso, tenho realmente que lidar em mim com algumas partes mais profundas do passado, naquilo que formalmente pensava fazer. Eu era um louco que 455 – A VIDA ALÉM DO VÉU exultava com minha loucura. Agora sou um louco que ainda carrega sua loucura, mas sem exultação. Também sou louco o suficiente, meu senhor Shonar, para recusar seu convite gentil de entrar e retornar para minha cabana escura dentro da floresta”.
Ele mudava de posição de vez em quando, como alguém que não está à vontade. Suas palavras eram pronunciadas com alguma hesitação, como se lhe faltasse a vontade de dizer o que tinha desejo de dizer. Shonar viu isso, e, para aliviálo, disse, “Agora, Ferreiro, descanse onde está por instantes. Retornarei quase imediatamente. Eles farão música para você, enquanto espera”.
Então voltouse, e ambos subimos à sala na qual ele sabia que estava sendo feito o registro dos feitos deste homem. Eu não pude lêlos, mas ao fazer isso, ele se virou para mim num sorriso e disse, “Arnel, meu irmão, nosso irmão lá fora está virando um cavaleiro galante e está tímido por nos contar. Ele tinha apenas uma mulher em sua guarda quando fomos para lá pela última vez. Agora, lá estão quatro”. “Quatro mulheres naquela choupana esquálida?
O que está acontecendo aqui, Shonar?” perguntei. “Não, não li tudo ainda. Apenas marquei os pontos mais salientes, e deles este é o principal. Será o suficiente para abrir seus lábios sobre suas futuras aventuras. E, Arnel, penso que ele dará alegria a você e a mim com oque ele tem em mente para nos dizer”.
Então voltamos e o encontramos deitado embaixo de uma árvore que cresceu bem no limite da luz diante do portão. A música que vinha das paredes era cantada por um coral de mulheres trabalhadoras, e soava como uma suave canção de ninar. Isto ele não ouvia desde que deixara a terra, e suavizouo para que sua melhor parte correspondesse. Assim, ele foi capaz de vir mais perto da arcada e de sua irradiação. Shonar, como sempre, foi diretamente ao coração do assunto.
Ele disse, “Descanse onde está, Ferreiro; é melhor assim. A música o ajuda. Agora, digame, o que podemos fazer por você e suas quatro companhias que fazem seu lugar de santuário na sua cabana das florestas?” “Foi por isso que vim ao senhor, meu senhor. Estas quatro, eu encontrei sendo mal tratadas e cruelmente judiadas por um pequeno grupo de vadios. Então eu as abriguei.
Se lhe agrada, venha e leveas, pois assim posso seguir no meu caminho de chegar à verdade das coisas pela meditação”. “Iremos”, disse Shonar, e fomos com ele e encontramos as quatro mulheres. Três eram do grupo do Bispo, e uma era forasteira. Quando elas estavam prontas para virem conosco, Shonar virouse para o homem e disse, “E agora, meu amigo, viria também conosco? Você é bem vindo na Casa, doulhe garantia disso; seja bem vindo e tenha seu tempo de lazer para descanso e meditação.
Este é o seu propósito aqui; por que não leválo a efeito em melhores condições?” “Não”, disse ele. “O senhor tem boas intenções a meu respeito, senhor, e eu agradeço por isso, e pelo benefício que me oferece. Mas penso em fazer algo útil para contrapor ao que fiz por tanto tempo. Morarei aqui por perto e, talvez, se eu ficar atento com olhos abertos e ouvidos, serei capaz de trazer ao senhor mais peixes para sua rede de vez em quando. Não tenho a força de corpo que tinha há tão pouco tempo atrás; contudo minha mente está mais voltada à ação, e minha vontade está mais poderosa.
Isto me bastará. Faça de mim, portanto, seu observador por aqui, e farei o que for capaz com o total de pequenos méritos que alcancei.” Shonar olhou para ele em silêncio por algum tempo. O homem olhava para o chão. Finalmente ele levantou sua cabeça e, voltandose, olhou para a planície que havia saqueado e toda região em torno como comandante dos salteadores antigamente. Vi seus olhos marejarem um pouco.
Então ele se virou para Shonar, e disse baixinho, “O que faço não é nada. Não é nada, meu bom senhor, para que o senhor possa olhar desta forma tão bondosa por mim. O senhor me diz que tem meus registros lá. Não 456 – Reverendo G. VALE OWEN entendo bem o que quer dizer, mas sei que é verdade, se o diz.
Leia aqueles registros, portanto, e talvez pensará em mim de forma mais justa e menos bondosa. Então agora despacheme e,quando for ocasião, voltarei aos seus portões e virei cumprimentálo”. Shonar foi até ele, colocou sua mão esquerda sobre o ombro direito do homem, e tomou sua mão direita na dele. Não falou nada. O Ferreiro olhou para baixo, mas com a cabeça ereta; apenas suas pálpebras estavam abaixadas.
Shonar olhava diretamente para seu semblante, apertando firmemente sua mão naquele instante, mas ninguém disse nada. Então nos voltamos e saímos, levando as quatro mulheres conosco através da planície. Andamos um pouco em silêncio, e então meu amigo virouse para mim e, em voz baixa, disse vagarosa e pensativamente, “Arnel, meu irmão, no tempo em que Deus fez o Homem, Ele fez um enigma poderoso – como um num jardim em labirinto – difícil de resolver. Mas quando se chega ao centro, e há uma fonte agradável, cheia de beleza como um pássaro é cheio de música, então valeu a pena chegar lá”. Quarta, 29 de dezembro de 1920.
Estávamos sentados no grande hall no interior da Casa de James, quando o jovem Governador veio a nós e disse, “Acabo de receber notícias de meu Senhor Shonar, dizendo que necessita de mim no Forte. Comissiono à sua jovem sabedoria, meu irmão Habdi, o Povo da Clareira, para que os guie, e ao Senhor Arnel o aconselhamento a Habdi em qualquer assunto que talvez seja mais difícil que ordinariamente. Faria esta gentileza, Arnel, meu bom pai?” Eu vi que o chamado era urgente e disselhe que cuidaria de seu povo enquanto estivesse distante. Vio sair em direção à Arcada, enquanto fiquei na porta da Casa. Ele não foi sozinho, já que com ele foram dois meninos de uns catorze e dezesseis verões, e duas jovens mulheres.
Uma delas teria a idade de dezenove, e a outra uns vinte e oito pela sua aparência. O que sucedeu eu soube um tempo depois. Vou contarlhe agora, pois referese a eventos recém acontecidos, e servirá para enfrentálos de alguma forma. O grupo chegou ao Forte. Foram recebidos no portão por Shonar.
Ele recomendou aos outros o cuidado com suas mulheres, e a James disse, “Vou contarlhe nossatarefa enquanto andamos, meu filho. Venha, porque somos necessários por lá”. Por um bom tempo, o Ferreiro tinha trabalhado seu abrigo, conforme ele escolhera. Tinha em sua mente seus planos e os levava adiante. Shonar deixarao assim aos seus próprios cuidados, considerando que seria vantajoso desta forma para o progresso do homem.
Quando o Ferreiro efetuava um socorro, fazia sua aparição diante dos portões e despachava sua carga com poucas palavras. Somente um cumprimento e um adeus ele dava, e ia emboranovamente a seus negócios, na escuridão do Plano exterior em torno. Uma vez Shonar foi lá, para ver como ele se saía, e foi invisível. Viu que o homem trabalhara para erigir uma humilde residência de pedra, e ali recolhia seus socorridos. Ele os socorria ali, e os trazia para se fortalecerem um pouco.
Mas a velha cabana ainda estava lá, e era consertada de vez em quando. Era um testemunho de seu antigo tempo de degradação, e um mentor para ele que impulsionava a compensar seus crimes passados por boas ações atualmente. Quando Shonar e James chegaram ao lugar, pararam um pouco para perceberem o estado real dos fatos mais claramente. Pois de uma forma estranha, os registros do Forte cessaram repentinamente. Nenhum detalhe ou atitudes adicionais chegaram na câmara de registros.
E isso era muito incomum e difícil de ser explicado. Ficaram lá por instantes, e então Shonar disse a James, “Meu filho, temos que lidar com alguém aqui que um dia subirá alto para governar altos reinos, e eles os guiará seguramente e com muita devoção. 457 – A VIDA ALÉM DO VÉU Você é capaz de sentir o significado desta empreitada?” “Algo de mal veio à sua porta, meu senhor. Não passo disso”. “Por que cessaria o registro de suas atitudes tão repentinamente, já imaginou?” “Não, aquilo que alcanço em nada ajudará”. “Meu filho, este Ferreiro saltou para outro telhado, sobrepujou estes que trazia para nós.
A menos que levemos ajuda para seus socorros, ele pôs na cabeça cortar todas as correntes externas de informação. É por isso que nada foi transmitido ao Forte dos acontecimentos subsequentes àquilo que aconteceu neste lugar. Ele trouxe seu trabalho sob seu próprio cuidado, e encarregarseia de tudo por sua própria força de vontade. Por isso cortou toda a comunicação conosco. É uma grandealma, esta aqui”.
“Ele está na busca do coração de Shonar”, disse James, “para ser amado pela semelhança de atitudes e métodos de aplicação, senhor. Mas onde estão os que ele abrigou?” “Estão na outra casa que ele construiu. Agora iremos até lá. Mas mal consigo pensar em como lidar sabiamente com este problema. Ele tem que ter sua vontade nisto, pelo menos até certo ponto.
Por que, por ele ter se determinado a uma enorme tarefa para ser concluída, isso é uma boa coisa, e que seja recomendado. Mas devemos medir suas forças e a dos seus inimigos quando pesarmos ambos. Pode ser que nossa ajuda seja necessária, pode ser que não”. Assim, eles se aproximaram da casa e entraram, estando invisíveis primeiramente, e então, assumindo as condições gradualmente, ficaram na porta de um quarto amplo, e esperaram. Estavam num hall de área não muito grande.
Fora deste hall, havia mais quatro compartimentos. Três eram pequenos, e o da extremidade mais distante era a sala principal da casa. Não havia portas, por isso olharam para dentro. Havia uns quarenta homens e mulheres agrupados ali. Estavam sentados em bancos em torno da sala enquanto, no meio do espaço aberto, meia dúzia deles estavam dançando para seu prazer.
Não era uma bela visão, porque enquanto tentavam imitar a graça de um minueto, suas mentes doentias interpretavam tudo sem graciosidade nenhuma. Estavam no auge do aplauso quando Shonar e James entraram e ficaram perto da porta. Logo foram vistos, e um deles, o que parecia ser o líder, gritou, “Venham, bons camaradas. Vocês estão cansados, como nós estamos, daquela escuridão lá fora, sem dúvida. Bemvindos à alegria que puderem encontrar aqui em nosso meio”.
Havia um verdadeiro sinal de bondade em sua voz, pois nem todas as pessoas nesta região eram malignas, mas apenas carecentes ainda do desejo de progredir. Ali eles eram capazes de perceber, e alcançar para seu conforto, as condições mais brilhantes daquele interior provindas da residência do Ferreiro. Portanto os dois vieram e Shonar disse, “Isto é uma coisa esquisita de se ver, boa gente. Seu contentamento é grande pelas evidências, mas falho em algo na substância. Isso não ajudará a impulsionálos no empenho de progredir naquilo que são convidados a fazerem”.
Um deles respondeu, “Estamos cansados do caminho, forasteiro, e queremos descansar um pouco. Além do mais, perdemos nossos guias e perdemos o caminho em que nos colocaram. Vão nos procurar, sem dúvida, por aí. Enquanto isso nós descansamos”. “Vocês não descansam, meu irmão”,disse Shonar.
“Isso não é descanso. Deste jeito apenas acrescentam cansaço ao cansaço. E onde está o Mestre desta Casa?” Eles tinham quase se esquecido do Ferreiro. Quando Shonar falou dele, uma mulher gritou, “Bela falha, mas ele está descansando também! Nós os amarramos por um pouco, porque elequeria impedir que dançássemos”.
“Ele fez muito bem, como sabem. Agora, boa gente, todos vocês deemme sua atenção e sua boa vontade também. Este homem é seu amigo, e ficará no lugar dos guias que perderam por sua própria tolice. Eu mesmo não moro nestas redondezas, mas um 458 – Reverendo G. VALE OWEN pouco mais adiante.
Pode ser que nos encontremos novamente. Enquanto isso, recordemse de seu amigo de quem abusaram, e desamarremno. Ele vai ajudálos mais ainda, se o seguirem como líder”. Então os dois, a fim de tornarem a multidão apreensiva, exortaram suas vontades e reassumiram a invisibilidade. Naquele estado ficaram ainda observando mais um pouco e, quando tudo estava bem, voltaram para a casa de Shonar.
As pessoas ficaram pasmadas quando os visitantes ficaram invisíveis em seu meio. Um deles, que estava sentado silencioso num canto e, pela aparência, não muito contente com as atitudes destes pouco evoluídos companheiros, ficou em pé e disse, “Somos idiotas, todos nós. Aqui brincamos, enquanto o bom homem poderia nos ter contado qual o caminho a seguir. Vamos nos apressar em desamarrálo, antes que falhemos novamente no propósito. Aqueles dois não eram como nós somos.
São homens de fora, digolhes. Vejam como nos deixaram. Também seu aspecto não era desagradável, e o que falou a nós era decisivo em suas atitudes. Vamos embora, digo eu. Se brincarmos, falharemos no propósito, como muitas vezes já falhamos”.
Ninguém achou coisa melhor para sugerir. Desde que chegaram os dois forasteiros, toda a alegria cessou e a dança ficou sem sabor. Foram então ao Ferreiro. Quando ele os viu, disse, “Bem, meus amigos, vieram em vingança para desafogarem a malignidade sobre mim, ou vieram arrependidos para me libertar destes laços?” 31 O homem que os havia exortado disse então, “Bom amigo, não queremos machucálo. Já fizemos nosso passatempo, e agora estamos prontos para seguir adiante, se nos guiar.
Ele ajoelhou e libertou o Ferreiro de seus laços e, ao fazêlo, cochichou, “Leveos adiante rapidamente, e vou ajudálo como puder. Eles são fracos, estes aqui, mas não há maldade em seus corações.Eles o seguirão, se os liderar”. Então ele se levantou e os liderou em direção às terras escuras, para fora daquele oásis. Pois a casa e seu ambiente em torno tinham uma cintilação irradiante que gradualmente havia se formado sobre ela, resultante do progresso do Ferreiro em direção à luz, e também de seus trabalhos fora e dentro dela. Conforme saíram, ele foi à frente deles no longo, longo caminho que teriam que viajar em direção ao seu destino.
Pois eles iam muito lentamente, sendo fracos de propósito e de membros. E enquanto ele ia à sua frente, eles perceberam, no meio da escuridão, que sobre ele havia uma pálida irradiação de luz. Desta forma seguiram adiante, e o número deles aumentou, aqui e ali ao longo da trilha, com alguns outros que também haviam perdido o caminho. 31 Mais tarde conhecido como “O Doutor”. 459 – A VIDA ALÉM DO VÉU XI A VIDA NOFORTE Quinta, 30 de dezembro de 1920 Dentro do Hall do Forte estava reunido um grande grupo de pessoas. Eles eram, na maioria, trabalhadores do Grupo de Shonar. Com eles estavam alguns recolhidos que o progresso tinha sido tal que os capacitou assim, a virem a este brilho com conforto.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.